Política, cultura e generalidades

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Nichos locais sustentam mercado fonográfico

Resposta para Whiplash:

O que sustenta o mercado fonográfico hoje em dia não somos nós, leitores do Whiplash. Nós compramos CDs de medalhões do rock e de artistas independentes. Mas os medalhões da atualidade vivem de direitos autorais e de venda de ingressos e memorabilia. Do U2 ao Coldplay. Os CDs independentes são vendidos em uma quantidade residual de cópias, que sustentam apenas as próprias gravadoras independentes (quando há) e as fábricas. Se os CDs independentes são lançados sem gravadora, os artistas vendem praticamente pelo preço de custo, como forma de divulgação e para formar currículo (a discografia). O que sustenta a indústria fonográfica hoje em dia não são mais os campeões mundiais de outrora, que vendiam milhões de discos no mundo todo. São nichos locais. Como os artistas pop japoneses, que só vendem CDs para os consumidores do Japão. Ou como os nomes do sertanejo universitário e da música gospel (evangélica ou católica), no Brasil. Enquanto assisto os executivos da indústria fonográfica em pânico, ouço os últimos espasmos da indústria fonográfica, como os novos CDs dos Titãs e dos Ratos de Porão. E ouvindo os CDs originais. Nada de baixar MP3. Também aguardando o novo do U2 chegar nas lojas...

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