Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 25 de julho de 2014

João Grilo e Chicó serão para sempre João Grilo e Chicó. E ponto final

De todas as coisas ditas (agora relembradas) pelo saudoso escritor Ariano Suassuna, uma das melhores foi a resposta dele a quem perguntou a ele, na época do lançamento de O Auto da Compadecida, como as editoras de livros estrangeiras traduziriam no exterior os nomes de personagens como os protagonistas João Grilo e Chicó. Ele simplesmente disse que os estrangeiros não deveriam traduzir os nomes dos personagens e que eles deveriam se virar com esses nomes tal como foram concebidos. Não lembro os termos exatos, mas o que ele disse foi fundamentalmente isso.

Concordo com o Ariano. Além do mais, na nossa língua portuguesa, não se traduz nomes de pessoas, a não ser em algumas exceções, como nomes de papas e alguns dos principais integrantes da realeza. Até por uma questão de enriquecimento cultural: em todos os países do mundo, deve ser dada a cada povo a oportunidade de aprender outros idiomas, sem deixar de valorizar o idioma local. Cada um deve defender o seu sem desprezar os dos outros. João Grilo e Chicó devem ser e serão, para sempre, João Grilo e Chicó. Seja aqui ou em qualquer um dos mais de 200 países pelo mundo afora.

Se aqui nós não traduzimos Peter Parker para Pedro, Tony Stark para Antonio ou Steve Rogers para Estêvão, os gringos tem que falar e escrever João Grilo e Chicó. Se não conseguirem, então que se lasquem.

Nenhum comentário:

Postar um comentário