Política, cultura e generalidades

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Cinema brasileiro tem que virar, efetivamente, uma indústria

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Além da Columbia e da Warner, outros dois estúdios de Hollywood também participam da produção e/ou da distribuição de filmes brasileiros: a Fox e a Universal. A Fox participou do lançamento de Somos Tão Jovens, um dos sucessos de 2013. Já a Universal participou do lançamento do primeiro Tropa de Elite.

Mas, apesar do sucesso, o cinema brasileiro tem que virar, efetivamente, uma indústria. Tem que ser autossustentável. Hoje está todo pendurado em verbas estatais ou de incentivo fiscal, o que acaba dando na mesma. Experimentem tirar o selo da Petrobrás daquela enorme sequência de vários minutos de patrocínio que rola em todo início de filme brasileiro. Acabará o cinema nacional.

Além disso, o cinema brasileiro se apóia em fórmulas fáceis, como as comédias, filmes com estrelas da televisão ou que repetem fórmulas da TV. Já tem até filme que rebobina personagens de novela.

Acaba que o cinema brasileiro tem apenas duas vertentes: o cinema com obsessão de ser "espelho do Brasil" (seja lá o que isso signifique) e o cinema que imita a TV. Se a Globo Filmes sair do mercado, este segundo cinema acaba e até o primeiro cinema (que posa de "alternativo" e "independente" mesmo com verba estatal e apoio da Globo Filmes) acaba prejudicado.

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