Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

'Chora Neném' detona fânqui ostentação

A música que mais causou polêmica no circuito católico em 2013 foi Chora Neném, do grupo de hardcore campineiro The Flanders. A banda está lançando Máquina Zero, seu quarto CD. O disco traz esta e outras doze músicas, que retomam o estilo hardcore com humor que a banda tinha até o lançamento do disco Histórias que a gente nunca vê na TV, de 2005.

A polêmica toda é porque a música trata da história da mocinha que vai a bailes fânqui e se deslumbra com os rapazes do chamado 'fânqui ostentação', com sua indumentária cheia de ouro, jóias e coisas do tipo. A mocinha acaba engravidando num desses bailes fânqui e não tem nem condições de saber quem é o pai da criança. A música trava um diálogo com a mocinha.

É uma boa novidade uma banda de hardcore católico contestando valores do fânqui atual: o sexo livre, a ostentação e várias futilidades. O circuito musical católico se tornou, desde os anos 80, bastante aberto. Fazem músicas em absolutamente todos os gêneros musicais, algo positivo. Mas às vezes os caras não tem critérios, nem se preocupam em eliminar valores negativos de artistas dos gêneros musicais. O que tem de compositores relativistas e de padres metrossexuais por aí é uma grandeza. E é quase uma regra da praga do "politicamente correto" que um artista da música católica não critique os gêneros musicais dos quais não faça parte.

No caso dos Flanders, eles fizeram uma introdução de fânqui ostentação só pra alertar a mocinha da música, como o próprio Tchelão canta na música. Mas eles não devem enveredar pelo fânqui, e demonstram desconforto com o gênero. Provavelmente continuarão no caminho que tem seguido nos últimos anos: o hardcore com influências do rap e do hip hop. Artistas brasileiros influenciados pelos três gêneros tem trocado figurinhas desde os anos 80, principalmente no estado de São Paulo.

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