Política, cultura e generalidades

domingo, 19 de agosto de 2012

Movimentos sociais criticam governantes. Na Rússia


Resposta para Lola:

Os movimentos sociais não são tão ousados no Brasil como são as feministas russas, que ousam protestar contra o presidente Putin. Aqui os movimentos sociais não participam mais de protestos contra a corrupção e o governo federal como faziam há anos. Falo do Governo Lula-Dilma, que tem sido acusado por ativistas dos movimentos GLBTT de te-los abandonado e de estar abrigando toda sorte de inimigos dos GLBTT, tal como diriam que o presidente José Serra faria se tivesse sido eleito. Aqui no Brasil movimentos sociais só fazem movimentos classistas. GLBTT reivindicam casamento civil gay ou igualitário, feministas reivindicam parto do jeito que bem entendem (com ou sem parteira, com ou sem médico, dentro ou fora de hospitais), trabalhadores reivindicam melhores salários, motoristas de vans reivindicam licenças individuais e melhores condições de atuação, e assim por diante. Nenhum deles faz mais manifestações cívicas. O Fora FHC foi talvez o único movimento do qual participaram.

Tenho três coisas a acrescentar sobre o manifesto das moças do Pussy Riot contra o presidente Putin. Uma é que pode se discutir se foi errada ou não a escolha do local (o templo ortodoxo), mas não há de se questionar a escolha do alvo do manifesto (o presidente Putin). Os responsáveis pelo templo ortodoxo já defenderam o perdão das musicistas do Pussy Riot, talvez porque o alvo do protesto nem foi a fé ortodoxa nem a igreja ortodoxa, e sim o presidente Putin. Por fim, acredito que seria interessante trazer essa banda para tocar no Brasil, depois de saírem da prisão. Seria interessante lançar os CDs delas por aqui e traze-las para tocar ao vivo. Já que as bandas dos machos daqui resolveram colocar roupas coloridas e cantar músicas acéfalas e "emotivas", quem sabe uma banda de mulheres punks russas provoque uma reação positiva no cérebro dos roqueiros brasileiros e na cena rock local.

Rodrigo Souza disse...

Chutaria que elas vão ser libertadas em breve, ou pelo menos ter uma redução de pena significativa aos olhos do mundo para mostrar clemência, misericórdia, benignidade etc.

São prisioneiras muito complicadas de se manter. Nada incendeia mais as bases de um movimento que um bom martírio público.

Mesmo as igrejas se expandem com a propaganda de seus mártires. Desde o primeiro deles: o diácono Estêvão. Aqui mesmo no Brasil houve gente contrária à prisão do padre Luiz Carlos Lodi da Cruz, de Anápolis, pois não queriam dar um mártir para a Igreja Católica. Se não me engano, até mesmo Jandira Feghali era contra a prisão do padre.

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