Política, cultura e generalidades

terça-feira, 30 de abril de 2013

Jornal Nacional se lixando para a crise entre Legislativo e Judiciário


Como de costume, o Jornal Nacional aprontou ontem mais uma das suas. A reportagem sobre o encontro reservado entre integrantes do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (segundo o JN, para tentar diminuir as recentes estocadas entre integrantes das duas casas) foi a última levada ao ar. Um assunto da mais alta relevância para a democracia brasileira o JN deixa para o fim. Os caras tem outras prioridades. Como os assuntos policiais, que abriram a edição de ontem. Aliás, a maioria das edições do Bom Dia Brasil também tem sido abertas nos últimos tempos por assuntos policiais.

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Legado de Renato Russo começa a chegar aos cinemas


Os filmes Somos Tão Jovens (cinebiografia de Renato Russo) e Faroeste Caboclo (inspirado na música homônima) estrearão no mês que vem, mas os pôsteres já estão em alguns cinemas. No UCI Kinoplex do Rio de Janeiro os pôsteres dos dois filmes foram colocados lado a lado, confirmando o lançamento de ambos naquele cinema, no mês que vem.

Maio está chegando! Corram para os cinemas!

domingo, 28 de abril de 2013

Crítica: He-Man e She-Ra: Especial de Natal (He-Man and She-Ra: A Christmas Special)

Resposta para Rick's Cinema:

Ao contrário do que informa o texto e possivelmente a embalagem do DVD do especial em alguns países, He-Man e She-Ra não vem ao planeta Terra nessa história. Só Gorpo veio, e na volta a Etérnia acaba levando as duas crianças terráqueas com ele.

De resto, o texto é bem informativo.

Aníbal Santiago disse...

Alterado. Obrigado pela correcção.

Cumprimentos

Esse episódio tem um enredo e uma história mais simples, possivelmente destinado a crianças ainda mais novas que aquelas que curtiram o seriado do He-Man e mesmo as meninas que eram o público-alvo de She-Ra. Talvez isso tenha garantido o sucesso do especial, que foi visivelmente mal escrito, com recursos palatáveis apenas aos pequenos. Teve até dança do Gorpo com Corujito em pleno ar. Além do mais, me parece pouco verossímil que o Líder da Horda (soberano e tirano de inúmeros planetas) tivesse se sentido ameaçado pelo espírito natalino trazido pelas crianças terráqueas a Etérnia e Etéria (elas também vão parar lá em Etéria), e o recurso de Esqueleto ser supostamente contaminado pelo espírito natalino me parece ter sido um recurso para resolver o impasse de uma história mal elaborada.

sábado, 27 de abril de 2013

FIFA proíbe o São João em Salvador

Essa Copa 2014 terá um recorde de lambanças como nuncaantesnahistóriadestepaís. Segundo reportagem da Tribuna da Bahia, a FIFA fez um acordo com a Prefeitura de Salvador (provavelmente os prefeitos, o atual e o anterior) para proibir qualquer evento na cidade no próximo mês de junho, em que haverá disputa de partidas da Copa das Confederações na cidade. O que atinge em cheio os festejos em homenagem a São João Batista, cuja data natalícia é 24 de junho. Duas festas de São João tiveram o alvará negado pelos órgãos municipais responsáveis pelo licenciamento.

Não demora muito, essa gente proibirá também eventos de outras naturezas, tipo Marcha para Jesus, Parada do Orgulho Gay e, provavelmente, protestos sindicais e de outros movimentos. Tudo em nome da Copa. Tudo em nome da politicagem. Tudo em nome dos altos lucros para poucos.

Que tal cancelar as eleições do ano que vem e entronizar Joseph Blatter como presidente do Brasil? Chega de intermediários!

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Assinantes debatem a TV paga, comparando-a com a TV aberta

Resposta para TV Magazine:

Em 24/04/2013, JoaoMB escreveu:

Isso é simples de explicar:

1 - Os telejornais da TV por assinatura não tem a mesma qualidade do Jornal Nacional

2 - As novelas da TV por assinatura não tem a mesma qualidade das novelas da Globo

3 - As imagens das partidas transmitidas pela TV por assinatura (HD porco e alta taxa de compressão) não são perfeitas como as da TV digital aberta

4 - A TV por assinatura ainda tem muitos enlatados. Ainda trata muito da cultura norte americana.

5 - A TV por assinatura não tem programação local, ou seja, você precisa da TV aberta para saber o que acontece na sua cidade.

Isso só para citar alguns itens!

Mais ou menos.

O que o Jornal Nacional menos tem é qualidade. É um jornal feito especialmente para pessoas que acreditam em tudo que aparece na telinha. Não é à toa que o chamam de "o jornal pro Homer Simpson". Embora os canais de notícias fechados sejam editorialmente ligados aos grupos aos quais pertencem, eles aprofundam mais as notícias. Vide a própria Globo News, mais próxima do Jornal da Globo que do JN. O público desses canais (incluindo também Band News, Record News e os canais gringos) é mais crítico.

Praticamente não há novelas na TV paga. No Brasil, novela é um formato tipicamente de TV aberta. A ficção na TV paga é dominada por filmes e seriados. Só há novelas no Canal Viva, que já é um canal de reprises da Globo.

O espaço para os enlatados gringos está diminuindo. A nova lei da TV paga está obrigando os canais a correrem atrás de enlatados nacionais. Na falta deles, vários canais estão recorrendo a filmes nacionais com curto intervalo de exibição.

E, realmente, pouco há de telejornalismo local na TV paga. A não ser na Globo News, que carrega seu jornalismo com notícias locais do Rio e de São Paulo, com matérias rigorosamente iguais às exibidas no RJ TV, no SP TV, no Bom Dia Rio e no Bom Dia São Paulo. A Globo News chega a levar ao ar informes ao vivo do trânsito das duas cidades, recorrendo ao Globocop, moto linques, carros de reportagens e imagens dos centros de operações das prefeituras. Há também os debates e entrevistas nas TVs das assembleias estaduais e das câmaras de vereadores, tratando de temas locais.

quinta-feira, 25 de abril de 2013

O magistral arremesso de bigorna de Kennedy Alencar

Pedrada e tijolaço é para os fracos!

Vidas Secas 2013

Fonte: ANON H4.

Protesto na sede do Banco do Nordeste em Campina Grande. Funeral simbólico do rebanho dizimado na Paraíba. Mais de 600 mil animais mortos. E o grito de perdão pela dívida dos pequenos agricultores do Nordeste. A imagem é forte, mas necessária. Não falta dinheiro para construir os Estádios da Copa, mas falta para concluir a Transposição do São Francisco. Não queremos migalhas nem esmolas. Queremos obras estruturantes.

P.S: Se nem os amigos do Nordeste chegaram a um consenso sobre essa transposição, eu é que não me meto nessa conversa. Mas quanto a reclamações sobre perdão de dívida de pequenos agricultores ou pequenos pecuaristas e sobre Copa do Mundo, compartilho da indignação da página do Facebook.

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Um sintoma da indignação contra as pragas do politicamente correto e do politicamente incorreto?

É a questão que surge diante de postagem da fanpage Rede Esgoto de televisão, cuja foto ilustra esta postagem. Os caras da fanpage ainda anotaram lá embaixo: "não gostou, me processa". Pra criticar as pragas do politicamente correto e do politicamente incorreto, os caras foram bem chulos. Adotaram exatamente a incorreção que criticam. É muito fácil bancar o machão atrás do anonimato.

Mas em matéria de audácia ninguém supera algumas figuras que a população manda pro Congresso Nacional. É um caso a pensar. Queremos continuar com essa representação ou devemos ter outra?

Ainda sobre o tal perfil do Facebook, o internauta Raphael Tsavkko avisou que se trata de um perfil governista. Surpresa alguma. É da natureza dessa gente negar que os atuais governistas gerem fenômenos como Marco Feliciano e que deputados como Jair Bolsonaro façam parte da base formalmente aliada. Jean Wyllys (desafeto dos governistas em algumas questões) entrou ali de bucha, apenas para os machões da fanpage anônima posarem de rebeldes. "Olhem só como não gostamos de políticos!"

terça-feira, 23 de abril de 2013

Feriado de São Jorge serve mais para umbandistas que para católicos


Muito esquisito, esse feriado de hoje dedicado a São Jorge em algumas localidades brasileiras. Evangélicos, ateus e laicistas em geral reclamam que há muitos feriados municipais, estaduais e federais dedicados a santos e outros elementos da liturgia católica. Afirmam que deveria haver então feriados para todas os milhares de confissões existentes no país, ou então para nenhuma.

Enquanto a pendenga não acaba (e nada indica que acabe um dia), alguns grupos tratam de garantir os feriados para expressarem suas devoções à vontade. No Distrito Federal o dia 30 de novembro é feriado do Dia do Evangélico. No Rio de Janeiro, o dia de hoje é feriado de São Jorge, não por conquista de devotos católicos do santo, mas por conquista dos devotos umbandistas de Ogum, tido como São Jorge no sincretismo daquele culto. No estado do Rio de Janeiro e na cidade homônima, o feriado nasceu inicialmente na cidade, por iniciativa do vereador petista Jorge Babu, e depois no estado pelo mesmo político, quando ele havia se tornado deputado estadual.

A grade verdade é que a devoção a São Jorge e o aproveitamento desse feriado por esses devotos se tornou muito maior entre umbandistas que entre católicos. Noves fora os fiéis dos templos católicos dedicados diretamente a São Jorge, os católicos tem preferido devoções sem qualquer aproveitamento sincrético por parte dos fiéis de outros credos. Ainda mais depois do levante da renovação carismática, surgida após o Vaticano II.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Graça Foster dando pretexto para a defesa de demo-tucanos

Alguns integrantes do Governo Lula-Dilma adoram criar pretexto para que as campanhas eleitorais dos candidatos governistas não possam usar a tática (até agora) vitoriosa de vincular o demo-tucanato às privatizações. Outro dia, ao defender a política de reajustes de preços dos combustíveis adotada pela Petrobrás e descartar qualquer interferência do governo para segurar novos aumentos de combustível e evitar impacto na inflação, a presidente Graça Foster disse que nenhum governo "de esquerda, de direita nem de centro" fará "qualquer mal" à companhia, "extremamente importante para a economia do país".

Graça Foster deu um pretexto para os marqueteiros demo-tucanos defenderem seus candidatos presidenciais das acusações de que demo-tucanos só sabem privatizar. Basta usarem o discurso de Graça Foster.

Se bem que os atuais governistas estão privatizando aeroportos e querendo leiloar bacias de petróleo e gás. Fazer concessões é privatizar, conforme definição do Houaiss. Mas coerência e a observação da lexicografia não são comuns em governos brasileiros. Sejam eles de esquerda, de direita, de centro, de cima, de baixo, de frente ou de trás.

sábado, 20 de abril de 2013

Lambanças do governo americano fazem Marvel mudar perfil de itens da franquia Vingadores

Hoje às 22h o canal Telecine Premium lançará na programação da TV paga (sem ser nos sistemas sob demanda ou PPV) o filme The Avengers - Os Vingadores, praticamente um ano depois do lançamento do filme nos cinemas. Há de se anotar que o filme Homem de Ferro 3 (cronologicamente uma continuação de The Avengers - Os Vingadores) estreará nos cinemas na próxima sexta-feira. Analisando a história dessa franquia desde as revistas em quadrinhos (sua mídia original), fica flagrante a mudança que os personagens sofreram ao longo do tempo, mudanças que ficaram maiores nas últimas décadas. Quase todas destinadas a retirar de alguns desses itens seu caráter evidentemente americanista, explorado à exaustão desde a Segunda Guerra Mundial até o fim da Guerra Fria, e para tornar os personagens palatáveis a um mundo cansado das lambanças do governo americano ao longo das décadas.

O personagem mais antigo de todos os Vingadores é o Capitão América, que integrou, segundo a Wikipedia, "uma onda de super-heróis que surgiram sob a bandeira do patriotismo norte-americano e que foram apresentados ao mundo pelas companhias de Histórias em Quadrinhos, durante os anos da Segunda Guerra Mundial. Ao lado de seu parceiro Bucky, o Capitão América enfrentou as hordas nazistas durante a Segunda Guerra Mundial, mas caiu na obscuridade após o fim do conflito". O personagem (cujo nome de batismo é Steve Rogers) é o típico soldado americano padrão, excelentemente treinado e disciplinado. Como na maior parte da existência nos quadrinhos o personagem estava submetido às ordens de autoridades nomeadas pelo governo americano e na maior parte do tempo ele aparece com um traje e um escudo estilizados que imitam a bandeira americana, o personagem acabou virando um ícone ufanista para os americanos e um ícone do imperialismo americano para qualquer estrangeiro que se sinta minimamente prejudicado pelos interesses e ações dos governos americanos. Só que nem sempre a obediência do capitão Rogers ao governo americano foi incondicional ou correspondida pelo governo. Alguns anos depois da Segunda Guerra, as histórias em quadrinhos mostraram as primeiras divergências do capitão com as autoridades. Rogers chegou a ser proibido de usar o uniforme e o escudo típicos de Capitão América, entregues a outros personagens, fazendo com que Rogers passasse a usar outro uniforme, predominante preto, e passasse a usar a simples alcunha de "O Capitão". Na década de 1970, Steve Rogers se desilude tanto com o governo que abandona o trabalho de capitão e torna-se um nômade. No filme de 2011, a origem do personagem foi recontada. Ele chegou a afirmar ainda no recrutamento em Nova York que não gostava de valentões, sejam de onde forem, e ao longo do filme demonstrou não temer a morte para salvar a vida de outros. Pelo que tenho visto, os fãs mais ferrenhos do personagem reclamam que o uniforme dele para o filme Captain America: The Winter Soldier lembra cada vez menos o uniforme original dos quadrinhos. Menos ainda que o uniforme usado em The Avengers - Os Vingadores.

Outro vingador que passou por mudanças para torna-lo palatável fora do mercado americano é o Homem de Ferro. Devido à longevidade do personagem, sua origem foi contada e recontada várias vezes. Em todas essas versões, Tony Stark é um bilionário da indústria armamentista e maior fornecedor das forças armadas americanas. Só que na atual versão cinematográfica, o personagem viu que as armas criadas por sua indústria estavam sendo desviadas para guerras civis no exterior, o que o convenceu a fechar a divisão de armas de suas indústrias e o fez mudar para o ramo da energia sustentável, em voga na atualidade. O que acaba atraindo a definição irônica do vilão Ivan Vanko de Homem de Ferro 2: "Vem de uma família de ladrões e carniceiros. E agora, como todo culpado, tenta reescrever sua própria história. E esquece todas as vidas que a família Stark destruiu".

Há ainda uma pequena mudança cosmética na estética da organização fictícia S.H.I.E.L.D, que desde as origens nos quadrinhos em 1966 é um organismo fundado pela ONU e bancado pela OTAN. Obviamente os interesses do governo americano jamais são contrariados pela S.H.I.E.L.D, mas na atual versão cinematográfica a Marvel resolveu tirar um vestígio de americanismo da logomarca da organização: um miniescudo que lembrava a bandeira americana, com suas cores, listras e bandeiras. Restou apenas uma ave estilizada (aves integram e integraram brasões de diversos países, até mesmo da Alemanha) e as letras, tudo em cor preta.

Junte-se a tudo isso um último item de internacionalização da franquia Vingadores: a Viúva Negra, que nas origens quadrinescas era uma super-espiã soviética inimiga do Homem de Ferro e que teve um romance com o Gavião Arqueiro e aceitou ingressar na S.H.I.E.L.D.

Parece que essa sanha da Marvel em desamericanizar a franquia dos Vingadores repercutiu nas bilheterias pelo mundo afora. The Avengers - Os Vingadores teve uma receita mundial de US$ 1.511.757.910. O resultado cinematográfico dessa sanha pode ser conferido daqui a pouco no Telecine. Só que não tem bilheteria ou diplomacia que nos faça esquecer que esse filme é um típico arrasa-quarteirão americano, com todos os pontos positivos e negativos possíveis. Mas vale como entretenimento.

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Fox demorou 12 anos para atualizar logomarca para o século XXI



Este vídeo é uma montagem. Mas a notícia já divulgada no TV Magazine dá conta de que a 20th Century Fox mudará seu nome para 21st Century Fox. A mudança atingirá todos os segmentos de cinema e de televisão do News Corp, incluindo a rede de TV aberta dos Estados Unidos e os canais de TV paga espalhados em dezenas de países. O novo nome 21st Century Fox foi revelado pelo dono do News Corp, Rupert Murdoch, na terça-feira passada.

A maior surpresa nem é a mudança para 21st Century Fox, e sim o fato de terem deixado passar 12 anos para mudarem o nome. Isso se considerarmos que o século XXI começou em 2001.

O problema é que estão tornando obsoleta um dos maiores ícones da história do cinema. Desde bem antes do sr. Murdoch comprar o estúdio de cinema, a logomarca 20th Century Fox tem uma história de décadas marcando o início de centenas de filmes históricos, com seu grafismo único e sua fanfarra sonora. Até mesmo alguns filmes que hoje não fazem parte do patrimônio do grupo News Corp, como os filmes Star Wars, da Lucasfilm, hoje do grupo Disney.

Mas a Fox é do clã Murdoch. Se eles decidiram, tá decidido e ponto final. Eles que se entendam. Pelo sucesso que a empresa manteve sob a gestão deles, os caras devem entender de mercado cinematográfico. Não propriamente de arte audivisual.

Acredito que muita gente só verá essa logomarca nova quando assistir algum novo filme da Fox neste ano. Entre eles, o aguardado filme Wolverine - Eterno.

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Já tem até lulo-dilmista dizendo que "nova classe C" deve muito e deverá ainda mais

Nisso que dá a população basear sua noção de bem estar (e a consequente aprovação do Governo Federal) na capacidade de participar vorazmente do mercado de consumo, mesmo sem ter lastro para isso.

Quem disse ""nova classe C" deve muito e deverá ainda mais" não fui eu. Foi o ator global José de Abreu. Caso ele apague a postagem dele, confira no blogue Governismo, a doença infantil.

Outros tuítes sobre o mesmo assunto aqui e aqui.

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Arapongas não precisam se preocupar com bispos da CNBB

Resposta para Escrevinhador:

O prezado marcosomag não sabe da missa a metade. Os arapongas do Governo Federal não precisam se preocupar com os bispos da CNBB quanto ao posicionamento deles diante da posição dos bispos venezuelanos. Por um motivo muito simples: a maioria absoluta dos bispos brasileiros são historicamente comprometidos com os atuais governantes brasileiros. O PT não é órfão. Tem pai e mãe. O pai do PT é o Sindicato dos Metalúrgicos do ABC e a mãe é a CNBB, com sua Comissão Pastoral da Terra, comissão disso, conselho daquilo, bem ao gosto do assembleismo do PT. Se Francisco pretende mesmo fazer na América Latina o que João Paulo II fez no Leste Europeu, não conte com seus subordinados da CNBB, quase todos historicamente comprometidos com a esquerda, a não ser por raras exceções, como o falecido cardeal Dom Eugenio Sales.

terça-feira, 16 de abril de 2013

'Tropa de Elite 2' é da Globo Filmes. Tropa 1 não é

Resposta para Mingau de Aço publicada no Facebook:

O amigo Alexandre Figueiredo precisa corrigir esse parágrafo:

"Já MC Leonardo, por sua vez, é apadrinhado pelo cineasta José Padilha, dos filmes Tropa de Elite 1 e 2, co-produzidos pela Globo Filmes e colaborador do Instituto Millenium, a instituição intelectual que dispensa apresentações."

Embora não compartilhe do ativismo ideológico do amigo Alexandre, aprecio e apoio seu ativismo cultural em itens como música, cinema e literatura. Por isso, venho pedir para que corrija um dado errado em seu texto. O amigo precisa parar de dizer que o filme Tropa de Elite (aquele primeiro, que ainda não tinha milícias nem alter-egos de Marcelo Freixo) foi co-produzido pela Globo Filmes. Entre os co-produtores do Tropa 1, o maior foi a Universal Pictures, responsável pela distribuição do filme nos cinemas, no mercado de 'home video' e na TV. Tanto que venderam o filme para a Rede Record, não para a Globo, embora tenham vendido o filme para a Globosat (canais Telecine e Megapix) no mercado de TV paga.

A Globo Filmes desprezou Tropa 1, não confiando no potencial do filme. Arrependida, correu para garantir seu lugar como co-produtora (aqui, sim) do Tropa de Elite 2.

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Comentário sobre a máfia no poder

Comentário de um amigo, cujo nome mantenho no anonimato:

Marcelo no nosso querido Brasil não existe NEOLIBERAL, COMUNISTA, SOCIALISTA, ESQUERDISTA, DIREITISTA e etc... no EXERCÍCIO DO PODER. O que existe é uma só MÁFIA com estas nomenclaturas que simbolizam as diversas "FAMÍLIAS" que se combinam e se revezam descaradamente ao sabor de suas próprias conveniências, e ponto final!

domingo, 14 de abril de 2013

Jabá no Domingão? Eu quero é novidade!



O colunista Leo Dias informou nesta semana que passou que Fausto Silva descobriu em fevereiro de 2011 um esquema de jabá em seu programa Domingão do Faustão, na Rede Globo, e que Fausto teria demitido todos os produtores envolvidos no esquema.

Eu quero é novidade! Até o reino mineral sabe que os estilos de música popularesca só tem a visibilidade que tem (desde bem antes de haver Faustão ou Rede Globo) à custa de muito jabá, a quantia que responsáveis por programações de rádio e de televisão cobram de artistas e produtores para reservarem espaço para artistas na programação. Aliás, o jabá é anterior até mesmo à existência do rádio e da televisão. Nos teatros do século XIX, era comum os produtores e artistas jabazeiros colocarem plateias pagas nos espetáculos teatrais e musicais para aplaudirem os artistas, pois os aplausos eram a medida de popularidade dos artistas da época. Hoje em dia o jabá permanece firme e forte na televisão. Fausto Silva finge uma ingenuidade há muito perdida, ao se comportar como se não houvesse jabá em seu próprio programa. Desde a estreia de seu programa dominical em 1989 ele privilegia a música popularesca. Antes do Domingão do Faustão, a grande plataforma jabazeira da Rede Globo era o Cassino do Chacrinha, onde os produtores reservavam espaço para os artistas à custa de eles se apresentarem sem cachê nos clubes do subúrbio carioca em eventos de playback que eram uma espécie de 'Cassino do Chacrinha' itinerante. Esse esquema de jabá foi denunciado pela banda Capital Inicial, que na época ainda não flertava com os artistas da música popularesca, mesmo se apresentando nos mesmos programas de TV.

Embora ainda seja forte na TV, o jabá musical diminuiu drasticamente no rádio, que hoje está entregue ao jabá político-ideológico, esportivo e religioso. O jabá se deslocou para a Internet. Ou alguém ainda é ingênuo o suficiente para acreditar que as listas de músicas mais baixadas, clipes mais visualizados e itens mais curtidos são determinadas só por popularidade?

sábado, 13 de abril de 2013

De 'Faroeste Caboclo' a 'Ahhh quilé quilé quilé...'

Faroeste Caboclo foi composta por Renato Russo por volta de 1978, lançada em sua fase Trovador Solitário e estourou nacionalmente com a Legião Urbana em 1987. O filme baseado nessa música estreará nos cinemas no próximo dia 30 de maio.

Agora, quero ver alguém fazer um filme baseado em músicas tipo "Eu quero tchu, eu quero tcha, eu quero tchu tcha tcha tchu tchu tcha" ou "Ahhh quilé quilé quilé quilé quilé quilé quilé quilé quilé quilé...". Ou qualquer música emo. Duvide-ó-dó!

P.S: Segundo o Dicionário Informal, quilé é um "termo popular que define o pênis", "definição dada por Albino Lapa ("Dicionário de Calão")" e "é uma gíria usada em Portugal". Os autores desses fânquis brabos pensam que não descobriremos as mensagens subliminares (ou nem tanto) de suas letras.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Está no Houaiss: pôr sob responsabilidade de empresa particular a gestão de (bem público) = privatizar

Em tempos de privatização do Maracanã, lembrei que Paulo Henrique Amorim costuma dizer que as privatizações dos governos lulo-dilmistas não são privatizações. Segundo ele, privatização só ocorre quando há venda de ativos de patrimônio público, como fez o presidente FHC com estatais como a Vale, o sistema Telebrás e várias empresas de energia elétrica. Para o homem da Conversa Afiada, o que Dilma e seus aliados fazem é concessão, com o patrimônio em questão permanecendo como propriedade da União. Como está acontecendo agora com os aeroportos. E está para acontecer com o Maracanã.

Ontem mandei um recado para Paulo Henrique Amorim através do Twitter:

Está no dicionário Houaiss: pôr sob responsabilidade de empresa particular a gestão de (bem público) = privatizar

Pra bom entendedor, 140 caracteres (ou menos) bastam.

No dicionário também está escrita a segunda definição de privatização: realizar (empresa privada) a aquisição ou incorporação de (empresa pública). Como aconteceu na Era FHC.

Tem jornalistas que deveriam voltar para a escola. Não voltam porque querem continuar no engano ou querem enganar os outros.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Ainda bem que o tomate está caro, não é, presidenta?

A presidenta incompetenta só vai a eventos públicos com plateia selecionada, que ficará quieta ou se manifestará a favor dela. A presidenta foge a todo custo de protestos de algumas categorias, como servidores públicos federais e ativistas das mais diversas causas, como os contrários à construção da usina de Belo Monte ou os contrários à gastança olímpico-futebolística.

O preço estratosférico do tomate também serve para diminuir os protestos contra a presidenta incompetenta. Afinal, tomate está caro demais pra sair tacando em qualquer um por aí. Até tomate estragado ou danificado deve estar caro.

terça-feira, 9 de abril de 2013

Século XX: Depois de Margaret Thatcher, restaram Fidel, Gorbachev, Valesa e Mandela

O século XX teve vários governantes de importância mundial, uns diferentes dos outros, mas todos eles chefes de Governo que influenciaram a política dos países por eles governados e vários outros. De certa forma, todos eles influenciaram a política em dezenas de países, em um ou mais continentes. Uns positivamente, outros negativamente. Tivemos Lenin, Stalin e Gorbachev na União Soviética, Hitler na Alemanha, Mussolini na Itália, Franco na Espanha, Mao Tsé-Tung na China, Churchill e Margaret Thatcher no Reino Unido, Nelson Mandela na África do Sul, Lech Walesa na Polônia e seu conterrâneo João Paulo II no Vaticano. É difícil incluir um presidente americano nesta lista, já que todos eles influenciam a política em todo o mundo, não pela capacidade individual deles, mas pelo peso do cargo, até hoje o mais poderoso do mundo, apesar da importância crescente da China, onde o Partido Comunista manda muito mais do que o presidente ou qualquer outro indivíduo. Dá para incluir na lista o presidente Roosevelt, circunstancialmente o aliado de última hora de Stalin e de Churchill na derrota de Hitler e de Mussolini. Também dá para incluir Harry Truman, responsável pelas duas únicas bombas atômicas atiradas em populações civis até hoje e autor da Doutrina Truman, e Ronald Reagan, parceiro de Thatcher e de João Paulo II na derrocada do comunismo no Leste Europeu. Para completar a lista, temos que incluir dois nomes da América Latina: Fidel Castro, líder autocrático da única revolução comunista armada das Américas, e Augusto Pinochet, líder autocrático do primeiro governo neoliberal da história, o que fez dele um pioneiro mundial nessa linha de governo. Esse pioneirismo a baronesa Thatcher não levou. Com a morte dela, ontem, restaram apenas Fidel Castro, Mikhail Gorbachev, Lech Walesa e Nelson Mandela como os únicos governantes mundialmente influentes ainda vivos da História do Século XX, aptos a contar a versão deles daquela história toda.

Quando Fidel, Gorbachev, Walesa e Mandela se forem, levarão o século XX com eles. O século e seus maiores governantes serão, enfim, história. Com o distanciamento emocional necessário, os cidadãos do século XXI poderão, enfim, analisar friamente o século XX, sem dúvida o de mais e maiores mudanças de todos. Século de magníficas realizações mas também de grande sofrimento, incluindo as duas guerras mundiais da história do planeta.

Será dos cidadãos do século XXII o distanciamento necessário para analisar friamente o atual século e seus governantes.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Direita midiática nunca saiu do poder

Resposta para Blog da Cidadania:

A direita midiática já está no poder. Na verdade, jamais saiu. Por mais que esperneiem por causa das tendências esquerdistas de alguns integrantes da base do Governo Lula-Dilma e por não exercerem diretamente o poder governamental. A direita midiática conta com generosos patrocínios do Governo Federal e de diversas empresas estatais federais. Conta também com o apoio da base fisiológica direitista, esta também no poder desde sempre. Aliás, boa parte da base fisiológica direitista também é proprietária de grandes empresas de comunicação de massa.

domingo, 7 de abril de 2013

Rede Vida corta missa para transmitir jogo de futebol sub 17

A TV aberta brasileira é pródiga em fatos insólitos. Como um acontecido ontem. A Rede Vida é a mais antiga rede nacional de TV de orientação católica do Brasil, embora não seja a primeira emissora de TV brasileira dessa linha. Ontem a Rede Vida iniciou, como de costume, a transmissão da missa matinal de sábado com o arcebispo Dom Orani Tempesta, que foi bispo da Diocese de São José do Rio Preto, onde fica a sede da Rede Vida. Só que ontem a missa com Dom Orani era especial: era a missa de ordenação de 12 novos presbíteros para a Arquidiocese do Rio de Janeiro. A missa começou um pouco depois de 8:30 da manhã. A Rede Vida já entrou atrasada. Começou sua transmissão quando os bispos e presbíteros já ocupavam seus lugares no presbitério da Catedral de São Sebastião. A consolidação da péssima transmissão veio às 10:30, com o encerramento da mesma, logo no fim da imposição de mãos da ordenação presbiteral. Muito longe, portanto, do fim da missa. A piedosa Rede Vida cortou a missa para colocar no ar uma partida do Campeonato Paulista Sub 17 de futebol, entre o Corinthians e o Esporte Clube Taubaté.

Só Deus sabe o que passa na cabeça de 'ezecutivos' de uma emissora católica que corta uma missa para transmitir jogo de futebol sub 17. Melhor não descobrir.

sábado, 6 de abril de 2013

Cardinalato de Dom Orani a caminho?

Está marcada para hoje às 8:30 uma missa de ordenação de 12 presbíteros da Arquidiocese do Rio de Janeiro, celebrada pelo arcebispo Dom Orani João Tempesta. Será a primeira ordenação de presbíteros desta Arquidiocese durante o pontificado de Francisco, primeiro papa eleito em décadas por um conclave sem a presença de um cardeal da Arquidiocese do Rio de Janeiro, seja como arcebispo ou arcebispo emérito.

Só que o papa recém-entronizado é tido como um bispo afeito a trabalhos sociais da Igreja, muito mais que seus antecessores, pelo menos a partir de Paulo VI. Dom Orani também é considerado um bispo dessa mesma linha. É de se supor, portanto, que Dom Orani tenha a linha pastoral que Francisco prefira para as dioceses brasileiras, durante seu pontificado. Por consequência, não deve demorar para que o papa queira Dom Orani o auxiliando no colégio de cardeais o quanto antes. Isso poderá acontecer até o fim de 2013, já que foi no fim de 2012 que saiu a última lista de novos cardeais, da qual Dom Orani ficou de fora, pois quando aquela lista saiu o arcebispo emérito Dom Eusébio Scheid ainda constava no colégio de cardeais eleitores.

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Pearl Jam amanhã no Multishow!


Depois de toda a lambança do domingo passado, quando o canal Multishow não convenceu a banda Pearl Jam a transmitir ao vivo a apresentação deles no Lollapalooza 2013 (na verdade, a banda não autoriza transmissões deles ao vivo em parte alguma), o canal convenceu a banda a liberar o VT da apresentação, que será exibida amanhã pelo Multishow às 21:30. Um programa altamente recomendável.

quinta-feira, 4 de abril de 2013

Cuidado com as metáforas sobre os X-Men

Resposta para Judão:

Vingadores vs. X-Men #0: (Quase) TUDO o que você precisa saber para acompanhar o conflito da década!

Talvez eu acompanhe esses novos HQs. A respeito das metáforas sobre os mutantes, tem lógica considera-los uma metáfora para grupos como negros, hispânicos e homossexuais. Mas isso pode ter um viés tanto de resgate desses grupos como de depreciação, dependendo do personagem abordado. Temos que ter cuidado com isso. Senão daqui a pouco estaremos procurando no mundo não-ficcional o Magneto dos negros, o Magneto dos hispânicos e o Magneto dos homossexuais. E o Magneto, bem sabemos, é aquele personagem que deseja a supremacia dos mutantes e a guerra contra os demais humanos. Aliás, os vilões Sentinelas no fundo tem razão, ao considerar todos uma espécie só.

quarta-feira, 3 de abril de 2013

E tem católico otário que ainda apoia Marco Feliciano



Nem me darei ao trabalho de buscar todos os nomes deles pra colocar aqui. Além de serem muitos, não merecem a menor publicidade. Eles que fiquem com o pastor deles, e ainda levando patadas e coices.

terça-feira, 2 de abril de 2013

As segundas, terceiras, quartas, quintas e sextas vias "alternativas" ao Deus de Marta Suplicy e à papisa do lulismo


Resposta para Mingau de Aço publicada no Facebook:

Eu sei onde vai acabar essa farra: Dilma Rousseff reeleita no primeiro turno. O eleitorado de Lula e Dilma não aceitará trocar o certo pelo duvidoso. Em parte discordo desse eleitorado no que diz respeito à postura diante de Lula e Dilma (não adoro o Deus de Marta Suplicy nem sigo a papisa do lulismo), e concordo no que diz respeito à postura diante dessas segundas, terceiras, quartas, quintas e sextas vias do quadro partidário, composto por ex-querdistas, direitistas não assumidos, esquerdistas festivos, viúvos de 1964 eleitores de Lula e Dilma (seriam eles ex-direitistas?) e fisiológicos em geral.

Mas se vierem de frescuragem me pedindo pra votar na Dilma sob a argumentação "vai deixar fulano ganhar?", estarei tão puto que responderei na cara dura: "vou".

Em 2014, não votarei em ninguém dessa corja. Mas negarei voto pra Dilma. Que o vencedor ou vencedora seja eleito sem meu voto.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Regime militar de 1964 é indefensável até sob uma ótica neoliberal


São pouquíssimas as correntes ideológicas que defendem aquele malfadado regime militar de 1964, que completa hoje 49 anos de início (a um ano do cinquentenário, portanto). Por razões óbvias, todas as correntes de esquerda condenam aquele regime. Alguns condenam o regime integralmente, outros condenam apenas a ideologia de direita, mas não o fato de ter sido um regime fechado, já que até hoje apoiam regimes fechados esquerdistas em outras partes do planeta. Conservadores moderados e direitistas moderados também condenaram aquela quartelada. Os daquela época condenaram o golpismo pelo menos a partir do endurecimento do regime. A ponto de Carlos Lacerda (um dos golpistas de 1964, dos mais radicais) ter passado para a oposição (a partir do fim do sonho de uma candidatura presidencial dele) e ter tido seus direitos políticos cassados e Ulysses Guimarães (outro golpista de 1964) ter passado rapidamente para a oposição logo no início do regime e ter se transformado no maior nome da direita moderada na redemocratização do país.

Os que até hoje aprovam e celebram aquela quartelada de 1964 são os da extrema direita. Há os ultraconservadores (que os esquerdistas e os liberais malandramente chamam de conservadores, sem fazer distinção entre conservadores moderados e os ultraconservadores) não envolvidos na repressão armada, como os antigos servidores da Censura Federal que vetaram a divulgação de inúmeras obras durante o regime. E há também os reacionários da extrema direita propriamente dita. Aquela que celebra com os militares golpistas ainda vivos aquela quartelada todo dia 31 de março, fugindo do dia 1º de abril, por ser o Dia da Mentira e o Dia dos Bobos.

Por outro lado, há hoje neoliberais que não se manifestam favoráveis a qualquer aspecto daquela quartelada de 1964. Há pelo menos duas razões. Uma é que o regime militar criou alguma infraestrutura nacional a partir de empresas estatais, algumas delas privatizadas pelos neoliberais desde os anos 90. Neoliberais chamam qualquer criação de infraestrutura estatal de estatismo, em tom bastante pejorativo. Razão pela qual neoliberais não contestam a privataria de Augusto Pinochet, líder daquela outra quartelada: a de 1º de setembro de 1973. Outro ponto que leva neoliberais de hoje a não celebrarem a quartelada brasileira de 1964 é que neoliberais dizem prezar, sobretudo, a eficiência. Tudo sob uma ótica tipicamente capitalista. Não tem nada de interesse público nessa ótica dos neoliberais. Os golpistas de 1964 dizem até hoje terem vindo para livrar o Brasil do comunismo, que é como eles chamam qualquer coisa que lhes lembre esquerda. Sob uma ótica neoliberal, aqueles golpistas não foram totalmente eficientes, pois se foram vitoriosos na quartelada, exterminaram vidas humanas e deixaram sequelas presentes até hoje, eles não eliminaram a esquerda do cenário nacional. Tanto que hoje vemos esquerdistas no poder (entre eles, ex-presos, ex-torturados e ex-exilados) tendo como coadjuvantes alguns apoiadores da quartelada de 1964 e alguns antigos e novos oposicionistas a aquele regime, numa espécie de ecumenismo do mal. Pra não falar em fisiologismo. Ex-presos, ex-torturados, ex-exilados e ex-golpistas de 1964 se tornaram hoje os maiores escroques da política brasileira. Junto com os neoliberais ainda presentes nas três esferas dos poderes executivo e legislativo.