Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 30 de maio de 2013

Tava demorando! Música de cabresto mira na JMJ



Se bem que boa parte da música católica brasileira já tem os dois pezinhos na música de cabresto.

A história completa dessa joça de Show da JMJ está no G1. Quem quiser conferir tudo, que confira lá. Por aqui, comento que esse tal de Thiago Pigozzo sequer fez uma música (???) própria. Fez como compositores de música evangélica faziam lá nos anos 80: pegou um sucesso popular secular famoso e simplesmente compôs outra letra. Nem se dá ao trabalho de fazer uma composição 100% inédita. O que era o Show das poderosas da MC Anitta virou esse Show da JMJ. Os jovens que ali "descem e rebolam" aqui são "jovens que oram". E assim por diante.

Os caras já ameaçam fretar um ônibus para que 45 jovens do grupo Renasdance de Casimiro de Abreu apresentem essa bobagem na vitrine mundial que será a JMJ Rio 2013. Querem mesmo transformar os jovens em macaquinhos de realejo, não muito diferentes dos dançarinos de funk, trocando apenas a sensualidade pela castidade. Nada mais que isso. Thiago já compôs versões em inglês e espanhol de sua letra. Bobagem poliglota para os peregrinos da Jornada!

Pra arrematar a merda toda, Thiago Pigozzo veio com essa:

"E o Rio de Janeiro é funk, o funk é jovem e jovem é Jornada, e porque não unir tudo isso?"

Para que você e o Renasdance não sejam indicados para o troféu Tolo do Ano 2013, Thiago!

terça-feira, 28 de maio de 2013

Plebe Rude - Circo Voador - 25 de maio de 2013


Nove meses depois da última apresentação no Circo Voador (resenhada aqui), a Plebe Rude se apresentou novamente na casa carioca no sábado passado. Na verdade, no início da madrugada de domingo, porque quando eles entraram no palco, passáramos de uma hora da manhã. A banda fez uma apresentação com o pique lá em cima, com a mesma descontração e peso da anterior.

Desta vez, a banda não tocou o repertório completo do disco O Concreto Já Rachou (faltou a música Seu Jogo). Mas aqui tivemos algumas novidades. A maior delas é a inclusão de músicas do The Clash na apresentação, como I Fought The Law, London Calling e Should I Stay Or Should I Go. Philippe Seabra ainda anunciou que parece que viu um convite do Circo Voador para que o projeto paralelo Clash City Rockers (na verdade, a Plebe tocando ao vivo apenas músicas do The Clash) voltasse a se apresentar por lá, como fizeram há vários anos atrás. Anote-se também alterações na inclusão de músicas incidentais dentro de Proteção. Permaneceram Pátria Amada (dos Inocentes, a banda do Clemente, o outro vocalista e guitarrista da Plebe) e Selvagem (dos Paralamas). Desta vez, foi incluída a parte final de Faroeste Caboclo, a música que inspirou o filme homônimo no qual o próprio Philippe fez a trilha sonora. Há de se anotar que boa parte da produção do filme estava na plateia do Circo, prestigiando a Plebe.

A banda não apresentou nenhuma das músicas inéditas que estarão no novo CD que eles estão preparando. O motivo é que o disco não foi finalizado ainda. A finalização do CD foi atrasada, porque Philippe estava ocupado com o preparo da trilha sonora de Faroeste Caboclo (fonte: Whiplash). Foi por uma boa causa. Estamos aguardando o filme, também. E depois aguardaremos o novo CD da Plebe.

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Direita inteligente e direita emburrecedora


Meu amigo Alexandre Figueiredo aponta em seus blogues O Kylocyclo e Mingau de Aço as origens arenistas dos concessionários da rádio UOL 89 FM, e que isso estaria na raiz dos motivos que fazem a programação da rádio ser tão pasteurizada. Praticamente uma Jovem Pan de guitarras.

Devo fazer uns acréscimos que talvez o amigo jornalista não tenha feito. Levando em consideração as origens ideológicas dos Camargo (os concessionários da UOL 89 FM) e a proposta emburrecedora da rádio roque deles (querem nivelar os bons nomes da história do rock com as bandas chinfrins que apresentam, algumas delas sequer sendo bandas de rock de fato), devemos dizer que a UOL 89 FM representa a banda podre da direita: a direita emburrecedora. Aquela que procura reservar apenas para si e as elites dirigentes tudo que seja culto e inteligente, deixando para a massa da população apenas o emburrecimento generalizado da cultura de cabresto. Inclusive as bandas de roque que se aliam a essa cultura. Não representa a direita inteligente, que procura convencer com argumentos inteligentes e não represa o que é culto e inteligente para si mesma. Neil Young e Joey Ramone representam essa ala inteligente da direita. E não será o Alexandre nem ninguém que me convencerá que esses caras não mostram inteligência no que falam e fazem.

sábado, 25 de maio de 2013

Só para registrar: hoje 'O Retorno de Jedi' está completando 30 anos de lançamento!


Não poderia passar a data de hoje sem registrar aqui no blogue o 30º aniversário do lançamento do filme que me fez gostar da saga Guerra nas Estrelas.

E olha que só vi o filme pela primeira vez em 1988, no lançamento da sessão Tela Quente da Rede Globo. E era versão dublada! Mesmo assim, virei fã do filme, e depois da saga toda. Só conheci uma versão do filme com som original no cinema, em 1997.

Cynara Menezes bateu no Lobão e leitor mira em Lula & Cia

Resposta para Cynara Menezes, do blogue Socialista Morena:

Toledo

Cynara, permita-me um contraponto. Podemos também dizer que nem todo parasita e preguiçoso é esquerdista, mas todo esquerdista é um parasita preguiçoso. Se você tem dúvida se alguém é esquerdista observe essas características. Adoram bater no peito arvorando-se como salvadores da pátria e guardiães da probidade e da moralidade, denunciando os roubos, as negociatas feitas nas administrações públicas quando longe do poder. Mas adoram uma boquinha quando chegam ao poder, principalmente quando rejeitados pelas urnas. Se auto-denominam “progressistas”, “socialistas” e otras cositas más. Não foi eleito e arrumou uma boquinha, é batata. Parasita esquerdista detectado.

Temos hoje no Brasil personalidades célebres pelo parasitismo preguiçoso explícito e pelo esquerdismo assumido: Lula, Zé Dirceu, Delúbio, Palocci, Pimentel, etc, etc, etc.

Da geração dos 80, Lula sempre foi meu favorito. E não é porque Lula se tranformou num burguês que vou deixar de gostar. Sim, Lobão virou um burguês no último. Alguém que voltasse agora de uma viagem longa ao exterior ia ficar de queixo caído: aquele operário alucinado, barbudo, jeitão de Che Guevara, que ficou preso por liderar greves, se identifica hoje com a direita brasileira mais podre: José Sarney, Collor, Maluf, Temer,etc, etc, etc...

Não me importa que Lula critique os outro partidos. O que me entristece é ele ter se unido ao conservadorismo hidrófobo para perpetrar barbaridades como aliar-se a ao procurado pela Interpol, Paulo Maluf.

Muita gente se pergunta como é que isso aconteceu. O que faz um operário virar um babaca ao chegar ao poder? No caso a resposta é simples. Lula é parte de um fenômeno muito comum: o sujeito pobre que se transforma em burguês para enriquecer a a família. Mais tarde, com os primeiros cabelos brancos, começa a brotar também a vontade irresistível de nunca mais voltar às origens. Aos poucos, o ex-operario vai se metamorfoseando naqueles que criticava quando jovem. “Você culpa seus patões por tudo, isso é um absurdo. São empresários e é o que você nunca vai ser quando você crescer.

Enfim, incrível seria se Marta Suplicy ou o ex Eduardo, nascidos em berços de ouro se tornassem operários, uns grevistas de marca maior. Pago para ver. Mas Lula? Normal. O bom malandro à casa enriquece. A família deles, agora, deve estar orgulhosíssima do mimos burgueses que desfrutam.

Como já escreveram por aí, não são poucos os exemplos citáveis de preguiçosos, ineptos, despreparados, mal intencionados, desonestos, não necessariamente numa mesma pessoa, mas, por diversas vezes, uma comunhão de todos esses defeitos, que poderiam ser citados. Não são poucos os Antônios Pitangas e Beneditas da Silva, os Lulas e as Dilmas, os Mercadantes e os Arraes oligarcas, os Zés de Abreu e os Joões Paulos Cunha a decorarem as paredes e estantes de comunistas notórios que mais destruíram do que construíram pelo país e pelo bem estar social dos brasileiros, mas o propósito é mostrar a coerência dos incoerentes comunistas. Pois bem, a maior de suas coerências é seguiram as cartilhas do improdutivo sanguessuga Karl Marx, dos genocidas Stálin e Mao, do dissimulado Castro e o inteligentíssimo não operário Antonio Gramsci.

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Falta pulso (literalmente) e falta paciência

Estou escrevendo menos no meu blogue. Além de problemas de pulso, há a mais absoluta falta de paciência para comentar sobre a bandalheira reinante. Mas já programei uma postagem para amanhã. Ainda assim é um texto alheio: um comentário de leitor de outro blogue. Comentário devidamente creditado. Sabe-se lá quando voltarei. Tão cedo não esperem postagens diárias.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Globo News tenta "refinar" música de cabresto. Record News vai no linguajar popular

Nos horários destinados à cobertura do mercado de entretenimento, Globo News e Record News também promovem a música de cabresto, cada uma à sua maneira. Ontem no fim de tarde a Record News fez longa reportagem no programa Hora News sobre MC Anitta, com imagens antigas e recentes, chegando a informar que há quem diga que ela é a "Beyoncé brasileira". E isso não está muito longe da verdade. Os trechos de clipes mais novos da originalmente fanqueira mostram que os produtores estão querendo coloca-la no mercado pop convencional. De qualquer forma, é música de cabresto com a bênção dos bispos! Há quem diga que Anitta também já foi no programa Estúdio i da Globo News. No mesmo canal global, vários bregas como os sertanojos setentistas e oitentistas participaram de edições do Sarau, e Waldick Soriano já teve especial na emissora.

A diferença de abordagem da Globo News e da Record News a respeito da música de cabresto é apenas de formato. O conteúdo é igualmente favorável, sem questionamentos. A Globo News tenta "refinar" a coisa. Já a Record News, ainda que tente concorrer com a Globo News, sempre lembra o que é de fato: uma TV aberta bem comercial. Então tome reportagens sobre celebridades da cultura de cabresto. Reportagens que parecem ter sido tiradas do TV Fama da Rede TV!.

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Os partidos de mentirinha

Resposta para Correio do Brasil:

Precisou apenas aparecer uma personalidade pública dizendo que o país tem partidos de mentirinha pra nossa laboriosa classe política dar pití, como seria esperado. Num país onde não há partidos nacionalistas, nem de direita assumida nem conservadores assumidos, só há partidos genéricos. Praticamente apenas partidos de mentirinha disputam eleições no Brasil. Maus exemplos não faltam. Não dá para levar a sério dois partidos que extirparam o "Liberal" até do nome: DEM e PR. Temos um partido social-democrata que é de "gente diferenciada" e antissocial. O PTB não é trabalhista, o PP não é progressista, o PSB não é socialista e o PMDB pisoteia a história do MDB. O pessoal do PC do B anda muito bem relacionado com a alta burguesia internacional, notadamente a ligada à FIFA e ao COI. Os partidos com C de Cristão são antros de fariseus. Os fariseus tem má fama desde sempre, até na Bíblia, que eles não seguem. O pessoal da ultra-esquerda é falso por natureza. Por fim, aquele Partido de Traidores está longe de defender o trabalho, trabalhadores ou qualquer coisa parecida, variação ou contração.

Como dizia Cazuza: meu partido é um coração partido e as ilusões estão todas perdidas. Deve haver milhões de brasileiros na mesma situação.

segunda-feira, 20 de maio de 2013

Gastança estimula boatos

O boato do último fim de semana dava conta de que o programa Bolsa Família seria suspenso ontem e que os recursos do programa seriam usados para pagar as despesas do Governo Federal na Jornada Mundial da Juventude, provavelmente ligadas ao emprego da Força Nacional de Segurança no evento.

Boato. Nada mais que isso. Sem a menor fundamentação.

Aí, na boa. Se o Governo Federal não torrasse tanto dinheiro com bobagens, com cargos de confiança para a base de apoio fisiológico, com Copas e com Olim Piada, boatos como esse não prosperariam.

Mas é mais fácil a esgotosfera progressista botar a culpa nos outros. Na direita (menos no PMDB e nos assemelhados, lógico), nos reaças, na imprensa e nessa oposição nula e podre que temos no quadro partidário. Admitir alguma culpa dos governantes? Jamais!

domingo, 19 de maio de 2013

Um debate com Lobão e Marcelo Freixo sobre o fânqui






Ontem travei um debate com Lobão a respeito do fânqui carioca. Isso depois de ter ido no lançamento do livro dele Manifesto do Nada na Terra do Nunca no último dia 6 (segunda-feira) na Livraria da Travessa do Shopping Leblon. Até entrei na longa fila para cumprimentar o homem, fila essa onde encontrei até um amigo dos tempos de combate à dengue.

Como os politiqueiros da nação andam com raivinha de certas verdades que Lobão anda dizendo por aí, prefiro acompanhar em silêncio Lobão falando e escrevendo e acompanhar os politiqueiros dando pití. Mas não dou mole pra Kojak. Esperei encontrar o primeiro ponto de discordância meu com o Lobão no livro para iniciar um debate a respeito. O debate foi no Twitter, já que é o espaço onde Lobão trava debates públicos e, surpreendentemente, deixa o braço a torcer, como eu mesmo pude ver.

O debate começou com o tuíte abaixo. Sempre clique nos tuítes para acompanha-lo no Twitter e as respostas dos outros internautas.

@lobaoeletrico Até agora a única discordância que tenho com seu novo livro é quanto à suposta genuidade do fânqui carioca

Escrevo isso a respeito da tese deslumbrada que Lobão escreveu no livro: de que o fânqui carioca é "o mais genuíno estilo que o morro (carioca) produz hoje em dia". Mandei outro tuíte, que desta vez teve resposta:

@lobaoeletrico Se a única forma de música a que um habitante de área carente tem acesso é o fânqui, é só isso que será capaz de produzir

@mjdelfino pura verdade

Lobão também escreveu no livro que o fânqui "é o único, entre todos os outros (estilos de música popularesca) aqui mencionados, verdadeiro. Ainda não foi reciclado, reinventado, regurgitado, muito menos aprovado pelo intelectual de esquerda".

Nunca deixaria uma bobagem dessas sem resposta.

@lobaoeletrico Fânqui tem o apoio de todos os políticos demagogos do Rio, do PMDB lulo-dilmo-cabralista aos trotskistas do PSOL e do PSTU

@mjdelfino inevitável né?

@lobaoeletrico Intelectuais de esquerda não apoiam o fânqui? O que me diz então dos PSOListas @depChicoAlencar e @MarceloFreixo?

@mjdelfino @depChicoAlencar @MarceloFreixo é verdade,mas isso é recente

Como citei o deputado Marcelo Freixo na conversa, o próprio resolveu entrar no debate. Aí a coisa ficou animada de vez. Três cabeças pensantes, com várias diferenças entre elas. Eu, Lobão e Marcelo Freixo. Os tuítes deles podem ser acompanhados nos linques contidos nos meus próprios tuítes a seguir. Mas o primeiro abaixo é de Marcelo Freixo.

@lobaoeletrico @mjdelfino @depChicoAlencar o grande debate de hoje no Rio é a resolução 013. Sempre serve de argumento para proibir o funk

@MarceloFreixo @lobaoeletrico @depChicoAlencar Nada do desgoverno de Cabral Filho presta. A própria PM já deveria ter sido desmilitarizada

@MarceloFreixo @lobaoeletrico Proibir bailes fânqui em SP ou no RJ é a resposta incompetente das autoridades de insegurança de lá e de cá

@lobaoeletrico @MarceloFreixo Quem mais desrespeita lei do silêncio são cultos evangélicos e bailes fânqui. Mas ambos tem "costas quentes"

@lobaoeletrico @MarceloFreixo Cultos barulhentos contam com guarita de mega empresas gospel e das bancadas evangélicas

@lobaoeletrico @MarceloFreixo Bailes barulhentos contam com guarita de donos de equipes de som (mais endinheirados que MCs) e de políticos

Teve um quarto internauta enfiando o rock na pauta.

@mjdelfino @lobaoeletrico @MarceloFreixo e o rock respeita a lei do silêncio?

Lobão respondeu:

@ANTONY_CARLOS Não conheço rock perturbando copmunidades.Todos os roqueiros que conheço possuem estúdios bem condicionados acusticamente

Eu respondi:

@ANTONY_CARLOS @lobaoeletrico @MarceloFreixo O rock se afastou (ou foi afastado) do dia a dia da população há anos. Lobão diz: o rock errou

Enfim, foi um bom debate, que vocês podem acompanhar pelos tuítes aqui transcritos, pelos linques aqui presentes e pelas imagens das interações, lá em cima. Debate bom é assim mesmo. Não se debate só com os concordantes. Debate bom se trava com pessoas inteligentes com algo para dizer, mesmo que não se concorde com tudo. Temos que ter convicção para aguentar as faíscas que surgem nas discordâncias. Mas às vezes alguém dá o braço a torcer, como o Lobão. Espero que ele tenha de fato se convencido de que não tem nada de genuíno e verdadeiro no fânqui, se ele é a única opção mostrada para boa parte da população carente carioca.

Para arrematar a conversa, mandei para alguns internautas esta mensagem:

@lobaoeletrico A maioria dos dançarinos de "quadrado de 8" não sabem fazer o verdadeiro quadrado de 8: 8² = 64

sexta-feira, 17 de maio de 2013

MK não cedeu membro do Oficina G3 para a Sony mas cedeu para a Som Livre


Já contei aqui no blogue que a MK não cedeu o guitarrista Juninho Afram para tocar no CD Este Lado para Cima, que a banda Resgate gravou e lançou no ano passado pela Sony Music. Agora fiquei sabendo que a mesma MK cedeu o vocalista Mauro Henrique (colega de Juninho no Oficina G3) para tocar no novo CD/DVD que a banda de rock católica Rosa de Saron (contratada da Som Livre) gravou outro dia no Chevrolet Hall (ex-Marista Hall) em Belo Horizonte.

Ser parte das Organizações Globo fez uma diferença enorme em favor da Som Livre. Ou não?

Cobertura da gravação do novo CD/DVD do Rosa de Saron

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os sem-noção do 'Jornal Hoje' exibiram cena final de 'Faroeste Caboclo'


No início da tarde de ontem, o Twitter foi tomado por uma onda de indignação. E por um motivo justo. O alvo era a edição de hoje do JH, que exibiu uma reportagem sobre o novo filme Faroeste Caboclo, a ser lançado nos cinemas no próximo dia 31 e que já está sendo exibido em pré-estreias pelo país afora.

O problema é que a reportagem exibiu trechos da CENA FINAL do filme, com o destino dos principais personagens da trama.

Exibir ou contar o final de um filme é, no mínimo, uma indelicadeza com quem não viu ainda um filme que está nos cinemas ou ainda nem estreou. Na certa, os sem-noção do Jornal Hoje pensam que, como o filme foi inspirado na música homônima (um mega sucesso do rock brasileiro), todo mundo tem que saber que, de fato, o filme acaba de maneira semelhante à trama descrita na música. Como se todo mundo fosse obrigado a curtir o filme já sabendo previamente o que verá na tela e todo mundo conhecesse a música, só porque ela foi um mega sucesso nacional. Aliás, o falecido ator Marcos Paulo disse que não conhecia a música, antes de ser convidado para ser um dos atores coadjuvantes do filme.

Não assisto o Jornal Hoje porque na hora em que o programa é exibido eu estou trabalhando. Mas vi os protestos no Twitter antes de sair pro almoço. Minha mãe viu o telejornal, e chegou a comentar um ato cometido por uma das personagens na cena final. Eu já estou sabendo demais a respeito desse filme! Melhor parar por aqui, pra não incorrer no mesmo erro dos sem-noção do Jornal Hoje.

Dois tuítes sobre o fato aqui e aqui.

quarta-feira, 15 de maio de 2013

terça-feira, 14 de maio de 2013

EMI brasileira se recusa a desencarnar


Resposta para Planeta Laranja:

Ainda morando em Brasília, já em sua fase Trovador Solitário e antes de ser contratado da EMI, Renato Russo disse que tudo chegava atrasado a Brasília. Referia-se ao movimento punk e também ao posterior fim do movimento punk setentista.

Hoje, Renato Russo diria a mesma coisa, só que do país todo. "Tudo chega atrasado no Brasil". Até mesmo a EMI brasileira se recusa a desencarnar, ao contrário da matriz britânica, comprada pela Universal. Continua sendo EMI, embora já tenha perdido parte do catálogo gringo para a Universal, como os discos do Queen, do Paul McCartney e o clássico Never Mind the Bollocks dos Sex Pistols. O futuro do elenco nacional da EMI e do catálogo brasileiro da gravadora (que inclui todos os discos da Legião Urbana e quase todos os solos do Renato) é incerto, bem como é incerto se a gravadora mudará de nome e se continuará integrando o conglomerado Vivendi.

A verdade é que este país terceiro-mundista continua sendo tão atrasado, periférico e terceiro-mundista como sempre foi. Apesar dos bastardos ufanistas e pseudo nacionalistas que negam os fatos.

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Autópsia de um governo e de um partido vindo de alguém lá de dentro


Publicado por Idelber Avelar no Facebook:

Aconteceu-me um causo que é uma graça. É um diálogo, que relato com autorização do meu interlocutor, protegendo-lhe o anonimato.

Como sabe quem me conhece, tenho amigos no governo. Como milhares de brasileiros da minha geração, dediquei parte da juventude a ajudar a construir o partido que agora está no poder. Não me arrependo. Era a escolha óbvia para quem pensava como eu e, aos primeiros sinais do oportunismo que viria depois, eu o denunciei e lutei contra, com as armas que tinha. Perdi mas, como diria Darcy Ribeiro, eu detestaria estar no lugar de quem me venceu.

A história, no entanto, é sobre meu interlocutor, que trabalha no segundo escalão do governo, quase primeiro: acesso direto a Ministro, essas coisas. É ligado ao que se chamava “esquerda do PT”, seja lá o que isso signifique hoje. No meio de uma conversa, ele começou a reclamar, bravo, de algo relacionado à política. Como ele protestava com a velocidade de um locutor de corrida de cavalos, não entendi bem e achei que ele reclamava das minhas críticas ao governo. Então lhe disse:

“Fulano, posso continuar metendo o pau no governo e podemos continuar amigos do mesmo jeito. Você sabe que jamais critico pessoalmente alguém de 2° ou 3° escalão. Se personalizo a crítica, falo da Presidenta, de parlamentares, de Ministros. De vocês não vou falar nunca. Mas parar de criticar, não vou. Você me conhece”.

A resposta, com a explicação do porquê de ele estar tão bravo, me deixou estupefato:

“Não, Idelber! Não estou bravo com você. Concordo com muitas de suas críticas ao governo. Minha bronca é com a base do governo nas redes, que aceita tudo, engole tudo, não critica nada. Só piora a nossa situação aqui. Num governo de coalizão, a direita sapateia em cima da gente se não há pressão da base. Na última reunião com o pessoal do [insira aqui um Ministério controlado pela direita, que não vou dizer qual é], eles esfregaram na minha cara: 'não adianta espernear, porque a gente sabe que sua base vai aceitar, sim'”.

O raciocínio dele é óbvio e representa o beabá da política: num governo em que há gatos de todos os sacos, gente que quer manter o status quo, a política operando para servir aos poderosos, e gente que quer alguma alteração em favor dos mais fracos, a crítica vinda de fora serve para que estes possam dizer àqueles: “vejam os radicais lá fora. Estão fazendo barulho. Se a coisa for para as ruas, fica feio para nós. É melhor cedermos os anéis para não perder os dedos”.

Em outras palavras: a suposta “esquerda” governista nas redes torna fácil a vida da direita do governo, pois permite que esta esfregue nas fuças do que restou de esquerda por lá que, afinal de contas, podem até nomear Afif Domingos, expulsar jornalista de protesto, transformar Kátia Abreu em hóspede permanente do Palácio do Planalto e impedir a entrada de comida para índios cercados por forças policiais, porque ninguém do ex-Partido dos Trabalhadores vai protestar.

Não é incrível? Acompanho política há três décadas, em vários países, e é a primeira vez que vejo uma liderança de governo reclamar que a base governista é obediente em excesso, fanaticamente governista demais, e que isso atrapalha o próprio governo.

Sério, eu teria vergonha de ser um daqueles a quem meu amigo alude nesse comentário.

sábado, 11 de maio de 2013

Há 30 anos a MEC FM faz jus ao seu slogan: "A rádio de música clássica do Brasil"

Escrito em 10 de junho de 2009, com colaboração de Thiago Regotto. Atualizado e publicado em 11 de maio de 2013 no Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro.

A MEC FM é a tradicional rádio clássica do Rio. A história da MEC FM começa oficialmente em 10 de maio de 1983 - dia de inauguração da emissora. Porém, antes disto muita coisa aconteceu. Criada em 1923 pelo cientista Edgard Roquette-Pinto como Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, a Rádio MEC é a primeira rádio do Rio de Janeiro. Em 7 de setembro de 1936 Roquette decide doar a rádio ao Ministério da Educação e então ela muda seu nome para Rádio Ministério da Educação e Saúde. O Ministério mudou de nome neste tempo e em meados dos anos 60 o locutor Paulo Santos passou a falar no ar Rádio MEC, ao invés do longo nome Rádio Ministério da Educação e Cultura. Em 1990 a Fundação Roquette-Pinto, que até então era responsável pela emissora, foi extinta e a rádio passa para a ser administrada pela ACERP - Organização Social subordinada à Secretaria de Comunicação da Presidência da República. Com a saída da rádio do Ministério pensou-se em mudar o nome da estação, mas a ideia foi logo esquecida com a sugestão do produtor Lauro Gomes: a sigla MEC poderia ser mantida, mas com outro significado: Música, Educação e Cultura. No início dos anos 80 a Rádio MEC ganhou um canal em FM, assim como outras rádios AM, Tupi, JB, Globo, etc. A FM ficou em teste desde meados de 1982 até a inauguração em 10 de maio de 1983. A programação da Rádio MEC como um todo desde o seu começo nos anos 20 foi destinada à música clássica e MPB. Com a inauguração do novo canal em FM, a direção da época optou por fazer uma transição, mesclando dupla transmissão AM+FM com horários de programações distintas. Com o tempo, a separação das programações foi aumentando, a FM ganhou programação 100% própria em meados de 1984, com clássicos em FM, mantendo a MPB em AM, como é feito até os dias de hoje.

Há 30 anos no dial FM, a MEC FM é uma das mais tradicionais rádios do Rio (é praticamente a única que mantém desde o seu surgimento a mesma linha de programação). Sua programação reúne programas e seleções musicais - 22h por dia - dedicados à música clássica, desde o seu início - medieval, renascimento e barroco - passando pela Era Clássica e os períodos romântico e moderno, e chegando até a produção dos dias de hoje. Nas outras duas horas diárias, uma é dedicada - às 23h - à música popular de estilos mais sofisticados, como jazz, choro, bossa nova e a música instrumental brasileira. A outra hora, à meia-noite, é dedicada à música clássica contemporânea e à rádio-arte, com programas que experimentam novos formatos radiofônicos. Seguindo a tradição de programas históricos do rádio brasileiro, a MEC FM apresenta toda sexta, às 17h um recital ao vivo e com a participação de público, direto do seu Estúdio Sinfônico. Outro programa que conta com a participação do público é o Clássicos do Ouvinte, onde o espectador pode solicitar por carta, telefone ou internet a música que gostaria de ouvir ou tirar dúvidas sobre música clássica.

Hoje a rádio é vinculada à EBC - Empresa Brasil de Comunicação, subordinada à Secretaria de Comunicação da Presidência da República. A Fundação dirige também a rádio MEC AM e a TV Brasil.

Matéria da EBC no dia de aniversário de 30 anos da MEC FM

DADOS DA RÁDIO

Entrada no ar: meados de 1982

Inauguração oficial: 10 de maio de 1983

Sede da outorga: Rio de Janeiro

Alcance: Grande Rio (exceto parte da Zona Oeste carioca) e arredores. A torre fica no morro do Sumaré, Rio de Janeiro.

Endereço: Praça da República, 141 A - Rio de Janeiro - RJ

Telefone: (55)(21) 2117-7853

Portal na Internet: www.radiomec.com.br

Portal na Internet da EBC: www.ebc.com.br

sexta-feira, 10 de maio de 2013

'Somos Tão Jovens' é uma boa homenagem


Somos Tão Jovens cumpriu sua missão de homenagear o falecido cantor e compositor Renato Russo. Os produtores do filme tiveram bastante cuidado na escolha e reprodução das locações e do contexto histórico em que se desenvolve a trama: década de 1970 e início da década de 1980. Chegaram ao requinte de colocar a família Manfredini diante da TV vendo Cid Moreira anunciando ao vivo no Jornal Nacional a notícia do assassinato de John Lennon, que deixou Renato Russo bastante deprimido. A trama começa no dia em que Renato Russo é internado com uma rara doença degenerativa nos ossos e cartilagens, que o levou a uma cirurgia de implante de três pinos de platina na bacia e ficar vários meses em tratamento, recluso em casa. Acaba com a Legião Urbana ainda em Brasília celebrando a futura primeira ida da banda ao Rio de Janeiro, para uma apresentação no Circo Voador, que ocorreria mais de um mês depois.

Como dito antes, o filme procura reproduzir situações que inspiraram Renato Russo na composição de suas músicas. Infelizmente, algumas situações me soaram forçadas, como a da festa de aniversário em que Renato teria ouvido falar na expressão "festa estranha com gente esquisita", colocada na música Eduardo e Mônica. São mostradas também as mudanças de Renato quando ele conheceu e se encantou pelo punk rock, a ponto de adotar a mesma indumentária ligada à cultura punk, como roupas rasgadas, pregos e tudo mais. Mostra também Renato na época de Trovador Solitário, já sem a indumentária punk e afirmando que tudo chegava atrasado a Brasília, se referindo ao próprio punk rock e ao posterior fim do punk setentista.

O filme procurou reproduzir um pouco da trajetória da primeira banda de Renato Russo e o início das bandas Plebe Rude, Capital Inicial e Legião Urbana. Outras bandas de Brasília da época são apenas citadas em cartazes ao longo do filme. Há até uma representação da primeira apresentação da Legião Urbana fora de Brasília, em Patos de Minas, ocasião em que a Plebe Rude também fez sua primeira apresentação fora de Brasília. Detalhe: o prefeito fictício que aparece na cena do filme (prefeito que teria reprovado a Legião e mais ainda a Plebe) é interpretado pelo plebeu Philipe Seabra em imperdível ponta.

O filme não apresenta nenhum recurso que oriente os leigos na história de Renato Russo. As legendas do filme são deficitárias, sequer apresentando dados como datas e localizações das cenas. O filme acaba parecendo algo feito exclusivamente para fãs de Renato Russo (e de suas bandas, Aborto Elétrico e Legião Urbana). O mesmo defeito antes visto na cinebiografia de Cazuza. O que não impediu esta cinebiografia de Renato Russo de ter uma excelente estreia, a sexta melhor de um filme brasileiro desde a Retomada. Afinal, se infelizmente Renato Russo partiu cedo demais, seus fãs são milhões e continuam por aí. Inclusive nos cinemas.

Como o filme acaba antes da primeira ida da Legião Urbana ao Rio de Janeiro e está fazendo sucesso, não descartemos futuras continuações.

quinta-feira, 9 de maio de 2013

'Homem de Ferro 3' perdeu na troca de diretor


Dá para perceber isso ao assistir o filme completo, inclusive com a cena pós-créditos finais, esta aliás muito sem graça. O filme todo apresenta falhas de roteiro e de fotografia. Por exemplo: é praticamente impossível ver bem alguns elementos que aparecem na tela, notadamente as várias armaduras do Homem de Ferro que aparecem em ação ao mesmo tempo. Também é difícil distinguir alguma coisa em outras cenas noturnas. A concepção dos personagens também é falha, notadamente dos que não aparecem nos filmes anteriores do Homem de Ferro. Fãs dos quadrinhos do Homem de Ferro denunciam: transformaram o vilão Mandarim dos quadrinhos num personagem patético, cujos pormenores nem descreverei aqui pra não estragar a surpresa pra quem não viu o filme.

O que salva esse Homem de Ferro 3 do fracasso completo é a atuação de Robert Downey Jr e o interessante progresso que deram ao personagem para que ele superasse a síndrome de pânico adquirida após a batalha de Nova Iorque em The Avengers: Os Vingadores e para encaminha-lo à futura trama do filme The Avengers 2. Inclusive a solução que o personagem conseguiu para seu problema de coração (os estilhaços da explosão do míssil da Stark Industries que vimos no primeiro filme) nos permite responder a uma pergunta que a própria divulgação do filme fazia. Não é a armadura que faz o homem (no caso, o Homem de Ferro). É o homem que faz a armadura.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

Rock sempre foi ligado à contestação

Resposta para Diário do Centro do Mundo:

O rock sempre foi e sempre será um gênero musical ligado à contestação. Contestação seja lá a o que for. Desde os primórdios de danças sensuais a contestarem o puritanismo ianque ao rock gospel a contestar o tal do "politicamente correto". Rock não é de direita, não é de esquerda, não é nacionalista, não é internacionalista, não é conservador, não é progressista, não é reacionário, não é capitalista, não é comunista, não é socialista, não é liberal (novo ou velho), não segue o Diabo, não crê em Deus (ou em deuses), não é panteísta nem é ateu. O rock é exatamente o que cada músico, cantor, compositor e fã quiser que seja.

Tenho restrições ao Lobão, embora o considere como músico. Esse saudosismo de 1964 não é algo compartilhável. Mas sei das músicas que ele lançou no mercado independente, longe das gravadoras e da mídia. Uma música como 'Você e a noite escura' de 2005 poderia ser muito bem um sucesso radiofônico, se o rádio brasileiro não tivesse entrado em decadência nos anos 90. Se alguns missivistas só conhecem o que o tão falado PiG (com G de governista ou de golpista, conforme as conveniências) tocou do Lobão nos anos 80, tenho pena de vocês, que só acompanham o que sai na grande mídia. Há poucos anos tive a honra de conversar com Herbert Vianna (a quem Lobão acusa até hoje de plágio) num restaurante carioca. Também ouço os Paralamas até hoje. E olha que, depois de ter composto 'Luiz Inácio (300 picaretas)', Herbert continuou lulista e foi visitar no Palácio do Planalto o presidente Lula, então já aliado dos mesmos 300 picaretas que os dois criticavam nos anos 90. Só que temos que ser civilizados e politizados a ponto de dialogar com as pessoas tanto na concordância como na discordância, sem termos obrigação de aderir a todos em tudo. Artistas como Lobão e Herbert acertam em muitas coisas, e erram em outras. Nenhum de nós pode cobrar dos artistas a perfeição que nós mesmos não temos.

Agora, se Lobão continua tão crítico do atual governo como era do Governo Collor e do Governo Sarney (tanto que fez campanha para Lula ao vivo no Domingão do Faustão), nisso ele continua o mesmo. Não é ele que muda conforme as conveniências. São os governistas adesistas que agora fazem chilique com o que ele fala. Depois é só o Lobão o paranóico! Se ele é tão irrelevante, não precisariam nem lhe dar resposta.

terça-feira, 7 de maio de 2013

'Anos 80' estreará hoje no Nat Geo


Hoje estreará uma série de documentários no canal National Geographic. Ao que tudo indica, Anos 80 trará uma análise da célebre década do século XX sob vários aspectos importantes, como avanços tecnológicos, acontecimentos culturais e eventos esportivos. Pode haver também abordagem de transformações sociais, já que elas são citadas em enquete na página oficial da série.

Serão exibidos dois episódios inéditos às terças-feiras, em sequência, com reprises em outros dias e horários. O primeiro episódio será exibido hoje às 22:15. Vale conferir.

Blogue progressista concorda com Lobão

Resposta para Maurício Caleiro, de Cinema & Outras Artes publicada no Facebook:

Senti que o autor do texto também tem sérias restrições à política cultural do Governo Lula-Dilma. Então o autor concorda pelo menos neste ponto com Lobão, que é o tipo de sujeito que mistura absurdos (como a história das unhazinhas) com verdades e arremessa tudo junto pra ver se as verdades legitimam os absurdos. Sem sucesso.

De fato, a política cultural do Governo Lula-Dilma está toda errada. Como também estava a do Governo FHC. Aí aparecem os aproveitadores. Até os outrora punks da Plebe Rude já gravaram CDs com patrocínio da Petrobrás, do Governo Federal e do GDF já na Era Agnelo Queiroz!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Crítica envergonhada e pontual não é oposição nem alternativa a nada. É dissidência

Resposta para Mingau de Aço no Facebook:

"oposição doentia ao PT - que em muitos momentos merece ser criticado, até severamente, mas não da forma fútil que a direita radical faz"

Sim, Alexandre Figueiredo. Assim como Lobão também deve ser criticado severamente, principalmente por sua admiração ao regime de 1964, mas não da forma fútil como a esgotosfera progressista fez esta semana, querendo transformar Lobão não no Arnaldo Jabor roqueiro ou no defensor do fânqui que é (tal como faz a oposição de esquerda, PSOL e PSTU à frente), mas no Wilson Simonal da hora. Aliás, as próprias rádios e as paradas de sucessos já baniram o Lobão, como fizeram com o Simonal.

O que falta ao amigo Alexandre Figueiredo é parar de fazer críticas envergonhadas e pontuais ao PT (esse "até" é bastante denunciador), e sim passar para o rompimento frontal com tudo aquilo que seja de esquerda ou pseudo-progressismo, verdadeiros ou falsos, governistas ou oposicionistas. Seja PT, PC do B, ultra ou extrema esquerda. Governos de esquerda adoram fazer as merdas que fazem, as próprias e as da direita fisiológica aliada, e também reproduzir as merdas dos governos de direita da História, e vem a corja toda de esquerda que os apoiou em alguma eleição dizendo que são governos de direita, tirando a própria culpa fora. Tem que passar para a oposição frontal, mesmo que seja com o idealismo humanista que lhe é característico. Do contrário, o blogue Mingau de Aço e seu autor continuarão sendo apenas dissidentes. Jamais alternativos a tudo isso que está aí.

E tenha cuidado com essas reuniões dos movimentos de blogueiros progressistas em que já esteve presente pessoalmente. Essa turma não tolera a mínima dúvida sobre o Deus de Marta Suplicy. Nem sobre a sacerdotisa deles. Ser politicamente solitário é às vezes o recomendável. Falo isso de experiência própria.

Maldita hora em que resolvi votar no Lula nos dois turnos de 2002. Eu também tenho minhas culpas. Mas as minhas eu assumo.

A resposta de Alexandre Figueiredo

domingo, 5 de maio de 2013

O Rio de Janeiro tem, sim, reacionários

Respostas para Diário do Centro do Mundo:

Xandão

Serei apedrejado por isso, mas a virada do Lobão se deu após sua mudança pra São Paulo. Acho que ele foi mordido pela mosca conservadora azul dos Jardins. Pegou um surto de TFP e não se curou.

kikonogueira

Ah, sim, porque no Rio não tem reacionário...

No Rio tem reacionários, sim. Só que Lobão diz que o Rio, segundo a ótica de Lobão, virou um antro de insensíveis (ele diz ter visto um cadáver baleado na Lapa ter sido retirado do chão e um garçom ter colocado indiferentemente uma mesa em cima da poça de sangue) e também uma cidade de pessoas encostadas no Estado de alguma forma e de eleitores de políticos lulo-dilmistas como Cabral Filho, Eduardo Paes, Marcelo Crivella e os próprios Lula e Dilma. Lobão acredita que São Paulo é uma cidade com população mais adepta do liberalismo capitalista, que é o pensamento que ele defende. Tanto que ele ingressou no partido Liber, que não tem registro no TSE.

sábado, 4 de maio de 2013

Coisas que aconteceram e acontecem durante e após a década perdida do rock brasileiro

Resposta para Rock Brasília, desde 1964 (com versão no Facebook):

Quando até a Plebe Rude grava CD com patrocínio da Petrobrás e do Governo Federal, é porque a coisa está feia, mesmo! Enquanto isso, atitudes de protesto vem do público mais conservador entre os fãs de bandas de rock: o público majoritariamente evangélico do rock gospel, cujas bandas quase sempre tem uma panela eclesiástica favorável. Os fãs do Oficina G3 vaiaram impiedosamente o deputado estadual Marcos Soares, filho do missionário RR Soares, durante uma apresentação da banda em 18 de fevereiro de 2011 no Rio de Janeiro.

P.S: O CD da Plebe Rude que citei antes é o de inéditas de 2006. E ainda tem o CD/DVD ao vivo de 2011, que conta com patrocínio do GDF e não lembrei de citar no texto acima.

sexta-feira, 3 de maio de 2013

'Somos Tão Jovens' é uma biografia musical, não uma cinebiografia literal


Pelo menos foi o que deixou entendido Marcos Bernstein, roteirista do filme, em reportagem de O Globo. Segundo ele, a equipe que fez o filme optou por escolher algumas dos maiores sucessos compostos por Renato Russo e a partir daí mostrar as motivações e inspirações que o jovem Renato teve para cada uma delas, além de episódios da vida dele na adolescência até o período anterior ao estouro do LP Legião Urbana e a consequente fama de Renato e de sua mais famosa banda.

Embora ainda não tenha visto esse filme, acredito que ele deixará claro que Renato Russo foi fruto direto da efervescência cultural que o Brasil e particularmente sua capital viviam na época. A fama da Legião Urbana também foi fruto direto desse cenário. Se Renato Russo e a Legião estivessem surgindo agora neste cenário de decadência cultural e política no sistemão nacional, talvez jamais chegassem à fama nacional. A Legião continuaria tocando em bares e lanchonetes (nada de estádios ou arenas, a palavra da moda), teria que se contentar em lançar músicas através de discos independentes ou só pela Internet, e eles mesmos não teriam como viver somente de seu trabalho musical. Renato Russo teria que se manter no ofício de professor de inglês. Um trabalho digno e respeitável, como toda a classe dos professores. Mas sua obra ficaria restrita a alguns jovens descolados de redutos intelectualizados, não tendo relevância maior na história da música brasileira.

O filme estreará hoje. Corram pros cinemas!

quinta-feira, 2 de maio de 2013

O louvor de Aloisio Mercadante à Folha de São Paulo

Resposta para Com Texto Livre:

Esse texto de louvor à Folha de São Paulo dá razão a qualquer um que se recusa terminantemente em votar ou apoiar qualquer petista, seja lá pra que cargo eletivo for. Mandarei à merda o imbecil que vier em 2014 me pedindo voto pra petistas, seja lá qual for o pretexto pro voto no petista.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

O Ovo da Serpente

Fonte: Nas Veredas do Vereza e Facebook.

CORRUPTOS E INCOMPETENTES!!!

O Ovo da Serpente está sendo chocado. O "governo" petista movimenta-se para "regulamentar" os meios de comunicação, numa tentativa de encobrir o desastre econômico já mais que evidente em todos os índices, mesmo os oficiais. A inflação em alta vai obrigar o Banco Central, mais dia menos dia, a subir os juros; se correr o bicho pega... Com esta medida, a produção industrial que já está despencando, terá que se retrair ainda mais; as exportações diminuíram drasticamente, os nossos tradicionais compradores, em plena politica de austeridade, estão mais preocupados com seus problemas internos, e fazendo o que os incompetentes "governantes" brasileiros deviam fazer mas não fazem: cortar os monumentais gastos da máquina pública... Mas isso, seria desempregar as boquinhas dos companheiros... A Petrobras deficitária, as obras da Copa, superfaturadas, como de costume. A Fifa, já não esconde sua preocupação com os prazos. O dinheiro desperdiçado num momento de crise mundial, enquanto a educação, a saúde, são maquiladas com números de puro marketing!

Mandaram o povo comprar carros e esqueceram que o consumo de combustíveis, por uma lei elementar de oferta e procura, também aumentaria... Corruptos e incompetentes

Carlos Vereza

E quem foi que disse que a população brasileira está preocupada com os temores da FIFA quanto a prazos? Logo a FIFA, que quer proibir festas juninas em Salvador e baianas de acarajé no entorno da Fonte Nova!