Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 28 de março de 2013

A dança dos números nos ônibus cariocas


Continua a dança dos números nas linhas de ônibus municipais cariocas. Várias delas trocaram de número depois do início do fardamento dos ônibus: todos eles pintados com o mesmo padrão, com detalhes mínimos por cores diferenciando os ônibus que operam linhas de um dos quatro consórcios existentes na cidade. A dança é muito cômoda para os politiqueiros tecnocratas do município do Rio de Janeiro e dá um nó na cabeça dos distintos passageiros. Depois da mudança de linhas do consórcio Transcarioca como Praça 15 - Vila Valqueire (de 260 para 363, operada pela Transportes Estrela) e Praça da República - Praça Seca (de 284 para 371, operada pela Viação Novacap), linhas do consórcio Internorte começaram a mudar seus números também. O ônibus da foto é da Pavunense. Ele aparece na frente do Norte Shopping, operando numa linha do consórcio Internorte: a antiga linha 687 (Méier - Pavuna), que está mudando para 615. Na verdade, a maioria dos ônibus dessa linha continua circulando com o número 687, sem qualquer referência ao 615, que é um número bem baixo da casa dos 600. Os números mais próximos são de linhas da região da Barra e de Jacarepaguá, todas de outro consórcio: o Transcarioca, não do Internorte.

Deve ter politiqueiro tecnocrata da área de transportes do município do Rio de Janeiro com números demais na cabeça, querendo enfia-los na cabeça dos passageiros de ônibus. Se ao menos algum deles fosse um compositor talentoso como Raul Seixas (autor da música Os Números, juntamente com Paulo Coelho), poderia até fazer uma música.

2 comentários:

  1. Isso, também, serviu para extinguir EM DEFINITIVO linhas internas na Zona Oeste e as que ligavam para o Centro. Sem contar as linhas de Vila Kosmos para o Centro e o verdadeiro 343 - Cordovil x Praça Tiradentes que, infelizmente, parou nas mãos da Viação Madureira Candelária e queria ver se fosse as antigas Auto Diesel e Breda Rio (ou Viação Vila Real) como foi no caso do 498 onde essa e o extinto 343 eram operadas pela extinta Colúmbia.

    Uma extinção, ao meu ver, absurda é o 815 - Bangu x Palmares porque os moradores da Avenida Joaquim Magalhães em Campo Grande ficaram a deriva porque, basicamente, o 815 era a única linha que passava lá. Como no lado da Rua Campo Grande, a tal Rio Rotas opera os que eram o S-11 e o S-27, não entendi essa recusa e, se não está dando $$$$$$$, por que o itinerário não foi estendido até Sulacap, pelo menos, para dar um $$$$$$$$$$$ aproveitando a "licitação"de 2010?

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  2. Isso é uma vergonha,esse prefeito filhote de César Maia está administrando o Rio igual Odorico Paraguaçu administrava Sucupira na novela;só que a tragédia é real!

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