Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Os inocentes úteis do gramscismo e do marxismo cultural

Meus amigos de esquerda (de quem discordo em várias questões), não se enganem. O cenário cultural está longe de ser o último reduto da direita brasileira (noves fora a base fisiológica do Governo Lula-Dilma). Os últimos redutos da direita brasileira são, tão somente, alguns segmentos da grande imprensa (aquela que a população não tem mais paciência para ouvir, mesmo que toquem apenas notícias e "só em FM") e alguns guetos filosóficos, alguns destes muito atuantes na Internet e agora em ascensão no mercado editorial. A rigor, a cultura brasileira está, desde o regime militar, entregue a um sutil processo de gramscismo e marxismo cultural. Tirando umas raras exceções como Lobão e Roger Moreira, até mesmo aqueles que são teoricamente de direita, (neo)liberais, conservadores ou reacionários posam de cumpanhêros "pogreçistas", lulo-dilmistas, psolistas, black bloc e outras bobagens. Mesmo as figuras da chamada música de cabresto gestada no regime militar e nas eras Sarney, Collor e FHC se enquadram muito bem no poder atual, junto com Lula e Dilma. Os entretenedores de cabresto estão doidos para jogar na sarjeta as poucas figuras respeitáveis do progressismo musical, algumas delas opostas entre si, como Chico Buarque e Alceu Valença, rivais no caso das biografias não autorizadas. A corja da música de cabresto não faz distinção entre eles. Chico e Alceu são, aqui, inocentes úteis. Ajudaram a botar a corja de esquerda no poder e agora podem ser juntamente descartados pelo "pogreçismo" popularesco que está no poder junto com os petistas igualmente popularescos.

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