Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Deixo para os amigos definirem o que é politicagem

Resposta para Leandro Rocha publicada no Facebook:

Por quê fatos lamentáveis como esses viram motivos para a politicagem mais rasteira?

Tou pensando seriamente em aderir neste ano à campanha "Não reeleja ninguém". E ninguém MESMO. Pra ninguém se fazer de desentendido, cito logo os cargos. Nem deputado estadual, nem federal, nem senador, nem governador (a começar pelo Alckmin, em quem os paulistas podem votar) nem presidente da República.

Resposta publicada no Facebook:

Leandro Rocha

Marcelo Delfino, isso inclui pro mesmo cargo, ou pra outros cargos tb? Pq se for pro mesmo cargo apenas, lembre-se: Pezão não é candidato à reeleição, nem o Garotinho, nem o Lindberg, nem o César Maia, nem o Crivella. De resto, eu não entendi bem o seu comentário, qual a politicagem rasteira?

Pra mim a politicagem que está sendo feita é essa obsessão da imprensa em querer associar o nome do Freixo ao suposto e até possível assassino do repórter, como disse o Thiago Lopes, o "marginalzinho" (e isso ele é mesmo, pq ele estava atirando rojão na manifestação, isso comprovaram, mesmo que não tenha sido o rojão dele que pegou o cinegrafista).

Agora, muita gente comentou, uns fizeram perguntas, respondi, outros vieram trollar, com ataques pessoais, fugindo da questão, dizendo que eu disse coisas que não disse, esses apaguei os comentários. Houve quem manifestasse a sua opinião com educação tb.

Mas somente um, o Ricardo Steyer, até agora, discordou no mérito principal (PM ter jogado a bomba) sem ataques e citando um argumento válido. O debate está aberto.

Só pra esclarecer: se Cabral renunciar, Pezão vira candidato à reeleição. Mas podemos excluir os concorrentes dele, também. É pra renovar total, mesmo. Ainda mais porque, desde a fusão da Guanabara com o Estado do Rio de Janeiro, o cargo de governador foi esvaziado. Tem pouco poder. Pouco importa o estrupício que o ocupe. Tem muito mais gente mandando mais.

Quanto à politicagem, eu deixo para os amigos internautas definirem por si mesmos o que é. Eu só quis mostrar minha indignação com todo esse quadro político, da extrema esquerda à extrema direita. Mas como anda muito perigoso tomar posições nesse regime brasileiro tido como democracia...

Leandro Rocha

" o cargo de governador foi esvaziado. Tem pouco poder."

Vc é que pensa, vc é que pensa...

(Vide cena de Coronel Nascimento descobrindo aliança de milícia com governantes do Estado do Rio de Janeiro em Tropa de Elite 2)

Pô, Leandro. Se tentou me convencer do contrário, fracassou redondamente. Você foi buscar um exemplo que coincide exatamente com o que penso! A premissa básica do filme citado (inclua-se a parte 1) é que a bandidagem manda mais neste estado que os governadores. Seja a bandidagem do tráfico, miliciana (tenha ou não policiais envolvidos) ou da política. Alguns candidatos a governador até fizeram campanha com apoio deles!

Leandro Rocha

A bandidagem manda nesse estado pq é ajudada pelos governadores. A bandidagem precisa dos governadores, e certos governadores querem confiar na bandidagem pra se eleger e reeleger. É uma troca. Vc fala como se o governador fosse tipo a rainha da Inglaterra, uma figura decorativa, e não é. O governador manda na polícia, ao contrário do Prefeito que não tem uma força de segurança armada a seu favor.

No mínimo, os políticos e a bandidagem estão em pé de igualdade, Leandro Rocha. Uns precisam dos outros. Só que a diferença é que, enquanto o mandato dos governadores acaba, o poder da bandidagem continua. Ninguém os elegeu. Eles se impõem pelo poder das armas, já que não tem o poder da lábia.

Leandro Rocha

Dificilmente o mesmo bandido fica no poder mais que 8 anos, kkk, é um mercado de alta-rotatividade. A facção, essa sim, continua. Igual o governo, os mandatos acabam, mas o grupo que ta mandando é o mesmo desde sempre.
Brizola, Marcello, Garotinho, Rosinha, Cabral, Pezão, a linha é sempre a mesma, nunca teve um candidato de oposição de verdade sendo eleito.

Por sinal, todos os que governaram este Estado ou estiveram perto disso como candidatos (alguns em 2º turno) são crias que romperam com Leonel Brizola ou são crias das crias de Leonel Brizola. Ainda não houve uma quebra desse paradigma. O próprio Brizola foi inoperante diante da insegurança pública instalada neste Estado. Antes mesmo dele, diga-se de passagem.

Leandro Rocha

Exatamente, isso que eu quis dizer, quando é que isso vai mudar? Quando for eleito alguém que não seja ligado ao poder. Independente dele ter tido cargo antes ou não, o cara ter sido vereador ou deputado não significa que ele é do grupo do poder, mas ele ter crescido na política ao lado dos poderosos, isso sim.

Ah, Marcelo Delfino teve uma sim que foi pro segundo turno e não era, Denise Frossard. Votei nela, mesmo ela sendo de direita. Melhor uma direita moderada e honesta, do que um "centro" ou mesmo um esquerdista corrupto. Pena que o pessoal aí que fala mal do Freixo não consegue entender isso.

Denise Frossard era um bom nome. Representava uma direita propositiva, positiva e proativa que teve em Ulysses Guimarães seu mais recente bem sucedido nome. Denise era um nome tão bom que foi ejetada desse mundinho dos atuais partidos políticos, depois de ter perdido uma eleição para governadora. Foi chamada para lá em função de seus potenciais votos, mas com seus correligionários já meio sabendo que chegaria, no máximo, ao segundo turno. Com certeza ela perderia para alguém dessa legião de ex-brizolistas ou crias de ex-brizolistas. O que acabou acontecendo.

Parece que estão querendo repetir a história com o Bernardinho. A família é que o está puxando para fora dessa encrenca.

Nenhum comentário:

Postar um comentário