Política, cultura e generalidades

sábado, 4 de outubro de 2014

Pontificado do Papa Francisco é um desastre político sem precedentes

Nem entro no mérito de alguns êxitos como a renovação da presença dos párocos e dos vigários no dia a dia das comunidades, a ainda incompleta reforma da Cúria Romana e a punição rigorosa de traidores dos votos, sobretudo de castidade, tendo até um cardeal preso na carceragem vaticana pronto para ser extraditado para a República Dominicana para responder a acusações de pedofilia. Aqui trato apenas da política, que é algo em que os papas podem cometer erros, pois na teologia católica os papas sempre acertam apenas em definições dogmáticas sobre fé e doutrina, sem estarem isentos de erros de gestão pastoral, fazendo com que sucessores possam adotar linhas, estratégias e procedimentos pastorais diferentes.

Ao longo da história, vários papas conseguiram vitórias políticas para a Igreja. Outros cometeram desatinos que provocaram prejuízos registrados nos livros de história. Dos papas mais recentes, o mais bem sucedido foi de longe São João Paulo II, um dos responsáveis pela queda do comunismo no Leste Europeu e também pela perda de influência política da Teologia da Libertação sobre parte do clero, dos religiosos e dos fiéis. Seu sucessor Bento XVI se preocupou apenas em reafirmar a fé católica, conseguindo poucas vitória políticas para a Igreja, ao contrário do que conseguiu nos tempos de cardeal, quando dividiu com São João Paulo II as vitórias contra a Teologia da Libertação.

Fora os êxitos na organização interna da Igreja e na colaboração com os estados nacionais no combate ao crime, sobra pouco de positivo no pontificado do Papa Francisco. Basicamente sobra o sucesso de relações públicas do próprio pontífice, que só tem precedentes no pontificado recente de São João Paulo II, ainda que as diferenças entre os dois sejam flagrantes. Se fosse mais novo, Papa Chico também seria um papa peregrino, batendo recordes de quilometragem aérea em viagens pelo mundo afora e em número de países visitados. O sucesso de relações interpessoais do Papa Chico não é transferido para a Igreja. Politicamente, o pontificado atual é um desastre político sem precedentes. Papa Chico seria um CNBBista, se não fosse argentino. Os liberados adeptos da Teologia da Libertação ficaram mais felizes e serelepes do que nunca. Os aliados da TL (mas não da Igreja) também estão felizes e serelepes. Vários destes foram colocados dentro da Pontifícia Academia de Ciências, como atesta o próprio MST. Essa gente não perde a primeira oportunidade de apunhalar a Igreja pelas costas na primeira oportunidade posterior aos papos furados frente a frente. Católicos tradicionalistas e católicos conservadores são sumariamente reprimidos pelo Papa, praticamente numa vingança pessoal. Para sobreviverem à sanha bergogliana, carismáticos trocam figurinhas com os "pogreçistas".

No futuro, o que ficará do pontificado do Papa Francisco serão as lembranças de um Papa campeão de relações interpessoais e uma igreja mais organizada internamente, mas derrotada politicamente. Resultado direto para a abertura de concessões para quem não dá contrapartida alguma e ainda apunhala pelas costas. Ainda ficará a institucionalização da baderna litúrgica, que atualmente recebe registros em vários blogues.

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