Política, cultura e generalidades

sábado, 28 de fevereiro de 2015

The Economist faz matéria sobre os liberais brasileiros

Enquanto a imprensa podre e patrimonialista daqui do Brasil faz vista grossa, a revista The Economist fez matéria precisa sobre a ascensão dos liberais brasileiros, seja na versão clássica ou na versão mais libertária. Chegam a citar o "espectro político estreito do Brasil". Citam nominalmente o PT e o PSDB, que polarizam o quadro. Informam também que o Partido Novo está chegando para representar os liberais. Vale a pena conferir.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Aparelharam até a Arquidiocese do Rio de Janeiro

Resposta para Carlos Dias:

Na capela Jesus Eucaristia no Engenho de Dentro estão coletando assinaturas para o projeto de deforma política da CNBB. Aquilo não é reforma. É deforma, mesmo. Praticamente uma cópia do projeto de deforma política do PT. Duvido que essas coisas acontecessem na Arquidiocese no tempo dos saudosos São João Paulo II e Dom Eugenio de Araújo Cardeal Sales.

sábado, 21 de fevereiro de 2015

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Segundo Ulderico, a classe média tradicional quer mudanças positivas

Se a Marilena ver isto aqui no GGN, terá um chilique daqueles!

Resposta de Ulderico para Jornal GGN:

A classe média tradicional, pela melhor formação e pela ética cristã, sempre teve ojeriza da corrupção. Já os pobres, até por falta de opção, aceitavam a dentadura, o trocadinho, o pé de chinelo antes e outro depois da votação, O pobre sempre se conformou com a corrupção.

Quando os rendimentos da parte melhor esclarecida da população foram atacados por todos os lados, para favorecer os menos esclarecidos, a partir de políticas quase sempre demagógicas, criou-se o ressentimento. Até porque muitos dos integrantes da classe média tradicional, em grande parte descendentes de imigrantes, criaram a ascensão a partir do esforço próprio. Nunca precisaram de esmola governamental.

Perderam muitos de seus direitos, viram as universidades frequentadas por seus filhos, antes acessíveis apenas pela meritocracia, caírem muito de padrão, com a avalanche de gente despreparada que nelas agora estuda.

E pagam cada vez mais impostos.

Antes identificavam políticos corruptos de direita, sabiam de quem se tratava, e não votavam neles, Quem isso fazia eram os pobres, que votavam na turma do rouba mas faz.

Hoje surgiu um tipo diferente de político: o político de esquerda corrupto, que acha não sê-lo.

A hipocrisia é a pior das deficiências de caráter. E o pior dos pecados. A classe média tradicional, de sólida formação religiosa, abomina a hipocrisia.

Quando a atual classe média ascendeu pelo consumo, não teve a educação e a renovação de valores necessários, até porque isso não interessava ao governo, que se apegou ao voto dos rincões. Mas essa classe C, agora, começa a copiar os valores de quem mais admirava e invejava: seus antigos empregadores de classe média.

Ou seja, a corrupção passou a ser execrável também na classe C, o que vai acabar derrubando os governos esquerdistas.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

UFRJ FM recebeu autorização para entrar no ar




2015 está sendo movimentado nas frequências de FM do Rio de Janeiro abaixo dos 90 MHz. Além da chegada hoje da Feliz FM 89,5 (ver resenha do Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro aqui), no último dia 11 a UFRJ FM 88,9 (a ser operada pela EBC) recebeu autorização para entrar no ar. Vale lembrar que essa autorização saiu mais de um ano depois da concessão da outorga em 22 de janeiro de 2014, conforme informado no Blogue do Tributo. Aguardemos as próximas movimentações da UFRJ FM, que há de ser uma boa rádio universitária. Assim queremos. Assim esperamos. Por isso cobremos.

Texto adaptado do Blogue do Tributo.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Chega de jogar dinheiro público fora na indústria do entretenimento

Eu fico puto com fatos citados em trechos como este, do blogue Linhaça Atômica de Alexandre Figueiredo:

Nem a intervenção da intelectualidade "bacaninha" que surgiu sob as bênçãos da Folha de São Paulo e da Rede Globo, mas que fingiu ser esquerdista para abocanhar verbas do Ministério da Cultura, de pedir o "reconhecimento artístico" a Luiz Caldas e os primeiros axézeiros, conseguiu resolver a situação (a decadência da axé music, assunto do texto do Linhaça Atômica).

Sabem qual é a solução para isso, Alexandre e demais amigos? O Governo Federal tem que parar de jogar dinheiro público fora na indústria do entretenimento. Se alguns segmentos da arte, da cultura ou do entretenimento (levando em conta que nem todo entretenimento é cultura e arte e nem toda cultura ou arte é entretenimento) viraram indústria, então se comportem como tal. Sejam autossuficientes. Sejam bancados pelos próprios recursos (o chamado capital de giro) ou pelos patrocínios da iniciativa privada da qual fazem parte. Deixem que os recursos públicos sejam utilizados para fomentar expressões ainda sem economia de escala, sejam expressões eruditas ou populares. Quem sabe um dia não vejamos mais governos e estatais enfiando suas logomarcas em tudo quanto é produto de entretenimento, de filmes do cinema nacional (até mesmo da endinheirada Globo Filmes) a CDs e DVDs da Plebe Rude.

Tem mais: sou favorável à fusão do Ministério da Cultura com o Ministério da Educação. Um ministro e um gabinete a menos também é menos dinheiro jogado fora. Tem um monte de países por aí onde a cultura é assunto do Ministério da Educação... No Brasil não é assim porque vários governos usam o cargo de ministro da Cultura (e outros cargos) nas barganhas fisiológicas.

Mais comentários aqui.

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Os 50 Tons de Vermelho da Carta Capital

Comentários para Carta Capital publicados no Facebook:

É o filme achincalhado do ano, sexo para quem não o faz, coisa de mulher, todos dizem. Doe 50 dólares a quem combate o abuso sexual, não veja o abusivo 50 Tons de Cinza de uma indústria milionária, pregam as redes sociais. Grave sua transa e dispense o filme inglês, proclama Samuel L. Jackson, o ator americano que não abre mão do porte de armas.

Não faço sexo, mas nem por isso saio de casa pra ir pro cinema ver um troço desses.

Agora, se a senhora Pavam quis desqualificar o Samuel por ele ter porte de armas, perdeu feio. Podia ter sido mais irônica dizendo que Samuel disse o que disse porque o filme é da Universal, não do conglomerado Disney, que faz os filmes dos Vingadores. Mas pedir conhecimento de coisas sutis como essas é demais pro pessoal da Carta Capital.

Ao invés de me preocupar com os 50 Tons de Cinza, prefiro acompanhar apreensivo os 50 Tons de Vermelho dessa baixa política brasileira.

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Blog do Coronel republica reportagem d'O Globo com imprecisões sobre Lindberg Farias

Resposta para Blog do Coronel:

Que droga de reportagem, essa d'O Globo. Lindberg Farias não é crítico ao Governo. Outro dia mesmo ele apelava para que ninguém confundisse os pedidos de impeachment de Collor nos anos 90 com os atuais pedidos de impeachment de Dilma. Lindberg fala isso toda vez que alguém lembra que ele se lançou na política como cara-pintada, na linha de frente do Fora Collor.

sábado, 14 de fevereiro de 2015

Protestantismo tupi neocon brazuca querendo dominar geral

Resposta para Paulo Le Chevalier publicada no Facebook:

Paulo Le Chevalier

Se o
Protestantismo tomar conta do Brasil, eis alguns dos seus efeitos imediatos: 1) supressão de toda simbologia católica pública; 2 ) guerra entre as igrejas protestantes; 3) tomada de poder pelos socialistas.

Sobre o segundo tópico, gostaria de fazer uma consideração: os protestantes brasileiros não possuem uma cultura cívico-histórica aos moldes dos protestantes americanos, que moldaram as instituições do seu país à sua imagem e semelhança ( contando com apoio maçônico ). O Protestantismo no poder no Brasil poderá trazer problemas graves de ordem institucional e uma galopante anarquia.

No caso da supressão da simbologia católica pública, os protestantes se aliam aos ateus e atoas.

No caso da cultura política do protestantismo neocon brasileiro, ele é tão estatólatra quanto a Teologia da Libertação e a Teologia da Missão Integral.

A guerra entre as igrejas protestantes já começou. Toda hora tem um arranca-rabo pra ver quem fala mais alto, pra quem ocupa determinados horários e canais de rádio e de TV. É um pastor tirando outro do ar.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Homem-Aranha e a tacada de mestre da Marvel Studios

Resposta para Omelete:

Analisando todos os textos sobre este assunto, inclusive a nota oficial da Marvel Studios, cheguei à conclusão que a Marvel Studios fez uma jogada de mestre nesse acordo com a Sony. Os direitos de fazer filmes solo do Aranha permanecem com a Sony? Sim. Mas, mesmo assim, a Sony praticamente assinou um contrato difícil de quebrar de "terceirização" dos filmes do Homem-Aranha com a Marvel. A Sony continuará bancando os filmes dele, distribuindo nos cinemas e faturando nos mercados de Home Video, Internet, On Demand, TV paga e TV aberta. Mas praticamente entregou a produção e o controle criativo dos filmes solo para a Marvel, algo necessário para que a Marvel encaixe as tramas solo do Aranha em seu Universo particular. Basicamente a Sony permanece apenas com direito de vetar qualquer item dos filmes solo, por ser oficialmente a produtora principal. Os filmes solo do Aranha continuarão com as assinaturas da Sony e da Columbia Pictures, mas terão que inserir a logomarca Marvel Studios, tirando aquela logomarca "limpa" da Marvel Enterprises.

Quanto ao Aranha nos filmes totalmente próprios da Marvel Studios, parece que a Marvel aceitou os termos do acordo e chegará onde quer chegar. Pra ela, saiu até barato: terá que escalar um ator para o papel do Aranha que a Sony também aceite, e que deverá ser o mesmo a ser escalado para os filmes solo do teioso. Duvido que o Aranha apareça em apenas um filme da Marvel Studios. Deverá aparecer em vários. Quem sabe apareça no da Guerra Civil, nos dois das Guerras Infinitas e em um ou outro filme solo dos outros personagens.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

Os irmãos "achoviski" não se enxergam, mesmo

Resposta para Omelete:

Os irmãos "achoviski" não se enxergam, mesmo. Espinafram a concorrência, pois o único personagem que detonaram nominalmente foi o Thor, da Marvel Studios, mas não falam que a Warner faz coisas semelhantes, com uma diferença aqui ou ali. Os próprios irmãos cometeram aquela coisa indigna que foi a adaptação do Speed Racer, que merecidamente foi rejeitada pela plateia. De reciclagem e deturpação de ideias originais a Warner é catedrática. Dá uma aula na Fox, na Sony, na Paramount (Star Trek virou praticamente um Star Wars) e na novata Marvel Studios. Vide os filmes Superman 4, Superman Returns, Batman Forever, Batman & Robin, o Batman de Nolan se parecendo mais com o Homem de Ferro, o Bane virando chefe de milícia (José Padilha deve ter ajudado o Nolan a escrever o TDKR), a estupidez de quem escreveu a luta Superman vs. Zod no Man of Steel... Falando em Nolan, a convivência com o homem na Warner deve estar fazendo os "achoviski" se acharem o próprio.

Aí a Warner obriga os "achoviski" a fazerem Matrix 2 e Matrix 3. O que fazem? Uma história rocambolesca que termina com Neo fazendo acordo com Deus Ex Machina, personagem recorrente que autores usam quando lhes acaba a criatividade e chegam a um impasse insolúvel na trama.

É melhor os "achoviski" fazerem filmes de franquias novas, mesmo. Boa sorte com O Destino de Júpiter. Quem sabe um dia cheguem ao nível de Christopher Nolan, que já era conceituado. E continua sendo, mesmo botando armadura no Batman e transformando o Bane em chefe de milícia tipo Tropa de Elite 2.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Quando os petistas tentam arrastar a oposição pra vala comum

Resposta para Blog do Rovai publicada no Facebook:

Essa situação vale onde o PT faz oposição no estado e/ou no município e onde o PSDB é governo apenas no estado, apenas no município ou em ambos. A coisa fica muito pior pro Lula, pra Dilma e pro PT onde o PT é governo nas três esferas. Seja tendo o titular do governo como filiado ou sendo apenas aliado. Aí o discurso petista de apontar o dedo pros outros não vale absolutamente nada.

sábado, 7 de fevereiro de 2015

RGT quer chamar Brasileirão de Brazilian League

Comentários para TV Magazine:

A falta de interesse pelo Campeonato Brasileiro no exterior fez com que a TV Globo preparasse uma série de medidas para a melhoria de seu produto, segundo informações do ESPN.com.br, por Marcus Alves.

Dentre elas, segundo documento encaminhado aos clubes, está a mudança no nome do campeonato: ao contrário de Brasileirão, ele passará a ser vendido como Brazilian League para reforçar, assim, o seu caráter nacional.

Outro argumento citado pela emissora para promover a alteração é a dificuldade dos estrangeiros em pronunciar o sufixo ão da nomenclatura anterior.

Não existe consenso entre os dirigentes em torno da alteração. Parte deles contesta a estratégia da detentora dos direitos de transmissão de apostar na imagem de atletas mais rodados para promover o futebol brasileiro. Em 2014, ela destacou Ronaldinho Gaúcho, Fred e Alexandre Pato.

A impressão é de que esse modelo apenas reforça a falta de renovação nos gramados locais.

A RGT acha que os gringos engolem propaganda enganosa, como os otários engolem neste país. Não podem chamar o campeonato de Brazilian League porque simplesmente no Brasil não há liga alguma promovendo campeonato nacional. Aqui temos apenas um arremedo de liga chamado Clube dos 13, que não promove campeonato algum. Seus integrantes e os demais clubes só disputam os famigerados campeonatos da CBF: Campeonato Brasileiro e Copa do Brasil.

Quanto à questão de eliminar o sufixo -ão, isso é subserviência para atender à preguiça gringa. Lembra o Kid Abelha mudando o nome para Kid para tentar conquistar o mercado latino-americano, omitindo o sufixo -lha, e Chitãozinho & Xororó fazendo a mesma coisa, mudando o nome para Jose y Durval para omitir o sufixo -inho.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Keynesianismo e realpolitik no PT e no PSDB

Esses partidos adoram seguir linhas econômicas com nomes próprios estrangeiros ou comuns sem tradução. PT e PSDB aderiram ao keynesianismo e à realpolitik. Os partidos que aderem a eles nos três níveis de governo preferem aderir a uma política brasileiríssima em português, mesmo: o fisiologismo.

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Após "Arena Palmeiras", palmeirenses sugerem chamar Globo de RGT

Sensacional! A partir de hoje, o blogue atende à sugestão dos torcedores palmeirenses e passa a chamar a Vênus Platinada de RGT, abreviatura de Rede Globo de Televisão, e o SporTV de SPV.

Pra quem não sabe, há anos a RGT e o SPV omitem os nomes patrocinados nas suas transmissões esportivas, bem como todas as subsidiárias das Organizações Globo. Red Bull Racing (uma equipe de Fórmula 1) vira RBR, o time de futebol Red Bull Brasil (que disputa o campeonato paulista de futebol) vira RB Brasil, o RJX (time de vôlei de Eike Batista) vira Rio de Janeiro, o Allianz Parque (estádio de futebol do Palmeiras) vira Arena Palmeiras, e assim por diante.

Será que mudarão aquele grito de guerra das manifestações? "O povo não é bobo! Abaixo a RGT!".

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

Disney deixando a política de boa vizinhança para trás (SPOILERS)

Comentários para Omelete:

O produtor Jeremy Latcham e a atriz Elizabeth Olsen explicaram como será a aliança inicial de Feiticeira Escarlate (personagem dela) e de Mercúrio com o vilão Ultron no início de Os Vingadores: Era de Ultron.

Segundo eles, Pietro e Wanda culpam o Ocidente - e os Vingadores - pela miséria e por sua condição no Leste Europeu. "Nossos personagens nutrem muita raiva, especialmente em relação a Tony Stark, e querem vingança", explica Elizabeth Olsen. "Nós encontramos Ultron e ele de certa forma prega a paz. E acredita no mesmo que nós, que os Vingadores criam destruição e que uma bomba de Tony Stark é o responsável pela morte de nossos pais." (Fonte: Omelete)

Ora, todos sabem que no passado o Tony foi fornecedor de armas dos Estados Unidos, que praticamente só tiveram governos intervencionistas e belicistas. O que gerou pelo mundo afora um antiamericanismo que não distingue o país e seu povo dos governos, e governos que são transitórios. Parece que querem colocar a Wanda e o Pietro nesse contexto de antiamericanismo, o que explica a participação deles naquele protesto no primeiro teaser trailer. Só que não será um antiamericanismo explícito. Tudo cairá pra cima do Tony e dos demais Vingadores.

Posteriormente os irmãos Wanda e Pietro mudam de lado e passam a integrar a formação dos Vingadores retratada neste filme.

Já vai longe a época em que a Disney aderia à política de boa vizinhança dos governos americanos. Não há mais Walt Disney para endossar coisas como o filme The Three Caballeros. É mais fácil agora a Disney evitar questionamentos ao governo chinês que ao governo americano. Mesmo na ficção.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Depois da eleição de Eduardo Cunha...

Quem disser que Eduardo Cunha não tem nada a ver com o governo é tão malandro, vagabundo, canalha e desonesto intelectual quanto quem diz que nazismo não tem nada a ver com socialismo.

Os incomodados que se convertam.

O pessoal que reclama de um Congresso conservador aliado de um governo "pogreçista" deveria aderir ao liberalismo clássico. ‪#‎prontofalei‬

domingo, 1 de fevereiro de 2015

Por que incomoda tanto o Tocha Humana negro?


Comentários para Mob Ground:

Racismo não presta. Seja lá onde, quando ou como for.

Eu já fiquei puto quando criticaram a aparição de John Boyega como stormtrooper no teaser trailer de Star Wars: O Despertar da Força. Inclusive uns imbecis que se dizem fãs de Star Wars. Se fossem fãs mesmo, não reclamariam da aparição de John. Afinal, Star Wars sempre foi plural. É a franquia onde já trabalharam James Earl Jones (a voz de Darth Vader), Billy Dee Williams, Samuel L. Jackson... E agora terá Lupita Nyong’o, que se juntará a Natalie Portman e a Alec Guinness na galeria dos atores e atrizes de Star Wars que já ganharam Oscar, ainda que fora da franquia.

Quer ver como toda essa implicância com o Tocha Humana negro é tão somente racismo? Os mesmos que implicam com Michael B. Jordan sob alegação de a Fox “ter mudado a etnia original do personagem” não reclamaram quando a mesma Fox colocou Jessica Alba com lentes de contato e peruca loura no papel da Mulher Invisível. Na verdade, ninguém deveria denegrir nem negros nem hispânicos. E a Fox deveria ter deixado a Jessica ao natural.

A propósito: há anos a Marvel acertou ao mudar a etnia do Nick Fury para negro. Muito pela pressão dos defensores dos direitos civis, mas valeu. Acertou tanto que na época Samuel L. Jackson (olha ele de novo!) imediatamente se reconheceu tão logo viu o novo visual do personagem nos quadrinhos. Esse negócio de se identificar com personagens de quadrinhos é sério. Hoje o ator exerce muito bem o papel de Nick Fury nos cinemas. Embora os puristas dos quadrinhos reclamem que o personagem no cinema não tem a cabeça tão esquentada quanto nos quadrinhos, mas isso é outra história...