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quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PSD apoiará reeleição de Dilma Rousseff após ela se posicionar contra renegociação da dívida da Prefeitura de São Paulo


Uma coisa pode não ter nada a ver com a outra, mas é coincidência demais. Tomara que seja só coincidência. Dilma Rousseff mudou de ideia com relação ao que pensava anteriormente, e agora se posicionou contra a mudança de indexadores da dívida de estados e de municípios com a União em prol de indexadores mais adequados à atual conjuntura econômica. Isso provocaria a diminuição da dívida de estados e de municípios e a diminuição na União de expectativa de recebimento de dívidas. Tudo isso prejudica, de cara, a Prefeitura de São Paulo, que tem uma dívida maior que a de muitos estados, culpa de vários prefeitos paulistanos, principalmente os malufistas. A dívida do município com a União é da ordem de R$ 54 bilhões, mas poderia cair em 40%, e a Prefeitura poderia contrair novos empréstimos. A não mudança de indexadores diminui drasticamente a margem de manobra da gestão do prefeito Fernando Haddad, que tem trocado farpas com o antecessor Gilberto Kassab, atual presidente nacional do PSD, por conta de ações corruptas de alguns auditores fiscais e de outros funcionários que trabalharam ou trabalham na prefeitura paulistana em cargos de confiança. Um prefeito joga a culpa no outro. Depois que Dilma Rousseff contrariou o prefeito petista na questão da dívida de municípios como São Paulo, a Executiva Nacional do PSD formalizou o apoio à reeleição da presidente petista, conforme atesta o portal do PSD. Como disse antes, tomara que seja só coincidência.

Uma coisa é certa: Fernando Haddad não tem culpa pela dívida bilionária criada pelos antecessores. Mas está pagando o pato.

Mais dados em Governo desiste de ajudar estados e municípios com redução de dívidas.

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