Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Assinantes debatem a TV paga, comparando-a com a TV aberta

Resposta para TV Magazine:

Em 24/04/2013, JoaoMB escreveu:

Isso é simples de explicar:

1 - Os telejornais da TV por assinatura não tem a mesma qualidade do Jornal Nacional

2 - As novelas da TV por assinatura não tem a mesma qualidade das novelas da Globo

3 - As imagens das partidas transmitidas pela TV por assinatura (HD porco e alta taxa de compressão) não são perfeitas como as da TV digital aberta

4 - A TV por assinatura ainda tem muitos enlatados. Ainda trata muito da cultura norte americana.

5 - A TV por assinatura não tem programação local, ou seja, você precisa da TV aberta para saber o que acontece na sua cidade.

Isso só para citar alguns itens!

Mais ou menos.

O que o Jornal Nacional menos tem é qualidade. É um jornal feito especialmente para pessoas que acreditam em tudo que aparece na telinha. Não é à toa que o chamam de "o jornal pro Homer Simpson". Embora os canais de notícias fechados sejam editorialmente ligados aos grupos aos quais pertencem, eles aprofundam mais as notícias. Vide a própria Globo News, mais próxima do Jornal da Globo que do JN. O público desses canais (incluindo também Band News, Record News e os canais gringos) é mais crítico.

Praticamente não há novelas na TV paga. No Brasil, novela é um formato tipicamente de TV aberta. A ficção na TV paga é dominada por filmes e seriados. Só há novelas no Canal Viva, que já é um canal de reprises da Globo.

O espaço para os enlatados gringos está diminuindo. A nova lei da TV paga está obrigando os canais a correrem atrás de enlatados nacionais. Na falta deles, vários canais estão recorrendo a filmes nacionais com curto intervalo de exibição.

E, realmente, pouco há de telejornalismo local na TV paga. A não ser na Globo News, que carrega seu jornalismo com notícias locais do Rio e de São Paulo, com matérias rigorosamente iguais às exibidas no RJ TV, no SP TV, no Bom Dia Rio e no Bom Dia São Paulo. A Globo News chega a levar ao ar informes ao vivo do trânsito das duas cidades, recorrendo ao Globocop, moto linques, carros de reportagens e imagens dos centros de operações das prefeituras. Há também os debates e entrevistas nas TVs das assembleias estaduais e das câmaras de vereadores, tratando de temas locais.

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