Política, cultura e generalidades

domingo, 24 de novembro de 2013

Blogue de apologética descreve as quatro correntes da Igreja Católica

A descrição feita pelo blogue Apologética Católica é excelente. Traz pormenores fundamentais para distinguir as quatro correntes católicas surgidas a partir do Concílio Vaticano II: os tradicionalistas (que são os conservadores propriamente ditos), os neoconservadores, os carismáticos e os progressistas.

Pelo menos no Brasil, os presbíteros, os diáconos e os leigos (tendo vida consagrada ou não) estão espalhados nas quatro correntes. Já os bispos estiveram, entre o Vaticano II e o final do século XX, divididos entre os neoconservadores e os progressistas, com ampla maioria de progressistas. Havia ainda uma minoria decrescente de tradicionalistas (remanescentes do período pré-Vaticano II, hoje praticamente inexistentes). Não havia bispos carismáticos, ou pelo menos não declarados. Os únicos talvez fossem Dom Fernando Figueiredo, bispo de Santo Amaro influenciado pelo subordinado Pe. Marcelo Rossi, e Dom Alberto Taveira, atual arcebispo de Belém do Pará e membro do segundo elo da comunidade Canção Nova, já que ele não se consagrou como membro da comunidade, como fazem os membros do primeiro elo. No atual século, até agora, há um número maior de bispos brasileiros neoconservadores em relação ao final do século XX, havendo praticamente um equilíbrio numérico e de forças entre eles e os bispos progressistas. Ora um grupo prevalece, ora o outro. Depende da circunstância. Dom Alberto Taveira e Dom Fernando Figueiredo permanecem sendo os únicos bispos carismáticos do Brasil de que se tem notícia, pelo menos visivelmente ou de forma subentendida. Há, no entanto, bispos neoconservadores que prestigiam o clero e os fiéis carismáticos. Já havia no século passado. Há ainda um pequeno número de bispos tradicionalistas, todos ligados a circunscrições eclesiásticas pessoais (pessoais no sentido de grupos de pessoas, não ligados a territórios).

Pode-se dizer que todos os papas do Vaticano II até hoje foram (no caso dos falecidos) ou são neoconservadores. Mesmo João XXIII, classificado como progressista pelos tradicionalistas e por alguns progressistas, e Francisco, classificado como progressista pelos tradicionalistas e por católicos progressistas, e classificado como reacionário pelos progressistas não católicos, que mesmo trocando figurinhas com católicos progressistas, normalmente já classificam todos os papas como reacionários.

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