Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

MPB se renova no circuito independente


Difícil e trabalhoso, esse circuito independente da MPB. Mas deve ser compensador para quem o integra. Senão esse circuito já teria sucumbido. Alguns amigos da MPB até conseguem viver apenas nele. Outros tem que se virar com trabalhos paralelos, porque, a rigor, só medalhões e artistas de música de cabresto tem garantia de viver só de música neste país.

É esse circuito independente que mantém a MPB viva há décadas. Mesmo antes do termo MPB surgir na década de 1960. Mesmo antes de existir o mercado fonográfico, emissoras de rádio e cadeias de TV. É esse circuito que garante que continuem surgindo novos cantores, novas cantoras, novos músicos e novos compositores e compositoras nos quatro cantos do país. Se algum dia essa atual nova geração ocupará os mesmos espaços dos medalhões que estão aí na casa dos 70 anos de idade, só o tempo dirá. Se não ocuparem, ao menos continuarão levando a MPB adiante, como faziam as gerações pré-anos 60, pré-gravadoras, pré-rádio e pré-TV.

Não sou muito de frequentar esse meio, mas o admiro à distância. Na sexta-feira passada conferi um nome desse circuito. Carlinho Motta se apresentou à noite no Otto Music Hall, na Tijuca, Rio de Janeiro. Apresentou com um trio de baixo, teclado e bateria várias músicas próprias (várias feitas com parceiros de vários cantos do país) e grandes sucessos da MPB de outros compositores. A maior parte das músicas próprias é do CD autoral Entre o Samba e a Bossa. Na verdade, essa apresentação de sexta-feira passada não foi a de lançamento do CD. A primeira está sendo prevista para outubro.

Fiquem aqui meus votos de sucesso para Carlinho Motta e todos os bravos nomes da MPB, que sempre se renova.

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