Política, cultura e generalidades

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A demo-cracia de cabeçada

Num regime democrático, os eleitos para cargos executivos tem o direito e o dever de executar os programas de governo que apresentaram durante a campanha eleitoral. Governar é eleger prioridades. Cada governante e cada eleitor tem as suas. Mesmo assim, cada ponto dos programas de governo deve ser discutido com a sociedade, para saber se, como e quando cada item será implantado.

Nesse regime demo-crático brasileiro, os governantes eleitos se acham no direito de colocarem pingentes nos seus planos de governo sem debater com ninguém. Fazem tudo de cabeçada e ponto final. Esse ponto da derrubada da Perimetral é um exemplo. O que estava no plano de governo apresentado pelo prefeito Eduardo Paes nas duas campanhas eleitorais era revitalizar a região portuária da cidade. Só que esse item da derrubada da Perimetral e o modus operanti não teve discussão prévia alguma.

Isso está generalizado no país inteiro. Outros governantes pelo país afora também fazem as coisas de cabeçada. Outros prefeitos, governadores e também dona Dilma Rousseff. Fazem o que dá na telha, usam os mandatos como cartas brancas e não medem as consequências do que fazem. Ou talvez meçam. Pra sacanear, mesmo.

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