Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

A nova cara da TV paga no Brasil

Respostas para TV Magazine:

Em 26/11/2012, luiz_goulart escreveu:

O governo atual se orgulha tanto de ter lutado contra a ditadura, mas segue a mesma cartilha intervencionista dos militares.

É isso mesmo. O regime militar instituiu cotas obrigatórias de filmes nacionais nos cinemas. O que se viu foi a proliferação de pornochanchadas. Cada uma pior que a outra.

Hoje o governo lulo-dilmo-petista reza na cartilha dos militares de direita. E olha que o governo é comandado por uma ex-torturada.

Em 27/11/2012, andercampos escreveu:

Novos canais como o Woohoo e Curta (Na Net) que não vi nada de bom!! E ainda deve entrar o Fish TV que é só pra encher linguiça!!

Não é assim. O canal Woohoo tem uma excelente programação. E não tem apenas cobertura de esportes de ação. Também tem agenda cultural. O programa Moovie é muito bom.

O canal Curta! exibe bons filmes, como O Chamado de Deus, documentário que opõe seminaristas carismáticos de Petrópolis e seminaristas da Teologia da Libertação do sertão da Bahia. Também foi curioso ver no filme imagens de um evento no Maracanã em 1999 com a participação do Pe. Zeca, que deixou o sacerdócio.

Acho engraçado as otoridades se preocuparem com a TV paga somente agora que ela atinge as classes A, B e C. Vai ver os caras achavam que a TV paga não era digna de nota, quando atingia apenas as classes A e B.

Problemas a TV paga sempre teve. Inclusive reprises de filmes gringos. Hoje temos a lei de reprise de filmes brasileiros! Boa parte deles da Globo Filmes.

P.S:

luiz_goulart
Data: 30/11/2012 10:41

mas esse é modelo desenvolvimentista de grande intervenção baseado em carteis protecionistas aos grupos próximos ao poder, que foi usado pelo militares, e que está sendo usado agora, o problema é que a conta chega depois como chegou nos anos 80

Chegamos então à conclusão que o modelo autoritário de regulação de qualquer setor que seja não quer dizer que seja, necessariamente, só estatal. Pode ser só estatal (caso típico dos países comunistas), pode ser só privado (num regime plutocrático, como a Delta City privatizada dos filmes de RoboCop) ou estatal e privado ao mesmo tempo, como acontece na China e no Brasil, onde qualquer regulação e qualquer mercado só funciona para os agentes privados próximos da classe política no poder.

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