Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 17 de junho de 2013

E se houvesse a livre concorrência no transporte urbano por ônibus?

Os manifestantes de esquerda piram com um manifestante desses!

No caso do Rio de Janeiro e de São Paulo, há um híbrido de privatismo estatista com cara de encampação estatal total. As empresas de ônibus são todas privadas, mas são organizadas por consórcios, são obrigadas a seguirem as instruções da Secretaria Municipal de Transportes (no Rio de Janeiro) ou da SPTrans (autarquia paulistana) e tem que pintar os ônibus com pinturas padronizadas por áreas ou serviços, incluindo o brasão e os nomes das cidades bem grande. Mesmo assim, as empresas tem o poder total sobre a classe política municipal, inclusive bancando campanhas eleitorais de candidatos a prefeito e vereador. Só perderam o controle da operação das linhas e a pintura dos ônibus.

Até amigos de esquerda se mostram contrários a esse modelo de privatismo estatista com cara de encampação estatal total no setor de ônibus urbano. Na década de 80, o governador Leonel Brizola encampou diversas empresas de ônibus cariocas. O serviço ficou pior do que já era, e depois que as empresas foram devolvidas aos concessionários as empresas passaram vários anos se recuperando do prejuízo deixado pela gestão brizolista.

Texto publicado no Facebook.

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