Política, cultura e generalidades

terça-feira, 9 de abril de 2013

Século XX: Depois de Margaret Thatcher, restaram Fidel, Gorbachev, Valesa e Mandela

O século XX teve vários governantes de importância mundial, uns diferentes dos outros, mas todos eles chefes de Governo que influenciaram a política dos países por eles governados e vários outros. De certa forma, todos eles influenciaram a política em dezenas de países, em um ou mais continentes. Uns positivamente, outros negativamente. Tivemos Lenin, Stalin e Gorbachev na União Soviética, Hitler na Alemanha, Mussolini na Itália, Franco na Espanha, Mao Tsé-Tung na China, Churchill e Margaret Thatcher no Reino Unido, Nelson Mandela na África do Sul, Lech Walesa na Polônia e seu conterrâneo João Paulo II no Vaticano. É difícil incluir um presidente americano nesta lista, já que todos eles influenciam a política em todo o mundo, não pela capacidade individual deles, mas pelo peso do cargo, até hoje o mais poderoso do mundo, apesar da importância crescente da China, onde o Partido Comunista manda muito mais do que o presidente ou qualquer outro indivíduo. Dá para incluir na lista o presidente Roosevelt, circunstancialmente o aliado de última hora de Stalin e de Churchill na derrota de Hitler e de Mussolini. Também dá para incluir Harry Truman, responsável pelas duas únicas bombas atômicas atiradas em populações civis até hoje e autor da Doutrina Truman, e Ronald Reagan, parceiro de Thatcher e de João Paulo II na derrocada do comunismo no Leste Europeu. Para completar a lista, temos que incluir dois nomes da América Latina: Fidel Castro, líder autocrático da única revolução comunista armada das Américas, e Augusto Pinochet, líder autocrático do primeiro governo neoliberal da história, o que fez dele um pioneiro mundial nessa linha de governo. Esse pioneirismo a baronesa Thatcher não levou. Com a morte dela, ontem, restaram apenas Fidel Castro, Mikhail Gorbachev, Lech Walesa e Nelson Mandela como os únicos governantes mundialmente influentes ainda vivos da História do Século XX, aptos a contar a versão deles daquela história toda.

Quando Fidel, Gorbachev, Walesa e Mandela se forem, levarão o século XX com eles. O século e seus maiores governantes serão, enfim, história. Com o distanciamento emocional necessário, os cidadãos do século XXI poderão, enfim, analisar friamente o século XX, sem dúvida o de mais e maiores mudanças de todos. Século de magníficas realizações mas também de grande sofrimento, incluindo as duas guerras mundiais da história do planeta.

Será dos cidadãos do século XXII o distanciamento necessário para analisar friamente o atual século e seus governantes.

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