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sexta-feira, 14 de março de 2014

'Gravidade' mereceu cada Oscar que levou

Gravidade foi o grande campeão do Oscar 2014. Além do Oscar de melhor diretor para Alfonso Cuarón (diretor também ganhador do Globo de Ouro na mesma categoria), o filme faturou outros seis Oscars, todos técnicos. O filme é o grande vencedor do Oscar. Ponto. Pouco importa se os sabichões acham que quem não é diretor, ator, produtor nem roteirista de um filme é um profissional menor do mundo do cinema. Querem a todo custo depreciar os Oscars técnicos. Sempre mencionam o termo "Oscars técnicos" em tom pejorativo. Os profissionais técnicos tem que ser valorizados, também.

E são exatamente os quesitos técnicos que fizeram a diferença neste filme. Normalmente, a parte técnica dos filmes (principalmente os efeitos visuais) aparece mais em filmes-pipoca, que muitas vezes escondem deficiências de roteiro, de história, de direção e até de atuação. Mas, embora Gravidade seja um filme em que a parte técnica se sobressai, não é um filme-pipoca. Neste filme temos boas atuações, boa direção, boa história e bom roteiro. Este é um excelente filme de ficção científica sobre uma viagem espacial, claramente herdeiro da tendência lançada por 2001. Mas só a arte gráfica da divulgação do filme imita a do filme de Stanley Kubrick. O filme em si é bastante inovador.

A trama de Gravidade é bem simples. Não houve mesmo o objetivo de mostrar uma história truncada ou complexa. Aqui é mostrado apenas o que acontece quando destroços de um satélite inativo destruído por um míssil russo iniciam uma reação em cadeia, são lançados em alta velocidade e atingem a nave americana Explorer, com alguns astronautas em missão de manutenção do telescópio Hubble. O incidente resulta na morte de quase todos os ocupantes da Explorer, exceto do comandante da missão (papel de George Clooney) e da doutora Ryan Stone (papel de Sandra Bullock). A partir daqui, os dois sobreviventes tem que utilizar seus conhecimentos científicos, seus equipamentos restantes e até a força da gravidade (aqui o provável motivo para o nome do filme) para procurar alguma estação espacial que possua uma sonda em condições de uso para lhes permitir retornar à Terra em segurança. Percebe-se durante todo o filme a tensão da doutora Ryan com a sucessão de acontecimentos.

O filme também chama a atenção para o problema do lixo espacial em órbita da Terra. Lixo de todos os tamanhos. De ferramentas perdidas por astronautas até satélites inativos e restos de foguetes usados no lançamento de naves espaciais. O blu-ray do filme traz entre os bônus um documentário só sobre a questão desse lixo espacial.

Vale a pena conferir este filme, que por ter sido lançado no segundo semestre de 2013, já chegou ao Oscar após o lançamento do DVD e do blu-ray oficiais.

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