Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 18 de março de 2013

Esquerda quer o monopólio da preocupação com os pobres

Resposta para O Descurvo:

Faz parte da índole dos esquerdistas irem contra qualquer um que se preocupe com os pobres mas não seja esquerdista ou progressista como eles. Querem o monopólio da ação neste campo, embora figuras como São Francisco de Assis existissem muitos anos antes da Revolução Francesa, por consequência antes do próprio conceito de esquerda.

Eu não tenho mais saco para a conversa mole da esquerda. Eu francamente digo que todo esquerdista autêntico que nunca apoiou governo brasileiro algum só não é um neoliberal porque lhe falta capital para ser de fato capitalista. Não dá para ser neoliberal sem grana nem poder, assim como não dá para ser capitalista sem capital. Os esquerdistas governistas do Brasil são piores ainda, ainda que os autênticos neguem a paternidade esquerdista sobre o governo brasileiro, portanto negando aos governistas a alcunha de esquerda. Essa gente não sabe o que perderam ao traírem a confiança de tanta gente que um dia confiou nessa corja pra substituir aquela direita libertina (ou neoliberal, como queiram) que estava no poder antes. Creio que há muita gente como eu por aí Brasil afora. Só nos falta representação.

Hugo Albuquerque
17 de março de 2013 19:10

Marcelo, o problema, pelo menos da minha parte -- e creio que eu não falo em nome da "esquerda" -- é qual preocupação com os pobres. Eu não tenho muitas dúvidas que o conservadorismo religioso, seja católico ou evangélico, se preocupa mais com o "pobre" do que as esquerdas -- que nem sempre reconhecem seu potencial resistente e produtivo --, mas, certamente, é uma preocupação que me preocupa: ensinar o pobre a continuar a ser pobre, de maneira dócil. Em relação a isso, eu sou contra.

Quanto a afirmações do tipo "só não são (neo)liberais por falta de poder" é como dizer que "só são católicos por falta de conhecimento, de ciência". Eu acho mais complicado do que isso. Assim como a questão do "governismo" precisa ser relida: é governista não quem apóia esses que estão no governo, mas quem apóia ontologicamente O Governo -- incluídos aí oposicionistas de esquerda e de direita e, até mesmo, pacíficos cordeirinhos religiosos que alegam não se envolver em política, mas batem cartão até em eleição para conselho tutelar.

um abraço

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