Política, cultura e generalidades

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Barão Vermelho cai na estrada sem incentivo fiscal algum. Ainda bem!

Eu comentei em postagem anterior que o Barão Vermelho pretendia cair na estrada com incentivo fiscal de leis de incentivo á cultura. Só que as empresas brasileiras não toparam participar da empreitada, segundo Frejat, em entrevista ao G1. De modo que a banda que pretendia fazer uma turnê bancada pela Rei Rouanet com shows gratuitos partiu em turnê sem incentivo fiscal algum, com apresentações bancadas pelos compradores dos ingressos. Inclusive eu mesmo, que estive numa abarrotada Fundição Progresso na madrugada entre os dias 20 e 21 de outubro passados.

Melhor assim. O Governo diz que faz e acontece, mas deixou de fazer muita coisa de fundamental importância. Não é bom gastar com uma banda que, embora seja bacana, pode ser bancada pelo distinto público interessado.


A apresentação na Fundição foi aquilo que se esperava da banda. A qualidade é inegável. Só que como os integrantes do Barão não demonstram interesse em continuar a carreira da banda com músicas novas, discos novos, coisa e tal, transformaram a banda em intervalo para seus trabalhos individuais, que é o que lhes interessa agora. A banda viverá agora de desfilar velhos sucessos, como tantas outras bandas veteranas pelo mundo afora, ora bandas boas, outras nem tanto.


Nesta apresentação inicial da nova turnê + 1 Dose, a banda desfilou sucessos próprios de quase todos os discos da banda, de estúdio ou ao vivo. Na lista de 31 músicas (incluindo umas quatro agrupadas em medleys), não deixaram de fora músicas como Declare guerra, Pense e dance, Política voz, Tão longe de tudo, O poeta está vivo, Pedra, flor e espinho, Meus bons amigos, Por você, Cuidado e A chave da porta da frente. Apenas o disco Rock'n Geral não teve música tocada. Os álbuns que mais tiveram músicas tocadas foram os três em que Cazuza era o vocalista do Barão. Não deixaram de fora a nova música Sorte ou azar, faixa excluída do disco de estreia, inserida agora no futuro relançamento remasterizado e remixado em CD com a voz de Cazuza recuperada dos arquivos da Som Livre e com instrumentos gravados agora pela banda. A banda também tocou músicas solo de Cazuza: O tempo não pára e Codinome beija-flor. Também tocaram Vem quente que eu estou fervendo (Carlos Imperial e Eduardo Araújo), Malandragem dá um tempo (do repertório de Bezerra da Silva), Tente outra vez (o clássico de Raul Seixas) e Quando o sol bater na janela do teu quarto (da Legião Urbana). A última música da noite foi Satisfaction, o clássico dos Stones já gravado no disco ao vivo de 1989.

Anote-se também que o baixista original do Barão Dé Palmeira também participou de boa parte da apresentação.

De resto, foi uma madrugada legal com umas das melhores bandas da história do rock nacional no palco. Pena que a banda virou uma coisa secundária na vida dos caras.

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