Política, cultura e generalidades

sábado, 6 de outubro de 2012

O perfil do eleitor de Eduardo Paes


Eis o perfil do eleitor de Eduardo Paes: conservador, (neo)liberal ou direitista. Ou duas dessas coisas ao mesmo tempo. Ou tudo junto. E são esses eleitores a chamada "maioria silenciosa", aquela que só se manifesta nas urnas e que vence a minoria barulhenta.

O fator Lula e Dilma parece influenciar diretamente essa eleição carioca, já que os eleitores dos dois presidentes tendem a votar maciçamente no alcaide carioca e os oposicionistas nem se preocuparam em abordar temas como o mensalão do PT. Além disso tudo, o candidato do PSDB foi pouco atacado (mesmo pela ultraesquerda) talvez por não representar ameaça alguma, e as privatizações na Saúde foram ironicamente abordadas mais pelo candidato do DEM (partido privatista) que pelos demais oposicionistas. (Neo)liberais e direitistas não sentem falta da Era PSDB-DEM, porque os lulo-dilmistas os substituíram plenamente, embora não se assumam nem como liberais nem como direitistas. Alguns conservadores se sentem representados, outros não. Reacionários (tipo alguns viúvos de 1964) já estão representados, e nacionalistas não tem partido. Só alguns representantes avulsos, tipo Fernando Siqueira (PPL).

Mas no dia em que houver partidos assumidamente liberais, assumidamente direitistas ou assumidamente conservadores, ou duas coisas ao mesmo tempo ou tudo junto, essa maioria silenciosa tenderá a sair desse Fla-Flu político entre lulo-dilmistas e a antiga coalizão PSDB-DEM.

Não sei se nacionalistas assumirão o poder algum dia no Brasil. Porque a população brasileira está muito imbuída na ideia do "meu pirão primeiro" e o resto que se dane.

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