Política, cultura e generalidades

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Chega de jogar dinheiro público fora na indústria do entretenimento

Eu fico puto com fatos citados em trechos como este, do blogue Linhaça Atômica de Alexandre Figueiredo:

Nem a intervenção da intelectualidade "bacaninha" que surgiu sob as bênçãos da Folha de São Paulo e da Rede Globo, mas que fingiu ser esquerdista para abocanhar verbas do Ministério da Cultura, de pedir o "reconhecimento artístico" a Luiz Caldas e os primeiros axézeiros, conseguiu resolver a situação (a decadência da axé music, assunto do texto do Linhaça Atômica).

Sabem qual é a solução para isso, Alexandre e demais amigos? O Governo Federal tem que parar de jogar dinheiro público fora na indústria do entretenimento. Se alguns segmentos da arte, da cultura ou do entretenimento (levando em conta que nem todo entretenimento é cultura e arte e nem toda cultura ou arte é entretenimento) viraram indústria, então se comportem como tal. Sejam autossuficientes. Sejam bancados pelos próprios recursos (o chamado capital de giro) ou pelos patrocínios da iniciativa privada da qual fazem parte. Deixem que os recursos públicos sejam utilizados para fomentar expressões ainda sem economia de escala, sejam expressões eruditas ou populares. Quem sabe um dia não vejamos mais governos e estatais enfiando suas logomarcas em tudo quanto é produto de entretenimento, de filmes do cinema nacional (até mesmo da endinheirada Globo Filmes) a CDs e DVDs da Plebe Rude.

Tem mais: sou favorável à fusão do Ministério da Cultura com o Ministério da Educação. Um ministro e um gabinete a menos também é menos dinheiro jogado fora. Tem um monte de países por aí onde a cultura é assunto do Ministério da Educação... No Brasil não é assim porque vários governos usam o cargo de ministro da Cultura (e outros cargos) nas barganhas fisiológicas.

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