Política, cultura e generalidades

sábado, 22 de junho de 2013

Destruição é tema recorrente no rock desde a década de 1970

Resposta para Mingau de Aço publicada no Facebook:

Eu debato política com qualquer pessoa que aceite o diálogo. Da direita à esquerda. Dois amigos estão entre eles: os irmãos Alexandre Figueiredo e Marcelo Pereira. Só que o Alexandre não busca diálogo com conservadores. Mal sabe ele que vários conservadores rejeitam esses neocons oriundos da intelectualidade esquerdista média ou oriundos das culturas rock e punk. O próprio termo neocon já é um termo multiuso, impreciso. Pode remeter aos neocons americanos da linha ianque-calvinista ou republicana (de Partido Republicano americano) ou a algum ex-alguma coisa (ex-punk, ex-esquerdista, escroque...) que quer pegar carona no conservadorismo.

Analogias à destruição há nas culturas punk e rock pelo menos desde que surgiu o punk rock. Vide os Sex Pistols! O próprio Capital Inicial já pregava durante a Era Sarney: "Quero soltar bombas no Congresso / Fumo Hollywood para o meu sucesso". Nada diferente de 'Saquear Brasília'. Mas parece que o amigo Alexandre resolveu encrencar com o Capital somente agora na Era Lula-Dilma. E olha que leio os textos do Alexandre desde a Era FHC!

Os conservadores que conheço e em quem confio são mais ligados a valores nacionais (aqueles valores que fundaram a nacionalidade brasileira), e invariavelmente rejeitam qualquer forma de (neo)liberalismo. Eles também não tem representação partidária nem midiática. São diferentes dos conservadores da linha cultural anglo-saxã, esses sim responsáveis por vários golpes bem sucedidos ou fracassados ao longo da história brasileira.

Apesar de travar o bom combate contra a cultura de cabresto e aliados em outros setores (da intelectualidade à grande mídia, passando pelo rock e pela direita propriamente dita), Alexandre ainda deixa transparecer uma grande patrulha ideológica contra qualquer escritor, artista ou musicista que julgue ser de direita. Não difere muito dos que dizem que Chico Buarque é um letrista e escritor medíocre só por que Chico é de esquerda. Alexandre deveria debater com os discordantes. Eu mesmo debati sobre fânqui com Lobão e Marcelo Freixo! Não doeu nem caíram meus dedos por isso. Nem fui convencido pelas ideias medíocres deles sobre o tema.

No fundo, sinto que Alexandre e outros só rejeitam os direitistas ou os conservadores (neo ou não) por representarem uma ameaça para seu sonho ilusório de que essas correntes de esquerda que elegeram Lula e Dilma façam algum dia um governo que preste. Apesar de boa parte dessa corja estar aí há mais de 10 anos aliada aos piores escroques da República e repetindo as mesmas merdas que os escroques anteriores fizeram ao longo da História. Isso mesmo, amigos. Continuem confiando nessa corja que botou Lula e Dilma no poder. Continuem bancando os lulistas arrependidos. Não me chamem para a Matrix "pogressista" de vocês, "cumpanhêro". Fiquem vocês aí na Matrix.

Na real: sonho com o dia em que direi para Alexandre: Bem vindo de volta à oposição! Já é sempre bem vindo, seja onde for. O xará Marcelo eu creio que já está na oposição. É só notar a virulência de seus blogues. Eu não conseguiria ser virulento como meu xará.

Um comentário:

  1. Faz tempo que eu defendo a ideia de que a esquerda é muito boa. Pra fazer oposição. Alí é o lugar certo dela. Apontando os erros da direita e servindo como um regulador social.

    Infelizmente no Brasil o papel de oposição ou critico é visto como inveja ou incapacidade de fazer melhor. Eu penso diferente. Há aqueles que são bons para fazer e outros que são bons em apontar os erros. Cada um com a sua capacidade. Só esquerdista acredita que seres humanos são fabricados em linhas de montagem da Lada.

    Que a esquerda volte a cumprir seu papel de críticos. Governando são uma catástrofe.

    ResponderExcluir