Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Inteligência não nos livra de equívocos

Fonte: postagem anterior.

Marcos Vinicius Mesquita
6 de novembro de 2013 10:21

"Na contramão, são os direitistas, conservadores tradicionais que tem defendido ideias mais avançadas. Masculinismo, o verdadeiro Kardecismo, críticas a supervalorização ao futebol, cíticas aos projetos de mobilidade urbana e os alertas sobra a degradação cultural tem feito parte das bandeiras de indivíduos que se assumem politicamente de direita. Uma pena, já que por não ser humanista, a ideologia de direita prega a permanência de todas as formas de injustiça por achá-las justas (??!!!), o que entra em choque com as ideologias progressistas professadas pelos mesmos defensores, um verdadeiro sinal de incoerência e desonestidade ideológica.

Mas não pensem que eles defendem essas ideias progressistas porque gostam delas. Eles defendem por acharem que vão contra os interesses das classes mais carentes. Direitistas odeiam pobres por causa da absurda tese de que as pessoas só perdem porque querem. Num mundo onde as regras são feitas pelos direitas, não dá para ser vencedor sem se adaptar as abusadas exigências dos gestores e dos simpatizantes do Capitalismo."

Desculpe mas não tem como achar inteligente esse trecho. É a mesma premissa de qualquer texto de esquerda de que todo direitista é um ser odioso e preconceituoso.

Eu me defino como direita por osmose, me parece ser a definição mais fácil de se explicar. Mas é preciso entender que existem vários tipos de direita. Desde estatistas e saudosistas do regime militar, defensores do estado minimo e livre comércio (meu caso) ou até anarco capitalistas.

O texto do M Pereira é inteligente, sim. Mas é equivocado. E tão equivocado quanto aqueles blogues que eu apontei como intelectualmente indigentes. Como esquerdista, M Pereira deveria tirar a trave do olho dele antes de apontar o cisco no olho da direita. Que eu saiba, a nomenklatura de todos os governos de esquerda pelo mundo afora busca manter os privilégios dos filiados e aliados do Partido. E eu já vi muita gente de direita combatendo esta e outras injustiças. M Pereira é que não pode falar do que não conhece. Eu debato com gente de todas as tendências. Da ultraesquerda, da esquerda governista, da direita governista, anarquistas, anarcocapitalistas, minarquistas, conservadores, neoliberais, liberalistas econômicos, libertários, estatistas de direita, saudosos do Regime de 1964 e até aqueles que acham que todos os políticos do Brasil são, sem exceção, de direita ou de esquerda. Se M Pereira não debate com direitistas nem procura conhece-los, problema é dele. Mas não pode emitir conceitos sobre eles, como nós fazemos. Escreve sobre o que não conhece e só pode emitir preconceitos.

Claro que nenhum desses à direita que combatem injustiças é reacionário, neoliberal ou favorável ao socorro do Estado a grupos falidos, como bancos e grupos privados aliados dos governantes.

Meu próprio texto aponta o ódio de alguns direitistas e de alguns esquerdistas pelos pobres. É o desprezo pelas castas inferiores, invariavelmente mais pobres que a nomenklatura e os colunistas da imprensa de direita. O próprio M Pereira deve ser odiado pela nomenklatura.

Seu texto está correto, MV Mesquita. Eu estou sem tempo para questionar esses pontos de discordância com o M Pereira. Por isso preferi abordar a questão da inteligência, sem entrar no mérito. Você completou meu serviço. Seu texto ganhará postagem à parte no meu blogue. Agora não, que tenho mais o que fazer e não sou blogueiro em tempo integral como uns e outros por aí. Tanto que há meses meu blogue pessoal deixou de ter postagens diárias. Quero chegar ao mesmo ritmo seu e do amigo Leonardo Ivo. Não lembro de ter visto os dois escrevendo diariamente.

Marcos Vinicius Mesquita
6 de novembro de 2013 11:57

Eu estou de férias forçadas, se é que me entende. Então, entre um envio de currículo e outro eu acabo tendo alguma ideia para escrever. Não te desejo ter esse tempo rs

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