Política, cultura e generalidades

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Debate sobre liberalismo, libertarianismo e conservadorismo

Resposta para Mingau de Aço publicada no Facebook:

Puxa, Alexandre Figueiredo. Gostei desse texto. Mas já encontrei graves erros conceituais em vários outros textos desse blogue. Pra que os textos desse blogue tenham conceitos precisos, está faltando parar de confundir liberalismo (de uma forma geral, não apenas o econômico) com conservadorismo, notadamente o conservadorismo comportamental. Se não te conhecesse, acharia que essa confusão do blogue é produto de um blogueiro malandro ou que age de má fé. Mas você é um cara de bem.

Esses caras que defendem um país "mais drogado", "mais meretriz", "mais gay", "mais pirata" e "mais atrevido" são, na verdade, libertários. Esta é a versão 3.0 do neoliberalismo (a 1.0 foi a de Pinochet, Thatcher e Reagan, e a 2.0 foi a de FHC e Fujimori). A versão 3.0 do neoliberalismo incorpora toda a liberalidade comportamental em voga ao longo da história. Se incorporam a liberação das drogas, do sexo livre e irresponsável, da homossexualidade e da pirataria, não é para atender reivindicações de grupos específicos, mas por ve-los como novos consumidores e eleitores em potencial. Não tem nada de cidadania. É apenas libertarianismo.

O único tipo de liberalismo que um conservador pode admitir é o econômico. Nenhum outro mais. Se admitir outro liberalismo, deixa de ser conservador para ser libertário. Nenhum dos liberais que estiveram ou estão no poder (nos governos ou na iniciativa privada) desde os anos 90 até hoje pode ser enquadrado como conservador. Mas se você prefere continuar confundindo as coisas, aja por sua conta e risco. Não conte com meu apoio nessa confusão.

MV Shogum

A confusão do seu amigo pode até fazer sentido Marcelo. Visto que até entre nós há a opinião de que Libertários podem ser socialmente conservadores e que ser pessoalmente socialmente conservador não o torna menos libertário.

Ser socialmente conservador e economicamente liberal é qualquer outra coisa, menos ser libertário, na minha opinião.

Mas estamos longe de defender um pais "mais drogado", "mais meretriz", "mais gay", "mais pirata" e "mais atrevido". Isso aí é coisa da esquerda (Embora exista uma esquerda libertária).

Nós apenas defendemos a liberdade da menor das minorias que é o individuo.

Você também é um cara de bem, Marcos Vinicius Mesquita. Eu também estou insatisfeito com esse cenário socio-político-econômico-cultural-midiático que atravanca esta nação, embora talvez discordemos em um ponto ou outro no que seria o cenário ideal para suceder esse que está aí. Eu estou interessado em esclarecer conceitos e ideias sobre várias coisas. Por isso que escrevi este texto, e peço para deixar seus comentários aqui, porque pretendo incorpora-los no texto que estou escrevendo para o meu blogue, para que tudo fique disponível fora do Facebook. Pretendo publicar quando cessarem os comentários para este meu texto. Este país precisa de mais esclarecimento, mais raciocínio (em todos os sentidos), mais conhecimento e mais sabedoria.

MV Shogum

Eu escrevi nos comentários deste post mas parece que é bloqueado. Escrevi o seguinte:

Estamos longe de defender um pais "mais drogado", "mais meretriz", "mais gay", "mais pirata" e "mais atrevido". Isso aí é coisa da esquerda (Embora exista uma esquerda libertária).

Há uma confusão do nobre blogueiro sobre o liberalismo e libertarianismo que é até justificável. Visto que até entre nós há a opinião de que Libertários podem ser socialmente conservadores e que ser pessoalmente socialmente conservador não o torna menos libertário.

Ser socialmente conservador e economicamente liberal é qualquer outra coisa, menos ser libertário, na minha opinião. Mas há entre nós que pense dessa forma.

De uma maneira geral ser libertário é exigir a diminuição do estado, defender o livre mercado e a liberdade da menor das minorias que é o individuo.

Qualquer outra coisa diferente disso não é libertarianismo.

O Mingau de Aço é bloqueado para comentários. Eu que não me meto mais nesse assunto. O blogue não é meu.

Eduardo Jardim

Me parece que isto tudo que vivenciamos hoje em dia é a penas o embrião de uma tragédia muito maior, na verdade estamos a caminho do anarquismo reflexo da desestruturação da sociedade com a extinção da célula familiar como formadora do caráter e da hierarquia por um lado e, a mercantilização e politização para fins diversos da fé, proporcionada pelas religiões que até então eram provedoras da harmonia e da paz entre os povos quando não episodicamente desvirtuada deste fim. Este dois pilares, a família e a fé religiosa, e digo fé, se encontram seriamente abalados.

Nenhum comentário:

Postar um comentário