Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

STF condenou primeiro integrante do núcleo político do Mensalão

E foi exatamente um dos mais poderosos na época do Mensalão: o então presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), atual candidato a prefeito de Osasco e ainda deputado federal. Oito de dez ministros do STF que votaram até agora a respeito de duas acusações (de corrupção passiva e peculato) condenaram o parlamentar. Cunha foi acusado de receber R$ 50 mil no ano de 2003, quando era presidente da Câmara, para beneficiar agência de Marcos Valério.

Serão uns estrupícios aqueles que disserem a partir de agora que nunca houve mensalão. Outro dia mesmo o Filho Bastardo do Brasil falou essa merda em entrevista ao New York Times. É improvável que sejam revertidas essas duas condenações de João Paulo. Resta agora aguardar o fim do julgamento do Mensalão (vulgo Ação Penal 470) para saber qual pena o deputado terá que cumprir. E é possível (embora seja mais difícil) que outros mensaleiros (corruptos ou corruptores) também sejam condenados até o fim do julgamento. Alguns corruptores (Marcos Valério e outros vários) já foram condenados.

Não é pra ficar fazendo festinha pela condenação de João Paulo Cunha, porque chegamos a uma situação tal que foi necessário a suprema corte do país condenar um ex-presidente da Câmara e ex-presidente interino da República por crime de corrupção. Um dos caras mais poderosos do país. Um homem que deveria ser digno de confiança do eleitorado e da população em geral. Não que não tenha havido outros corruptos antes desse. É que antes os outros corruptos tinham mais influência e esconderam bem seus atos, e hoje talvez haja ministros no STF dispostos a fechar a pizzaria daquela corte.

Deve-se lamentar que ainda haja partidos dispostos a dar legenda para um corrupto concorrer aos cargos de deputado e prefeito. E deve-se lamentar mais ainda que haja iludidos dispostos a elegerem um sujeito desses. A população devia prestar atenção na índole daqueles em quem vota. E os partidos deviam parar de dar legenda para maus políticos e para criminosos. Se não há hoje partido que barre todos esses estrupícios das eleições, que se façam novos partidos que barrem.

Mais detalhes no G1.

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