Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O que está em falta e o que está em excesso no dial carioca?

Resposta para o grupo Dial do Rio:

Há muita politicagem no dial carioca. Temos desde aquela rádio AM+FM lulo-dilmo-cabral-eduardista e aquela AM garotista até aquelas rádios ouníus com âncoras e comentaristas neoliberais viúvos da Era FHC. Sem contar aquela AM cujo carro-chefe é um programa da ultraesquerda.

Temos um excesso de Música de Cabresto Brasileira no dial. Seja fânqui, axé, pagode, urbanojo (com ou sem o "diploma" universiotário) ou mesmo a música populista gospel, notadamente com aquelas berradoras (não cantoras) de louvor pós-pentecostal.

Falta uma boa rádio de música contemporânea (como foi a Globo FM), uma de flash-backs (como foi a Antena 1), uma de música instrumental (como foram a Tupi FM e a JB FM originais), uma de música eletrônica, uma só de samba (eu disse SAMBA, não pagode) e uma de música pop gospel que não tenha música popular ou populista gospel nem cultos nem pregações nem referências a igrejas. E falta uma rádio rock. Isso no FM. No AM, falta uma rádio jornalística pra bater de frente com a CBN e uma rádio esportiva. Falta também devolverem a grade das AMs para os comunicadores e outros radialistas, tirando os estelionatários de toda ordem.

Faltam também locutoras. Estão acabando com o último legado que a Fluminense FM deixou: o equilíbrio entre vozes femininas e vozes masculinas no rádio do Rio de Janeiro.

Texto original publicado no Blogue do Tributo.

5 comentários:

  1. Bem, eu tentei diversas vezes argumentar contra O Kylocyclo/Mingau de Aço, mas seu editor é contra a liberdade de expressão e bloqueia os comentarios. Vou escrever aqui

    O que é samba para voces? Por que numa hora voces criticam os excelentes grupos da geração 90 (Exalta, Katinguelê, Raça Negra) mas elogiam os também excelentes precursores dessa turma, a geração Cacique de Ramos (Arlindo, Beth, Fundo de Quintal). Pode ver que quando perguntavam para os primeiros em quem eles se influenciavam, sempre citavam os segundos, e não Cartola ou Noel. Eles cansaram de dizer isso em programas populares da época.

    E seu amigo Alexandre Figueiredo se acovardou, e não respondeu meus questionamentos que eu mandei via Facebook - já que os blogs estão censurados.

    Eu queria debater com voces sobre uma penca de coisas. O radio AM, o popularesco, as musas, a política, como posso marcar isso? Com respeito, é claro.

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    1. O Alexandre se tornou uma pessoa mais difícil de conversar, depois que foi vítima de uma milícia de trolls, há alguns anos atrás. Daí o bloqueio dos blogues.

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    2. Aliás, o blogue O Kylocyclo foi encerrado. Permanece apenas o Mingau de Aço. O Alexandre está com menos tempo para escrever.

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  2. Eu não considero essa "geração 90" samba de verdade. É o mesmo que ocorre com os posers do rock norte-americano. Esses caras são de uma canastrice sem limites, hoje estão apenas mais "profissionais", mas eles não sabem a diferença entre lundu e gafieira, entre maracatu e jongo. Quem quiser gostar deles goste à vontade, mas deve reconhecê-los como nomes mais comerciais e sem muito valor artístico, no nível do Menudo e de outros nomes mais comerciais e descartáveis.

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  3. Alexandre, vou repassar meu comentario para cá:

    Voce escreve que as mulheres dotadas de um ideal de vida "cafona" deveriam se relacionar com homens do mesmo tipo. Eu me considero um desses homens, pois sou apreciador de ritmos popularescos comportados e piegas, que voce define como breganejo, sambrega e axé-music. No entanto essas mulheres costumam paquerar nerds, ou o que a mídia define como tal.

    Tenho uma dúvida: apesar de ser sentimental e gostar de brega, levo uma vida pacata, moro com meus pais, sou tímido, falo pouco, uso um visual modesto e sou fiel.

    Então eu pergunto, com todo respeito e sem ressentimentos: se eu me enquadro como "nerd", mesmo sem ter gostos e mentalidade de um, por que sempre sou rejeitado na vida amorosa? Será que é pelo meu estilo contraditório de vida? Ou por eu não me enquadrar nos padrões de beleza e poder, pois não sou bonito nem tenho bens materiais? Talvez por preconceito por eu gostar de mulheres mais velhas?

    Desculpe o longo desabafo. Sei que voce não é conselheiro amoroso, mas o admiro como jornalista, mesmo discordando da maioria de suas idéias. Por favor, apenas responda essa dúvida e o deixarei em paz.

    Cordialmente,
    Bruno

    P.S.: Só para voce ter uma idéia mais aproximada, o tipo feminino que eu procuro são mulheres como Beth Guzzo, Wanessa Camargo, Adryana Ribeiro, Beyoncé, e de preferência que seja fã de sambrega. Mas innfelizmente essas mulheres preferem rapazes mulatos, o que não é meu caso, ou então homens com perfil musculoso, o que também passo longe. Fora as que só se interessam por ricos e velhos sisudos, o que atinge não somente pagodeiras mas todo perfil de mulher

    O que me aconselha?

    será que o problema que eu te relatei no outro comentário (peço desculpas por escrever aqui, pois todos os outros blogs estão fechados) é devido aos ambientes? POis eu sou muito caseiro, no colégio eu sofria muito bullyng e isso me levou a ser mais precavido, quase não saio de casa. Por isso as garotas me enquadram como nerd, mas eu não me considero, pois sou muito fã de sambrega assim como a maioria delas.

    Então talvez não seja uma questão de gosto cultural apenas, mas a estilo de vida.

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