Política, cultura e generalidades

domingo, 31 de agosto de 2014

Depois do Marx Civil da Internet, Levy Fidelix vem com mais ideias da mesma linha

Reprodução do Facebook.

Levy Fidelix quer que provedores de Internet tenham suas sedes no Brasil. Depois daquela história do Marco Civil do Alessandro Molon que os "pogreçistas" do PT ao PSOL apoiaram, Fidelix vai acabar tirando votos da Dilma.

Sem contar que teve uns tucanos apoiando o Marx Civil, também. É a união dos "cumpanhêro pogreçistas" com os patrimonialistas de toda ordem. Melhor ficar fora disso.

Só prestam a proibição do estabelecimento de velocidades e tarifas distintas por pacotes e origens de dados e a possibilidade de autenticação de identidades, pra cada um ser responsável pelo que faz. De resto, o Marx Civil da Internet merece esta alcunha que recebeu antes mesmo da aprovação.

Comigo não tem essa de "mas". O Marx Civil é a cara do Molon e do PT. Teve uns imbecis tucanos entrando de gaiato. Pelo menos os tucanos voltaram para o quinto dos infernos, de onde jamais deveriam ter saído. Faltam os outros.

A Internet nasceu como algo restrito ao circuito militar e universitário americano, mas se descentralizou, se tornando algo anárquico, ultrapassando fronteiras estatais. Falta apenas transferir o registro mundial das URLs para um fórum internacional multilateral. Leis como o Marx Civil são tentativas de "otoridades" locais de colocar o controle estatal sobre algo que se tornou anárquico. Algo como em países como China e países do Oriente Médio, onde a Internet praticamente virou uma Intranet, altamente restrita. Empresas privadas estrangeiras e outros países não criticam isso, com medo de perder esses dois mercadões.

sábado, 30 de agosto de 2014

O regime socialista euro-brasileiro

Pode não descambar para o socialismo bolivariano, que também tem o apoio de alguns vendidos e patrimonialistas "empresários socialistas" (palavras de Hugo Chávez entre as aspas). Mas que o regime agora implantado no Brasil pode ser chamado de socialismo euro-brasileiro, disso não resta dúvidas. Europeu porque, à semelhança dos governos socialistas europeus, os governos brasileiros (o atual ou o próximo, se este vier) se escoram num Estado de bem estar social sem sustentação. Ainda mais num país recessivo como o Brasil. O Estado de bem estar social fazia sentido numa Europa pós-guerra. O próprio Brasil e seu Estado (seja este mínimo, máximo, necessário ou qualquer outro termo que deem) só se sustentam sem sobressaltos se houver uma economia próspera, baseada no trabalho produtivo. Mas vá falar isso pros militontos apoiadores dessas incompetentas que pleiteiam a Presidência da República...

Seja qual for o resultado dessa bandalheira eleitoral, este país continuará comandado e pilhado por todo tipo de militontos, de sindicaleiros e de direitistas patrimonialistas. Com os patrimonialistas passando sua longa experiência de décadas para os outros.

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Tucanos voltam para o quinto dos infernos, de onde jamais deveriam ter saído

Resposta para Blog da Cidadania:

Parabéns ao Eduardo e a todos os lulo-dilmistas. Além de mandarem os tucanos para o quinto dos infernos de onde jamais deveriam ter saído, estão emplacando Dilma e Dilma do B no segundo turno. Isso se uma das duas não levar no primeiro turno.

Oposição de verdade, sem jamais ter sido petista ou lulista um dia? Está sendo gestada aos poucos. Quando os governistas perceberem, será tarde. E ainda terão saudade dos DEMos e dos tucanalhas.

anac
30/08/2014 • 00:21

Marina e Luciana Genro foram gestadas no PT. Parece se não estou enganada que Eduardo Jorge também.

Além de Marina, de Luciana e do Eduardo Jorge Martins Alves Sobrinho (não confundir com o Eduardo Jorge da Era FHC), tem também o Zé Maria, o Mauro Iasi, o Rui Pimenta... Todos foram petistas ou no mínimo lulistas um dia. Nem que seja apenas pedindo votos para Lula.

Se um dia fizerem um documentário sobre esta eleição, o nome ideal será 50 Tons de Vermelho. Tem até o vermelho azulado dos tucanos...

terça-feira, 26 de agosto de 2014

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Só com muita raiva para apoiar alguém como Aécio Neves

Resposta para Leandro Rocha:

"Marcelo, vc realmente acha que Marina = Dilma e que Aécio NEVER é menos ruim que ambas?"

Boa, Leandro Rocha. Não faltou às aulas de interpretação de texto. Só errou em citar o Aécio, que eu mesmo não citei antes. Nem citei o Aécio, como também não citei nenhum dos outros. Mas já que citou...

Eu vasculho a Internet. Vejo discussões nos espaços mais discrepantes que se possa imaginar. Até os liberalistas econômicos torcem o nariz pra Aécio Neves, por considera-lo um patrimonialista. Não serei eu que apoiarei um sujeito como esse. Candidato ridículo, vacilante, apagado, que acena para todos os lados, como também fazem Dilma e Marina. Se algum dia votar nesse sujeitinho, será com muita raiva. Só Deus e a urna hão de saber. E mesmo assim terei que ter a certeza prévia da derrota do candidato, porque os melhores candidatos são os que perdem a eleição, pois não farão merda nenhuma no Governo. Isso vale pro Aécio, pros PSOListas, pros candidatos da ultraesquerda. Quem faz merda no Governo é quem vence eleição. Mas seria o primeiro a dizer que o Governo Aécio não prestaria, ainda no dia da vitória dele, que sabemos, não virá. E ainda sacanearia os lulo-dilmistas, lhes dando as boas vindas de volta à oposição.

Marina e Dilma não são iguais. Dilma é isso que está aí. É o suprassumo do recebimento de apoio de toda a fisiologia nacional, da direita à esquerda, de empresários a movimentos sociais.

Marina é a Dilma do B. Fica naquele discursinho ambíguo pra atrair votos tão diversos como os dos manifestantes de 2013 e dos que apoiam a independência do Banco Central.

domingo, 24 de agosto de 2014

Bacanal eleitoral com direito a swing, sadomasô, sexo grupal, máquinas vibratórias e humilhação pública

Que nojo.

Fonte da foto: BetoMous.

Cinema: Sobre a hipótese de autoridades americanas jogarem a culpa da destruição de Metrópolis em Superman

A destruição de parte de Metrópolis aconteceu durante a luta do Superman contra Zod no filme O Homem de Aço.

Resposta para Omelete:

Sem querer ser chato, mas já sendo, o filme dos Vingadores já teve algo parecido. No final do filme apareceu um senador numa entrevista para a TV nos monitores da SHIELD querendo jogar nos Vingadores a culpa pela destruição da Batalha de Nova York.

Essa tática da opinião pública e de autoridades americanas de jogar a culpa das desgraças coletivas nos heróis será mais aprofundada pela Warner, em seu reboot com a DC. Algo bem mais profundo que a leve pincelada do fim do filme da Marvel. Ponto para a Warner.

sábado, 23 de agosto de 2014

Uma grata surpresa no cinema: Feiticeira Escarlate


Desde a década passada há uma série de personagens de quadrinhos sendo levados aos cinemas, pelos mais diversos estúdios. A maior quantidade de personagens tem sido da editora Marvel, levados às telas de cinema por estúdios como Fox, Sony Pictures e a própria Marvel Studios.

No meio de tantos personagens fortes (no sentido da força física), uma personagem feminina poderosa e com personalidade poderá roubar a cena num meio dominado por personagens masculinos. Aliás, é raro encontrar um filme do gênero dos super-heróis protagonizado por uma personagem feminina. Quem sabe esta aqui tenha um filme solo, um dia?

Feiticeira Escarlate (alcunha de Wanda Maximoff) é uma mutante, famosa nos quadrinhos por ter integrado, em publicações de várias décadas, várias formações do grupo de super-heróis Vingadores. A personagem tem uma longa história, que começou há exatamente 50 anos, com a publicação de sua primeira história, em X-Men #4. Basta dizer que seus pais biológicos são a mulher humana Magda e o poderoso vilão mutante Magneto. Magda fugiu com medo de Magneto, sem saber que estava grávida novamente (a primeira filha morreu pouco tempo antes), e foi dar à luz aos filhos gêmeos Wanda e Pietro (o futuro mutante Mercúrio, ou Quicksilver, em inglês) na Montanha Wundagore. Os gêmeos foram adotados ainda bebês pelo casal de ciganos Django e Marya Maximoff, que lhes deram o sobrenome. Quando adolescentes, os gêmeos viram o acampamento cigano onde estavam ser atacado por aldeões e fugiram, perdendo contato com os pais adotivos. Vagaram sozinhos por anos na Europa, chegaram a recusar um convite para entrar na escola de mutantes de Charles Xavier e acabaram entrando para o bando de vilões da Irmandade de Mutantes. Sem saber que o líder da irmandade Magneto era o pai deles, e sem que Magneto soubesse, também. Não ficaram muito tempo. Com a irmandade aprisionada por Sentinelas (dróides construídos exatamente para capturar e matar mutantes), os gêmeos aproveitaram que foram libertos pelos X-Men pra sair da Irmandade e da tutela de Magneto. Não demoraria para ambos entrarem para o grupo Vingadores. Pietro não ficaria muito tempo, mas Wanda permaneceu muito mais, integrando várias formações, eventualmente saindo e voltando. Só alguns anos depois, Magneto descobriu ser pai biológico de Wanda e de Pietro, e contaria a verdade aos dois.

Nada dessas origens da Feiticeira deverá ser mostrado nos filmes da Marvel Studios, porque há anos atrás (bem antes da compra pela Disney) a Marvel vendeu os direitos cinematográficos dos X-Men para a Fox. O que incluiu o nome da franquia, a Irmandade de Mutantes, o conceito de mutantes e vários personagens. Os mutantes que foram ao mesmo tempo do grupo dos Vingadores que fossem utilizados primeiro pela Fox passariam a ser sua exclusiva propriedade. Caso de Wolverine, Fera, Vampira e Mancha Solar. Os outros, se a Marvel quisesse utilizar, não precisaria de autorização da Fox. Esses outros são apenas e exatamente Feiticeira Escarlate e Mercúrio. Por isso, os dois estarão presentes em Os Vingadores 2: A Era de Ultron, apesar de outra versão de Mercúrio já ter aparecido em X-Men: Dias de um Futuro Esquecido.

Feiticeira Escarlate é, como a própria alcunha diz, uma feiticeira. Teve uma influência maligna dada ao nascimento pelo demônio Chthon (preso dentro da Montanha Wundagore), que lhe deu a capacidade de manipular a energia do caos, o que aumentou consideravelmente os poderes que Wanda já tinha antes de nascer. No entanto, os cuidados de seu irmão Mercúrio, o horror diante dos atos de Magneto e a amizade com vários Vingadores acabou imprimindo à Wanda uma boa índole, apesar de ainda permanecer uma pequena tendência a mudar de lado, o que, somada a uma certa tendência a perder o controle e a dosagem sobre seus imensos poderes, torna a personagem mais imprevisível e mais interessante de ser vista.

A versão cinematográfica de Wanda Maximoff apareceu pela primeira vez em Capitão América 2: O Soldado Invernal. Aparece apenas na cena intercréditos. Wanda e o irmão estão numa base secreta da Hidra, treinando suas habilidades. Wanda tem habilidades telecinéticas e as pratica com cubos de madeira. Faz isso apesar de ter as mãos enfaixadas e com válvulas para tirar sangue ou para injeção intravenosa. Poderão ser incluídos no filme Os Vigadores 2 outros poderes dela, como alteração da realidade, comunicação com criaturas e coisas do passado, do futuro e de outras dimensões (possivelmente incluindo os mortos) e a capacidade de degenerar rapidamente matéria orgânica e matéria inorgânica. Ilustrei este texto com uma foto dela se exercitando, em sua primeira aparição cinematográfica. Como a Hidra é uma organização subversiva internacional derivada do nazismo e pretende subjugar o planeta, a tendência é que os irmãos Maximoff deixem a Hidra e ingressem para os Vingadores, ao longo do filme Os Vingadores 2: A Era de Ultron. Se nos quadrinhos os gêmeos Maximoff integraram por um breve tempo a Irmandade de Mutantes, nos filmes da Marvel só poderiam integrar outro grupo de vilões, antes de serem Vingadores. Outros aspectos da origem dos gêmeos podem ser mudados nos futuros filmes, ou não. Nos dois filmes já rodados, Feiticeira Escarlate é interpretada pela atriz Elizabeth Olsen, ainda uma jovem revelação do cinema e séria candidata a musa nos próximos anos. Ainda mais com o figurino gótico que estão lhe dando para interpretar Feiticeira Escarlate em Os Vingadores 2. Aguardem.

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

'Nheengatu' é o grande CD de 2014. Até agora

Os Titãs lançaram aquele que é até agora o grande CD de 2014 e sério candidato a melhor disco do ano. Nheengatu também é o melhor CD da banda lançado depois do Titanomaquia, de 21 anos atrás (resenha para Titanomaquia aqui). Nheengatu e Titanomaquia formam junto com Cabeça Dinossauro uma trilogia. Talvez ninguém tenha reparado. Talvez os Titãs já tenham percebido ou perceba um dia, já que a banda está prometendo tocar Nheengatu ao vivo na íntegra no próximo sábado no Circo Voador, se a plateia demonstrar todo o entusiasmo que o público tem mostrado nas demais apresentações da atual turnê. Os Titãs já tocaram Cabeça Dinossauro inteiro, chegando a gravar um CD/DVD/blu-ray ao vivo com todas as faixas do vinil de 1986.

Nheengatu resgata e atualiza o estilo ácido, pesado e cru que a banda adquiriu a partir do Cabeça Dinossauro. É também um CD influenciado por sons brasileiros, marca que os Titãs conseguiram manter até mesmo em discos inferiores, como Domingo. Há quem comente que o guitarrista Tony Bellotto é o grande responsável pela sonoridade de Nheengatu.

A banda resolveu fazer um panorama do caos do mundo atual. Aborda vários temas: pedofilia, violência policial, violência doméstica contra as mulheres, pobreza e intolerância sexual, racial e social.

Nheengatu faixa a faixa

1 - Fardado - É uma faixa que disserta sobre a violência cometida por vários policiais durante as manifestações de rua no ano passado. Uma abordagem muito diferente da faixa Conflito Violento, também uma faixa de abertura, mas do CD Século Sinistro, que os Ratos de Porão lançaram também neste ano. Só que, enquanto os Ratos preferem apoiar totalmente os black blocs, os Titãs preferiram chamar os policiais violentos pro mesmo lado. "Você também é explorado, fardado!", diz a música dos Titãs. Como integrantes da banda disseram no programa Encontro com Fátima Bernardes (Rede Globo) serem contra o vandalismo nas manifestações, os Titãs foram acusados por desafetos de defender uma "anarquia institucionalizada".

2 - Mensageiro da Desgraça - História de um sujeito bastante pobre que conta suas desventuras enquanto caminha pelas ruas de São Paulo.

3 - República dos Bananas - Ska bem humorado, semelhante a músicas dos CDs Domingo e A Melhor Banda de Todos os Tempos da Última Semana.

4 - Fala, Renata - Uma música sobre pessoas que falam demais. Pela repetição de palavras, lembra muito algumas músicas do ex-integrante Arnaldo Antunes.

5 - Cadáver Sobre Cadáver - Praticamente uma marcha sobre a vida e a morte. Mais sobre morte do que sobre vida. "Quem vive, sobrevive" é a frase que resume a música toda. A melhor faixa do disco. Deve estar provocando momentos épicos nas apresentações ao vivo da banda.

6 - Canalha - A única música não autoral do disco. Foi composta por Walter Franco, um dos grandes compositores e cantores alternativos da história da música brasileira.

7 - Pedofilia - As distorções da guitarra de Tony Bellotto prenunciam todo o absurdo do problema abordado pelos Titãs. Aqui a banda preferiu fazer uma abordagem a partir do ponto de vista das vítimas de pedofilia. Chegando a citar o sentimento de culpa das vítimas, mesmo sem terem culpa alguma.

8 - Chegada ao Brasil (Terra à Vista) - Versa sobre a chegada dos colonizadores ao Brasil, em séculos passados, e tudo que esta terra tinha na época. E até coisas que só teria no futuro ("Tem palmeiras, sabiás, mulatas ainda não").

9 - Eu Me Sinto Bem - O segundo ska do disco é a única que segue aquela linha de "músicas de autoajuda" dos discos que a banda fez entre Domingo e Como Estão Vocês?.

10 - Flores Para Ela - Música sobre a violência doméstica contra as mulheres.

11 - Não Pode - Outra música com repetição de palavras, esta cheia de nãos e coisas não permitidas.

12 - Senhor - Aqui temos uma longa profissão de fé dos Titãs, em oposição a dízimos, ofertas e santos de outras crenças. "Querem meu dinheiro / Querem meu salário / Um santo no espelho / Uma sombra no armário".

13 - Baião de Dois - Música profundamente influenciada pela música nordestina, mas com letra cheia de palavrões, bem ao estilo Titãs.

14 - Quem São os Animais? - A faixa de encerramento de Nheengatu faz a defesa da tolerância sexual, racial e social. "Você tem que respeitar o direto de escolher livremente" e "Você tem que respeitar o direito de ser diferente" são versos que acabam resumindo o disco inteiro.

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

MPB se renova no circuito independente


Difícil e trabalhoso, esse circuito independente da MPB. Mas deve ser compensador para quem o integra. Senão esse circuito já teria sucumbido. Alguns amigos da MPB até conseguem viver apenas nele. Outros tem que se virar com trabalhos paralelos, porque, a rigor, só medalhões e artistas de música de cabresto tem garantia de viver só de música neste país.

É esse circuito independente que mantém a MPB viva há décadas. Mesmo antes do termo MPB surgir na década de 1960. Mesmo antes de existir o mercado fonográfico, emissoras de rádio e cadeias de TV. É esse circuito que garante que continuem surgindo novos cantores, novas cantoras, novos músicos e novos compositores e compositoras nos quatro cantos do país. Se algum dia essa atual nova geração ocupará os mesmos espaços dos medalhões que estão aí na casa dos 70 anos de idade, só o tempo dirá. Se não ocuparem, ao menos continuarão levando a MPB adiante, como faziam as gerações pré-anos 60, pré-gravadoras, pré-rádio e pré-TV.

Não sou muito de frequentar esse meio, mas o admiro à distância. Na sexta-feira passada conferi um nome desse circuito. Carlinho Motta se apresentou à noite no Otto Music Hall, na Tijuca, Rio de Janeiro. Apresentou com um trio de baixo, teclado e bateria várias músicas próprias (várias feitas com parceiros de vários cantos do país) e grandes sucessos da MPB de outros compositores. A maior parte das músicas próprias é do CD autoral Entre o Samba e a Bossa. Na verdade, essa apresentação de sexta-feira passada não foi a de lançamento do CD. A primeira está sendo prevista para outubro.

Fiquem aqui meus votos de sucesso para Carlinho Motta e todos os bravos nomes da MPB, que sempre se renova.

domingo, 17 de agosto de 2014

Socialismo sem aspas

Resposta para Marcelo Pereira aqui e aqui:

Eu tive humildade para mudar. Parei de falar e escrever algumas bobagens. Graças ao amigo Marcelo Pereira.

Agora, quando verei os socialistas terem humildade e pararem de colocar aspas nos segmentos do socialismo que julgam não serem socialismo? Só porque esses socialismos não deram certo, só beneficiam aliados ou supostamente flertam com ideologias contrárias?

Melhor esperar sentado. Porque em pé cansa. Filho feio não tem pai.

Debate sobre este tema aqui.

sábado, 16 de agosto de 2014

Quadro partidário brasileiro é podre e o Estado tem poder demais

Resposta para Blog do Coronel:

João Goulart, Juscelino Kubitschek, Ulysses Guimarães, Celso Daniel, Toninho do PT de Campinas, Eduardo Campos... A lista só aumenta.

Como a bandalheira acontece em qualquer governo, a conclusão a que se chega é que o quadro partidário brasileiro é podre há décadas e o Estado tem poder demais. Aí qualquer governo que seja se esquiva de suas responsabilidades.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Apesar do rock nacional, rock não é necessariamente de esquerda

Fonte: Facebook.

Luciano Geronimo

Rock é coisa de esquerdoso.

"Rock é coisa de esquerdoso"? Elvis Presley, Neil Young, Joey Ramone e Dave Mustaine não concordariam com isso.

Marcos Vinicius Mesquita

Entre outros. A cena nacional ser dominada por idiotas esquerdosos não significa que o Rock seja. Tai Roger e Lobão pra contrariar.

Pois é. A cena do rock nacional é historicamente dominada pela esquerda caviar. A cena oitentista (a mais bem sucedida) está à frente. Herbert Vianna é lulista assumido. Nasi é filiado do PC do B. Frejat participou da derrotada proposta do SIM no plebiscito sobre a proibição de venda de armas e munição. O Capital Inicial continua naquela onda adolescente de voto nulo enquanto Dinho ostenta símbolos esquerdistas nas camisetas. Cazuza compôs Burguesia, apesar de ter recusado proposta do PT para usarem a música na campanha de Lula de 1989 (talvez Cazuza fosse simpatizante da ultraesquerda, que daria em partidos como PSOL e PSTU). Leoni andou escrevendo umas bobagens, ultimamente. E TODO o punk rock brasileiro está comprometido até a medula com a esquerda.

Mas há exceções. Renato Russo assumiu ser capitalista. João Barone andou batendo boca com governistas na Internet. Paula Toller pediu votos para Geraldo Alckmin no Circo Voador em 2006. E tem os casos mais notórios de Lobão, Roger Moreira e Leo Jaime.

Falando no Dave Mustaine, não sou de comprar discos do Megadeth, mas fiz questão de comprar um: o United Abominations. O disco é demolidor. Só a arte gráfica e a faixa-título valem mais que tudo o que a esquerda caviar gravou ao longo deste século e do século passado.

Marcos Vinicius Mesquita

Dos álbuns recentes do Megadeth o "united" e digno de nota.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

'Cidade do Rock' repete playlist da Rádio Cidade de 19 anos atrás

O único lugar onde tenho conferido a programação da Rádio Cidade é a academia, onde os professores tem dado preferência a essa emissora no aparelho de som da sala de musculação. A programação do programa Cidade do Rock (carro-chefe da programação da rádio) é praticamente o playlist da rádio de 19 anos atrás. Praticamente não são tocadas bandas e músicas surgidas no atual século. Mas, apesar da tendência aos flash backs, é o mesmo irrit parade de sempre, com sucessos óbvios de nomes do rock. Além de popices, como músicas do Rappa. O programa anda evitando até mesmo as músicas que a rádio inteira tocou na fase "A Rádio Rock", entre o ano 2000 e o advento da Oi FM. Mesmo as melhores músicas que tocam são apresentadas através de gravações inferiores às originais. Veranaio Vascaína, por exemplo, apareceu hoje na versão do Acústico MTV do Capital Inicial, que por ser de 2000, não integrou a fase 1995 da Rádio Cidade, e sim a fase "A Rádio Rock".

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Mercados evangélico e católico dão sobrevida às grandes gravadoras

Resposta para Genizah:

A Sony Music e a Som Livre tem divisões gospel. Logo logo a Universal Music montará a sua. Só que a Universal Music preferiu se aventurar primeiramente no segmento católico. Quando ainda se chamava PolyGram, foi a gravadora que lançou os primeiros CDs de música do Pe. Marcelo Rossi, inclusive o primeiro e mais vendido, Músicas para louvar ao Senhor. Hoje a Universal Music tem um contrato de distribuição de alguns discos da gravadora católica Codimuc, e o único selo gospel da Universal Music está vinculado à EMI americana.

domingo, 10 de agosto de 2014

Clero CNBBista e TL de conversinha com hereges e com traidores da fé

Respostas para texto de Dom Edson de Castro Homem inserido em Fratres in Unum:

Alexandre Semedo
5 agosto, 2014 às 6:32 pm

Eu entendi mais ou menos o seguinte: o mundo moderno fica sempre com um pé atras sempre que a Igreja lhe diz não justamente porque a Igreja sempre disse NÃO ao mundo moderno até o Concílio.

Depois do Concílio, como a Igreja passou a dizer sim (ou “talvez”, ou “quem sabe?”, ou “não, mas provavelmente sim”, ou “sim, mas com certeza não”, enfim…) ao mesmo mundo moderno, este, ao receber qualquer nãozinho que seja, se arrepia todo e se lembra daquela Igreja intolerante do pré-concílio.

Assim, a Igreja pré-conciliar é culpada do porquê do mundo moderno não gostar da Igreja pós-Conciliar. Sabe como é: depois de séculos condenando as heresias e os erros, ficou uma certa magoazinha nos inimigos, digo, nos interlocutores deste diálogo. Em suma, se o “artista” (com sua bela “arte”) se arrepiou com a proibição do uso da imagem do Cristo, é porque ele ainda não percebeu que a Igreja não é mais AQUELA Igreja de Sempre.

Infelizmente, nós, católicos, já percebemos isto.

E choramos amargamente aguardando que o Imaculado Coração de Maria finalmente triunfe…

Reginaldo
6 agosto, 2014 às 10:36 am

Eis um retórico modernoso. Segundo se lê nas solertes entrelinhas, no caso, a culpada é a Igreja que só viveu do combate ao erro e, de tanto combater, se tornou intrinsecamente intolerante. Essa suposta intolerância católica é que está sendo trocada agora pelo diálogo servil com os radicais intolerantes das artes, da academia e da política partidária. A atitude recorda a famosa crítica de Churchill aos diplomatas de Inglaterra e França, no Tratado de Munique de 1938: ‘entre a desonra e a guerra, escolheram a desonra, e terão a guerra’. E a tiveram! Os cristãos devemos ser pacíficos; jamais pacifistas.

Marcelo Delfino
9 agosto, 2014 às 8:23 pm

Diálogo é uma coisa. Conversinha é outra muito diferente. Diálogo até os santos e santas tiveram com hereges e traidores de toda ordem. Mas sem jamais virar cúmplice desses hereges e traidores. O diálogo era pontuado por grandes e memoráveis denúncias contra as falsas doutrinas defendidas por hereges e por traidores da fé, denúncias às vezes ditas frente a frente.

O que o clero CNBBista e a TL mais fazem na vida é conversinha. E conversinha só leva à ruína. No mundo material e mais ainda no mundo espiritual. Agora mesmo tem infiéis católicos cogitando votar no "bispo" Crivella para governador...

sábado, 9 de agosto de 2014

Ecumenismo dos infernos: (In)fiéis católicos avaliam votar no Bispo Crivella

Fonte: Informe do Dia, de Fernando Molica, em O Dia.

A opção

Tem gente na Igreja Católica avaliando votar em Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal. Isto para evitar a eleição de Garotinho.

Tem (in)fiel católico que merece se ferrar, mesmo. Só não pode ferrar a população inteira junto.

Este estado e este país estão se danando com essa historinha de "mal menor" pra evitar o "mal maior". E, pelo jeito, continuarão se danando.

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Raiva ou indignação contra a propaganda eleitoral?


A democracia é o pior dos regimes políticos se excluirmos todos os outros. Ela é cara, barulhenta, mas é melhor que os mais baratos e os mais silenciosos regimes fechados.

De modo que só pode ser raiva ou uma justa indignação contra políticos específicos a atitude que algumas pessoas defendem de se sair por aí chutando cavaletes de propaganda eleitoral. Agora, corte proposital do número eleitoral de candidatos em cartazes afixados na rua (como estes fotografados ontem na Rua Coração de Maria, no Méier) é a primeira vez que vejo.

domingo, 3 de agosto de 2014

Campanha presidencial de 2014 já é um nojo

Já viram, né. Campanha presidencial 2014 já é um nojo. É a briga de quem aparelhou Petrobrás contra quem construiu aeroportos pra parentes.

Por enquanto, deixem eu ficar quieto. Porque, se eu começar a dar pitaco neste assunto, saiam de baixo!