Política, cultura e generalidades

sábado, 19 de setembro de 2015

Os planos A, B, C, D e E

Fonte: José Paulo Grasso no Facebook.

O Plano A, vendido na campanha, era prover rios de mel aos brasileiros, depois de livrar o país das medidas impopulares tramadas por Aécio Neves e impedir que o Banco Central independente de Marina Silva retirasse a comida da mesa dos pobres.

O Plano B consistia em recrutar o tucano Joaquim Levy na diretoria do Bradesco para que ele fizesse um superávit primário de pelo menos 1,1% do PIB em 2015. Que teve de ser reduzido para 0,15% do PIB porque a mistura de estagnação com inflação transformou o remédio num veneno que deixou a economia paralisada.

O Plano C foi subdividido em três etapas: 1) dizer que não havia mais como cortar despesas, 2) entregar o país nas mãos de Deus, e 3) enviar para o Congresso um orçamento para 2016 com um déficit de R$ 30,5 bilhões —coisa de 0,5% do PIB.

O Plano D foi rabiscar um pacote fiscal em cima do joelho, porque os estrategistas do governo não tinham imaginado que o descompromisso com as metas fiscais irritaria a Standard & Poor’s a ponto de a agência rasgar o selo de bom pagador que concedera ao Brasil.

O Plano E será, será… Ainda não há Plano E. Mas a aversão do Congresso à ideia de ressuscitar a CPMF, coração do Plano D, já empurra os sábios do governo para a conclusão de que talvez seja conveniente elaborar um plano de contingência. Cogita-se legalizar o jogo do bicho, o bingo e os cassinos.

Na última quinta-feira, reunidos a portas fechadas com os parlamentares da Comissão de Orçamento do Congresso, os ministros Joaquim Levy (Fazenda) e Nelson Barbosa (Planejamento) disseram que o governo não tem um Plano B.

Atônitos, os ministros ainda não se deram conta de que, em menos de nove meses, o governo já flerta com o Plano E. O alfabeto é extenso. Mas paira no ar uma dúvida: a paciência da plateia e a economia resistirão até o Plano Z?

Josias de Souza

Pelo fim do Fundo Partidário

Para que o quadro fique completo, deveria-se proibir não somente o financiamento empresarial de campanhas eleitorais, mas também o financiamento por parte de todas as pessoas jurídicas. Entre elas da (infelizmente) mais corruptora e corrupta pessoa jurídica: o Estado brasileiro, através de órgãos como o TSE e o Congresso Nacional que libera esses financiamentos. O Fundo Partidário (que financia com meu, seu, nossos impostos partidos tão diversos do DEM ao PCO) tem que ser extinto. Fica aí a dica ao [inserir o nome do parlamentar aqui].

Que as campanhas sejam financiadas apenas por pessoas físicas.

Texto para ser divulgado para todos os senadores e deputados federais. Já foi inserido nas fanpages de Alessandro Molon e Chico Alencar.

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

STF proibiu doações de empresas para campanhas eleitorais

Avanço de verdade seria proibir doação de TODAS as pessoas jurídicas para campanhas eleitorais e partidos. Inclusive repasses de dinheiro do Estado. O que implicaria na extinção do Fundo Partidário.

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quarta-feira, 9 de setembro de 2015

A decadência da Igreja na Europa e na América

Comentários para Fratres in Unum:

A igreja europeia está decadente não é de hoje. Inclua-se aí a Santa Sé, infiltrada de hereges das mais variadas origens. Na verdade, a decadência vem, no mínimo, desde os episódios que suscitaram o cisma protestante. Se o católico médio europeu e suas mais altas autoridades eclesiásticas não seguem os mais elementares itens da doutrina de sempre, a Igreja fica fraca. Não pode testemunhar fé alguma. Torna-se incapaz de inspirar novos convertidos. Vira um campo de divisões no que não deveria haver divisões (a doutrina de sempre). Fica com medo da enorme leva de imigrantes de outras crenças que chegam à Europa. Se fosse uma igreja forte com um testemunho de fé autêntico, a igreja europeia não teria medinho da fé alheia. Pelo contrário: seria perfeitamente capaz de levar a fé católica a essas criaturas amadas por Deus e inspiraria suas conversões.

A igreja do continente americano não está muito diferente da europeia. Na verdade, os senhores cardeais, na tentativa fracassada de oxigenar a Santa Sé e a mais importante diocese europeia com um bispo não europeu, elegeu para o papado um bispo libertário da decadente igreja latino-americana, pródiga em coisas como Teologia da Libertação e RCC, esta inspirada pelos pentecostais protestantes dos Estados Unidos, país com uma igreja rica em dinheiro mas ética e moralmente decadente.

Tomara que os bons exemplos de fé da pujante igreja africana inspirem a igreja da Europa e da América. Além dos bons exemplos da pequena igreja fiel nas mais improváveis localidades.