Política, cultura e generalidades

domingo, 19 de janeiro de 2014

Uma nova análise do conjunto de 16 cardeais do Papa Francisco

Resposta para Fratres in Unum:

Se eu contei certo, encontrei nessa lista de 16 cardeais eleitores 6 europeus, sendo 4 italianos. Falam tanto que o Papa quer tornar o colégio cardinalício menos eurocêntrico e menos italiano, mas pra isso, até mesmo 6 cardeais em 16 ainda é muito. Ainda mais com 4 italianos. Deveria haver menos europeus nessa lista. "Extinguir" as sedes cardinalícias de Turim e Veneza foi pouco. Mas bem que poderia ter colocado o presidente da conferência episcopal filipina.

Hoje a Europa virou terra de missão, e já não gera testemunhas da fé como gerava antes. Hoje há mais testemunhas e missionários (proporcionalmente falando) vindo dos outros continentes. A começar pelo próprio Papa, um argentino. Os melhores tem vindo da África, como alguns comentaristas tem anotado. Não que eles e os demais não tenham seus defeitos, como todos nós temos.

Era natural que o papa Francisco escolhesse o atual sucessor de Dom Eugenio Sales para o cardinalato. Nenhum desses 16 cardeais deve ser tão parecido com Papa Francisco quanto Dom Orani. O cardeal paulista radicado no Rio de Janeiro está para o Papa Francisco assim como Dom Eugenio estava para João Paulo II. João Paulo II e Dom Eugenio fizeram história ao combaterem a Teologia da Libertação.

Papa Francisco e Dom Orani João Tempesta pensam e agem da mesma maneira. Os dois são dados ao diálogo direto com a população. O cardeal Jorge Mario Bergoglio costumava ir várias vezes na semana a favelas de Buenos Aires, onde era arcebispo. Dom Orani costuma ir a favelas do Rio de Janeiro. Só não deve ir muito de Metrô porque o Metrô carioca, convenhamos, é uma lástima. O Metrô vai a poucos lugares, e por isso passa perto de poucas comunidades carentes.

Por outro lado, Papa Francisco e Dom Orani são diplomáticos. Tentam dialogar até com os inimigos da Igreja, que nem assim passarão a respeita-la. O próprio Papa Francisco continua sendo criticado pela fauna e pela flora da esquerda latino-americana, a despeito de dona Cristina ter ido voando tomar mate com o Papa no Vaticano logo após o Conclave de 2013. Dom Orani não é muito amado pela esquerda carioca. Ainda mais prestigiando algumas iniciativas como aquele folheto de bioética distribuído na JMJ, defendendo a família e combatendo o aborto.

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