Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

E se fizessem o filme 'Petrvs II'?

Comentários para Omelete:

Falam muito da falta de criatividade do cinema. E tome sequências, prequels, reboots, refilmagens, versões, adaptações...

Talvez porque as pessoas que lideram a indústria do cinema entendem de ganhar grana, mas não tem dom pra criarem boas histórias nem procuram quem tenha. Muitos desses estão fora do mercado, e talvez nem tenham tantas ideias assim. Eu mesmo imagino o dia em que alguém terá culhões para fazer um filme chamado Petrvs II (Petrus Segundus, assim mesmo, em latim arcaico), um filme sobre um fictício Papa Pedro II, que poderia abordar a guerra política interna da Igreja (tradicionalistas, conservadores, carismáticos, progressistas), suas relações com o mundo e até mesmo brincaria com as supostas profecias de Nostradamus a respeito desse pontífice. Superaria até os filmes baseados na obra de Dan Brown.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Eleições 2014: Desmascarando o mito da cidade "esquerda caviar"

Nesta terra brasileira de mil preconceitos regionais, principalmente contra os amigos do Nordeste, destaco aqui os destilados contra esta cidade: o Rio de Janeiro. O pessoal se prende à votação geral no ESTADO DO RIO DE JANEIRO, onde Dilma Rousseff teve no segundo turno uma votação bem mais contundente que a de Aécio Neves. Mas nem contra o estado ou a cidade o pessoal deveria destilar preconceito.

Aqui destacarei apenas a votação na CIDADE DO RIO DE JANEIRO. Longe da contundente vitória dilmista no resto do estado (noves fora onde Aécio venceu com folga, como em Niterói), a cidade do Rio praticamente foi um espelho do Brasil: uma eleição praticamente empatada, com pequena vantagem de Dilma Rousseff, como pode ser verificado aqui. O G1 apresentou um quadro com a votação no estado nos dois turnos. Dentro deste quadro, há a votação apenas na cidade do Rio de Janeiro no segundo turno separada por zonas eleitorais. É possível perceber claramente que Dilma Rousseff venceu em todas as zonas eleitorais da Zona Oeste e Aécio Neves venceu em todas as zonas eleitorais da Baixada de Jacarepaguá. No restante da cidade, os dois candidatos tiveram vitórias em zonas eleitorais em áreas da cidade tidas como domínio da candidatura adversária. Dilma venceu na 179ª Zona Eleitoral (Barra), 211ª (Jardim Botânico) e 164ª (Laranjeiras). Há de se anotar que a 211ª Zona Eleitoral engloba Rocinha e Vidigal, duas das maiores áreas carentes da cidade. Já Aécio Neves venceu em pelo menos quatro zonas eleitorais suburbanas onde uma vitória dele seria inimaginável até 2010: 15ª (Marechal Hermes), 14ª (Todos os Santos), 215ª e 216ª (Del Castilho). As vitórias de Dilma e Aécio nas demais zonas eleitorais da Zona Norte estão dentro do esperado: vitórias de Aécio em zonas eleitorais de classe média (Méier, Maracanã, Tijuca, Vila Isabel, Ilha do Governador e Portuguesa da Ilha) e Dilma Rousseff vencendo em todas as outras zonas eleitorais.

Pelo menos esses resultados desmascaram o mito da cidade "esquerda caviar" que os preconceituosos querem impor a esta cidade.

Encerrando, deixo aqui um atalho para a votação da zona eleitoral onde voto: a 14ª. Basta consultar o portal do TRE. Dá pra mostrar na cara dos aecistas com raivinha das áreas que ajudaram Dilma Rousseff a ganhar. Aqui a papisa do lulismo não se criou. Nem no primeiro turno!

Leia mais em Se dependesse da cidade do Rio, Dilma Rousseff nem estaria no 2º turno.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Em 2013 foram pra rua exigir mudanças


Em 2014 reelegem Alckmin, Pezão e Dilma.

Da próxima vez não me chamem pra ir pra rua. Ficarei em casa.

P.S: Não fui pra a rua em 2013. Embora tenha gerado excelentes imagens de multidões nas ruas (confesso que algumas me comoveram), já sabia como acabaria tamanha hipocrisia.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Rodrigo Constantino apelando

Quando vemos Rodrigo Constantino fazendo uma suposta defesa dos funcionários e dos concursos públicos, isso é um sinal de que Aécio Neves já perdeu esta eleição, posto que é o candidato presidencial defendido por Rodrigo.

Texto de Rodrigo Constantino aqui.

sábado, 18 de outubro de 2014

Uma visão liberal clássica para o transporte público municipal por ônibus

Resposta para o grupo Transproblemas - Imobilidade Urbana:

Pelo que vejo há anos nas discussões entre busólogos, as péssimas experiências com estatização dos ônibus municipais (seja a encampação nos anos 80 ou o atual domínio da SMTR) fizeram crescer entre os busólogos uma visão liberal clássica sobre o transporte público, embora não totalmente liberal clássica. O Estado (aqui englobando tudo: União, estados, municípios e Distrito Federal) tem que deixar as empresas concessionárias apresentarem seus serviços mais livremente, para que se distinga bem as que prestam bons serviços das de mau serviço. O Estado deve fiscalizar, não operar o sistema, como tem sido feito.

Lembre-se que o modelo anterior de empresas mais livres porém atuando sem licitação (mantendo suas autorizações precárias à base de trocas de favores com prefeitos e vereadores, inclusive bancando campanhas eleitorais) tinha suas falhas. Mas bem menos que o atual modelo estatizante.

Só não se pode trocar monopólio estatal por monopólio privado com fiscalização precária, como acontece com os trens e o Metrô.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

terça-feira, 14 de outubro de 2014

O PiG de hoje será o PiG governista de amanhã e vice-versa?

Resposta para O Espiritualismo Ocidental:

Se a mesma imprensa tida como golpista ver uma mudança de governo federal, é provável que ela vire imprensa governista, tal como as imprensas estaduais o são em relação a governos estaduais do Rio, de São Paulo, de Minas.... Aí quem se tornaria o novo Partido da Imprensa Golpista a nível federal? A blogosfera progressista, provavelmente.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Sony baixando o nível do Homem-Aranha

Resposta para Omelete:

Depois de um longo e tenebroso inverno, onde teve de tudo, de um 7 a 1 histórico da seleção alemã sobre a seleção do Felipão na "Copa das Copas" a uma morte (provocada?) de candidato a presidente da República, só ontem vi esse The Amazing Spider-Man 2, num blu-ray oficial.

Bem fiz em não ter gasto um tostão pra ter ido ao cinema ver essa joça. O filme é absolutamente indigno de carregar a marca do mais famoso personagem da Marvel Comics. A parte técnica é boa e tal, e o roteiro é bem montado, nada mais que isso. Todas as críticas que fizeram contra o filme são justas. Principalmente quanto à má construção dos antagonistas do teioso.

O que mais torna esse filme indigno de figurar como opção de diversão para crianças e a família toda (já que crianças não vão sozinhas ao cinema, tem que ser levadas por pais, tios, avós ou primos ou irmãos mais velhos) é essa CAGADA que fizeram com a Gwen. Fazer a personagem morrer caída das alturas com uma cabeçada no chão, com direito a sonoplastia de crânio se quebrando e sangue rolando das narinas? Sim, a personagem também foi morta nos quadrinhos em junho de 1973 pelo mesmo vilão Duende Verde, mas precisavam apelar tanto no cinema?

Se for verdade que a Sony está prestes a capitular e entregar o Homem-Aranha para os filmes da Marvel a partir do Vingadores 3, que aproveitem e ignorem essa imbecilidade que fizeram com a franquia do teioso nessa (até agora) bilogia de Marc Webb. Nem o Sam Raimi com seu Homem-Aranha com teia brotando dos pulsos foi tão baixo. Sinto pena das crianças e dos responsáveis que foram ver esse malfadado The Amazing Spider-Man 2.

domingo, 12 de outubro de 2014

Os caras nem sabem que há mais de um conservadorismo

Comentários para Guilherme Boulos, na Folha de São Paulo:

Muita gente reclama da onda conservadora. Nem sabem o que é conservadorismo e nem que há mais de um conservadorismo, inclusive diferentes desse que está aí comentado. Se soubessem, ficariam quietos, torcendo pra ficar só nisso. Esperem só chegar a onda liberal, que está sendo gerada nos subterrâneos. Quando esta chegar, virá um confronto conservadorismo vs. liberalismo que eventualmente os colocará do lado de fora chupando dedo.

sábado, 11 de outubro de 2014

PSOListas surgiram com os termos "apoio crítico" e "voto crítico"

Foi em 2006, durante as eleições presidenciais daquele ano, quando Lula venceu Geraldo Alckmin. Com sua candidata Heloísa Helena fora do segundo turno, vários militantes do PSOL disseram que dariam "apoio crítico" e "voto crítico" para Lula, continuando a lhe fazer oposição. Continuaram a dar "apoio crítico" e "voto crítico" em segundos turnos para candidatos de esquerda pelo país afora, nos anos seguintes.

Agora várias figuras do PSOL retomam o "voto crítico", desta vez para Dilma Rousseff. Entre elas Marcelo Freixo. Só que "apoio crítico" e "voto crítico" viraram lugar comum, ainda mais nesta democracia de voto obrigatório, inclusive no segundo turno, onde só há dois candidatos para cada cargo eletivo. Não raramente, ambos candidatos com consideráveis índices de rejeição. O que tem de gente por aí dando apoio crítico e voto crítico para Aécio Neves, Pezão e Marcelo Crivella é uma grandeza. Só que os caras do PSOL não podem reclamar. Foram eles que surgiram com os termos na atual Nova República. A população aprendeu. Agora tomem.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Se dependesse da cidade do Rio, Dilma Rousseff nem estaria no 2º turno

Pelo menos é o que diz o resultado oficial do TRE, que aponta Marina Silva como a primeira colocada na cidade, Aécio Neves com o segundo colocado e Dilma Rousseff em terceiro lugar na votação da eleição presidencial, ocorrida no domingo passado. O resultado na cidade foi tão acirrado que os três candidatos lideraram a votação em várias zonas eleitorais. Onde voto deu Aécio em primeiro lugar e Marina em segundo. Resultado aqui.

O prestígio de Dilma Rousseff e de seu partido já foram maiores nesta cidade. Essa queda de prestígio deles acaba com alguns clichês construídos a respeito do Rio de Janeiro.

sábado, 4 de outubro de 2014

Pontificado do Papa Francisco é um desastre político sem precedentes

Nem entro no mérito de alguns êxitos como a renovação da presença dos párocos e dos vigários no dia a dia das comunidades, a ainda incompleta reforma da Cúria Romana e a punição rigorosa de traidores dos votos, sobretudo de castidade, tendo até um cardeal preso na carceragem vaticana pronto para ser extraditado para a República Dominicana para responder a acusações de pedofilia. Aqui trato apenas da política, que é algo em que os papas podem cometer erros, pois na teologia católica os papas sempre acertam apenas em definições dogmáticas sobre fé e doutrina, sem estarem isentos de erros de gestão pastoral, fazendo com que sucessores possam adotar linhas, estratégias e procedimentos pastorais diferentes.

Ao longo da história, vários papas conseguiram vitórias políticas para a Igreja. Outros cometeram desatinos que provocaram prejuízos registrados nos livros de história. Dos papas mais recentes, o mais bem sucedido foi de longe São João Paulo II, um dos responsáveis pela queda do comunismo no Leste Europeu e também pela perda de influência política da Teologia da Libertação sobre parte do clero, dos religiosos e dos fiéis. Seu sucessor Bento XVI se preocupou apenas em reafirmar a fé católica, conseguindo poucas vitória políticas para a Igreja, ao contrário do que conseguiu nos tempos de cardeal, quando dividiu com São João Paulo II as vitórias contra a Teologia da Libertação.

Fora os êxitos na organização interna da Igreja e na colaboração com os estados nacionais no combate ao crime, sobra pouco de positivo no pontificado do Papa Francisco. Basicamente sobra o sucesso de relações públicas do próprio pontífice, que só tem precedentes no pontificado recente de São João Paulo II, ainda que as diferenças entre os dois sejam flagrantes. Se fosse mais novo, Papa Chico também seria um papa peregrino, batendo recordes de quilometragem aérea em viagens pelo mundo afora e em número de países visitados. O sucesso de relações interpessoais do Papa Chico não é transferido para a Igreja. Politicamente, o pontificado atual é um desastre político sem precedentes. Papa Chico seria um CNBBista, se não fosse argentino. Os liberados adeptos da Teologia da Libertação ficaram mais felizes e serelepes do que nunca. Os aliados da TL (mas não da Igreja) também estão felizes e serelepes. Vários destes foram colocados dentro da Pontifícia Academia de Ciências, como atesta o próprio MST. Essa gente não perde a primeira oportunidade de apunhalar a Igreja pelas costas na primeira oportunidade posterior aos papos furados frente a frente. Católicos tradicionalistas e católicos conservadores são sumariamente reprimidos pelo Papa, praticamente numa vingança pessoal. Para sobreviverem à sanha bergogliana, carismáticos trocam figurinhas com os "pogreçistas".

No futuro, o que ficará do pontificado do Papa Francisco serão as lembranças de um Papa campeão de relações interpessoais e uma igreja mais organizada internamente, mas derrotada politicamente. Resultado direto para a abertura de concessões para quem não dá contrapartida alguma e ainda apunhala pelas costas. Ainda ficará a institucionalização da baderna litúrgica, que atualmente recebe registros em vários blogues.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Católica" vs. Paulo Batista



Poderia se esperar que as primeiras críticas capciosas contra o candidato a deputado estadual Paulo Batista (PRP-SP) partissem de políticos e militantes de partidos como PT, PSOL, PSTU, PCB ou PCO. Mas elas partiram não destes, mas de uma internauta que está espalhando estes banners no Facebook. Uma internauta que se assume como conservadora e "católica". Ponho católica entre aspas porque é difícil reconhecer como autenticamente católico uma pessoa desconhecida, neste país dos católicos de Ibope e de IBGE.

Basicamente, a internauta acusa Paulo Batista de ser libertário. E ainda o desqualifica por ser protestante.

Acredito ser saudável uma discussão política entre conservadores e liberais, sejam estes libertários ou não. Prefiro um debate desses que os 50 tons de vermelho da política brasileira. O próprio Paulo Batista pode ser criticado. Mas isso que a mocinha conservadora fez é o cúmulo da imbecilidade. Tem conservadores e liberais que só se unem na cadeia ou no exílio. No fundo, são como os esquerdistas brasileiros do pós-1º de abril de 1964 que só se uniam naquela época devido às circunstâncias adversas.

Felizmente, a mocinha que está espalhando estes banners no Facebook está levando porrada até num grupo de conservadores onde ela botou os banners, aqui, aqui e aqui. Pensou que todo mundo lá é otário e que iriam cair em sua conversa subconservadora e pseudocatólica.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Ideias para quando a Fox topar deixar o Magneto aparecer com os filhos gêmeos em algum filme da Marvel

Comentários para Omelete:

Se a questão é de os direitos cinematográficos dos personagens Marvel não estarem todos no mesmo estúdio (no caso, a Marvel Studios), bem que alguém da Marvel Studios poderia escrever um enredo poderoso para resolver essa questão, pelo menos parcialmente, principalmente na questão da treta com a Fox. O filme Capitão América 3 poderia se beneficiar disso. Primeiro, apresenta-se o roteiro. Se a Fox topar, a Marvel bota a Fox como coprodutora (logomarcas animadas da Fox e da Marvel Studios antes de começar o filme), com direito a parte dos lucros do filme (na mídia cinema, que é a que mais rende), num papel bem maior que a Paramount na fase 1, em que esta foi mera distribuidora nos cinemas e detentora dos direitos do mercado de home video.

A história propriamente dita: Steve Rogers e os aliados da nova SHIELD (Agente Phil Coulson incluído) poderiam enfrentar a volta do Caveira Vermelha, que retomou a liderança da Hidra. Paralelamente, Magneto (que será apresentado como soberano de Utopia, que será apenas mencionada no filme) vai à casa da criatura Bova e arranca dela tudo sobre o passado dele e de Magda, inclusive a paternidade dos gêmeos Wanda e Pietro. Magneto destrói a casa de Bova, utilizando os metais da casa. Paralelo a tudo isso, Steve investiga e descobre o paradeiro de Bucky, que descobre seu passado e aceita o convite para integrar os Vingadores como Soldado Invernal. Magneto vai ao encontro dos filhos, revela ser o pai e se oferece a eles e aos demais Vingadores para ajudar no combate ao Caveira. Deixa claro que seu objetivo é apenas derrotar o Caveira, nada mais. Lá no final do filme, com Caveira já derrotado, Magneto engana os Vingadores, captura o Caveira sozinho, lhe revela ser um caçador de nazistas há décadas (pelo que ele e outros judeus passaram na 2ª Guerra Mundial) e o larga para morrer em algum canto remoto. Mas aí Thanos aparece e leva o Caveira vivo para algum lugar não revelado. Mais tarde, Wanda e Pietro dizem ao pai que lamentam que ele não queira colaborar para defender o planeta, querendo defender só suas causas, e assumem de vez suas identidades como Vingadores. Magneto vai embora sem reagir, apenas para preservar os filhos. Magneto, Utopia e os mutantes não serão mais mencionados nos filmes da Marvel Studios. Por enquanto.

A chegada de Magneto à casa de Bova apareceria como cena pós-créditos de Vingadores 2. Sem mostrar o início do diálogo sobre Magda e os gêmeos. De alguma forma o roteiro teria que deixar claro ser o Magneto. Se a Fox e Michael Fassbender topassem, ele poderia ser o ator na cena e no filme do Capitão. Assim nem a identidade do personagem precisaria ser revelada na cena de Vingadores 2.