Política, cultura e generalidades

domingo, 1 de setembro de 2013

JMJ: uma comédia de erros e acertos

É o insuspeito jornal Correio do Brasil que confirma: o prefeito Eduardo Paes cortou o patrocínio que sua gestão na Prefeitura do Rio de Janeiro daria à Jornada Mundial da Juventude, evento católico que aconteceu nesta cidade em agosto. O que foi uma atitude correta do prefeito, logo ele acusado pela oposição de tomar atitudes nada nobres. Não é de bom tom o poder público patrocinar eventos privados, quando os recursos públicos podem ser utilizados em coisas mais justas ou prioritárias. O jornal só errou ao ligar o suposto apoio dos párocos da região de Guaratiba (onde foram canceladas a vigília e a missa de encerramento da Jornada) à ampla vantagem que o prefeito teve na região nas eleições de 2008 e 2012. Ali o buraco é mais embaixo. Além do mais, há muito tempo os católicos não são mais maioria naquela região.

Houve apoio de alguns párocos na eleição de Eduardo Paes em 2008. Mas eles estavam espalhados em diversas áreas, inclusive nas áreas ditas mais nobres da cidade. O antigo pároco da Catedral Metropolitana, monsenhor Aroldo Ribeiro, permitiu uma reunião de partidários da campanha de Eduardo Paes numa das salas do templo, no centro do Rio. Mas não importa quantos líderes católicos (alguns políticos, inclusive deputados e vereadores) apoiaram as duas eleições do prefeito. Agora eles tomaram o próprio veneno. Não se sabe se lhes prometeram apoio do poder público para fecharem a conta da Jornada, mas se aceitaram as promessas, erraram feio. Os padres (e mesmo os bispos do Rio, que mantiveram a fidelidade à orientação dos papas para não apoiarem candidato algum) tem que se virar agora para fechar as contas do Instituto Jornada Mundial da Juventude. A Arquidiocese vendeu para o hospital particular Quinta D'Or por R$ 46 milhões o prédio que o hospital alugava e ocupava desde sua fundação. Ainda restam R$ 109 milhões de dívida do Instituto, segundo a imprensa carioca. Os padres da cidade correm atrás de doações de católicos endinheirados, para fechar essa conta.

O Correio do Brasil afirma que o prefeito corre o risco de 'excomunhão' política. Seja lá o que isso signifique, bem que a 'excomunhão' poderia atingir também seus dois maiores aliados nas esferas federal e estadual: Dilma Rousseff e Sérgio Cabral Filho. Mais ainda dona Dilma, daquele partido gestado por fariseus da Teologia da Libertação, notadamente de fora da Arquidiocese do Rio de Janeiro, ainda na Era Dom Eugenio Sales.

Um comentário:

  1. Escomungado ou nao, o Cabral é um otimo governador q ja fez muito pelo RJ, é uma pena q ele ira deixar o cargo no fim do ano!

    ResponderExcluir