Política, cultura e generalidades

terça-feira, 31 de dezembro de 2013

Troféu Tolo do Ano 2013


Pensaram que não haveria neste ano? Só porque não sou blogueiro profissional, tenho mais o que fazer e tive que deixar de fazer postagens diárias? Pois eu não deixei de procurar candidatos para o troféu virtual herdado do blogue onde eu estava antes deste aqui.

O episódio da tentativa de censurar definitivamente as biografias não autorizadas de brasileiros atropelou todas as outras lambanças acontecidas neste ano. Inclusive a autodenominação "presos políticos" feita pelos políticos presos do Mensalão, como José Dirceu, vencedor do troféu do ano passado. O vencedor deste ano tinha que vir do episódio da tentativa de censurar ainda mais as biografias. Todos os integrantes do famigerado Procure (Não) Saber foram candidatos. Os dois primeiros colocados foram Roberto Carlos e Chico Buarque. O compositor de A banda merecia ser candidato e até levar o troféu. A corja "pogreçista" que o tem como guru e desgoverna este país ficaria tiririca da vida. Ora, danem-se todos. Eles e o Chico. Mas, sejamos justos. Chico Buarque foi apenas o maior otário nessa história de censura às biografias. Entrou de gaiato numa causa que nem era dele (há controvérsias) e acabou quase sozinho, porque os verdadeiros artífices dessa boçalidade de Procure (Não) Saber tiraram o corpo fora quando a merda fedeu. Ficou só o Chico como o otário solitário. O troféu propriamente dito de Tolo do Ano tem que ficar mesmo com o grande artífice da censura às biografias. Ele mesmo! O inimitável Roberto Carlos. Inimitável em todos os sentidos. O homem que achava que suas inúmeras tentativas de censura jamais encontrariam resistência.

O projeto de censura às biografias encontra resistência no Congresso Nacional. A resistência parte dos raros parlamentares sérios deste país. Que eles recebam todo o apoio nessa brava resistência. Que a resistência vença em 2014!

Aproveito para desejar um feliz ano novo para os leitores. Agradeço pela leitura e pela paciência. Torçam para que eu não enfrente tantos contratempos para escrever, como encontrei em 2013.

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Rádio do Rio de Janeiro já foi modelo internacional

Resposta para Dial do Rio:

O rádio do Rio de Janeiro já foi modelo até internacional. Vide os clones da Cidade 1977 que se espalharam pelo mundo afora. Algumas utilizando até o mesmo nome, uma delas em Portugal.

Pra quem não sabe, clubes como Flamengo e Vasco só ganharam milhões de torcedores pelo país afora graças ao alcance e à qualidade das antigas AMs cariocas. Hoje os 'ezecutivos' e os 'burrocratas' querem amarrar o AM ao sinal local de FM. Vai ver, 'ezecutivos' e 'burrocratas' entendem de rádio e eu é que sou o burro da história.

O rádio do Rio de Janeiro é feito por gente de tudo quanto é lugar. Independente da cidade que tragam impressa lá no campo 'naturalidade' no RG.

domingo, 29 de dezembro de 2013

A selvageria do MMA

Não me chamem para ver ou acompanhar qualquer coisa relativa a essas bostas tipo MMA, UFC, o escambau. Hoje mesmo não comprarei jornal, não lerei portais de notícias nem verei telejornais. Tou até tomando cuidado com o Facebook. Só pra não ter o desprazer de ver nas capas e nas primeiras manchetes a fratura que um estrupício desses falsos ídolos de MMA arrumou ontem à noite. Ontem à tarde tinha um canal aberto de esportes transmitindo outra dessas lutas de MMA e um sujeito com um rio de sangue escorrendo do nariz continuava lutando.

Tem gente que ainda paga PPV pra ver essas coisas ao vivo.

sábado, 28 de dezembro de 2013

Vários grupos conservadores ou liberalistas econômicos também me rejeitariam

Gostaria de tranquilizar a todos os que se interessam pelo bem deste desimportante internauta. Eu já disse e repito que continuo sendo politicamente solitário. Não há nenhum grupo que me atraia, onde eu fique à vontade para dar meus pitacos e eventualmente influir de alguma maneira.

Eu gosto de debater com gente de qualquer tendência ou pensamento. Pode ser num bate-papo informal com amigos ou com conhecidos. Seja na rua, nos restaurantes, nas visitas e passeios que faço, nos fóruns virtuais, nos espaços para comentários na blogosfera e nas redes sociais. Só não me peçam para assumir compromissos com qualquer grupo que seja. Porque eu não seria aceito e até poderia ser rechaçado por vários deles.

Já que eu tenho escrito com alguma frequência que não me engajo em grupos ou causas de esquerda, me atenho aqui a anotar que estou evitando endossar vários grupos conservadores ou liberalistas econômicos.

Os grupos conservadores são muito diversos. Embora eu tenha inaugurado um marcador conservadorismo aqui no blogue pra facilitar a consulta, é incorreto dizer que há um único conservadorismo. Há vários. E não dá pára dizer que todos estejam unidos. Alguns até combatem uns aos outros. Vide o caso, por exemplo, do conservadorismo protestante tradicional, do conservadorismo pentecostal e do conservadorismo católico. E ainda há o conservadorismo laico se opondo aos três, bem como o nacionalismo, que procura conservar valores materiais e imateriais da nação brasileira e não entra nessa questão de laicismo ou conservadorismo influenciado por credos seja lá quais forem. De algum grupo nacionalista eu até gostaria de participar, mas os bons que já conheci foram praticamente extintos e muitos dos supostos grupos nacionalistas que existem hoje estão impregnados de uma corja que pode ser classificada de tudo, menos nacionalista.

Os liberalistas econômicos tem tantas ideias problemáticas que me impedem de aderir a qualquer grupo que montem. Eu até sou favorável que as pessoas com talento e recursos tenham liberdade para montar seus negócios. Isso é liberalismo econômico. Já vi gente montando empresa e ficando atolada com taxas e impostos, tendo que fecha-la para evitar falência. É algo triste, mesmo. Neste capitalismo de Estado em vigor no Brasil só prosperam os negócios privados que estiverem nos planos de algum governo de plantão. O Estado que alguns chamam de Máximo (com seu sistema tributário absolutamente voraz e intrincado) deveria ser árbitro e servidor, não algo para dominar e planificar tudo. Só que liberalismo econômico também tem que ter limites, como tudo na vida. Liberalismo econômico não pode ser só o que querem. As empresas não podem maltratar a clientela, como fazem várias empresas de telecomunicações, de energia elétrica, dos transportes e do comércio varejista, que depois ainda acionam seus cães de guarda a reclamar quando "a mão pesada do Estado" (na figura da Defesa do Consumidor, da Justiça, etc.) vem em cima. Aliás, vários deles também clamam por socorro estatal quando veem seus negócios à beira da falência. Isso não é mais liberalismo econômico, senhores. Também não é mais capitalismo, pois capitalismo sem riscos não é capitalismo. Os neoliberais (rótulo que os senhores rejeitam para si mesmos) é que gostam de privatizar os lucros e estatizar os prejuízos. Eu também fico puto com a turminha que clama por uma espécie de minarquismo ou Estado Mínimo, quando eles mesmos são os primeiros a pedir socorro às estruturas de Estado quando veem a si mesmos, aos próximos ou ao seu patrimônio ameaçados. Não recomendo a ninguém adorar o Deus Mamon nem o Deus Leviatã.

Eu tenho uma vida bastante reservada. Não conto quase nada da minha vida pessoal em público. Se eu fosse uma criatura narcisista dessas que expõem na Internet toda a sua intimidade, com certeza já teria ganho de vários liberalistas econômicos e dos que querem conservar o atual status quo político as mais desclassificantes adjetivações.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Vamos todos entrar no Tapetão! (2)

Acontecerá hoje a 40ª rodada no Campeonato Brasileiro no Superior Tribunal de Justiça Desportiva. Três times cariocas e um paulistano ainda estão ameaçados pelo rebaixamento para a Série B. Por isso, os quatro estão entrando hoje no Tapetão. Então, cantemos juntos:

Vamos todos entrar no Tapetão!
Sou Tapetão de coração!
Eu tenho amor ao Tapetão!
Eu sou é Tapetão!
Uma vez tapete, sempre tapete!
Tapete sempre eu hei de ser!
Uma vez tapete, tapete até morrer!

Vendas no Natal têm pior desempenho em 11 anos

Não deixa de ser uma boa notícia. Isso mostra que mais pessoas estão cautelosas e veem que não é hora de contrair dívidas. A situação do país não permite aventuras irresponsáveis e não está nas mil maravilhas propagandeadas pelos picaretas de plantão. As pessoas tendem a poupar mais nessas ocasiões ou guardar dinheiro para as despesas de início de ano, tipo IPTU, IPVA, material escolar e outras.

A queda do desempenho do comércio neste último período natalino também indica uma queda no número de pessoas dispostas a embarcar no comercialismo feito em cima de uma festa que não deveria ser levada para o lado materialista. O ideal é que o comércio se sustente nas compras que as pessoas precisam fazer ao longo de todo o ano.

Fonte da notícia: Globo News.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Marco Feliciano não nos representa!

Resposta para Análgama:

Além das falhas apontadas pelo internauta Denis Correa, o texto erra ao apontar Marco Feliciano como "a cara de um novo conservadorismo popular". Porque nem todos os conservadores de classes mais pobres se identificam como o histérico pastor-deputado. Além dos conservadores laicos, há também os conservadores católicos. Esses, então, precisam assistir um vídeo que mostra o pensamento de Feliciano sobre eles:

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

'Chora Neném' detona fânqui ostentação

A música que mais causou polêmica no circuito católico em 2013 foi Chora Neném, do grupo de hardcore campineiro The Flanders. A banda está lançando Máquina Zero, seu quarto CD. O disco traz esta e outras doze músicas, que retomam o estilo hardcore com humor que a banda tinha até o lançamento do disco Histórias que a gente nunca vê na TV, de 2005.

A polêmica toda é porque a música trata da história da mocinha que vai a bailes fânqui e se deslumbra com os rapazes do chamado 'fânqui ostentação', com sua indumentária cheia de ouro, jóias e coisas do tipo. A mocinha acaba engravidando num desses bailes fânqui e não tem nem condições de saber quem é o pai da criança. A música trava um diálogo com a mocinha.

É uma boa novidade uma banda de hardcore católico contestando valores do fânqui atual: o sexo livre, a ostentação e várias futilidades. O circuito musical católico se tornou, desde os anos 80, bastante aberto. Fazem músicas em absolutamente todos os gêneros musicais, algo positivo. Mas às vezes os caras não tem critérios, nem se preocupam em eliminar valores negativos de artistas dos gêneros musicais. O que tem de compositores relativistas e de padres metrossexuais por aí é uma grandeza. E é quase uma regra da praga do "politicamente correto" que um artista da música católica não critique os gêneros musicais dos quais não faça parte.

No caso dos Flanders, eles fizeram uma introdução de fânqui ostentação só pra alertar a mocinha da música, como o próprio Tchelão canta na música. Mas eles não devem enveredar pelo fânqui, e demonstram desconforto com o gênero. Provavelmente continuarão no caminho que tem seguido nos últimos anos: o hardcore com influências do rap e do hip hop. Artistas brasileiros influenciados pelos três gêneros tem trocado figurinhas desde os anos 80, principalmente no estado de São Paulo.

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Obras da Copa 'produzem sem-teto', diz relatora da ONU em visita a Pernambuco


E alguém tinha dúvida sobre isso? Talvez só os ingênuos e os desinformados. A matéria do G1 é bastante esclarecedora sobre este assunto. Reproduzo aqui parte do texto:

Raquel Rolnik critica desapropriações; famílias atingidas relatam problemas.
Governo diz que há diálogo com famílias e que indenização segue normas.

Não nos enganemos. Não é só em Pernambuco. Isso tudo acontece em todos os 12 estados que sediarão partidas da Copa 2014.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Nem capitalistas nem socialistas entendem as palavras do Papa Francisco. Nem podem

Respostas para O Espiritualismo Ocidental (linque 1 e linque 2):

Nem capitalistas nem socialistas entendem as palavras do Papa Francisco. Nem podem. São materialistas. Tanto que o Papa atrai até hoje críticas tanto dos liberalistas econômicos como da esquerda militante do anticatolicismo. Esta normalmente vê qualquer Papa como inimigo, seja lá quem for. Os esquerdistas da Argentina até ficaram constrangidos quando dona Cristina Kirchner foi beber mate com o Papa lá no Vaticano logo após o conclave!

Carlos Antonio Fragoso Guimarães
15 de dezembro de 2013 17:25

É bem lamentável que alguém ainda ache que a Igreja seja pura e angelical. Como não ver o absurdo do capitalismo neoliberal? Pena que gente assim seja tão pouco dada aos estudos, não conheça a teologia da libertação... Quanto à esquerda, é muito fácil repetir feito papagaio os aspectos apresentados como negativos, esquecendo-se dos positivos, sempre escondidos, como os foram os da teologia da libertação, do mesmo jeito que a Santa Inquisação na figura recente do Cardel Ratiznger encobriu os pontos positivos de um Leonardo Boff e um Hans Kung para condená-los a silencios obsequiosos. Portanto, caro Marcelo, vou desconsiderar sua mensagem pela o que ela é: uma tolice vazia.

Marcelo Delfino
15 de dezembro de 2013 18:36

Diga-se de passagem: um grande entusiasta do pontificado do Papa Francisco é ninguém menos que Leonardo Boff. O que atrai ainda mais a raiva da militância materialista capitalista. Que haja mais gente espiritualizada para contesta-los, sejam de esquerda ou não.

O blogue é bom e traz uma abordagem diferente para os temas que se propõe a discutir. Linquei ele com o meu. Digo isso apesar da desconsideração à minha mensagem.

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Novo bispo pode sinalizar enquadramento da Comunidade Canção Nova


Ontem foi ordenado em Santa Clara do Sul - RS o bispo da Diocese de Lorena, Dom João Inácio Müller, escolhido para tal ofício pelo Papa Francisco. Seria uma ordenação episcopal como tantas outras que acontecem pelo mundo afora todo ano, se não fossem alguns detalhes.

A Diocese de Lorena, mesmo sendo pequena, tornou-se estratégica para a Igreja no Brasil desde o início dos anos 80, quando efetivamente começou a crescer exponencialmente a Comunidade Canção Nova, que com o passar dos anos passou a ter, além dos seus missionários: uma rede de rádio, uma rede de TV, editora, gravadora com estúdio, portal de Internet, casas de formação e de retiros e lojas de artigos religiosos, além de um seminário, uma escola, uma faculdade e um posto de saúde, os quatro localizados na cidade-sede da Canção Nova: Cachoeira Paulista, dentro da jurisdição da Diocese de Lorena. Fora tudo isso, a Canção Nova se tornou numa das maiores referências da Renovação Carismática no Brasil e a maior referência da RCC no campo midiático.

Dito isso, lembremos da linha pastoral do Papa Francisco e de tudo que ele tem dito e escrito desde o início do pontificado. Enfim, tudo que tem atraído críticas de materialistas de toda ordem, tanto de liberalistas econômicos como do ateísmo e do laicismo politicamente militantes, da extrema direita à extrema esquerda. O novo bispo de Lorena, além de ter origem franciscana (espiritualidade do Papa Francisco, mesmo este tendo origem jesuíta), escolheu o cardeal Dom Cláudio Hummes, também de origem franciscana, para lhe ordenar bispo. Pra quem não lembra, Dom Cláudio foi um dos entusiastas da candidatura papal do cardeal Jorge Mario Bergoglio e foi escolhido pessoalmente pelo Papa para aparecer ao lado nele em sua primeira aparição pública como Papa, na sacada da Basílica de São Pedro.

Como o que Papa Francisco e vários bispos e padres com espiritualidade franciscana fazem bate de frente com o misticismo predominante na Renovação Carismática, a chegada do novo bispo de Lorena pode sinalizar um futuro enquadramento da Comunidade Canção Nova. Apesar do respeito diplomático que o Papa e o bispo tenham com os líderes da Comunidade. Que estes tenham a mente em Deus e ponham os pés bem firmes no chão.

domingo, 15 de dezembro de 2013

Multishow bregará de vez

Está anunciada para hoje às 21:30 mais uma edição do especial Um Barzinho, Um Violão no canal Multishow. Esta edição tem o título Novelas Anos 80, o que indica que trará interpretações para músicas de novelas televisivas daquela década, como "O Amor e o Poder", "Anjo" e "Meu Bem Meu Mal". Sintam só a lista de intérpretes escalados para o programa: Ivete Sangalo, Sandy e seus respectivos tio e pai Chitãozinho & Xororó, Thiaguinho, Alexandre Pires, Michel Teló...

Realmente, o Multishow é um canal pago padrão TV aberta. Nada de padrão Fifa.

Este programa terá uma versão estendida no dia 18 de dezembro de 2013, às 21:30, no canal Bis. Se a versão convencional será assim, imaginem a estendida!

Fonte da notícia: Multishow.

sábado, 14 de dezembro de 2013

Copa 2014: alemães construirão CT próprio


Apesar da gastança, continuam os vexames na organização da Copa 2014. Insatisfeita com opções disponíveis, a Federação Alemã de Futebol construirá um centro de treinamento próprio na Bahia, que contará com 16 casas, centro de imprensa e pelo menos um campo de futebol para os treinamentos da seleção alemã. A notícia foi dada hoje de manhã em um dos canais da ESPN Brasil.

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Vamos todos entrar no Tapetão!

No país-sede da Copa 2014, ainda deixam bandidos disfarçados de torcedores matarem e morrerem por causa de futebol, e os jogadores são ofuscados pela politicagem e pela cartolagem da pior espécie. Agora mesmo, o Campeonato Brasileiro de 2013 deixará de ser concluído pelos jogadores em campo, e será concluído por juízes da área esportiva, por procuradores que procuram encrenca e por advogados de clubes. Nos próximos dias, haverá no Tapetão as partidas da 39ª rodada do Brasileirão 2013. Partidas em que os doutores da lei do futebol (não os jogadores em campo) decidirão, afinal, quem deverá ser rebaixado para a Série B de 2014. Se serão o Fluminense e o Vasco, se serão a Portuguesa e o Vasco, se serão o Flamengo e o Vasco ou se serão o Flamengo e a Portuguesa. No Rio de Janeiro, só o Botafogo fez bonito neste Brasileirão. O resto se estropia no Tapetão.

Talvez o problema maior nem seja o Tapetão em si. Talvez seja o futebol carioca. É só ver a quantidade de clubes da cidade envolvidos nessa nova lambança futebolística no país da Copa 2014. Os clubes cariocas tendem a resolver suas pendências fora de campo, não nele. Isso há vários anos. Um deles até deve ter mudado seu mais famoso hino, composto por Lamartine Babo. De lá da colina histórica ecoa o novo cântico. Algo que deve começar com "Vamos todos entrar no Tapetão!".

O futebol carioca deixou de ser referência para o futebol brasileiro desde, pelo menos, o fim da década de 1980. De vez em quando, os quatro supostos times grandes do futebol carioca combinam de dar vexame juntos, ou em duplas, ou em trio. Agora mesmo neste ainda não encerrado Brasileirão 2013, todos eles foram derrotados pelo Grêmio. Foram sete vitórias do time gaúcho e um único empate (Fluminense 1 x Grêmio 1, no Maracanã). A ponto de, numa recente edição do programa Quatro em Campo da CBN, o locutor gaúcho e gremista da CBN São Paulo Milton Jung ter reivindicado nos estúdios cariocas da CBN a Taça Rio, aproveitando que estava de passagem pela cidade. A ala carioca do programa ameaçou cortar o microfone do Milton. Era só brincadeira. Não cortaram.

Seja lá qual for o resultado da 39ª rodada do Brasileirão 2013, o rebaixamento de dois supostos times grandes do Rio de Janeiro combinado com a ida deles para o Tapetão faz o futebol carioca ficar pior que na Era Caixa D'Água. Se continuarem essa palhaçada de Tapetão, o Campeonato Brasileiro de 2014 deverá ser transmitido pela TV Justiça. Nada de TV aberta comercial, TV paga, PPV...

P.S: Complete o hino:

"Vamos todos entrar no Tapetão
para sair da segunda divisão
pior que não é só o time português
O das Laranjeiras vai entrar mais uma vez..."

Com colaboração dos amigos do Facebook.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Parabéns para a Globo, que não passará futebol na quarta-feira que vem

Fonte: TV Magazine:

Gustav1n

Data: 09/12/2013 12:34

Apenas SÃO PAULO (Globo sp) acompanhará o jogo de volta entre Lanús x Ponte na Argentina, onde um dos dois poderá ficar com o caneco da Sul-Americana e a vaga na Libertadores.....

O resto da rede acompanhará a "GRANDE ESTRÉIA" do filme CODINOME CASSIUS 7 no Cinema Especial...

Quem está fora de São Paulo tem somente a opção por TV POR ASSINATURA (SporTV e Fox Sports).

Por isso que cada vez mais a Grobo tá em decadência, onde já se viu , trocar um jogo de titulo por um filme que já foi repetido algumas vezes!!! Preferem mais os filmes (passam pelo menos uns 10 filmes repetidos na semana) do que um jogo importante.... Realmente tenho pena de quem não pode pagar por uma TV por ASSINATURA....

Eu quero é mais. Está faltando filmes na TV aberta. Mesmo que esse tal de Codimome Cassius 7 não me interesse. Mas sempre tem alguém que nunca viu ou quer ver de novo. Além do mais, tem futebol demais e filmes de menos na TV aberta. Parabéns para a Globo pela decisão de passar o filme para o país todo, menos SP. Apesar de eu preferir ver outro filme na TV paga (se tiver algum bom no dia), ver blu-ray ou dormir mais cedo. Porque, francamente, Lanús x Ponte Preta não é minha praia. Mas respeito quem vai curtir e torcer seja lá pra que time for, vendo na Globo ou na TV paga. Sem estresse, gente!

domingo, 8 de dezembro de 2013

A atual era de picaretagem em Hollywood

Comentários de Gilberto Pereira Biscola (Presidente Prudente - SP) no Omelete:

Vivemos numa época muita picareta, tudo vira pretexto para comércio e nada mais que isso. Pior são as pessoas que gostam dos filmes e falam que podem fazer 100 continuações que vão assistir, por isso o cinema atual só tem remake, reboot, continuação atrás de continuação, HQ, game e adaptações de sagas literárias já escritas com a intenção de virar filme. Realmente nos anos 80 e 90 cada filme tinha sua voz, criavam coisas novas, nem tudo era adaptações de alguma coisa e não estragavam filmes badalados só por dinheiro. Esse reboot (da franquia Exterminador do Futuro) nada tem de novo, não vai revolucionar na produção e nem surpreender na história, então a pergunta é: será que o cinema precisa disso?

sábado, 7 de dezembro de 2013

Oligarquia Financeira Transnacional já decidiu que PT deve ser tirado do Palácio do Planalto em 2014

Resposta para Alerta Total:

Discordo da avaliação otimista sobre o resultado da eleição de 2014. O que sei é que isso é briga de cachorro grande. A Oligarquia Financeira Transnacional e o PT tem algo em comum: detestam concorrência.

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Não mudará nada nas instituições de ensino católicas


Comentário para notícia Papa Francisco nomeia Dom Odilo para órgão de educação católica (Membro da Congregação para a Educação Católica):

Se repetir o desempenho como supervisor das instituições de ensino católicas do território da Arquidiocese de São Paulo, repetirá o vexame. Não adianta nada fazer coisas como ato de desagravo junto à cruz da PUC-SP se as instituições católicas de São Paulo continuam formando, ano após ano, inimigos para a própria Igreja. Essas instituições de ensino ainda permitem que se ensine nelas toda sorte de doutrinas contrárias à fé católica. A situação é a mesma em várias outras dioceses brasileiras.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

A ascensão do sertanejo ostentação

Comentários para O Globo:

Depois do breganejo dos anos 70 aos 90 e do sertanejo universitário, chegou neste ano o sertanejo ostentação, similar ao fânqui ostentação. Dizem que os caras do sertanejo ostentação sucedem a geração do sertanejo universitário. Se não fosse o fânqui ostentação, teriam inventado o sertanejo pós-graduado.

Já ouvi amostras de cada um desses gêneros. Como meu ouvido não é penico, não passarei disso.

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Coronel se iludindo com pesquisas

Resposta para Coturno Noturno publicada no Facebook:

O coronel se ilude demais com essas pesquisas. E daí que 66% dos entrevistados disseram que é melhor que o próximo presidente adote ações na maior parte diferentes das de Dilma? Isso não quer dizer que queiram outro presidente para o quatriênio 2015-2018 que não seja a Dilma. Alguns deles podem preferir a reeleição dela. Entre eles, os eleitores que dizem que ela faz um governo pouco de esquerda e acham que ela pode e deve exercer um segundo mandato à esquerda do primeiro, ejetando os aliados fisiológicos que, segundo essa malandragem, se restringem a direitistas, a conservadores, a reacionários, a coxinhas, a golpistas...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Cinema brasileiro tem que virar, efetivamente, uma indústria

Resposta para Superinteressante publicada no Facebook:

Além da Columbia e da Warner, outros dois estúdios de Hollywood também participam da produção e/ou da distribuição de filmes brasileiros: a Fox e a Universal. A Fox participou do lançamento de Somos Tão Jovens, um dos sucessos de 2013. Já a Universal participou do lançamento do primeiro Tropa de Elite.

Mas, apesar do sucesso, o cinema brasileiro tem que virar, efetivamente, uma indústria. Tem que ser autossustentável. Hoje está todo pendurado em verbas estatais ou de incentivo fiscal, o que acaba dando na mesma. Experimentem tirar o selo da Petrobrás daquela enorme sequência de vários minutos de patrocínio que rola em todo início de filme brasileiro. Acabará o cinema nacional.

Além disso, o cinema brasileiro se apóia em fórmulas fáceis, como as comédias, filmes com estrelas da televisão ou que repetem fórmulas da TV. Já tem até filme que rebobina personagens de novela.

Acaba que o cinema brasileiro tem apenas duas vertentes: o cinema com obsessão de ser "espelho do Brasil" (seja lá o que isso signifique) e o cinema que imita a TV. Se a Globo Filmes sair do mercado, este segundo cinema acaba e até o primeiro cinema (que posa de "alternativo" e "independente" mesmo com verba estatal e apoio da Globo Filmes) acaba prejudicado.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

domingo, 1 de dezembro de 2013

Whiplash publica resenha para o mais recente CD de inéditas do Resgate


Resposta para Whiplash publicada no Facebook:

Resenha excelente, assim como o CD. Falta acertar um dado histórico: Dudu Borges trabalhou com a banda a partir do CD 'Eu continuo de pé' (2002), mas foi efetivado na banda a partir do CD Até eu envelhecer, de 2006, e permaneceu como membro efetivo da banda no CD/DVD Até eu envelhecer - Ao Vivo (2007) e no CD Ainda não é o último (2010), o primeiro pela Sony. Deixou a banda antes da gravação do Este lado para cima.

Musicalmente, a banda sempre fugiu do caminho do sucesso fácil da chamada música gospel. Sempre fizeram o som deles bem retrô, com algumas atualizações aqui e ali, e com letras em que passam os valores da banda. Se muitos ou poucos prestam atenção, a banda não está nem aí. Não muda um milímetro o seu trabalho musical para ter fama e popularidade.

Teologicamente, a banda Resgate tem representado a Reforma da Reforma, dentro de um meio assolado pela Teologia da Prosperidade. E olha que eles conviveram por longos anos com adeptos dessa teologia. Portanto, podem falar com propriedade a respeito. Não falam por "ouvir falar". Enquanto aqueles caras da Teologia da Prosperidade não se emendam, os músicos do Resgate tem humildade para mudar, e mudar para melhor. Hoje a banda está teologicamente mais próxima de uma linha tradicional, como a da Igreja Batista, onde a banda se formou poucos anos antes de ingressarem na igreja pentecostal de onde saíram em 2010. Aliás, as melhores bandas de rock do meio protestante surgiram em igrejas tradicionais ou em igrejas pequenas.

sábado, 30 de novembro de 2013

A não filiação a partidos políticos como ato de subversão

Minha frase para o dia de hoje:

Talvez chegue um dia em que políticos considerarão ato de subversão a rejeição a todos os partidos políticos e a não pertença a eles.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

A bajulação da Veja ao capitalismo de Estado na China

Que a Veja é neoliberal, isso todos sabem. Apesar de a revista abrigar também nomes libertaristas ou minarquistas. Tipo Lobão e Rodrigo Constantino. O que há em comum entre libertaristas e minarquistas é que ambos se opõem a qualquer regulação ou intervenção estatal na vida dos indivíduos e das empresas. Coisas que os neoliberais aceitam, se for para salvar o mercado e as empresas da bancarrota, ou para promover negócios sem riscos para os investidores privados que inventaram esse atual capitalismo cafajeste e sem riscos.

Devido à sua linha neoliberal, é incompreensível que a Veja solte fogos para o desempenho do capitalismo chinês, conforme deixa transparecer uma manchete da aba superior da capa desta semana (China - A locomotiva do mundo agora movida a capitalismo). Aquilo ali está longe de ser algo libertarista ou sequer liberal. Muito menos minarquista. Aquele regime econômico é, na verdade, um capitalismo de Estado, com o Estado (e, por consequência, o governo de partido único do Partido Comunista da China) comandando tudo e todos com mãos de ferro, sempre se metendo onde não deve. Não são as empresas que comandam a economia, como num regime econômico minimamente liberal. Só prosperam por lá os negócios privados que estão enquadrados nos planos governamentais. E o governo deixa rolar uma evidente precarização dos direitos trabalhistas.

Que a Veja tem interesses em atacar (até deslealmente) o governo brasileiro, isso é evidente. Mas a revista não deixa de flertar com o regime chinês, modelo para muitos governos pelo mundo afora que a revista critica. Inclusive o governo brasileiro.

domingo, 24 de novembro de 2013

Blogue de apologética descreve as quatro correntes da Igreja Católica

A descrição feita pelo blogue Apologética Católica é excelente. Traz pormenores fundamentais para distinguir as quatro correntes católicas surgidas a partir do Concílio Vaticano II: os tradicionalistas (que são os conservadores propriamente ditos), os neoconservadores, os carismáticos e os progressistas.

Pelo menos no Brasil, os presbíteros, os diáconos e os leigos (tendo vida consagrada ou não) estão espalhados nas quatro correntes. Já os bispos estiveram, entre o Vaticano II e o final do século XX, divididos entre os neoconservadores e os progressistas, com ampla maioria de progressistas. Havia ainda uma minoria decrescente de tradicionalistas (remanescentes do período pré-Vaticano II, hoje praticamente inexistentes). Não havia bispos carismáticos, ou pelo menos não declarados. Os únicos talvez fossem Dom Fernando Figueiredo, bispo de Santo Amaro influenciado pelo subordinado Pe. Marcelo Rossi, e Dom Alberto Taveira, atual arcebispo de Belém do Pará e membro do segundo elo da comunidade Canção Nova, já que ele não se consagrou como membro da comunidade, como fazem os membros do primeiro elo. No atual século, até agora, há um número maior de bispos brasileiros neoconservadores em relação ao final do século XX, havendo praticamente um equilíbrio numérico e de forças entre eles e os bispos progressistas. Ora um grupo prevalece, ora o outro. Depende da circunstância. Dom Alberto Taveira e Dom Fernando Figueiredo permanecem sendo os únicos bispos carismáticos do Brasil de que se tem notícia, pelo menos visivelmente ou de forma subentendida. Há, no entanto, bispos neoconservadores que prestigiam o clero e os fiéis carismáticos. Já havia no século passado. Há ainda um pequeno número de bispos tradicionalistas, todos ligados a circunscrições eclesiásticas pessoais (pessoais no sentido de grupos de pessoas, não ligados a territórios).

Pode-se dizer que todos os papas do Vaticano II até hoje foram (no caso dos falecidos) ou são neoconservadores. Mesmo João XXIII, classificado como progressista pelos tradicionalistas e por alguns progressistas, e Francisco, classificado como progressista pelos tradicionalistas e por católicos progressistas, e classificado como reacionário pelos progressistas não católicos, que mesmo trocando figurinhas com católicos progressistas, normalmente já classificam todos os papas como reacionários.

sábado, 23 de novembro de 2013

Futebol brasileiro irá pra Copa 2014 com campeonato nacional em baixo nível

Discordo da avaliação otimista dos fanáticos pela Seleção da CBF em relação ao desempenho daquele plantel na Copa do Mundo da FIFA, mesmo em casa. O futebol brasileiro não está num nível que permita alimentar a Seleção da CBF com um grande elenco. Vide a Série A do Campeonato Brasileiro, que chega hoje à antepenúltima rodada com nada mais do que 12 dos 20 times ainda ameaçados pelo rebaixamento. Tirando o Cruzeiro (campeão com trocentas rodadas de antecedência) e alguns poucos times próximos na tabela, o resto está nivelado por baixo.

Um dia, nem os "estrangeiros" (como são chamados os jogadores brasileiros que jogam em times do exterior, notadamente na Europa) servirão como muleta para a Seleção da CBF. Quem pode, está se naturalizando em algum desses países e está indo jogar em outras seleções.

A verdade que poucos dos que acompanham o futebol admitem é que o futebol brasileiro está muito abaixo do futebol que se pratica em dezenas de outros países. No dia em que o futebol brasileiro deixar de ser motivo para fanatismo e passar a ser encarado apenas como esporte e entretenimento, quem sabe ele volte aos seus áureos tempos.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

Luiz Antonio Mello lançará (mais um) livro sobre rock em 2014

Resposta para Coluna do LAM:

Grande Mestre LAM! Já estou aguardando esse seu novo livro, um dos grandes lançamentos de 2014, com certeza. Mas aviso que concordo com o que o Alexandre escreveu: houve, sim, rock brasileiro, notadamente nos anos 70 (década do estouro do Mestre Raul Seixas e do Secos & Molhados) e nos anos 80. Ainda tivemos Chico Science & Nação Zumbi nos anos 90. Até o ultranacionalista Ariano Suassuna chorou diante do caixão do Chico Science. De 1995 para cá é que a coisa degringolou. Está difícil achar rock de verdade nesta terra de DJ Malboro, mesmo sendo apenas rock "no" ou "do" Brasil. Que dirá rock brasileiro. Tem que ir pro underground pra achar rock de verdade nos dias atuais. Como o rock da banda Kapitu, que me foi apresentada pelo Mestre LAM e é detentora da música 'História pra contar', desde já uma das melhores da atual década.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Papa segue adiando a divulgação da lista de cardeais a serem criados em fevereiro

Taí outra diferença do Papa Francisco em relação aos antecessores, pelo menos aqueles com quem ele conviveu enquanto presbítero, bispo e cardeal. Os papas anteriores costumavam criar novos cardeais uma vez por ano, geralmente em fevereiro, mas divulgavam a lista dos novos eleitos com meses de antecedência. A lista dos novos cardeais de fevereiro de 2014 ainda não foi divulgada.

Papa Francisco tem demonstrado pouco apreço por certas honrarias dispensadas a ele mesmo e a vários membros da hierarquia clerical. Talvez por isso esteja adiando ao máximo a divulgação dos novos cardeais, ou nem tenha ainda concluído sua primeira lista. Convenhamos: cardeais tem uma lista no mínimo razoável de atributos protocolares e privilégios, descrita em vários lugares, como a Wikipedia. Papa Francisco pode estar desestimulando os futuros cardeais a pensarem nesses assuntos, e a não falarem deles publicamente. Sob pena de terem suas nomeações canceladas.

Provavelmente não há limite para o número total de cardeais. Por uma disposição canônica da Igreja, há apenas um limite no número de cardeais com menos de 80 anos de idade, que são aqueles que integram o Conclave, reunião dos cardeais que elegem um novo Papa. Hoje o número máximo estabelecido para o Conclave é de 120 cardeais. Hoje o número de cardeais do Conclave é de 109. O total de cardeais do mundo todo é de 200. O número de cardeais do Conclave será de no máximo 106 em fevereiro, com a chegada de mais cardeais à idade de 80 anos.

Lista de possíveis novos cardeais não faltam. O blogue Papas, Cardeais e Conclaves tem a sua. Mas o próprio blogue dá seu aviso, lembrando do pouco apreço do Papa Francisco por algumas tradições:

Evidentemente o Santo Padre não está obrigado a fazer cardeais nenhum dos prelados acima, mesmo em se tratando de sedes tradicionalmente cardinalícias. E, em se tratando do Papa Francisco...

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

PSD apoiará reeleição de Dilma Rousseff após ela se posicionar contra renegociação da dívida da Prefeitura de São Paulo


Uma coisa pode não ter nada a ver com a outra, mas é coincidência demais. Tomara que seja só coincidência. Dilma Rousseff mudou de ideia com relação ao que pensava anteriormente, e agora se posicionou contra a mudança de indexadores da dívida de estados e de municípios com a União em prol de indexadores mais adequados à atual conjuntura econômica. Isso provocaria a diminuição da dívida de estados e de municípios e a diminuição na União de expectativa de recebimento de dívidas. Tudo isso prejudica, de cara, a Prefeitura de São Paulo, que tem uma dívida maior que a de muitos estados, culpa de vários prefeitos paulistanos, principalmente os malufistas. A dívida do município com a União é da ordem de R$ 54 bilhões, mas poderia cair em 40%, e a Prefeitura poderia contrair novos empréstimos. A não mudança de indexadores diminui drasticamente a margem de manobra da gestão do prefeito Fernando Haddad, que tem trocado farpas com o antecessor Gilberto Kassab, atual presidente nacional do PSD, por conta de ações corruptas de alguns auditores fiscais e de outros funcionários que trabalharam ou trabalham na prefeitura paulistana em cargos de confiança. Um prefeito joga a culpa no outro. Depois que Dilma Rousseff contrariou o prefeito petista na questão da dívida de municípios como São Paulo, a Executiva Nacional do PSD formalizou o apoio à reeleição da presidente petista, conforme atesta o portal do PSD. Como disse antes, tomara que seja só coincidência.

Uma coisa é certa: Fernando Haddad não tem culpa pela dívida bilionária criada pelos antecessores. Mas está pagando o pato.

Mais dados em Governo desiste de ajudar estados e municípios com redução de dívidas.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Perimetral de volta para o futuro. Ao menos na TV

Há uma semana está sendo veiculado apenas no estado do Rio de Janeiro uma propaganda institucional na TV em que o Governo Federal anuncia as obras no setor de transportes na capital que contam com financiamento da União. Lá pelas tantas, são mostradas imagens de carros passando na Perimetral. A mesma que a aquela altura já estava fechada por ordem do prefeito e que será demolida entre a Rodoviária e a Praça Mauá nos próximos dias. Um pequeno trecho da Perimetral já foi demolido manualmente, provavelmente para testes. Os marqueteiros que detém a conta publicitária do Governo Federal falam de um Rio de Janeiro do futuro, mas mostram imagens de um Rio de Janeiro que ficou no passado.

Vai ver, as imagens da Perimetral ainda aberta trazem uma mensagem subliminar. Dona Dilma Rousseff faria um bem enorme a esta cidade se dissesse publicamente ser contra a derrubada da Perimetral. Acabaria sendo uma declaração suprapartidária, já que líderes oposicionistas como Otavio Leite fazem há anos declarações contra a derrubada.

sábado, 9 de novembro de 2013

Arthur Dapieve também em defesa da Rádio MEC AM e FM


Comentário publicado no Facebook para para texto de Arthur Dapieve:

Eu li ontem. De certa forma, temos apoio estratégicos em diversos setores, como na grande imprensa. Principalmente entre cronistas um pouco mais conservadores, como o Dapieve. Exatamente por serem conservadores, querem conservar boas ferramentas para uma boa educação musical, como são a MEC AM e FM.

Só espero que a peleja não seja mero pretexto para ataques político-ideológicos ou partidários à presidenta de plantão. Pode ser isso, mas não pode ser só isso. É algo muito maior. É a defesa de uma boa educação musical, que está dentro de um contexto ainda maior que é a boa educação com conhecimento geral.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Inteligência não nos livra de equívocos

Fonte: postagem anterior.

Marcos Vinicius Mesquita
6 de novembro de 2013 10:21

"Na contramão, são os direitistas, conservadores tradicionais que tem defendido ideias mais avançadas. Masculinismo, o verdadeiro Kardecismo, críticas a supervalorização ao futebol, cíticas aos projetos de mobilidade urbana e os alertas sobra a degradação cultural tem feito parte das bandeiras de indivíduos que se assumem politicamente de direita. Uma pena, já que por não ser humanista, a ideologia de direita prega a permanência de todas as formas de injustiça por achá-las justas (??!!!), o que entra em choque com as ideologias progressistas professadas pelos mesmos defensores, um verdadeiro sinal de incoerência e desonestidade ideológica.

Mas não pensem que eles defendem essas ideias progressistas porque gostam delas. Eles defendem por acharem que vão contra os interesses das classes mais carentes. Direitistas odeiam pobres por causa da absurda tese de que as pessoas só perdem porque querem. Num mundo onde as regras são feitas pelos direitas, não dá para ser vencedor sem se adaptar as abusadas exigências dos gestores e dos simpatizantes do Capitalismo."

Desculpe mas não tem como achar inteligente esse trecho. É a mesma premissa de qualquer texto de esquerda de que todo direitista é um ser odioso e preconceituoso.

Eu me defino como direita por osmose, me parece ser a definição mais fácil de se explicar. Mas é preciso entender que existem vários tipos de direita. Desde estatistas e saudosistas do regime militar, defensores do estado minimo e livre comércio (meu caso) ou até anarco capitalistas.

O texto do M Pereira é inteligente, sim. Mas é equivocado. E tão equivocado quanto aqueles blogues que eu apontei como intelectualmente indigentes. Como esquerdista, M Pereira deveria tirar a trave do olho dele antes de apontar o cisco no olho da direita. Que eu saiba, a nomenklatura de todos os governos de esquerda pelo mundo afora busca manter os privilégios dos filiados e aliados do Partido. E eu já vi muita gente de direita combatendo esta e outras injustiças. M Pereira é que não pode falar do que não conhece. Eu debato com gente de todas as tendências. Da ultraesquerda, da esquerda governista, da direita governista, anarquistas, anarcocapitalistas, minarquistas, conservadores, neoliberais, liberalistas econômicos, libertários, estatistas de direita, saudosos do Regime de 1964 e até aqueles que acham que todos os políticos do Brasil são, sem exceção, de direita ou de esquerda. Se M Pereira não debate com direitistas nem procura conhece-los, problema é dele. Mas não pode emitir conceitos sobre eles, como nós fazemos. Escreve sobre o que não conhece e só pode emitir preconceitos.

Claro que nenhum desses à direita que combatem injustiças é reacionário, neoliberal ou favorável ao socorro do Estado a grupos falidos, como bancos e grupos privados aliados dos governantes.

Meu próprio texto aponta o ódio de alguns direitistas e de alguns esquerdistas pelos pobres. É o desprezo pelas castas inferiores, invariavelmente mais pobres que a nomenklatura e os colunistas da imprensa de direita. O próprio M Pereira deve ser odiado pela nomenklatura.

Seu texto está correto, MV Mesquita. Eu estou sem tempo para questionar esses pontos de discordância com o M Pereira. Por isso preferi abordar a questão da inteligência, sem entrar no mérito. Você completou meu serviço. Seu texto ganhará postagem à parte no meu blogue. Agora não, que tenho mais o que fazer e não sou blogueiro em tempo integral como uns e outros por aí. Tanto que há meses meu blogue pessoal deixou de ter postagens diárias. Quero chegar ao mesmo ritmo seu e do amigo Leonardo Ivo. Não lembro de ter visto os dois escrevendo diariamente.

Marcos Vinicius Mesquita
6 de novembro de 2013 11:57

Eu estou de férias forçadas, se é que me entende. Então, entre um envio de currículo e outro eu acabo tendo alguma ideia para escrever. Não te desejo ter esse tempo rs

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

A indigência intelectual de inúmeros blogues remunerados ou não remunerados

Resposta para Pizzaria do Poder publicada no Facebook:

Está cada vez mais difícil achar textos inteligentes e até mesmo autocríticos (no que diz respeito ao contexto de esquerda), vindo de blogues esquerdistas, como este aqui. A verdade é que a quase totalidade dos blogues do gênero se esvai em loas ao status quo lulo-dilmista ou na exaltação de picaretagens como a cultura de cabresto ou o gramscismo cultural.

Há os blogues patrocinados pelo Governo Federal ou remunerados por portais da imprensa privada. Mas os blogues mais risíveis nem são esses. Os blogues mais risíveis são os blogues não patrocinados a serviço da nomenklatura de esquerda no poder público ou da direita no poder na esfera privada. Seus autores não ganham nada escrevendo o que escrevem. Muitos até perdem tempo e dinheiro. Mal sabem (ou fingem não saber) que são considerados de uma casta inferior pela nomenklatura ou pela direita no poder privado. Antes a solidão política que andar com essa gente.

terça-feira, 5 de novembro de 2013

A demo-cracia de cabeçada

Num regime democrático, os eleitos para cargos executivos tem o direito e o dever de executar os programas de governo que apresentaram durante a campanha eleitoral. Governar é eleger prioridades. Cada governante e cada eleitor tem as suas. Mesmo assim, cada ponto dos programas de governo deve ser discutido com a sociedade, para saber se, como e quando cada item será implantado.

Nesse regime demo-crático brasileiro, os governantes eleitos se acham no direito de colocarem pingentes nos seus planos de governo sem debater com ninguém. Fazem tudo de cabeçada e ponto final. Esse ponto da derrubada da Perimetral é um exemplo. O que estava no plano de governo apresentado pelo prefeito Eduardo Paes nas duas campanhas eleitorais era revitalizar a região portuária da cidade. Só que esse item da derrubada da Perimetral e o modus operanti não teve discussão prévia alguma.

Isso está generalizado no país inteiro. Outros governantes pelo país afora também fazem as coisas de cabeçada. Outros prefeitos, governadores e também dona Dilma Rousseff. Fazem o que dá na telha, usam os mandatos como cartas brancas e não medem as consequências do que fazem. Ou talvez meçam. Pra sacanear, mesmo.

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Gramscismo cultural deve ser tão questionado quanto a cultura popularesca

Foi o que eu disse ontem, em troca de mensagens com dois blogueiros com ideias opostas: Alexandre Figueiredo e Rodrigo Constantino. O troca-troca de mensagens não durou muito, já que eu não tive resposta de nenhum deles. Mas ficam aí as mensagens.

Alexandre Figueiredo

#MúsicaPopularBrasileira - Depois vem Rodrigo Constantino falando em "esquerda caviar" e o pessoal não gosta - http://mingaudeaco.blogspot.com/2013/11/a-incompreensao-quanto-aos-truques-da.html

Marcelo Delfino

@mingaudeaco Não somos liberalistas econômicos como @Rconstantino, mas quanto à esquerda caviar não tem como discordarmos dele

Marcelo Delfino

@mingaudeaco @Rconstantino Gramscismo cultural deve ser tão questionado quanto a cultura popularesca. Há quem combata só um ou outro

Faço aqui uma autocrítica. Eu também me deixei levar um dia pelo gramscismo cultural. Mas, agora, não mais. Há algum tempo eu desmascaro essa farsa toda, já que conheço essa podridão e descobri toda carga de vilania e hipocrisia que há nesse meio cultural. Ultimamente não tenho livrado a cara nem de artistas de verdade que ainda podem ser considerados como tal.

Quanto à cultura popularesca, combato isso há décadas. Quem me conhece sabe.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Os inocentes úteis do gramscismo e do marxismo cultural

Meus amigos de esquerda (de quem discordo em várias questões), não se enganem. O cenário cultural está longe de ser o último reduto da direita brasileira (noves fora a base fisiológica do Governo Lula-Dilma). Os últimos redutos da direita brasileira são, tão somente, alguns segmentos da grande imprensa (aquela que a população não tem mais paciência para ouvir, mesmo que toquem apenas notícias e "só em FM") e alguns guetos filosóficos, alguns destes muito atuantes na Internet e agora em ascensão no mercado editorial. A rigor, a cultura brasileira está, desde o regime militar, entregue a um sutil processo de gramscismo e marxismo cultural. Tirando umas raras exceções como Lobão e Roger Moreira, até mesmo aqueles que são teoricamente de direita, (neo)liberais, conservadores ou reacionários posam de cumpanhêros "pogreçistas", lulo-dilmistas, psolistas, black bloc e outras bobagens. Mesmo as figuras da chamada música de cabresto gestada no regime militar e nas eras Sarney, Collor e FHC se enquadram muito bem no poder atual, junto com Lula e Dilma. Os entretenedores de cabresto estão doidos para jogar na sarjeta as poucas figuras respeitáveis do progressismo musical, algumas delas opostas entre si, como Chico Buarque e Alceu Valença, rivais no caso das biografias não autorizadas. A corja da música de cabresto não faz distinção entre eles. Chico e Alceu são, aqui, inocentes úteis. Ajudaram a botar a corja de esquerda no poder e agora podem ser juntamente descartados pelo "pogreçismo" popularesco que está no poder junto com os petistas igualmente popularescos.

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Igreja Mundial, Rádio Cidade e TV aberta: uma comédia de erros de todos os lados

A Igreja Mundial anda sofrendo até com bispos e pastores que levam parte da arrecadação da igreja, conforme reportagem desta semana da IstoÉ:

Quadrilhas de pastores ladrões, dívidas milionárias com as tevês, administração amadora e investimentos equivocados na construção de grandiosos templos. O que está por trás da crise financeira da Mundial, uma das mais poderosas igrejas evangélicas do País

"Cerca de 30% dos recursos que arrecadamos são desviados por bispos e pastores. Por mês, R$ 30 milhões saem pelo ralo", afirma um alto dirigente da IMPD do Rio de Janeiro

Nessa confusão toda, sobra para as decadentes rádios e TVs abertas do Brasil. Segundo o Na Telinha, o apóstolo Valdemiro Santiago já cogitou até comprar a Rádio Cidade FM 102,9 do Rio de Janeiro, até há algumas semanas atrás ocupada por uma franquia da Jovem Pan FM e atualmente no ar sem nome fantasia. Na TV, Valdemiro atira para todos os lados. Até na TV paga, onde a Rede Mundial alugou um canal 24 horas na NET. Ameaçado de perder suas 22 horas diárias na Rede 21 (que ele tentou comprar) e 4 horas diárias na Band, o apóstolo estaria interessado em comprar pelo menos 20% da Rede TV! (segundo o TVs do RJ). Aliás, o apóstolo já teve que sair da Rede TV!, da CNT (que ele também tentou comprar) e de diversas retransmissoras pelo país afora, por falta de pagamento. O mesmo motivo que ameaça sua permanência na Rede 21 e na Band. Hoje a Igreja Mundial ocupa o canal fechado na NET e toda a grade da TV Passaponte (do grupo Universo, do ex-senador Wellington Salgado), além dos canais do Grupo Bandeirantes.

No meio dessa confusão, o Grupo Abril já oferece há um ano a TV Abril (ex-MTV Abril, atual Ideal TV) para o apóstolo comprar. Há um ano, a proposta era de R$ 500 milhões. E parece que estão oferecendo o canal de novo, segundo o TVs do RJ. Esse valor deve diminuir, já que desde que a MTV Abril virou Ideal TV, a rede perdeu inúmeras afiliadas e repetidoras, bem como o sinal em diversas operadoras de TV paga via cabo ou satélite. Hoje a Ideal TV está apenas na NET São Paulo (por ter geradora local de São Paulo, a TV Abril tem direito de ser carregada pela NET, seja lá o que transmitam) e em sinal aberto em repetidoras próprias, como o canal 48 analógico carioca.

Enquanto isso, a MTV Viacom ignora a história da predecessora MTV Abril, e transmite uma programação risível, que inclui desde Beavis and Butt-Head dublado (tirando o pouco da graça do seriado) até o programa Coletivation, de Fiuk, que com menos de um mês no ar já tratou de fazer dueto com o papito Fábio Jr.

domingo, 27 de outubro de 2013

Comentando o texto 'Comunismo: financiado pelo capitalismo financeiro mundial', de outro blogue


Fonte: Facebook.

Leonardo Ivo

Marcelo, vê se esse texto não parece com os que o Alexandre Figueiredo publica:

http://confrariadesaojoaobatista.blogspot.com/2010/08/comunismo-financiado-pelo-capitalismo.html

Não, Leonardo Ivo. Não parece. Alexandre Figueiredo é um esquerdista purista. Acredita que se algo tido como socialista flerta com o capitalismo ou algum de seus agentes, então não é socialista. Por isso que, com razão, Alexandre não reconhece como socialistas nem militantes de partidos da ultraesquerda (tipo PSOL e PSTU) que flertam com a máquina capitalista do fânqui ou qualquer gênero da música de cabresto.

Na verdade, o texto citado está mais próximo dos meus que dos do Alexandre Figueiredo.

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Olhem o nível de alguns professores grevistas do município do Rio de Janeiro

"Soh vim aqui pra dizer q na sexta votarei pela continuidade (da greve). Acordo de cu eh rola!"

Fonte: Facebook.

Deixem eu ficar quieto. Tem gente que acha que é mais sábia do que é de fato. Melhor deixa-los em sua ignorância.

terça-feira, 22 de outubro de 2013

O fenômeno Dilma

Autor: Percival Puggina. Texto recebido ontem por este blogue.

Uma pulga passeava, irrequieta, atrás da minha orelha. Dilma Rousseff ponteia as pesquisas. Mantido o panorama atual, vencerá sem dificuldade a eleição do ano que vem. Datafolha credita-lhe, nos vários cenários, o apoio bastante firme de 40% do eleitorado. A tal pulga ia para lá e para cá, desassossegada: como pode?

Foi um feito de Lula, a primeira eleição da presidente. Guerrilheira que um dia sonhara tomar o poder pelas armas, Dilma haveria de receber esse poder - quem diria? - como um regalo de amigo. Coisa tipo - "Lembrei-me de você!". Em 2010, Lula tomou-a pela mão e saiu a apresentá-la aos brasileiros. "Muito prazer, Dilma Rousseff", dizia ela. "Mas pode chamá-la de mãe do PAC", completava ele, pimpão. Assim, de mão em mão, de grão em grão, as urnas foram enchendo o papo e Dilma subiu a rampa catapultada pelo voto de 55,7 milhões de brasileiros. Agora, quando seu governo sacoleja no trecho final, deve estar mandando lavar, passar e engomar a faixa presidencial para nova entronização.

Contar com quarenta por cento dos 140 milhões de eleitores brasileiros significa que Dilma inicia a nova campanha com um estoque equivalente aos votos que obteve no segundo turno de 2010. Pois bem, o que eu me proponho trazer à apreciação dos leitores é a explicação para esse fenômeno. Fácil, como se verá. O SUS, sabe-se bem, caminha para a perfeição. Todos são atendidos a tempo e hora, em condições adequadas. Não há bom médico, no mundo, que não queira trabalhar aqui. A longa espera nas emergências tem se revelado um excelente meio de integração social e formação de novas camaradagens. Os finais de turno não deveriam ser brindados com champanha? A marcação de consultas especializadas e cirurgias segue cronograma rigoroso. Pontual e mortal. Doravante, insatisfeitos, procurem Raúl Castro! Aposentados do INSS providenciam passaportes e trotam mundo afora, efetivando aquele direito que Lula oposicionista apontava como coisa normal à velhice dos povos civilizados. A Educação, seja na base, cumprindo papel de promoção social e cultural, seja no topo, alinhando o Brasil com a elite tecnológica do planeta, opera prodígios na transformação da nossa realidade. A Economia? É lunática: contabilidade nova, inflação crescente, PIB minguante, carga tributária cheia... E a segurança pública enfim promove, como nunca antes neste país, digamos assim, o encontro dos criminosos com as grades e do povo com a paz social. Corrupção? Tudo intriga, maledicência, coisa de quem não tem o que falar.

Repare como Dilma esbanja carisma. Não é uma sedutora? Que discursos! Palavra fácil, empolgante! Ao final de cada locução, os auditórios se erguem e aplaudem-na em pé, seja em Itapira, seja na ONU. Durante estes anos como "presidenta", não confirmou ela, plenamente, o que Lula assegurava a seu respeito? Observem como o governo foi bem gerenciado. Vejam o rigor com que se cumprem os prazos e se enxugam os gastos. O Brasil tem programa e cronograma, estratégias, previsões e provisões. Você duvida? Não prometera a presidente, aqui na terrinha, em 2010, que sua Porto Alegre teria, enfim, linha de metrô e nova ponte no Guaíba? Pois para desgosto dos incrédulos, as obras estão aí, novamente prometidíssimas! Basta que o Estado e o município, nos anos por vir, "casem" os bilhões que faltam. Um sucesso, o governo Dilma. Agora, se os motivos não se acham bem visíveis acima, então só resta procurá-los dentro das bolsas.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Não dá para andar com quem se põe à direita de José Serra e de Geraldo Alckmin


Resposta para Mingau de Aço publicada no Facebook:

Outra diferença de Reinaldo Azevedo para o "neo-medieval Olavo de Carvalho" (assim classificado por Alexandre Figueiredo) é que Reinaldo ainda pode nutrir uma simpatia pelo tucanato, se estes assumirem a defesa da privataria. Olavo, não. Ele também é "contra tudo isso que está aí" no quadro partidário. O demo-tucanato, inclusive. E é aqui que começa e termina a concordância minha e do Alexandre para com o Olavo. Porque não dá para andar com gente como Olavo, que se põe à direita de figuras como José Serra e Geraldo Alckmin.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pitacos sobre a greve dos professores municipais

Os incomodados... Ah, vou escrever o que quiser, aqui. Danem-se os incomodados. Tou sem paciência.

Acredito que a categoria dos professores (supondo serem todos de nível superior) deveria ser proporcionalmente a bem mais paga do município. Acima do prefeito e dos secretários, que já ganham bem pra caramba. Salário-base de professor a R$ 700 é uma vergonha nacional. Mas não sei se aqueles valores apresentados pelo SEPE seriam viáveis. Uma coisa é 11 ministros do STF ganhando R$ 30 mil por mês pagos pela União, ou até mesmo 513 parlamentares, também pagos pela União. Outra é cento e tantos mil professores ganharem 20 e tantos mil ao fim da carreira, pagos pela Prefeitura, e na aposentadoria pelo Previ Rio. Nem sei se usando o dinheiro do Fundeb haveria dinheiro suficiente para pagar. Só se colocarem aquela proposta do senador Cristovam Buarque: todos os professores do ensino básico público do país serem pagos pela União.

Aliás, o serviço público e a educação seriam mais levados a sério se as autoridades agissem como o senador Cristovam. Tem muita autoridade e sindicalista por aí precisando voltar pra escola, pra aprender matemática. Ou então sou eu que tenho que voltar pra escola, já que não sou autoridade, nem sindicalista nem professor.

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Dessa Gandhi escapou


Fico imaginando se Gandhi aparecesse no Rio de Janeiro nesses últimos dois meses pregando libertação pela não violência. Seria chamado de tudo: patronal, coxinha, direitista, reaça, conservador, miliciano, golpista, PiG e o escambau.

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Privataria tucana foi reestatização disfarçada


Comentário para Lista de livros mais vendidos imita divisão direita-esquerda dos EUA

Eu até sou favorável a livros como A Privataria Tucana e O Príncipe da Privataria. Mas não concordo com a abordagem. Os livros contestam as privatizações todas, indistintamente, quando deveriam se restringir ao principal aspecto das privatizações tucanas: foram reestatizações disfarçadas, a preço de banana, com financiamento do BNDES (estatal, portanto) e com vários fundos de pensão de estatais como compradores.

Há privatizações e privatizações. Há de se fazer distinção entre elas.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Barack Obama é apontado como um futuro ditador


Resposta para União Libertária:

Historicamente os governos americanos republicanos e os democratas apoiaram ditaduras pelo mundo afora quando era conveniente, combatendo apenas as ditaduras independentes em relação ao governo americano. Agora que não conseguem mais implantar ditaduras pelo mundo afora, farão uma no próprio quintal, mesmo. Pra não perderem o hábito.

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Dom Eugenio ajudava perseguidos políticos das ditaduras militares, exceto católicos tidos como marxistas


O tema já foi abordado aqui no blogue em outras postagens. Mas agora trago aqui o fato de que a capa desta semana da Carta Capital tem uma manchete maliciosa que promete muito, mas não traz o que promete. A manchete de capa é esta: "Exclusivo: Dom Eugênio Salles envolveu-se na prisão de opositores da ditadura, revelam arquivos do SNI". Só que lá dentro da revista o que se vê é que o SNI não apontava Dom Eugenio como alguém que prendia os outros, assassinava ou torturava, como faziam alguns agentes do Governo Federal. Apontava, sim, que Dom Eugenio barrou declarações escancaradas da CNBB contra o regime e que, a quem ia a ele pedir ajuda para encontrar parentes desaparecidos políticos, ele mandava recorrer a quem de fato mandava no país: os militares. Nada que já não tivesse sido revelado por críticos daquele regime, alguns deles apontadores das atitudes de Dom Eugenio em esconder perseguidos políticos dos regimes militares da América Latina.

Dom Eugenio tinha o hábito de ajudar perseguidos políticos das ditaduras militares. Quase quebrou a Arquidiocese do Rio de Janeiro alugando imóveis para esconde-los. E embarcou vários perseguidos em seu próprio carro oficial (que não era abordado pelas blitzes das Forças Armadas ou das polícias) para embarca-los direto no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro para o exílio. A mesma generosidade não era dispensada aos desaparecidos políticos que fossem católicos ou de famílias católicas. Dom Eugenio combatia a longa influência marxista dentro da própria Igreja. Talvez não se importasse com o destino daqueles que Dom Eugenio provavelmente considerava como marxistas, traidores da Igreja. Mandava os parentes procurarem os militares, e só. Era mais fácil ele se importar com o destino dos marxistas não católicos.

Diplomacia pode ser a solução ideal para cuidar de questões espinhosas no mundo do poder civil. Mas pode ser um desastre quando aplicada por autoridades eclesiásticas. Dom Eugenio tentou o diálogo diplomático com um regime que censurava pronunciamentos de Paulo VI na mídia brasileira. Acabou não conquistando o coração nem dos tradicionalistas (que preferem elogiar um antecessor como Dom Sebastião Leme e criticam o apoio de Dom Eugenio à RCC), muito menos de católicos mais abertos e diretos com os diferentes, sem os formalismos da diplomacia. Se Dom Eugenio tivesse sido mais bispo e menos diplomático, não teria ganho a alcunha jocosa da manchete interna de Carta Capital: "Dom Eugênio, agente duplo". Menos, Carta, menos. Na verdade, Dom Eugenio queria ser apenas um gestor da Arquidiocese. Ele deixou uma Arquidiocese mais pujante que aquela que encontrou. Com menos fiéis, porém mais adeptos da doutrina, bem ao gosto do então futuro papa Bento XVI. O trato com os padres do Rio de Janeiro refletia isso. Ele era distante dos padres de fora de seu círculo de amizade, mas deixava os padres trabalharem, mesmo os de atitudes diferentes. Menos os que flertassem com o marxismo. Chegou a ameaçar desligar do clero padres que participassem do Grito dos Excluídos, evento que acontece em outras cidades brasileiras, mas nunca aconteceu no Rio de Janeiro. Nem mesmo nas gestões de Dom Eusebio e Dom Orani.