Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

J. J. Abrams e a espera pelo Episódio VII de Star Wars


Resposta para Omelete:

Na comunidade de fãs de Star Wars, JJ já é chamado de Jar Jar Abrams, numa clara alusão ao personagem Jar Jar Binks, de A Ameaça Fantasma. Como o homem também dirigiu as duas prequels (com jeitão de reboot) de Star Trek, há também quem chame o futuro novo filme de Star Wars Episódio VII: Star Trek.

Por conta da boataria em torno do filme, ele também pode ser chamado de Star Wars Episódio VII: O Império dos Rumores.

No que diz respeito a esse Episódio VII, temo pelo que farão com a franquia a partir dele. É apenas esse o motivo que me leva a não ter tanta ansiedade com esse filme, embora goste de saber de tudo antes. Tipo test drive de carro. A história completa do Episódio III eu já havia lido na Internet meses antes da estreia do filme, e nem assim deixei de me surpreender positivamente com ele. Uma coisa é você saber da história toda antes. Outra é você ver o filme todo pronto na sua frente.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Um polaróide de Wall Street no mais recente filme de DiCaprio e Scorsese


Uma vez, um amigo escreveu que Wall Street tem mais drogas que vários Woodstock juntos. Sempre acreditei nessa premissa, embora ninguém possa dizer que todos os habitantes do mercado financeiro de Wall Street sejam usuários de drogas. Uma pequena amostra dessa orgia alucinógena foi retratada agora no recém-lançado filme O Lobo de Wall Street, baseado num livro de memórias de Jordan Belfort cujos direitos cinematográficos foram comprados por Leonardo DiCaprio, ator principal que assumiu o papel de Belfort no filme e encarregou Martin Scorsese da direção. É a quinta vez em que os dois medalhões do cinema trabalham juntos num filme.

A longa trama do filme (cerca de três horas de projeção) trata da história real de Jordan Belfort, que fez carreira como corretor de títulos no mercado financeiro americano e que, ainda na época de estagiário (em 1987), aceitou a dica do então patrão para que abusasse de sexo e drogas para potencializar sua agressividade no mercado financeiro. O filme retrata como Belfort ficou multimilionário a partir da criação (como sócio majoritário) de sua firma Stratton Oakmont, onde basicamente enriqueceu cometendo fraudes com títulos de ações, extorsão de clientes e lavagem de dinheiro, crimes pelos quais seria condenado anos mais tarde a três anos de cadeia. Isso porque colaborou com as investigações do FBI, confessando os crimes e entregando todos os comparsas, porque senão poderia ter pego 20 anos de cadeia. A Stratton Oakmont pagava festas para "incentivar" seus empregados, com fartura de drogas e prostitutas. O próprio personagem Belfort e seus comparsas mais próximos se viciaram em tudo quanto é droga possível: maconha, cocaína e methaqualone.

Muito bem roteirizado e filmado, O Lobo de Wall Street se vale da crueza no retrato da vida louca de Jordan Belfort e de seus asseclas, e também se vale do trabalho magistral de Leonardo DiCaprio, aqui há anos-luz do criticado ator de Titanic. Várias vezes indicado ao Oscar e agora ao Oscar de melhor ator por O Lobo de Wall Street, é provável que DiCaprio perca novamente neste ano. Quando a Academia de Hollywood cisma com alguém, não adianta. Depois, quando o cara fica velho, é que dão um jeito de lhe dar um "Oscar especial pelo conjunto da obra".

O que fica desse filme é um retrato fiel de um mercado financeiro louco, onde são decididas a vida e a morte de empresas, empregos e pessoas em todo o mundo. Essa loucura só poderia ir adiante à custa de muita corrupção e aditivos químicos.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Contra o #NaoVaiTerCopa: o #VaiTerCopa e o #MaisMedici

Nem foi preciso esperar junho para ver as primeiras manifestações de rua de 2014 contra os gastos feitos por conta da Copa 2014. Eles começaram neste mês, bem como a repercussão na Internet. Dos dois lados, diga-se de passagem. Contra a hastag #NaoVaiTerCopa (criada por críticos ainda não convencidos da realidade: essa Copa não tem retorno e acontecerá de qualquer jeito, mesmo que seja nas coxas) criaram a hastag oponente #VaiTerCopa. Os defensores ferrenhos da Copa também reivindicam e agem em prol da repressão estatal aos protestos. No fundo, é um programa que merece o nome de Mais Médici, inspirado na repressão do Governo Médici a todas as manifestações contrárias. Até no Congresso Nacional apresentam projetos nesse sentido. Um projeto pretende enquadrar os manifestantes de rua no crime de terrorismo, com 30 anos de cadeia.

Vai ser duro acompanhar a politicagem feita em torno dessa Copa 2014. Politicagem do lado favorável e do lado contrário.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

A decolagem oficial do Fuzzcas


O grupo carioca de rock vintage Fuzzcas está na estrada desde 2006, já tocou em vários cantos da cidade e tem até um EP gravado. Agora em 2014 é que a banda está fazendo a decolagem oficial, a partir do lançamento do primeiro CD, independente, intitulado Feliz Dia de Hoje, resenhado no blogue Notas Musicais.

Tive a oportunidade de comparecer à apresentação ao vivo de lançamento do disco, na noite da última sexta-feira, no Studio RJ, exatamente no mesmo local onde outrora funcionou o Jazzmania. A apresentação ao vivo da banda foi memorável. Com casa cheia, a banda apresentou músicas do CD novo, outras do EP e também músicas de outros artistas, como Belchior. Também apresentaram ao vivo a versão rock de You Make Me Feel, de Michael Jackson, que eles gravaram num tributo ao rei do pop, há alguns anos atrás. No novo CD e mais ainda ao vivo, ficam evidentes as influências musicais dos integrantes do Fuzzcas. Do rock dos anos 50 e 60 do século passado, passando por MPB (de Belchior a Novos Baianos, estes últimos influência clara na ciranda Vamos brincar de roda) e Jovem Guarda. A vocalista Carol Lima demonstra na música Tic tac do amor claras influências de Celly Campello, primeira mulher a gravar um disco solo de rock na história da música brasileira. Clara é dona de excelente talento vocal. Também é autora de todas as faixas do disco novo, a maioria em parceria com o produtor Pedro Dias, praticamente o quinto integrante da banda, completada por Fabiano Parracho (baixo), Leandro Souto Maior (guitarra) e Lucas Leão (bateria). Leandro Souto acaba fazendo uma ponte com toda a mídia carioca na divulgação da banda, já que o mesmo é repórter do jornal O Dia, tendo sido o mesmo o programador musical da última fase da extinta Fluminense FM, na década passada, sendo também quem mais leva influências das mais variadas facetas do rock ao som da banda. A banda toda está de parabéns, pela apresentação de sexta-feira e pelo disco novo. Tomara que a banda alcance seus objetivos, entre os quais participar de um novo levante do rock nesta cidade.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Para o amigo e xará Marcelo Machado

Resposta para Marcelo Machado publicada no Facebook:

Meu amigo Marcelo Machado é do bem. Sei disso porque o conheço desde 1995 (show do Rosa de Saron no Hallel da UERJ). Depois teve o show de 10 anos do Rosa em 1998 no Parque do Taquaral, em Campinas (alguém estava lá?), teve show do Rosa na Canção Nova em 1999 (aquele em que a banda foi pra geladeira da CN porque o Tchelão foi pro palco com uma camisa do Exterminador do Futuro, rs). Depois passei a acompanhar o Flanders em show no Rio de Janeiro, em Cachoeira Paulista e em São Paulo. Perdi a conta! Teve um show do Flanders no colégio carioca São Bento, no início dos anos 2000, em que a banda ainda estava naquela de tocar música secular, como o Tchelão mesmo anota. No São Bento tocaram até uma música dos Raimundos e uma do Charlie Brown Jr. que esqueci. Mas o amigo Tchelão evoluiu, bem como o Flanders. Hoje eles percebem que não dá para tocar músicas nada a ver com a proposta da banda.

Não vou entrar no mérito dessa discussão sobre a "nação" ou seja lá o que isso signifique. Esse assunto se tornou demasiadamente triste. Prefiro focar no amigo Tchelo e sua banda. Os caras fazem um trabalho bacana. Os frutos estão aí, e são inquestionáveis. No futuro veremos os testemunhos de gente que teve a vida transformada para melhor por algumas coisas ditas e cantadas nesse CD 'Máquina Zero', de longe o melhor da banda. Nem vou citar uma faixa ou outra. O CD inteiro é um manifesto contra estruturas de iniquidade, de pecado e de vaidade que muita gente insiste em manter por aí. Não que não sejamos pecadores. Infelizmente somos. Mas os meus pecados eu confesso, alguns publicamente, como o Tchelão fez aqui com coisas feitas lá no início do Flanders. Tem gente que não confessa nem pros padres nem pra ninguém. E continuam em suas vidinhas errantes. Podemos alerta-los, mas se nem isso adiantar, só resta a oração por eles.

Quero mandar um abraço pro Tchelão. Quero manter essa amizade até o fim. Quem sabe nos encontremos um dia no céu? Se ele quer ir de skate, eu quero ir de carro, de busão ou de Metrô. De trem não vai dar, porque com esses trens da SuperVia eu acabaria em um lugar bem diferente do céu!

sábado, 25 de janeiro de 2014

Lambança histórica no JN: "A cidade (de São Paulo) comemorou seus 430 anos com mais de 500 solenidades. A maior foi um comício na Praça da Sé"


Quero cumprimentar a cidade de São Paulo pelos 460 anos de fundação comemorados hoje.

Aproveito para lembrar uma das maiores lambanças da história do Jornal Nacional cometidas contra aquela cidade e contra o país. No dia 25 de janeiro de 1984, houve um dos maiores comícios do movimento Diretas Já, aquele em que a população brasileira reivindicava eleições diretas para o cargo de presidente da República. Coisa que não acontecia desde 3 de outubro de 1960, dia da eleição do presidente Jânio Quadros. Depois houve a renúncia deste, a posse traumática do vice João Goulart sob um regime parlamentarista armado contra ele, a restauração do presidencialismo e, por fim, o golpe e o regime militar, sem eleições diretas para presidente. O comício do Diretas Já de 25 de janeiro de 1984 aconteceu de dia, na Praça da Sé, em São Paulo. À noite, o Jornal Nacional cismou de fazer uma matéria sobre o aniversário da cidade, inserindo o comício apenas como mais um dos vários eventos feitos conjuntamente com a comemoração dos 430 anos da grande metrópole. Uma descarada desinformação. Só depois é que informaram que o evento era em prol de eleições diretas para presidente da República.

A Carta Maior registrou assim a lambança global:

Quando a multidão ocupou a Praça da Sé, a Globo optou por maquiar o ato e alterar suas finalidades. No telejornal mais visto do país, o apresentador Sérgio Chapelin fez a seguinte chamada: “A cidade comemorou seus 430 anos com mais de 500 solenidades. A maior foi um comício na Praça da Sé”. A matéria que entrava a seguir, do repórter Ernesto Paglia, evidenciava os 30 anos da Catedral da Sé e os shows artísticos pelo aniversário da cidade. Só no finalzinho, o repórter dizia que as pessoas pediam a volta das eleições diretas para presidente, como se aquilo tivesse sido um rompante espontâneo no evento convocado para outros fins.

Enquanto isso, em outros canais de TV, até mesmo emissoras de grupos da base de apoio do regime de 1964 faziam ampla cobertura do Diretas Já. Inclusive se referindo ao comício de 25 de janeiro de 1984 pelo seu principal objetivo: a reivindicação de eleições diretas para presidente da República.

Quem quiser conferir a lambança global, pode conferir pelo vídeo abaixo, enquanto os homens de preto não tirarem o vídeo do YouTube. Quem tiver estômago, pode conferir também as desculpas globais para a cobertura do Diretas Já.

Bonde do padre sem freio (2)

Lembram daquela porcaria de Show da JMJ, que já foi objeto de postagem aqui no blogue? Queriam botar a música na JMJ 2013, com versão composta por Thiago Pigozzo que nem é plágio, porque a própria Anitta autorizou a versão do Show das Poderosas, segundo o que fiquei sabendo depois.

Pois o padre Hewerton Alves cantou a música durante uma cerimônia de formatura de Direito na Universidade Católica de Pernambuco, na semana passada. E cantou de uma maneira bem peculiar, com caras, bocas e um inconfundível gesto de chifrinhos feito com uma das mãos. As reações da plateia variaram do riso escancarado à inconfundível indignação.

Parece que, após uma conversa com o arcebispo Dom Antônio Fernando Saburido, o padre divulgou uma nota pedindo desculpas.

A música católica chegou ao fundo do poço e agora começou a cavar o poço pra ir mais fundo ainda.

Que tal lançarmos a candidatura do padre para o Troféu Tolo do Ano 2014?



Fontes da notícia: G1 e Extra.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

Luiza Trajano: a nova "cumpanhêra"

Eu fico puto quando os caras de esquerda escolhem seus ídolos. Além de escolherem mal, escolhem errado, até sob os parâmetros de esquerda. Neste clima de "Brasil, ame-o ou deixe-o" desse regime de capitalismo de Estado que implantaram, acabaram de eleger sua nova musa: Luiza Trajano. Só porque outro dia ela passou um sabão em Diogo Mainardi. Coisa, aliás, não muito difícil de fazer. Até o blogue Mingau de Aço entrou na onda. Em função de seu desempenho semanal no programa Manhattan Connection, Diogo já é uma piada pronta.

Só que a nova musa da inteligentzia cumpanhêra comanda uma empresa condenada no Tribunal Regional do Trabalho de São Paulo a pagar R$ 1,5 milhão por desrespeitar direitos trabalhistas de seus funcionários. Assim é mole vir com conversinha ufanista e rechaçar os números do Mainardi! A denúncia não foi feita esta semana por nenhum coxinha, demo, tucano, viúvo do regime de 1964, direitista, liberalista econômico, conservador, reacionário ou golpista. Foi feita por Raphael Tsavkko, um militante de esquerda de quem discordo em várias coisas, mas merece respeito e é respeitado até pelos mais equilibrados dissidentes que conheço. A denúncia saiu no blogue Governismo, que fez uma imagem de matéria do UOL e publicou também um texto atribuído à internauta Niara de Oliveira:

"Ex-querdistas, antes de se empolgarem com a aliada governista (ela governista por motivos concretos, nunca lucrou tanto — junto com outros empresários e banqueiros) só porque ela bateu no Mainardi (ao qual só governistas e direita dão pelota) e provou que estão todos do mesmo lado, deem uma olhada como D. Luiza trata seus trabalhadores..."

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

PiG com G de governista, golpista, globista...

Essa sigla PiG criada pela lulosfera fisiológica e/ou fanática parece aquela lã de aço: tem 1001 utilidades. Dependendo da ocasião e dos interesses dos patrões dos meios de comunicação, pode significar Partido da Imprensa Golpista ou Partido da Imprensa Governista. No caso das Organizações Globo (TV aberta, TV paga, rádios, jornais, revistas e Internet), sempre significou, prioritariamente, Partido da Imprensa Globista. Se o G também significa governista ou golpista, depende de muitos fatores.

Os mesmos órgãos de imprensa que foram golpistas durante a Era Jango foram governistas durante o regime militar. Até aceitaram de bom grado a censura governamental, criando uma censura interna que frequentemente foi mais rigorosa que a censura do regime militar. Enquanto os jornais governistas botavam receitas de bolo no lugar das matérias censuradas por eles ou pelo governo, as revistas e os jornais combativos colocavam espaços em branco, davam um jeito de mencionar nominalmente a censura governamental sofrida ou, quando não havia censura governamental prévia, mandavam para as bancas matérias potencialmente censuráveis, submetendo-se ao risco de terem as edições apreendidas ou de sofrerem empastelamento dos grupos radicais governistas.

A blogosfera progressista anda revoltada com a âncora do SBT Rachel Sheherazade. Ela era apresentadora de um jornal local da TV Tambaú, afiliada do SBT em João Pessoa. Ninguém da blogosfera progressista se incomodava com o que ela falava enquanto ela estava no ar apenas na Paraíba. Mas ela chamou a atenção nacionalmente quando caiu na Internet um vídeo extraído de seu telejornal local criticando a baixaria no carnaval paraibano. Daí para um convite para se mudar para a geradora do SBT em São Paulo foi um pulo. Antes da chegada dela na geradora do SBT, a rede era acusada de beneficiar editorialmente o Governo Federal, devido a uma suposta ajuda do governo para a venda do quase falido Banco Panamericano, de Silvio Santos. Agora parece que o SBT inverteu a mão editorial, atraindo a atenção de blogueiros governistas como Altamiro Borges.

As Organizações Globo também parecem ter invertido a mão editorial. Só que na direção contrária ao SBT. Tanto que ouvi, ontem, a CBN citar o mensalão tucano pelo nome que lhe cabe: mensalão tucano. Antes, todos os órgãos de imprensa das Organizações Globo só se referiam a aquele mensalão como o "mensalão mineiro". Como se fosse só um mero problema de mineiros, não algo que o partido no poder naquele estado não tivesse que esclarecer.

Esses foram apenas dois exemplos das 1001 utilidades da sigla PiG. A letra G continua e continuará mudando de significado, dependendo dos interesses em jogo e da ocasião. Até o fim dos tempos? Só o tempo dirá.

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Filosofia de cadeiras de ônibus


Me lembra filosofia de portas de banheiro, que desde a infância encontro algumas pichadas por aí. Cada frase é pior que a outra.

Esta foto da traseira de uma cadeira de ônibus foi tirada ontem às 18:01 em um "quentão" de uma linha municipal em circulação no Rio de Janeiro.

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Rolezinho tricolor hostiliza funcionários da ESPN


A notícia foi dada ontem no blogue UOL Esporte vê TV.

É o rolezinho tricolor se juntando à ultraesquerda brasileira e a alguns bispos pós-pentecostais. Quando aprontam das suas, botam a culpa nos outros. Primeiramente na imprensa. O engraçado é que hostilizam reles funcionários da imprensa: repórteres, cinegrafistas... Ir lá na sede da Disney hostilizar os patrões da ESPN ninguém vai.

Deviam fazer algo mais útil. Pressionar as operadoras a carregarem o Fox Sports 2, pra aumentar o número de opções, já que a ESPN não presta, segundo eles.

Ninguém sabe quais times disputarão as séries A e B do Brasileirão 2014: Fluminense, Portuguesa, Flamengo, Vasco... Talvez o Brasileirão 2014 acabe antes do Brasileirão 2013, que já teve 42 rodadas: 38 em campo e 4 no tapetão. Ontem mesmo o Flamengo teve cassada uma liminar da justiça comum de São Paulo que devolvia 4 pontos que o Flamengo perdeu no STJD. Nesta situação, o Flamengo está rebaixado para a Série B (fonte: Globo Esporte).

Quero ver como ficarão as transmissões do Premiere FC este ano. E quantos ainda terão paciência para continuar assistindo.

Enquanto isso, nas Laranjeiras, entoam um novo hino: "Sou tapetão de coração"...

Texto original do UOL Esporte vê TV:

O atrito entre torcedores do Fluminense e a ESPN Brasil iniciado em dezembro do ano passado pelas críticas dos comentaristas do canal à decisão do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) ganhou um novo episódio na tarde desta segunda-feira, nas Laranjeiras. Enquanto o treino do Tricolor rolava no gramado, dois funcionários da emissora foram hostilizados no setor destinado à imprensa da arquibancada.

Tudo aconteceu quando um câmera da ESPN e outro funcionário do canal tentaram se aproximar do gramado para fazer registrar imagens do meia Conca distribuindo autógrafos a torcedores. Indignados pela presença da emissora no local, cerca de cinco sócios presentes começaram a hostilizá-lo, mas sem que houvesse ameaça de agressão física. A tensão só foi reduzida quando um segurança do clube se aproximou e botou panos quentes na discussão.

"Vocês deviam ter vergonha de vir aqui no Fluminense", bradou um dos torcedores mais exaltados.

Como o treino já estava na etapa final, os funcionários da ESPN se retiraram do local rumo à sala de imprensa das Laranjeiras, onde seriam realizadas as coletivas após a atividade. Lá, a equipe do canal esportivo seguiu seu trabalho normalmente, já que torcedores não têm acesso a essa área.

A sede do Fluminense contava com a presença de cerca de 100 torcedores graças ao feriado na cidade do Rio de Janeiro nesta segunda-feira, que ocorre por causa do dia de São Sebastião, padroeiro do município. Antes da equipe da ESPN ser visada, o clima era de festa durante o treinamento.

Nas redes sociais, a ESPN tem sido o maior alvo de críticas de torcedores do Fluminense que se dizem vítimas de uma perseguição do canal e outros veículos de imprensa por causa da permanência na primeira divisão através do STJD. A emissora já foi alvo de críticas indiretas até mesmo do presidente Peter Siemsen.

Durante a pré-temporada em Mangaratiba, alguns tricolores chegaram a provocar os jornalistas presentes, mas diminuíram o tom ao saberem que nenhum funcionário da emissora estava no local.

Na estreia do time no Campeonato Carioca, contra o Madureira, uma parte da torcida cantou uma música contra a imprensa, com a ESPN como maior alvo.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Se colocarem mais MPB no rádio, a população ouvirá


Tive uma pequena amostra ontem de manhã, passando em frente ao hospital Memorial do Engenho de Dentro, no Rio de Janeiro. Além de um flanelinha que trabalhava na rua, todos os funcionários do estacionamento do hospital estavam com aparelhos de rádio sintonizados no programa JB do Brasil, programa de antigos sucessos da MPB da JB FM 99,9 que vai ao ar nos domingos, de 9 a 12h.

Por mais que queiram empurrar para a população uma MPB de mentirinha composta de toda sorte de música de cabresto, a MPB autêntica sempre terá seu espaço na preferência da população brasileira. Se colocarem mais MPB no rádio, a população ouvirá.

domingo, 19 de janeiro de 2014

Uma nova análise do conjunto de 16 cardeais do Papa Francisco

Resposta para Fratres in Unum:

Se eu contei certo, encontrei nessa lista de 16 cardeais eleitores 6 europeus, sendo 4 italianos. Falam tanto que o Papa quer tornar o colégio cardinalício menos eurocêntrico e menos italiano, mas pra isso, até mesmo 6 cardeais em 16 ainda é muito. Ainda mais com 4 italianos. Deveria haver menos europeus nessa lista. "Extinguir" as sedes cardinalícias de Turim e Veneza foi pouco. Mas bem que poderia ter colocado o presidente da conferência episcopal filipina.

Hoje a Europa virou terra de missão, e já não gera testemunhas da fé como gerava antes. Hoje há mais testemunhas e missionários (proporcionalmente falando) vindo dos outros continentes. A começar pelo próprio Papa, um argentino. Os melhores tem vindo da África, como alguns comentaristas tem anotado. Não que eles e os demais não tenham seus defeitos, como todos nós temos.

Era natural que o papa Francisco escolhesse o atual sucessor de Dom Eugenio Sales para o cardinalato. Nenhum desses 16 cardeais deve ser tão parecido com Papa Francisco quanto Dom Orani. O cardeal paulista radicado no Rio de Janeiro está para o Papa Francisco assim como Dom Eugenio estava para João Paulo II. João Paulo II e Dom Eugenio fizeram história ao combaterem a Teologia da Libertação.

Papa Francisco e Dom Orani João Tempesta pensam e agem da mesma maneira. Os dois são dados ao diálogo direto com a população. O cardeal Jorge Mario Bergoglio costumava ir várias vezes na semana a favelas de Buenos Aires, onde era arcebispo. Dom Orani costuma ir a favelas do Rio de Janeiro. Só não deve ir muito de Metrô porque o Metrô carioca, convenhamos, é uma lástima. O Metrô vai a poucos lugares, e por isso passa perto de poucas comunidades carentes.

Por outro lado, Papa Francisco e Dom Orani são diplomáticos. Tentam dialogar até com os inimigos da Igreja, que nem assim passarão a respeita-la. O próprio Papa Francisco continua sendo criticado pela fauna e pela flora da esquerda latino-americana, a despeito de dona Cristina ter ido voando tomar mate com o Papa no Vaticano logo após o Conclave de 2013. Dom Orani não é muito amado pela esquerda carioca. Ainda mais prestigiando algumas iniciativas como aquele folheto de bioética distribuído na JMJ, defendendo a família e combatendo o aborto.

sábado, 18 de janeiro de 2014

Onde a esquerda e a não esquerda se encontram? Nos shoppings

Resposta para Blog do Emir e Mingau de Aço publicada no Facebook:

É. Realmente os shopping centers devem ser, mesmo, espaços da utopia neoliberal. Neles é possível conferir desde filmes nacionais bancados com patrocínio estatal até comprar livros de autores neoliberais como Palmério Dória e Amaury Ribeiro Jr.

Apesar de serem capazes de mil piruetas ideológicas para escreverem longos textos como esse de Emir Sader, a esquerda caviar continuará indo aos shoppings. Continuarão comprando e até vendendo seus próprios produtos. Assim como a esquerda caviar, a esquerda patê e a esquerda margarina também estarão lá comprando e consumindo. Quem sabe encontrando os que não tem esses complexos de culpa. Tanto uns como outros continuarão usando o dinheiro próprio (seja muito ou pouco, mas pelo menos suficiente) para comprar roupas, sapatos, livros e o que mais precisarem.

No que diz respeito aos cinemas de rua, eles também exibiam os filmes das grandes cadeias de distribuição. Exibiam. A maioria deles virou espaço para cultos. O cinema de arte é praticamente o único que resiste nos poucos cinemas de rua que restaram. O cinema arrasa-quarteirão teve que ir pros shoppings, mesmo.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

Direita não rejeita o conforto (2)

Respostas para Mingau de Aço publicadas no Facebook (continuação de postagem anterior):

Marcos Vinicius Mesquita

O autor falhou miseravelmente em tentar dar uma resposta ao termo 'esquerda caviar' com o termo 'direita caviar'. É até inocente da parte dele.

A 'Esquerda caviar' é termo que Rodrigo usa para os esquerdistas que dizem amar pobre defendendo ideias do "Orgulho de ser pobre", do pobre sustentável conformado em viver no seu gueto, enquanto eles mesmos vivem no conforto e no luxo filosofando sobre a vida dos pobres quando o mais perto que estiveram da pobreza foi uma conversinha rápida com o porteiro, zelador ou a empregada.

Já a direita (se é que podemos dizer assim, pois direita é um termo que não define mais quem é a favor do capitalismo e livre mercado) não rejeita o conforto e o consumo. Pelo contrário.

Já eu sou pobre de direita e detesto caviar, prefiro pão com mortadela.

O amigo Marcos Vinicius Mesquita é direita mortadela, então. Entenda isso como um elogio. É uma virtude se assumir como direitista, num país em que todo mundo do meio político quer ser "pogreçista", lulo-dilmista ou esquerda autêntica (neste caso, eufemismo para ultra ou extrema esquerda).

Hoje está claro que a corja no poder defende o capitalismo, também. Mas o capitalismo deles é outro: o de Estado. Antes deles, o país era capitalista patrimonialista, com o setor privado sempre buscando montar monopólios e oligopólios e buscando apoio do Estado para obter regras protecionistas para proteger setores ineficientes. Vide o caso da indústria da informática e da eletrônica, que produziu empresas que surfaram na proibição de importações, como a Gradiente e a tão celebrada indústria automobilística. Basicamente, a diferença do capitalismo patrimonialista para o de Estado é que no patrimonialista não há o Partido virando um outro Estado, com seus cumpanhêro acima do Estado Democrático de Direito.

A avaliação que o amigo fez da esquerda intelectual e da direita é semelhante a que eu fiz. Figueiredo fez uma avaliação semelhante no que tange à intelectualidade de esquerda. Só não usa o termo 'esquerda' associado a eles. Usa só o termo 'intelectuais'.

Se o amigo Marcos Vinicius Mesquita estiver interessado, levarei este debate para o blogue, quando não houver mais postagens aqui.

Marcos Vinicius Mesquita

"Direita mortadela" gostei. Fique à vontade pra usar.

Não sei se você viu, mas olhe isso. Se encaixa perfeitamente no caso rs


https://twitter.com/cynaramenezes/status/422508703812550657

A Cynara, da Veja lulo-dilmista? Logo vi. Tem que avisar a ela que praça de alimentação de shopping já tem restaurantes de comida de verdade, não só de fast food. Pelo menos nos shoppings onde mais vou.

Já avisei!

Praças de alimentação de shopping cariocas já tem restaurantes de comida de verdade, não só fast food. Se SP não tem, lamento

Marcos Vinicius Mesquita

Eu preferi avisar a ela que ricaço raramente frequenta praça de alimentação de shopping.

Ricaço mesmo nem vai a shopping no Brasil, mesmo os das "zelite". Compra via Internet, ou em Miami ou em Nova Iorque.

Marcos Vinicius Mesquita

E twitta sobre politica no Iphone, tipo a jornalista em questão.

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

A natureza de quem criou o #naovaitercopa

Resposta para Coturno Noturno publicada no Facebook:

O #naovaitercopa não é criação de quem está preocupado com os desmandos cometidos em nome da Copa do Mundo. É sobretudo da ultra e da extrema esquerda, que acham que o governo federal é de direita e que querem que o Estado se meta mais ainda na vida privada do cidadão comum. O Anonymous citado nos comentários é invariavelmente gente de ultra ou extrema esquerda. Mas como blogueiros governistas como Paulo Henrique Amorim não reconhecem a existência da ultra e da extrema esquerda, PHA os classifica como "tucanonymous". PHA acha que todo mundo que discorda de Lula e de Dilma é de direita ou tucano.

Vai ter Copa, sim. Mas não do jeito que seria ideal. Será uma Copa nas coxas. Como diria aquela sinistra: relaxa e goza!

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Eleições 2014: uma anedota infantil

Resposta para Coturno Noturno publicada no Facebook:

A eleição fluminense será uma anedota infantil de muito mau gosto: "O molequinho, o lindinho, o maluquinho, o garoto enxaqueca, o falso bispo e o pé grande". Merece um doce quem adivinhar quem é cada um deles.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Dom Eugenio e Dom Orani: dois cardeais semelhantes aos papas da mesma época

O papa João Paulo II foi zeloso pela doutrina católica e com os formatos de propagação surgidos a partir do Vaticano II. E com bastante veemência. O arcebispo do Rio de Janeiro na época Dom Eugenio Sales pensava e agia da mesma maneira. Era natural que o Papa Francisco escolhesse o atual sucessor de Dom Eugenio Sales para o cardinalato. Papa Francisco e Dom Orani João Tempesta pensam e agem da mesma maneira. Os dois são dados ao diálogo direto com a população. O cardeal Jorge Mario Bergoglio costumava ir várias vezes na semana a favelas de Buenos Aires, onde era arcebispo. Dom Orani costuma ir a favelas do Rio de Janeiro. Só não deve ir muito de Metrô porque o Metrô carioca, convenhamos, é uma lástima. Vai a poucos lugares, e por isso passa perto de poucas comunidades carentes.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Direita não rejeita o conforto


Resposta para Mingau de Aço publicada no Facebook:

A resposta de Alexandre Figueiredo a textos de Rodrigo Constantino (sobretudo do livro Esquerda Caviar) é equilibrada. Aponta erros de gente da própria esquerda, ao mesmo tempo em que, como faz habitualmente, lembra alguns defeitos de gente da direita.

Alexandre só comete um erro de estratégia, ao responder ao termo 'esquerda caviar' com o termo 'direita caviar'. Ora. 'Esquerda caviar' é um termo que Rodrigo usa para designar os esquerdistas que dizem defender e amar os pobres enquanto eles mesmos vivem um padrão de vida bastante confortável, vindo daí a referência ao caviar. Responder a isso com o termo 'direita caviar' é ser redundante. A direita não rejeita o conforto, os bens de consumo e os produtos e serviços capitalistas. Muito pelo contrário: os defende veementemente. Se os defende para todos ou só para alguns, isso é outra questão. Depende do direitista em questão. A direita também não rejeita produtos caros.

Se Alexandre escrevesse sobre classe média de direita ou sobre pobres de direita, talvez não corresse o risco de ser redundante. Porque provavelmente usaria um termo tipo 'direita patê' ou 'direita margarina'.

sábado, 11 de janeiro de 2014

A 41ª rodada do Brasileirão 2013

Resposta para Lancenet:

Tricolores e rubro-negros estão agindo como vírus e reproduzindo seus posts no Lancenet até a eternidade. Parecem o agente Smith de Matrix.

Anteontem o Tapetão beneficiou o Fluminense. Ontem beneficiou o Flamengo e a Portuguesa e prejudicou o Fluminense. "Sou Tapetão de coração!". "Uma vez tapete, sempre tapete!".

Nessa palhaçada de times cariocas (Fla, Flu e Vasco, que também foi no tapetão do STJD neste final de Brasileirão 2013) e lusos (Vasco e Portuguesa), não tenho pena de ninguém.

E se a questão é de legalidade, prefiro esperar o cumprimento da legalidade em coisas muito mais importantes que futebol, que se acha tão importante que tem um arremedo de judiciário que nem juízes concursados tem.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Pra defender Copa 2014, blogueiro implica até com quem criticou Pan 2007

Resposta para Blog do Bepe publicada no Facebook:

Concordo com alguns argumentos do Bepe, inclusive o incentivo desse tipo de evento a alguns setores da economia e que há investimento privado nesses eventos, em alguns casos até mais do que o das três esferas de governo. No entanto, devo lembrar que o citado programa Quatro em campo analisa criticamente a Copa 2014 como analisou o Pan 2007, que teve muitos gastos públicos e deixou pouco legado para a cidade do Rio de Janeiro, tudo isso lembrado pela equipe do programa. E ainda teve o caso do Engenhão, também lembrado pelo programa, construído para o Pan 2007 e que apresentou problemas na construção da cobertura que obrigaram uma interdição do estádio por motivos de segurança e uma obra de reforma já iniciada. Mas aqui o nobre Bepe deve concordar com a equipe do programa da CBN, porque as críticas recaem apenas sobre o prefeito da época: Cesar Maia, que é do DEM, não um cumpanhêro como os atuais governantes das três esferas. Essas análises sobre esses eventos deveriam se ater a fatos e dados concretos. Não somos obrigados a apoiar governantes de qualquer lugar ou esfera que seja, sejam do presente ou do passado, mas devemos poupar o país e defender sua população e o correto uso dos recursos públicos. Governos vem e vão. O país fica.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Discordando do “Não vai ter Copa”, Blog da Cidadania inventa "Não vai ter Carnaval" e "Não vai ter missa"


Resposta para Blog da Cidadania publicada no Facebook:

Não houve o movimento “Não vai ter missa”, mas houve a grita dos pós-pentecostais contra a Jornada Mundial da Juventude, os mesmos pós-pentecostais que em parte fazem parte do consórcio lulo-dilmista mas que já ensaiam a infiltração na oposição de direita, como é possível observar por aí.

Sobre a própria Jornada, gerou mais divisas para o país que a Copa das Confederações. E olha que a Jornada foi só no Rio de Janeiro. É que os peregrinos estrangeiros estiveram em várias regiões do país antes de chegarem à cidade. O próprio Papa Francisco deu uma passadinha em Aparecida do Norte, antes. Esses eventos acabam gerando divisas para o país, tendo ou não investimento público. O do Rio de Janeiro teve, basicamente, investimentos em segurança pública e no apoio nos deslocamentos dentro da cidade, com agentes da CET-Rio e coisas do gênero. Prejuízo mesmo, só do Instituto Jornada Mundial da Juventude, que ainda está devendo fornecedores, ainda por causa do prejuízo causado pela transferência de eventos do Campus Fidei (que com as chuvas virou um lamaçal) para a Praia de Copacabana.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Politiqueiros, vândalos e criminosos inviabilizam manifestações de rua

Resposta para Mingau de Aço publicada no Facebook:

Eu não participei das manifestações de rua de 2013, pois já sabia no que daria: manipulações das passeatas pela esquerda e pela direita, vandalismo de criminosos oportunistas, Black Blocs e outros bichos. Não vai ser neste 2014 que eu participarei. Ainda mais com essas "otoridades" que estão aí querendo enquadrar os manifestantes por "terrorismo", com 30 anos de cadeia. Tudo em nome da Copa, pros gringos não verem como é a realidade do Brasil. O regime militar acabou, mas a democracia não veio até hoje.

Leonardo Ivo

E como vc preveu que as manifestações iam ter esse resultado, se foram algo novo na forma ena maneira como aconteceram?

Foi uma manifestação sem líderes, sem convocação das lideranças de sempre: partidos, governos, empresários, religiões, mídia, sindicatos, movimentos sociais e etc.

Elementar, meu caro Leonardo Ivo. Como eu já disse, eu debato política com gente de tudo quanto é tendência, da ultradireita à ultraesquerda. Claro que sou cheio de dedos com essa gente. Sempre me resguardo. Um da ultraesquerda com quem dialogo disse textualmente que não há manifestação popular que consiga os objetivos sem fechamento de rua, sem tumulto, sem que haja elementos quebrando coisas, do próprio movimento ou infiltrados pela direita, segundo ele. Isso quando tudo apenas começava. O homem tem contatos com movimentos sociais até bem antigos. O cara cita até uma série de conquistas trabalhistas que só vieram depois desse tipo de manifestação. Cita também movimentos indígenas e os sem-terra.

Quando a merda fede, a ultraesquerda bota a culpa em fascistas de direita e a ultradireita bota a culpa na esquerda. Filho feio não tem pai.

Concordo que as manifestações não tenham tido ninguém centralizando ou liderando. Mas tem sempre algum grupo ideológico posando de inspirador das manifestações, ou jogando-as no colo de desafetos, no que todos erram enormemente. Paulo Henrique Amorim adora atribuiu-las aos "tucanonymous".

Outro leitor

E já não teve um idiota no roda viva dizendo que Black Block era de direita?

O tal idiota disse isso no dia da entrevista do Lobão no Roda Viva. Esquerdopatia é pouco.

Esses vândalos ditos de direita adoram quebrar bancos, símbolos máximos do capitalismo. Devem estar querendo ajudar os amigos marxistas.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Detona, Ralph!


Resposta para Omelete:

Só assisti hoje (ontem) esse filme, agora que foi lançado na TV paga "premium". A nave-mãe Disney (digo nave-mãe, porque hoje há as subsidiárias Pixar, Marvel, Lucasfilm...) já fez muitas produções sensacionais e muitas bombas, também. Este é um filme sensacional. Disney aprendendo direitinho com a Pixar, mas sem deixar de ser Disney. Como este filme não é uma bomba, tem praticamente todos os lados positivos da Disney, alguns deles apontados pelos outros comentaristas.

Tem gente que critica o filme por ser infantil. Pombas! O filme É infantil! Não poderia ser diferente. Ruim seria se fosse um filme infantil idiota, e é praticamente impossível um filme infantil idiota fazer sucesso entre as crianças de hoje em dia. Esse filme consegue a aprovação de quem gosta de um bom filme, independente do gênero. Se for ver, muitos dos adultos que reclamam de Detona Ralph por ser um filme infantil tem como referência de 'filmes nerd' filmes da infância deles, como Star Wars e O Retorno de Jedi. Ambos filmes infantis! Apesar das inúmeras referências a outros gêneros de filmes.

Foi genial terem centrado a trama do filme no Ralph e na Vannelope. Cinematograficamente falando, a Disney sempre teve uma popularidade maior entre as meninas, por causa de franquias como as das Princesas Disney. Nos últimos anos, eles se voltaram para produções mais voltadas para os meninos, ao comprarem a Marvel e a Lucasfilm. Com o brutamontes Ralph e a doce e esperta Vannelope, esse filme agrada meninos e meninas simultaneamente.

SPOILER

Só para registrar: achei genial na cena final a Vannelope se recusando a ser uma princesa absolutista, pra governar o game Sugar Race como se fosse uma presidente de uma república constitucional. O pessoal da Disney anda com bom humor. Fazem ironia com um dos pilares do sucesso da corporação: as princesas das várias franquias que eles detém. E ainda dão uma discreta alfinetada política.

domingo, 5 de janeiro de 2014

'Capitão América 2: O Soldado Invernal' terá drones de vigilância da S.H.I.E.L.D.

Resposta para Omelete:

Eu não duvido nada que o próprio Ultron apareça no final deste filme, nem que seja em alguma cena escondida entre os créditos ou depois deles.

A temática dos drones não é uma modinha lançada pelo Padilha ou pela Marvel. É praticamente algo que ficou obrigatório nesses filmes de ação dos grandes estúdios americanos. Como a Guerra do Vietnã nos filmes dos anos 70. Até o Star Wars de 1977 é uma metáfora para a Guerra do Vietnã: os guerrilheiros (vietcongues) derrotando o Império (americano).

O Capitão América é visto como ícone do 'american way of life' desde que o personagem foi lançado durante a 2ª Guerra para animar o patriotismo interno nos EUA durante a guerra. Só que a guerra passou, o personagem foi lançado internacionalmente e, mesmo tendo que manter seu visual bandeiroso e sua boa índole, teve que desenvolver uma discordância em relação às atitudes más das autoridades americanas. Patriota americano, sim, mas não ufanista. O próprio Steve Rogers acabou tendo cassada a permissão para usar a alcunha Capitão América, que foi repassada nos quadrinhos a outros personagens, em algumas histórias. Ele voltaria a ser o Capitão América, depois.

Nos dias de politicagem atual, o filme Capitão América 2 acabará atacado tanto pela direita radical como pela esquerda caviar. A direita dirá que o filme critica o direito de os EUA se defenderem de terroristas e outros inimigos. Aproveitarão para criticar a Disney por seus recentes posicionamentos liberais, no que diz respeito a comportamento. A esquerda dirá que se trata de mais uma jogada de propaganda da direitista de longa data Disney, tal como na época do lançamento do Zé Carioca.

A Marvel/Disney ignorará a ambos. Só esperará o dinheiro da bilheteria chegar. Tirando a derrapada com o Mandarim, a Marvel dá um banho de competência pra cima da Fox e da Sony.

sábado, 4 de janeiro de 2014

Senador Robert Kelly poderá reaparecer em um futuro filme dos X-Men

Resposta para Omelete:

Não duvido que reintroduzam o senador Robert Kelly vivo nos eventos pós-X-Men 1. O senador foi transformado em mutante por aquela geringonça do Magneto. A rigor, sua "dissolução" em água no laboratório da escola do Xavier pode ter sido tão somente uma transformação, mas não uma morte. Podem inventar que o senador Kelly aprendeu a se controlar e possa reaparecer para retomar sua identidade que andou sendo usurpada pela Mística. Ele pode reaparecer com uma posição mais ponderada (como a do Kelly dos quadrinhos), mas no cinema ele teria que se posicionar só contra o bando da Irmandade, e ficar ao lado da conciliação dos outros mutantes com os humanos.

Vale lembrar que o poder mutante de liquefação adquirido pelo senador Kelly pode ser o mesmo de sua filha mutante adolescente, que mostra seus poderes pela primeira vez publicamente durante um discurso racista de Kelly. A cena com a garota foi apagada do filme X-Men 1. Aliás, ela poderia ser aproveitada nesse ou em outros filmes

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Dentes de ouro para a construção do Santuário Pai das Misericórdias?

Não tem ninguém na Canção Nova para impedir essa patifaria na TV?

Eu sei de onde tiraram esse nome Santuário Pai das Misericórdias. Nós vemos a campanha de arrecadação de doações na TV e exclamamos: "Misericórdia!".

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Correio do Brasil é ecumênico: junta Barão de Itararé com Millenium


Esta imagem foi tirada ontem do portal governista Correio do Brasil, que especulou mais uma vez sobre uma possível candidatura presidencial de Joaquim Barbosa, aquele desafeto dos governistas colocado no STF pelo próprio Filho Bastardo do Brasil de quem os governistas beijam os pés em adoração. Como se vê na imagem, o bipolar portal entrou 2014 misturando patrocínios do Barão de Itararé (no lado direito da página) com o do liberal oposicionista Instituto Millenium (na parte de cima da página).

Bem ecumênico esse Correio do Brasil, não é mesmo?

Por isso que não quero me misturar nem com os liberais raivosos nem com a esquerda. Aceito debater com todos eles, mas integrar algum desses grupos? Nem pensar. Essa corja adora simular uma rivalidade em público, inclusive entre os seus presidenciáveis. Mas estão todos unidos nos bastidores, decidindo como garantir seus nacos do poder público ou privado e como ferrar com a vida do brasileiro comum.

Um esclarecimento: meu próprio blogue apresenta linques para o Barão de Itararé e para o Millenium. Só que não jogo eles inadvertidamente, como faz o Correio do Brasil, que também tem linques aqui. Aqui aviso antes: "Confira por sua conta e risco!". É uma espécie de alerta de perigo, mesmo.

Assim como todos os outros linques, nenhum desses três linques é patrocinado. Todos estão aqui para disseminar notícias e informação, e quanto mais fontes diferentes, melhor. Estou fazendo a minha parte nisso. Não ganho nada com este blogue. Por isso que trabalho em outra atividade e não posso garantir mais que volte a escrever diariamente um dia. É melhor que fazer como blogueiros pagos por grandes grupos de comunicação, por governos, por movimentos ou por grupos partidários ou ideológicos para "bostar" várias vezes diariamente.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Ano novo, documentário novo de Paul McCartney na TV


2014 começará pra cima, com um documentário inédito na TV brasileira: Something New, de Paul McCartney. O documentário irá ao ar hoje às 18h no canal Multishow, e apresenta detalhes da gravação do mais recente CD de Sir Macca, New, um dos melhores de 2013. O vídeo tem uma hora de duração, e assim como outros do acervo do Multishow, deverá cair também na programação do Bis, em breve.

Fonte da notícia: Multishow.