Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Entenda uma coisa, Rodrigo Constantino: perde tempo quem apela para que Aécio Neves seja alternativa ao lulo-petismo


Soa patética a Carta aberta a Aécio Neves, de Rodrigo Constantino. Aécio não serve como alternativa para ninguém. Nem mesmo para liberalistas econômicos, corrente com a qual Rodrigo Constantino provavelmente se identifica. O senador mineiro já disse que quer colocar o PSDB mais à esquerda, seja lá o que isso signifique no contexto do tucanato e do neoliberalismo brasileiro. Já vi até o lulo-dilmo-cabral-eduardista Aristóteles Drummond dizendo que fará campanha para Aécio Neves em 2014, se ele for candidato presidencial. Será o lulo-dilmo-cabral-eduardo-aecismo?

Pro Constantino não fingir que não viu, deixei um recadinho para ele:

@Ptsauro @Rconstantino Perde tempo quem apela para que Aécio seja oposição. Ele já disse querer colocar o PSDB "mais à esquerda"

domingo, 29 de setembro de 2013

Carta Capital deslumbrada com o fânqui

Resposta para Farofafá:

Acho engraçado uma coluna da Carta Capital festejar o suposto sucesso na Internet do tal do fânqui carioca, fânqui ostentação ou seja lá que nome deem a essa merda. A mesma merda prestigiada o ano inteiro no Caldeirão do Huck, no Domingão do Faustão, no programa da Xuxa e no Esquenta. Todos da Vênus Platinada, todos do Partido da Imprensa Golpista. A Carta Capital já foi melhor.

sábado, 28 de setembro de 2013

Classic rock na academia

Hoje fiz uma academia de musculação ouvir classic rock, ao invés da programação pop das rádios do gênero do Rio de Janeiro. Assim como em quase totalidade das academias da cidade, por lá só colocam música pop como música ambiente. Nem música popularesca o pessoal gosta de ouvir por lá. Hoje cedo não tinha ninguém na academia, além da professora. Ela ligou a TV que normalmente fica sintonizada (exceto quando ligam o som numa das rádios pop) no canal Festa, um canal de música dançante em geral (não apenas dance music) do SoundBOX, ex-Audiocanais, do Sistema Globo de Rádio. Como a professora me deixou escolher o canal de áudio, botei no canal Rock Clássico, também do SoundBOX. A programação estava inspirada, como sempre. No horário em que ouvi, tocaram blues (apesar de haver outro canal de áudio dedicado somente ao gênero), Roy Orbison e Can't Buy Me Love, dos Beatles. Quando fui embora, ainda ficaram uns três alunos fazendo musculação, com o canal Rock Clássico ecoando a partir dos alto falantes da TV, que até que são potentes.

Mente sã em corpo são. Com uma trilha dessas, fica até mais fácil. Principalmente pra cabeça. Chega de ouvir as bobagens que somos obrigados a ouvir por aí em vários lugares.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Bruce Springsteen incluiu músicas de Víctor Jara e León Gieco em apresentações em Santiago e Buenos Aires

Antes de tocar Sociedade Alternativa (de Raul Seixas e Paulo Coelho) no Rock in Rio, Bruce Springsteen também tocou canções politizadas de artistas locais no Chile e na Argentina. No dia 12 passado, em Santiago, Bruce interpretou Manifiesto, do ativista Víctor Jara. Conhecido professor, diretor de teatro, poeta, cantor, compositor, músico e ativista político local, Victor foi uma das primeiras vítimas do regime do presidente Augusto Pinochet: foi preso no campo de concentração no Estádio Chile (que hoje leva o nome do artista), tendo sido torturado no local e finalmente morto em 16 de setembro de 1973, apenas cinco dias depois do golpe contra o presidente Salvador Allende.

No dia de 40 anos da morte de Víctor Jara, Bruce fez outra apresentação, desta vez em Buenos Aires, onde tocou Solo Le Pido A Dios, do cantor, compositor e músico argentino León Gieco, que assim como Raul Seixas no Brasil, se tornou conhecido por ser um músico e compositor de rock com um trabalho profundamente influenciado pela cultura do país natal.

Bruce já havia feito em 1988 outra apresentação na Argentina tendo em mente o drama de chilenos na Era Pinochet. Foi uma apresentação para a Anistia Internacional na cidade de Mendoza, ocasião em que Bruce e os integrantes da Anistia receberam visita de parentes de desaparecidos políticos do Chile. Fotos dos desaparecidos foram mostradas pelos familiares, na ocasião.

Fonte: blogue de Bruce Springsteen (postagem 1 e postagem 2).

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

VT da apresentação de Bruce Springsteen no Rock in Rio irá ao ar pela primeira vez hoje


Essa é pra quem estava lá, para quem só viu pela TV ou para quem ainda não viu. O VT da apresentação de Bruce Springsteen no Rock in Rio irá ao ar pela primeira vez hoje, às 21:30, no canal Multishow. É provável que a mesma apresentação vá ao ar novamente daqui por diante, eventualmente no mesmo canal e ainda mais vezes posteriormente no canal Bis, que aliás é um canal da Globosat muito melhor que o Multishow.

Os VTs do Rock in Rio no Multishow continuarão amanhã, com a apresentação do Iron Maiden. Essa até eu perdi. Terei que ver pela TV, mesmo.

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Bizarro: TV Abril abordará mundo dos negócios

Resposta para TV Magazine - Tópico TV Abril, de negócios e carreiras, estreia 01/10:

humbertoss
Data: 21/09/2013 00:53

lembrando que é só até vender a outorga para outra empresa... a abril já se pronunciou dizendo que não tem mais interesse em focar na TV

fersapia
Data: 21/09/2013 02:00

Algum pastor/bispo/reverendo vai acabar cedendo e pagando o valor pedido pela Abril. Nada me faz pensar que veremos um canal com conteúdo não religioso no futuro

shadowoftheday
Data: 21/09/2013 12:46

não vai durar, ainda mais com esse tipo de programação

Delmarnori
Data: 24/09/2013 07:53

Será bizarro a TV Abril transmitir uma programação sobre negócios e carreiras. Logo ela, que integra um grupo que só não foi ainda à falência porque comprou um bocado de escolas privadas e editoras de livros didáticos e material pedagógico, mercados que crescem cada vez mais.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Apresentação de Bruce Springsteen no Rock in Rio consagra som inspirado nos imigrantes e nos trabalhadores americanos


Os comentários que tenho ouvido nas últimas horas é que muita gente que viu a apresentação de sábado (na verdade de ontem, por ter começado por volta de meia-noite e dez) de Bruce Springsteen no Rock in Rio pela TV diz que não conhecia o Bruce, mas se soubessem que as apresentações dele ao vivo são assim, teriam ido. Bruce atraiu até a atenção de quem é totalmente arredio ao Rock in Rio e seus apoiadores e patrocinadores. Como Marco Plfd, no portal G1:

Esse RR é um porre, odeio a ideia de a Globo ganhar dinheiro manipulando, como sempre... Mas o FATO É: BRUCE fez o melhor show que vi pela televisão. Caso soubesse que seria assim... COM CERTEZA, teria ido.

É difícil para quem não acompanha ao menos por alto a carreira de Bruce Springsteen conhecer e apreciar a sua música. Com a mídia de massa falida que temos hoje em dia, isso é possível apenas pela Internet. Se pesquisarem um pouco, descobrirão que, para entender a música de Bruce, é necessário ir lá atrás, nas origens dele. Bruce é filho de um pai com ascendência holandesa e irlandesa. A mãe dele tem ascendência italiana. Bruce é, portanto, descendente de uma enorme gama de imigrantes europeus que foram para a costa leste americana nos séculos XIX e XX fazerem a vida, muitas vezes como simples trabalhadores ou começando com pequenos negócios. O rock de Bruce Springsteen é influenciado pela musicalidade desses imigrantes europeus. O próprio país foi fundado por imigrantes. Os imigrantes ajudaram a forjar a nacionalidade e a cultura americana de raiz, que difere daquela que é exportada para o mundo (hamburguer, Coca-Cola, filmes violentos, etc). Se prestarmos bem atenção na banda de Bruce, a E Street Band, veremos que ela tem muito em comum com aquelas bandas que participam de desfiles cívicos (aqueles que tem até carros alegóricos) que acontecem periodicamente nas cidades americanas. Desfiles em que são exaltados fatos importantes na história local e são apresentados aspectos culturais dos imigrantes. As bandas desses desfiles utilizam toda sorte de instrumentos musicais. A E Street Band se apresentou no Rock in Rio com 16 integrantes (inclusive as mulheres do vocal de apoio), utilizando diversos instrumentos musicais, como piano, teclado, violino, saxofone, naipes de metais (inclusive um trombone), violões, guitarras, baixo, bateria e instrumentos percussivos diversos quase todos também utilizados pelas colônias de imigrantes europeus nos desfiles cívicos nos Estados Unidos.

Fora o evidente patriotismo nada ufanista, o que mais inspira as músicas de Bruce são as pessoas simples. Não os governantes, os generais e os dirigentes corporativos. Os operários americanos são tema recorrente em várias músicas de Bruce. Outras pessoas que passam situações difíceis também viram temas de músicas. O disco The Rising (2002) é todo inspirado no trabalho dos bombeiros que trabalhavam em Nova York por ocasião dos ataques de 11 de setembro de 2001. E tem mais doses de inspiração de sons de imigrantes, como os imigrantes árabes, ainda mais discriminados nos Estados Unidos a partir daqueles dias. Diante daqueles problemas, Bruce fez uma abordagem oposta à feita pelo presidente da época, George W. Bush. Diante da dor, mais solidariedade, menos preconceitos, menos discriminação.

Na apresentação de sábado passado, a base foi outro disco fundamental da carreira de Bruce. Exatamente o mais famoso deles: Born in the U.S.A.. Aquele cuja música-título faz a defesa dos soldados americanos forçados a ir contra a vontade para a Guerra do Vietnã. Devido à derrota na guerra, os sobreviventes que voltaram para os Estados Unidos acabaram discriminados pelo governo e pela população. Bruce saiu em defesa deles. O restante do disco tem aquele tom nada ufanístico. Mesmo assim os ignorantes até hoje tentam desvirtuar o disco para aquela patriotada. O próprio Bruce teve que proibir que a campanha de reeleição do presidente Ronald Reagan utilizasse músicas do disco.

Antes do Rock in Rio, a reportagem do Fantástico questionou Bruce sobre a rede internacional de espionagem montada pelo governo americano na gestão de Barack Obama, presidente que Bruce apoiou nas duas eleições. Bruce disse que não tinha ainda o que dizer a respeito, talvez ainda mal informado sobre o assunto. Mas provavelmente já mostrando contrariedade com o que os asseclas de Obama andam fazendo. Se fosse no Brasil, a corja governista já estaria chamando Bruce de coxinha, traíra, PiG, essas frescuragens.

Além de tocar todas as músicas do disco Born in the U.S.A., Bruce e sua trupe tocaram algumas músicas do recente disco Wrecking Ball (2012) e de vários outros discos de todas as quatro décadas de carreira de Bruce. Mas as 2 horas e 40 minutos da apresentação começaram com Sociedade Alternativa, aquele sucesso de Raul Seixas, cantado em português, mesmo. Foi dito por parte da imprensa que Bruce estava procurando canções representativas de protesto de artistas dos três países onde ele tocou neste mês de setembro na América do Sul: Chile, Argentina e Brasil. Convenhamos: Sociedade Alternativa tem um potencial maior que qualquer outra música brasileira de protesto composta em qualquer gênero musical, antes ou depois dela. Mesmo dentro do rock nacional feito posteriormente. Praticamente toda a carreira de Bruce Springsteen foi revisitada, até chegarmos à última música da noite: Twist and Shout, a música de Phil Medley e Bert Russell que ficou mais famosa na gravação dos Beatles que apareceu até naquela cena do desfile cívico de Curtindo a vida adoidado (olhe os desfiles cívicos aqui de novo!). E era evidente que Bruce estava feliz em estar tocando e cantando pela primeira vez no Rio de Janeiro. Ele já deveria ter sido chamado lá atrás, no Rock in Rio de 1985!

Quem viu e ouviu a fanfarra de Bruce Springsteen e da E Street Band na Cidade do Rock não esquecerá jamais. Quem viu pela TV e não conhece a obra do Bruce, corra atrás. O homem prometeu voltar ao país, inclusive para tocar músicas que ficaram de fora do Rock in Rio. Os fãs (novos ou antigos) cobrarão!

Resenha no G1
Galeria de fotos

P.S: Tem gringo que vem para o Rio de Janeiro cantar música de Raul Seixas. Outros, na hora de cantar (???) música de brasileiro, preferem lelek lek lek lek... Há gringos e há gringos. Muito diferentes uns dos outros.

sábado, 21 de setembro de 2013

Leitor de blogue lulo-dilmista também cobra um partido conservador e um partido liberal que dispute o poder com métodos leais

Eu até fico contente com essa reivindicação de quem provavelmente é um eleitor lulo-dilmista. Que ele consiga ter esta reivindicação atendida. Tou nem aí se ele se arrependerá depois ou não. Ele é que tem que tomar cuidado com o que reivindica.

Fonte: Blog da Cidadania.

Antonio Barbosa Filho

02/09/2012 • 12:18

Seria positivo se tivéssemos um partido conservador ou liberal que fizesse oposição e disputasse o poder lealmente. Infelizmente, nossa direita é pré-capitalista. Basta ver que ela prefere um mercado de 30 ou 35 milhões de consumidores ao invés de um de 150 ou 180 milhões...

Além da falta de um programa mais inclusivo, esta direita usa métodos golpistas, apoiou ditaduras e é anti-nacional ao extremo. Tem vergonha de ser brasileira, respira ares da aristocracia francesa do século XIX.

Ainda há poucos dias ouvi o tal “filósofo” Olavo de Carvalho conclamar os militares a darem um golpe porque o ministro Tóffoli não foi impedido de julgar o “mensalão”. Dá prá conservar com uma direita desse nível?

Finalmente, comungando das suas preocupações, temo que o Governo Dilma, assim como Lula na maior parte de seus mandatos despolitize ainda mais o povo brasileiro, especialmente a parcela que saíram da linha da pobreza e são consideradas hoje “nova classe média”. Esses milhões de cidadãos tendem a serem conservadores, porque não distinguem que só governos de esquerda olham por eles, distribuem renda, promovem educação e renda mais acessíveis a todos. Para eles, ou parte deles, foi tudo um presente de Lula, um cara bonzinho. Para votarem num direitista “simpático” não custa muito...

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

É tempo de pizza de banana!


Saiu ontem a primeira pizza do mensalão! Cortesia do plenário do STF. Mas a pizza fresquinha foi só pra quem tem foro privilegiado. Pros demais brasileiros, sobrou só uma enorme banana.

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Segundo Fabiano Baltasso, Ronaldinho Gaúcho quer voltar para o Grêmio


O comentarista esportivo Fabiano Baldasso (da Band e da Rádio Bandeirantes AM de Porto Alegre) é conhecido por dar muitas opiniões equivocadas e notícias antecipadas que não se confirmam. Agora, em plena Semana Farroupilha (em que é lembrada a Revolução Farroupinha e a própria identidade gaúcha), ele informou em seu blogue que Ronaldinho Gaúcho (do Atlético Mineiro) teria confidenciado a dois jogadores do Grêmio que gostaria de voltar ao time tricolor em 2014, porém informando que não há movimento dentro do clube gaúcho para que isso aconteça.

Como Ronaldinho é aquele jogador que, em sua volta ao Brasil, deixou de voltar ao Grêmio para jogar pelo Flamengo e, ao chegar ao clube carioca, disse "agora eu sou mengão!", a torcida gremista está em pé de guerra com ele desde aquela época. E agora, com essa notícia não confirmada de que ele demonstrou interesse em retornar ao Grêmio, a torcida ensaia agora, se não uma revolução, ao menos uma revolta farroupilha. Os gremistas querem ve-lo bem longe do clube. Quer saber mais? A torcida gremista tem razão.

Boa parte da queda da qualidade do futebol brasileiro depois da Copa de 1970 se deve à proliferação de jogadores que não tem identidade com clube algum. Os que se identificam com um clube e fazem de tudo para permanecer ou voltar a ele são raridade.

Fonte da notícia: Yahoo.

terça-feira, 17 de setembro de 2013

Debate sobre liberalismo, libertarianismo e conservadorismo

Resposta para Mingau de Aço publicada no Facebook:

Puxa, Alexandre Figueiredo. Gostei desse texto. Mas já encontrei graves erros conceituais em vários outros textos desse blogue. Pra que os textos desse blogue tenham conceitos precisos, está faltando parar de confundir liberalismo (de uma forma geral, não apenas o econômico) com conservadorismo, notadamente o conservadorismo comportamental. Se não te conhecesse, acharia que essa confusão do blogue é produto de um blogueiro malandro ou que age de má fé. Mas você é um cara de bem.

Esses caras que defendem um país "mais drogado", "mais meretriz", "mais gay", "mais pirata" e "mais atrevido" são, na verdade, libertários. Esta é a versão 3.0 do neoliberalismo (a 1.0 foi a de Pinochet, Thatcher e Reagan, e a 2.0 foi a de FHC e Fujimori). A versão 3.0 do neoliberalismo incorpora toda a liberalidade comportamental em voga ao longo da história. Se incorporam a liberação das drogas, do sexo livre e irresponsável, da homossexualidade e da pirataria, não é para atender reivindicações de grupos específicos, mas por ve-los como novos consumidores e eleitores em potencial. Não tem nada de cidadania. É apenas libertarianismo.

O único tipo de liberalismo que um conservador pode admitir é o econômico. Nenhum outro mais. Se admitir outro liberalismo, deixa de ser conservador para ser libertário. Nenhum dos liberais que estiveram ou estão no poder (nos governos ou na iniciativa privada) desde os anos 90 até hoje pode ser enquadrado como conservador. Mas se você prefere continuar confundindo as coisas, aja por sua conta e risco. Não conte com meu apoio nessa confusão.

MV Shogum

A confusão do seu amigo pode até fazer sentido Marcelo. Visto que até entre nós há a opinião de que Libertários podem ser socialmente conservadores e que ser pessoalmente socialmente conservador não o torna menos libertário.

Ser socialmente conservador e economicamente liberal é qualquer outra coisa, menos ser libertário, na minha opinião.

Mas estamos longe de defender um pais "mais drogado", "mais meretriz", "mais gay", "mais pirata" e "mais atrevido". Isso aí é coisa da esquerda (Embora exista uma esquerda libertária).

Nós apenas defendemos a liberdade da menor das minorias que é o individuo.

Você também é um cara de bem, Marcos Vinicius Mesquita. Eu também estou insatisfeito com esse cenário socio-político-econômico-cultural-midiático que atravanca esta nação, embora talvez discordemos em um ponto ou outro no que seria o cenário ideal para suceder esse que está aí. Eu estou interessado em esclarecer conceitos e ideias sobre várias coisas. Por isso que escrevi este texto, e peço para deixar seus comentários aqui, porque pretendo incorpora-los no texto que estou escrevendo para o meu blogue, para que tudo fique disponível fora do Facebook. Pretendo publicar quando cessarem os comentários para este meu texto. Este país precisa de mais esclarecimento, mais raciocínio (em todos os sentidos), mais conhecimento e mais sabedoria.

MV Shogum

Eu escrevi nos comentários deste post mas parece que é bloqueado. Escrevi o seguinte:

Estamos longe de defender um pais "mais drogado", "mais meretriz", "mais gay", "mais pirata" e "mais atrevido". Isso aí é coisa da esquerda (Embora exista uma esquerda libertária).

Há uma confusão do nobre blogueiro sobre o liberalismo e libertarianismo que é até justificável. Visto que até entre nós há a opinião de que Libertários podem ser socialmente conservadores e que ser pessoalmente socialmente conservador não o torna menos libertário.

Ser socialmente conservador e economicamente liberal é qualquer outra coisa, menos ser libertário, na minha opinião. Mas há entre nós que pense dessa forma.

De uma maneira geral ser libertário é exigir a diminuição do estado, defender o livre mercado e a liberdade da menor das minorias que é o individuo.

Qualquer outra coisa diferente disso não é libertarianismo.

O Mingau de Aço é bloqueado para comentários. Eu que não me meto mais nesse assunto. O blogue não é meu.

Eduardo Jardim

Me parece que isto tudo que vivenciamos hoje em dia é a penas o embrião de uma tragédia muito maior, na verdade estamos a caminho do anarquismo reflexo da desestruturação da sociedade com a extinção da célula familiar como formadora do caráter e da hierarquia por um lado e, a mercantilização e politização para fins diversos da fé, proporcionada pelas religiões que até então eram provedoras da harmonia e da paz entre os povos quando não episodicamente desvirtuada deste fim. Este dois pilares, a família e a fé religiosa, e digo fé, se encontram seriamente abalados.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Esgotosfera progressista não enxerga um palmo adiante

Resposta para Coturno Noturno

"Em caso de novo julgamento, Zé Zumbi e mensaleiros vão assombrar Dilma em 2014"

Por isso que dou risada ao ver a esgotosfera progressista celebrar a nova fornada de pizza. Não enxergam um palmo adiante.

"Todos têm direito a um novo julgamento, mas, se o Supremo aceitar os embargos (recursos) e as novas análises têm que ficar para 2015, e não para o segundo semestre de um ano eleitoral", disse o presidente do PT paulista, Edinho Silva.

Ou seja: o ex-apresentador da TV Canção Nova propõe que o PT dite a agenda do STF: em que data devem executar seu trabalho. Não se contentam em apenas indicarem os novos ministros do STF.

Resposta de Marcelo Pereira no Facebook:

Vc se esqueceu que dizer que eles são "Progreçistas" com "ç" cedilha! Não existe petista progressista! O Brasil tá uma verdadeira m* por causa de Lulinha e seus adeptos.

domingo, 15 de setembro de 2013

Dilma Rousseff resolveu apoiar neutralidade na Internet

Resposta para Com Texto Livre:

Eu sempre fui apoiador desse projeto pela neutralidade na Internet. Se até a presidenta Dilma resolveu tardiamente ajudar no projeto, seja bem vinda. Veremos agora se ela terá força para fazer aquela base de apoio nem sempre confiável aprovar o projeto.

sábado, 14 de setembro de 2013

Não importa se a Folha assumirá participação no regime de 1964 ou não

Resposta para Altamiro Borges:

Não adianta, Miro. A Folha é tão queimada que não importa o que faça. Receberá críticas de qualquer maneira. Se não admitir sua participação no regime de 1964, diremos que as ideias do jornal sobre o assunto continuam as mesmas do dia do golpe. Se eles admitirem participação, receberão críticas dos contrários ao regime pela demora em assumir culpa (os críticos fizeram isso em relação ao editorial de O Globo) e também receberão críticas dos saudosos do regime. Aliás, até o Clube Militar soltou nota contrária ao jornal carioca.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Quando Frejat foi vaiado ao cantar 'É o amor'


Segundo o Yahoo, foi no mês passado, quando Frejat se apresentou no festival Divino Rock em Minas Gerais e tocou ao vivo É o amor, do repertório de Zezé di Camargo e Luciano.

Não é a primeira vez que Frejat flerta com o repertório da música populista brasileira. Ele já cantou Fogo e Paixão, do repertório do Wando, numa edição recente do Altas Horas. Depois que Frejat fez uma apresentação memorável no Rock in Rio de 2011 (até adquiri o DVD), ele tem feito na carreira solo esses flertes com o que há de mais desclassificante no cancioneiro nacional.

Está previsto para o próximo dia 20 mais uma apresentação do Frejat no Rock in Rio. Isso tudo me lembra uma apresentação do Kid Abelha no Rock in Rio de 2001, no mesmo dia da apresentação de Neil Young. Eu estava lá. Vi a hora em que Paula Toller conseguiu cantar apenas o início de um fanquinho brabo que era moda na época: o tal do "tapinha não dói". Foi impiedosamente vaiada. Inclusive por esta viva criatura que escreve.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

11 de Setembro completa 40 anos


Foi exatamente há 40 anos atrás que houve aquela quartelada no Chile de tropas chilenas e americanas, na qual morreu o presidente Salvador Allende e ocupou sem lugar sem ter nenhum voto o seu então comandante do Exército, general Augusto Pinochet. Este deve ter sido, provavelmente, o mais dramático episódio da história da América Latina em que divergentes políticos resolvem suas pendências, raivas, mi mi mis e frustrações não na base do diálogo e do confronto e divulgação de ideias, como deve ser, mas na base da baioneta, do fuzil e da ignorância. Não se justifica a retirada à força armada de qualquer mandatário eleito de um regime politicamente aberto, por pior que seja sua gestão. Mando pastar quem me pedir para celebrar ou procurar qualquer virtude em quarteladas dessa natureza, tenham que nome tiverem: golpe, movimento, revolução, etc.

Eu poderia passar horas escrevendo aqui sobre a carnificina ocorrida naquele país durante a Era Pinochet. Outros farão isso hoje, melhor que eu. Aquele regime tinha uma característica peculiar perante outros regimes da região. Embora fosse tão sanguinolento quanto o regime da vizinha Argentina, ele foi não somente um regime fechado, mas também uma autocracia, porque centrada em uma única pessoa. O regime de Alfredo Stroessner no Paraguai também foi simultaneamente uma ditadura e uma autocracia, como também o regime dos Castro em Cuba, regime sucessor de outro regime autocrata, que foi o de Fulgencio Batista. Em outros países da região houve ditaduras, mas não autocracias. Foram colegiados de militares com apoio de civis aliados. Não dá para falar em regime medicista, geiselista ou figueiredista, por exemplo. Mas dá para falar em regimes pinochetista e castrista. "Fidel e Pinochet tiram sarro de você que não faz nada", já cantavam os Engenheiros do Hawaii.

O que lembro aqui é aquilo que nem os neoliberais da direita à esquerda falam. Aquele regime pinochetista inaugurado há exatamente 40 anos foi o primeiro governo neoliberal da história. O pioneirismo nessa política nefasta não foi de Margaret Thatcher nem de Ronald Reagan. Foi de Augusto Pinochet. Aliás, é próprio do neoliberalismo o desprezo à democracia, ainda que o discurso seja aparentemente favorável. É um regime baseado não no senso comum do que seja justo, correto e próspero, mas do que alguns ditos iluminados pensam, mesmo que sejam minoria. No mundo privado, basta que uma ideia tenha mercado de escala para que prospere, por mais esdrúxula que seja. Na política, as ideias neoliberais só prosperam com repressão armada ou repressão econômica. Do contrário, definham por falta de apoio da maioria da sociedade.

Por fim, foi Augusto Pinochet o primeiro a impor à data de 11 de setembro o significado trágico que a data carrega. 38 anos antes daqueles que promoveram aquele outro 11 de setembro.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Ministério da Cultura libera captação de R$ 1,5 milhão para documentário sobre José Dirceu

Foi o que noticiou a Folha Política. Ainda não disseram quais fases da vida de José Dirceu serão retratadas no filme. Mas, em se tratando de um ministério comandado pela cumpanhêra Marta Suplicy, só dá para esperar um documentário chapa branca sobre o grande mentor intelectual do PT. Não dá para esperar algo neutro como a recém-lançada biografia Dirceu. Neutra apesar de escrita pelo editor da sujíssima Veja, Otávio Cabral. Vai ver, porque foi lançada pela Editora Record, não pela Editora Abril. O livro consegue até criar uma aura romântica sobre toda a vida de José Dirceu, pelo menos até a derrota de Lula na eleição de 1998.

É incrível a capacidade do Governo Federal de jogar dinheiro fora. Também, o dinheiro não é deles... É dos otários-contribuintes-eleitores. Sejam eleitores ou não eleitores dos petistas. As otoridades conseguem duas coisas ao mesmo tempo: fazer catequese partidária e tornar o cinema brasileiro cada vez mais dependente de dinheiro público e cada vez mais longe de se tornar de fato uma indústria de cinema brasileiro.

Não mexam com o cumpanhêro!

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Manual do Idiota Útil

1ª Lição: Nunca assuma em público que é um comunista socialista escroto, negue até a alma sempre;

2ª Lição: Quando for questionado sobre os massacres da China, URSS, Coréia do Norte, Cuba etc, diga que nenhuma dessas ditaduras são comunistas;

3ª Quando o bicho pegar e vc ficar sem argumentos, grite FASCISTA! NAZISTA! RACISTA!;

4ª Quando alguém esfregar na sua cara que o fascismo tem origens marxistas, finja que está dando gargalhadas, se estiver na internet é mais fácil, use algumas linhas com a letra ''K" maiúscula;

5ª Não importa quanta lógica o reacionário use, sempre diga e repita que ele não tem argumentos, e escreva a palavra argumentos entre aspas, assim por exemplo: seus ''argumentos'' são ridículos;

Autor: Clecio Pereira Mendonça, de Resistência Nacionalista, no CONS Brasil.

domingo, 8 de setembro de 2013

Peter Garrett deverá deixar governo da Austrália

Com a vitória da coalizão de liberais com conservadores nas eleições legislativas na Austrália, o ministro da educação Peter Garrett deverá deixar o cargo que ocupa, na gestão do Partido Trabalhista, que governa a Austrália há vários anos, desde a década passada.

E não duvido que ele tenha perdido sua cadeira no parlamento. Se perdeu as duas vagas (a de ministro e a do parlamento), terá que pensar na possibilidade de ressuscitar o Midnight Oil. A não ser que arrume outro trabalho ou se aposente de vez.

Vale lembrar que, ao que tudo indica, não há muita diferença na política educacional entre os liberais, os conservadores e os trabalhistas australianos. Lá a educação é levada a sério. É tratada como assunto de interesse nacional, não de ideologias partidárias. Mesmo assim, não creio que Peter Garrett queira ou possa participar de um governo de coalizão de liberais com conservadores. Ainda que seu sucessor liberal ou conservador siga a mesma política educacional, lá também levam os partidos políticos a sério. Lá políticos não mudam de partido para entrarem ou permanecerem no governo.

sábado, 7 de setembro de 2013

RoboCop 2014 será mais um das 'trocentas' refilmagens do cinemão americano

Resposta para Bárbara Richard Rozani no Judão:

Não é de hoje que o cinema arrasa-quarteirão americano vive de ideias não originais. E olha que aqueles estúdios de cinema possuem canais de TV nos EUA: Warner, Columbia, Paramount, Fox, Universal, Disney... Poderiam colocar alguns profissionais dos seriados da TV no cinema, para produzirem histórias originais. Até lá, além das refilmagens, o cinemão americano fica entregue às adaptações ou filmes baseados ou inspirados em livros, quadrinhos, programas de TV e até mesmo parques temáticos, como a saga Piratas do Caribe, baseada em um parque temático que originalmente nem tinha trama ficcional. Não demora, farão filmes inspirados em músicas, como o brasileiro Faroeste Caboclo. Se bem que desse eu gostei e esperava há anos. Mesmo assim, copiaram descaradamente o Django Livre do Tarantino.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

Sobre a pressão para que os Marinho deponham na Comissão da Verdade

Resposta para Altamiro Borges publicada no Facebook:

A coisa é tão cômica que pode ser até que os Marinho queiram depor na Comissão da Verdade e até se ofereçam para tal. Farão aquele mesmo discurso publicado n'O Globo. Seguirão à risca aquela velha estratégia: "façamos a revolução antes que o povo a faça".

Vale lembrar que Lula e um dos Marinho se encontraram outro dia no Instituto Lula. Poucos dias depois veio esse editorial d'O Globo sobre a participação deles na quartelada de 1964. Pode não ter nada a ver uma coisa com outra. Mas vai que...

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Sempre na torcida pela defesa da soberania nacional

Não nego que estou torcendo para que as autoridades do governo brasileiro tomem providências eficazes contra a evidente violação da soberania nacional nesse caso da interceptação de mensagens de autoridades brasileiras (inclusive de Dilma Rousseff) feitas por espiões do governo americano.

Ao mesmo tempo, não deixa de ser irônico ver petistas falando de soberania nacional brasileira. Logo eles, que mantiveram a adoração de dezenas de governos anteriores ao Deus Mamon, internacionalista por natureza, assim como todos os governos americanos ao longo da história. Dá vontade de gargalhar vendo essas caras do governo brasileiro falando de soberania nacional. Mas torço para que esses caras do governo brasileiro ajam corretamente pela primeira vez na vida, nessa questão. Para o bem do Brasil.

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Organizações Globo são globistas. Se todos os governos também são globistas, eles apoiam

Não tenho esperanças de convencer o jornalista Aristóteles Drummond de que o regime de 1964 foi um erro. Mas pelo menos dá para ter diálogo com ele sobre outros assuntos. Como esse sobre as Organizações Globo. E faço isso sem compartilhar em momento algum do saudosismo dele a respeito do regime de 1964.

Resposta para Aristóteles Drummond no Facebook sobre editorial de O Globo:

Aristóteles Drummond, aprenda uma coisa. As Organizações Globo estão ao lado de qualquer governo ou de qualquer grupo em vias de assumir o governo. Naqueles dias de 1963 e 1964, a escolha foi pelo lado que assumiria o governo: os opositores de João Goulart. Pouco mudou de lá para cá. Apoiaram Sarney, Collor e FHC. E pouparam Itamar e Lula de várias críticas.

Agora ensaiam um apoio a Dilma, ela que tem sido poupada de algumas críticas, por ter prestigiado a política de Antonio Palocci e de outros de fora da linha radical do PT. Mas, sinceramente, torço para que a turma de esquerda largue essa ideia de fechar a Rede Globo e faça uma intervenção ou desapropriação daquela emissora e botem o Paulo Henrique Amorim na cadeira de Roberto Irineu Marinho. Quem sabe esses caras da Globo aprendam a lição: empresário só faz acordo com esquerdista (e vice-versa) se for algum dos 'empresários socialistas bolivarianos' de quem Hugo Chávez falava. Não é o caso dos Marinho.

domingo, 1 de setembro de 2013

JMJ: uma comédia de erros e acertos

É o insuspeito jornal Correio do Brasil que confirma: o prefeito Eduardo Paes cortou o patrocínio que sua gestão na Prefeitura do Rio de Janeiro daria à Jornada Mundial da Juventude, evento católico que aconteceu nesta cidade em agosto. O que foi uma atitude correta do prefeito, logo ele acusado pela oposição de tomar atitudes nada nobres. Não é de bom tom o poder público patrocinar eventos privados, quando os recursos públicos podem ser utilizados em coisas mais justas ou prioritárias. O jornal só errou ao ligar o suposto apoio dos párocos da região de Guaratiba (onde foram canceladas a vigília e a missa de encerramento da Jornada) à ampla vantagem que o prefeito teve na região nas eleições de 2008 e 2012. Ali o buraco é mais embaixo. Além do mais, há muito tempo os católicos não são mais maioria naquela região.

Houve apoio de alguns párocos na eleição de Eduardo Paes em 2008. Mas eles estavam espalhados em diversas áreas, inclusive nas áreas ditas mais nobres da cidade. O antigo pároco da Catedral Metropolitana, monsenhor Aroldo Ribeiro, permitiu uma reunião de partidários da campanha de Eduardo Paes numa das salas do templo, no centro do Rio. Mas não importa quantos líderes católicos (alguns políticos, inclusive deputados e vereadores) apoiaram as duas eleições do prefeito. Agora eles tomaram o próprio veneno. Não se sabe se lhes prometeram apoio do poder público para fecharem a conta da Jornada, mas se aceitaram as promessas, erraram feio. Os padres (e mesmo os bispos do Rio, que mantiveram a fidelidade à orientação dos papas para não apoiarem candidato algum) tem que se virar agora para fechar as contas do Instituto Jornada Mundial da Juventude. A Arquidiocese vendeu para o hospital particular Quinta D'Or por R$ 46 milhões o prédio que o hospital alugava e ocupava desde sua fundação. Ainda restam R$ 109 milhões de dívida do Instituto, segundo a imprensa carioca. Os padres da cidade correm atrás de doações de católicos endinheirados, para fechar essa conta.

O Correio do Brasil afirma que o prefeito corre o risco de 'excomunhão' política. Seja lá o que isso signifique, bem que a 'excomunhão' poderia atingir também seus dois maiores aliados nas esferas federal e estadual: Dilma Rousseff e Sérgio Cabral Filho. Mais ainda dona Dilma, daquele partido gestado por fariseus da Teologia da Libertação, notadamente de fora da Arquidiocese do Rio de Janeiro, ainda na Era Dom Eugenio Sales.