Política, cultura e generalidades

sábado, 18 de outubro de 2014

Uma visão liberal clássica para o transporte público municipal por ônibus

Resposta para o grupo Transproblemas - Imobilidade Urbana:

Pelo que vejo há anos nas discussões entre busólogos, as péssimas experiências com estatização dos ônibus municipais (seja a encampação nos anos 80 ou o atual domínio da SMTR) fizeram crescer entre os busólogos uma visão liberal clássica sobre o transporte público, embora não totalmente liberal clássica. O Estado (aqui englobando tudo: União, estados, municípios e Distrito Federal) tem que deixar as empresas concessionárias apresentarem seus serviços mais livremente, para que se distinga bem as que prestam bons serviços das de mau serviço. O Estado deve fiscalizar, não operar o sistema, como tem sido feito.

Lembre-se que o modelo anterior de empresas mais livres porém atuando sem licitação (mantendo suas autorizações precárias à base de trocas de favores com prefeitos e vereadores, inclusive bancando campanhas eleitorais) tinha suas falhas. Mas bem menos que o atual modelo estatizante.

Só não se pode trocar monopólio estatal por monopólio privado com fiscalização precária, como acontece com os trens e o Metrô.

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