Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Comentando sobre novos movimentos políticos, dois anos depois

Algumas coisas mudaram depois que o amigo Alexandre Figueiredo escreveu este texto e depois que escrevi a resposta que deixei lá (reprodução aqui no blogue). As mudanças ocorreram na direita assumida sem representação partidária. Uma direita que não está de forma alguma representada por PSDB, nem por DEM, nem pelas linhas auxiliares PPS e PiG. Posso garantir isso. Já se organizam na organização de legendas que se assumem ora como de direita, ora como conservadoras, ora como liberais, ora como direita conservadora, ora como direita ultraneoliberal. Coisas que aquelas legendas que citei antes não se assumem. O texto anterior onde escrevi sobre esses movimentos está aqui. Obviamente esses que pretendem suplantar a atual cena lulo-dilmo-petista-demo-tucana também se dividem. Há conservadores e direitistas moderados, legítimos herdeiros de figuras patrióticas do passado como Ulysses Guimarães. São os que não desfariam o (pouco) benefício que este país teve durante esse governo fisiológico de Lula, de Dilma e do PT. Procurariam avançar em coisas que os governos anteriores da história do Brasil imperial ou republicano não avançaram. Há também os nacionalistas, ainda mais isolados, muito por culpa dos atuais detentores do quadro político e partidário. Por outro lado, há também os direitistas radicais, os conservadores radicais e os (neo)liberais radicais. Radicais há em todo o espectro político. E tem ainda mais na extrema direita e na extrema esquerda. Mesmo o nacionalismo tem os seus extremistas, aqueles que querem fazer experiências bizarras como cruzar nacionalismo com liberalismo ou nacionalismo com socialismo. Cabe aos moderados de todas as matrizes manter os extremistas isolados, inclusive os do próprio campo.

Uma coisa posso revelar para o amigo Alexandre: nessas novas correntes sem representação partidária (direitistas, conservadores ou liberais), garanto que não há sombra do que o amigo descreve em seu texto como a "direita dente-de-leite". Porque de forma alguma eles compactuam com essa cultura de cabresto combatida por nós dois, você à sua maneira e eu na minha. São caras que estudam e querem que os demais estudem, para manter o debate sócio-político-cultural em alto nível. Não querem conhecimento e sabedoria só para eles.

Outra coisa: não temo a ascensão de corrente alguma moderada. Nenhuma mesmo. Se vierem correntes de nacionalistas moderados, de direita moderada ou de conservadores moderados no quadro partidário, não me oporei a eles. Posso até votar nos caras. Prefiro esses moderados que a esquerda fisiológica que assumiu o poder com o pior da direita fisiológica como coadjuvante. Mas parece que a esquerda lulo-dilmista quer criticar a direita lulo-dilmista preservando os cumpanhêro lulo-dilmista. Só que é indevido separa-los. A porra toda tá junto e misturada. Somando forças. Contra a população.

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