Política, cultura e generalidades

terça-feira, 31 de julho de 2012

Kibe Loco bancando Aécio presidente?

Antonio Pedro Tabet e seus colaboradores se concentram tanto nas piadas, encarnações e gracinhas que vez ou outra deixam aparecer alguma vontade encubada. Disseram que a Olimpíada 2016 será aberta por Aécio Neves e Luciano Huck. Estão insinuando que o presidente eleito em 2014 será Aécio Neves? Se estão, é muita responsabilidade bancar uma reviravolta dessas no cenário político nacional com tanta antecedência. Sem contar que já teve gente da Veja dizendo que o Huck deveria ser eleito presidente pelo PSDB.

Vale lembrar que todas as Olimpíadas costumam ser abertas pelo chefe de governo local e pelo prefeito da cidade.

Fonte: Kibe Loco.

Roteiro - Cerimônia de Abertura 2016

21h
Aécio e Luciano Huck declaram abertos os Jogos.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Internacional entulha equipes de transmissão no Beira-Rio



Fonte: Canal da CBN no YouTube.

Cenário lamentável onde a imprensa teve que fazer a transmissão de Inter x Vasco em 28/7/2012. Deve ser difícil trabalhar como jornalista num país assim. Onde é mesmo a Copa de 2014?

Impossível impedir que o som de uma rádio vaze para outra, nesse caos colorado. E é essa merda de Beira-Rio que terá jogos da Copa 2014! Não pediram Copa no Brasil? Agora tomem!

domingo, 29 de julho de 2012

sábado, 28 de julho de 2012

Pequeno Cidadão é uma banda de veteranos dedicada a crianças

Foi em 2008 que Edgard Scandurra, Taciana Barros, Antonio Pinto e Arnaldo Antunes fundaram o grupo musical Pequeno Cidadão, que mescla rock com pop psicodélico e alguma pitada de MPB aqui ou ali, somente com temas do universo infantil. O primeiro CD saiu em 2009, gerando um DVD com clipes para todas as músicas do CD e dois livros: A Viagem Fantástica do Pequeno Cidadão e Tchau Chupeta. O primeiro CD gerou uma turnê de sucesso, que durou dois anos e meio.

Agora em 2012 estão lançando o CD Pequeno Cidadão 2, desta vez sem a presença de Arnaldo Antunes, mas com a participação de vários filhos dos três integrantes remanescentes. Entre eles o músico e compositor Daniel Scandurra, nascido em 1989 e filho de Edgard com Taciana. Daniel já havia composto músicas para o primeiro CD. Daniel Scandurra e Naná Rizinni são músicos convidados do segundo disco. A filha caçula de Edgard Scandurra (Estela, de 7 anos) compôs a música Ficar Estranho, para este segundo CD. A banda promete sair agora para novas apresentações ao vivo. O release da banda apresenta mais detalhes.

É interessante esse trabalho musical desses músicos veteranos ligados ao rock (Edgard Scandurra e Taciana Barros) e ao cinema (Antonio Pinto é compositor de trilhas sonoras de vários filmes). Vale uma conferida. Os clipes do primeiro DVD do Pequeno Cidadão estão sendo exibidos nos intervalos de toda a programação do novo canal infantil Gloob. Dois deles podem ser conferidos abaixo.



sexta-feira, 27 de julho de 2012

O chororô olímpico da Rede Globo


Resposta para Terra durante a exibição da partida de futebol masculino Brasil x Egito, ontem:

Tem alguém louco pra que essa seleção brazuca (da CBF) não ganhe a medalha de ouro: a turma lá da Vênus Platinada. Não suportam a ideia de a seleção brazuca faturar o ouro pela primeira vez e só a Record poder transmitir. Deve estar rolando pajelança no Jardim Botânico.

Resposta para Yahoo:

A Rede Globo pode estar dizendo a verdade sobre as duras restrições do COI a emissoras sem direito de transmitir as Olimpíadas. Mas o filme da Globo está tão queimado (há muitos anos) que pouca gente acredita nos editoriais da emissora.

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Editorial da Rede Globo levado ao ar no Jornal Nacional de quarta-feira passada:

"A cobertura jornalística da Rede Globo dos Jogos Olímpicos 2012 seguirá dois princípios de que não pode abrir mão: informar os seus telespectadores e respeitar acordos sobre direitos esportivos.
Para isso, a emissora comprou da OBS (Olympic Broadcast Services) o acesso às imagens dos Jogos Olímpicos vendido a não detentores dos direitos de transmissão que aceitam as regras do COI (Comitê Olímpico Internacional) para a utilização jornalística em suas coberturas do evento.
Essas regras determinam que, ao longo do dia, um total de apenas seis minutos de imagens sejam usados por no máximo três programas jornalísticos regulares, sendo que cada um deles poderá usar apenas até dois minutos, não ultrapassando, por evento ou prova, 30 segundos ou 1/3, o que for menor.
A OBS produzirá boletins atualizados de 30 minutos sobre as Olimpíadas a cada meia hora, que serão transmitidos via satélite a todos os assinantes do serviço. Imagens de arquivo de Jogos Olímpicos passados contam nos seis minutos diários e, portanto, nos dois minutos por programa.
Outra restrição é que as imagens só poderão ser usadas três horas depois que tiverem sido exibidas pelo detentor dos direitos de transmissão em TV aberta. No momento em que as imagens dos Jogos Olímpicos estiverem sendo mostradas nas reportagens, os assinantes do serviço da OBS se comprometem a creditá-las ao detentor dos direitos de transmissão.
Seguindo a experiência internacional, e sem ferir as regras do COI, fotos serão utilizadas sempre que imagens de um evento não puderem ser exibidas.
São restrições importantes do COI que a TV Globo acata num esforço para bem informar os seus telespectadores. Como acontece em todo o mundo com os não detentores de direitos de transmissão, o respeito a essas regras implicará, naturalmente, uma cobertura mais limitada do que a que realizamos nos últimos anos, mas suficiente para divulgar as principais notícias sobre os Jogos Olímpicos."

quinta-feira, 26 de julho de 2012

Coronel com medinho de seus queridos demo-tucanos levarem outra surra dos lulo-dilmistas em 2014 e 2018

Resposta para Coturno Noturno:

O Coronel esqueceu de mencionar a fadiga de material que atingirá todos os políticos demo-tucanos e os lulo-dilmistas envolvidos na farra olímpico-futebolística da Copa 2014 e da Olim Piada 2016. Entre eles, todos os nomes citados aí nesse texto.

Mas a fadiga de material virá só em 2018. Antes, não.

quarta-feira, 25 de julho de 2012

Seleções olímpicas da CBF podem conquistar medalhas de ouro com transmissão apenas na Record


Historicamente, foram dois tipos de programas os que mais deram lucratividade na história da Rede Globo: as novelas e as transmissões de partidas de futebol. Por uma grande sacada comercial, a Rede Record comprou os direitos de transmissão em TV aberta da Olimpíada 2012 e só a dividirá com a sucursal Record News. A rival global deixará de transmitir uma olimpíada pela primeira vez. E isso inclui os torneios masculino e feminino de futebol.

Hoje às 14h45 (horário de Brasília) a seleção feminina da CBF (aliada histórica da Globo) estreará contra a seleção da confederação de Camarões. Amanhã haverá a estreia da seleção de Neymar & Cia na Olimpíada. Tudo pela Record e pelas TVs pagas. Nada pela Globo, que corre o risco de não mostrar as duas seleções da CBF conquistarem suas primeiras medalhas de ouro olímpicas.

Já deve ter gente na Vênus Platinada torcendo para essas duas seleções deixarem a conquista do ouro para a Olim Piada 2016. Que eles transmitirão.

terça-feira, 24 de julho de 2012

O bom humor crítico dos londrinos

Ontem Ancelmo Gois anotou em sua coluna os dizeres das sacolas de uma loja de Londres, onde será aberta na sexta-feira que vem a Olimpíada 2012:

“Aluguei meu flat para família gorda americana”, “(Os atletas) estão todos cheios de esteroides” e “Levei só três horas para chegar ao trabalho esta manhã”.
Imagina na Copa.

Eu quero ver se a imprensa amestrada do Brasil, PiG governista tido como golpista, terá um dia culhões para dar espaço para as reclamações e denúncias sobre a bandalheira e os transtornos que a Copa 2014 e a Olim Piada 2016 já estão trazendo ao Rio e ao Brasil. Não se restringindo à crítica bem humorada e aos aspectos jocosos da coisa toda. 2014 está chegando. Ainda dá tempo de o PiG governista se redimir.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

O que está em falta e o que está em excesso no dial carioca?

Resposta para o grupo Dial do Rio:

Há muita politicagem no dial carioca. Temos desde aquela rádio AM+FM lulo-dilmo-cabral-eduardista e aquela AM garotista até aquelas rádios ouníus com âncoras e comentaristas neoliberais viúvos da Era FHC. Sem contar aquela AM cujo carro-chefe é um programa da ultraesquerda.

Temos um excesso de Música de Cabresto Brasileira no dial. Seja fânqui, axé, pagode, urbanojo (com ou sem o "diploma" universiotário) ou mesmo a música populista gospel, notadamente com aquelas berradoras (não cantoras) de louvor pós-pentecostal.

Falta uma boa rádio de música contemporânea (como foi a Globo FM), uma de flash-backs (como foi a Antena 1), uma de música instrumental (como foram a Tupi FM e a JB FM originais), uma de música eletrônica, uma só de samba (eu disse SAMBA, não pagode) e uma de música pop gospel que não tenha música popular ou populista gospel nem cultos nem pregações nem referências a igrejas. E falta uma rádio rock. Isso no FM. No AM, falta uma rádio jornalística pra bater de frente com a CBN e uma rádio esportiva. Falta também devolverem a grade das AMs para os comunicadores e outros radialistas, tirando os estelionatários de toda ordem.

Faltam também locutoras. Estão acabando com o último legado que a Fluminense FM deixou: o equilíbrio entre vozes femininas e vozes masculinas no rádio do Rio de Janeiro.

Texto original publicado no Blogue do Tributo.

domingo, 22 de julho de 2012

Novamente os roqueiros conservadores e/ou de direita

Resposta para Whiplash:

No passado esses grandes nomes do rock podiam ser classificados como anacrônicos, adotando o conservadorismo e apoiando políticos direitistas dentro de um gênero musical identificado com a rebeldia e a contestação do status quo. Hoje, eles e tantos outros conservadores e mesmo os direitistas tem mais a ver com o rock e a contestação do que os demais. Pois o que vemos hoje é todo mundo querendo ser de esquerda, todo mundo querendo ser progressista, todo mundo querendo ser politicamente correto, e em todo o mundo governos das três tendências (esquerda, progressistas e politicamente corretos) fazem as mesmas lambanças que conservadores e direitistas faziam no passado, e alguns desses se aliam a políticos fisiológicos da pior espécie, que é o que acontece na América Latina. Já vimos até um presidente-bispo comedor dito "progressista" sendo derrubado pelos fisiológicos que o ajudaram a se eleger.

Este texto é uma continuação para postagem anterior.

sábado, 21 de julho de 2012

Cinema-motel: alta rotatividade nas salas de cinema brasileiras


Salas de cinema no Brasil parecem motéis. Não que haja pessoas fazendo sexo nelas em várias horas do dia. É que os cinemas brasileiros tem, há anos, alta rotatividade. Se nos motéis são os casais que ficam pouco tempo nos quartos, saem e logo depois entram outros casais, nos cinemas os filmes que não são campeões de bilheteria são logo despejados e substituídos por outros. Isso está acontecendo agora, na segunda semana de exibição nacional do filme Na Estrada. A sala de cinema onde vi o filme tinha na semana passada várias sessões diárias, do começo da tarde até uma sessão começando depois da meia-noite. Nesta segunda semana, terá apenas UMA sessão diária, às 13 horas. E olha que é uma sala de cinema de um multiplex (complexo de várias salas de cinema em um único local, com as mesmas bilheterias). Eu disse na semana passada que Na Estrada não se tornaria nenhum estouro de bilheteria. Sendo assim, os gestores das salas de cinema procuram retirar o filme rapidamente de cartaz, para abrir vaga para algum outro não-estouro de bilheteria ou algum desses blockbusters que se sucedem nesta época do ano, que coincide com o fim da primavera e o início do verão dos Estados Unidos, país onde a maioria desses filmes-pipoca são feitos.

Eu lembro de ter acompanhado a trajetória de um filme-pipoca nos cinemas brasileiros: Star Wars Episódio III: A Vingança dos Sith. O filme estreou em centenas de salas pelo país afora, no mês de maio de 2005. Por volta de agosto, o filme estava em cartaz em poucas salas. No Rio de Janeiro, em apenas uma, no cine UCI da Barra da Tijuca, com todas as sessões normais à tarde e à noite, diariamente. Eu mesmo estive na última sessão noturna do filme no Rio, nessa sala, numa noite de quinta-feira. Na semana seguinte e em algumas posteriores, o filme ficou em cartaz em apenas uma sala no Rio (no mesmo UCI Barra) e só na primeira sessão diária da tarde. Depois o filme saiu de cartaz no Rio, e ficou em cartaz apenas em uma sala de São Paulo até sair de cartaz de vez no país.

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Dom Orani nomeado membro titular do Conselho de Comunicação Social

Dom Orani João Tempesta mostra com a prática que acredita na importância do uso dos meios de comunicação como espaço de debates entre toda a sociedade civil. Não há com quem Dom Orani se recuse a conversar, mesmo os discordantes da Igreja. Dom Orani é um dos integrantes da ala moderada do episcopado brasileiro, historicamente dividida entre os ditos conservadores e os simpatizantes da Teologia da Libertação. É o fundador da Fundação Nazaré, responsável por uma rádio e uma emissora de TV na cidade de Belém do Pará. Como atual arcebispo do Rio de Janeiro, é o responsável pela Fundação Catedral, que abriga a Catedral FM, o jornal O Testemunho de Fé e a WEB TV Redentor.

Fonte: ACI.

RIO DE JANEIRO, 19 Jul. 12 (ACI) - A Conferência Nacional dos bispos do Brasil informou hoje que Dom Orani João Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, é um dos membros do Conselho de Comunicação Social um órgão auxiliar do parlamento brasileiro. Ele é um dos cinco representantes da sociedade civil.

O Congresso Nacional aprovou a nova composição do colegiado nesta terça-feira, 17 de julho. Entre suas funções está avaliar questões ligadas à liberdade de manifestação do pensamento, da criação, da expressão e da informação e emitir pareceres e recomendações ligadas à produção e programação de emissoras de rádio e TV.

A Nota da Agencia Senado sobre o fato recorda que o Consellho é composto por 13 titulares e 13 suplentes e também deve opinar, quando consultado, sobre propagandas de tabaco, bebidas alcoólicas, agrotóxicos, medicamentos e terapias, além de diversões e espetáculos públicos. O colegiado também pode avaliar as finalidades educativas, artísticas, culturais e informativas da programação das emissoras de rádio e televisão e deve prezar pela regionalização da produção cultural, artística e jornalística.

Outros temas que podem passar por análise do Conselho são propriedade, monopólio ou oligopólio dos meios de comunicação social e outorga e renovação de concessão, permissão e autorização de serviços de radiodifusão sonora e de sons e imagens.

Esta será a terceira composição do Conselho, regulamentado pela Lei 8.389/1991. A primeira foi aprovada em 2002 e a segunda, em 2004. O órgão inclui representantes dos veículos de comunicação (rádio, TV e imprensa escrita); um engenheiro com conhecimento de comunicação social; representantes de jornalistas, radialistas, artistas e profissionais de cinema e vídeo; e cinco representantes da sociedade civil.

Os nomes são sugeridos pelas entidades representativas de cada setor à Mesa do Congresso Nacional. Cada membro tem mandato de dois anos, podendo ser reconduzido por uma vez. De acordo com a lei, o Conselho de Comunicação Social deve eleger seu presidente e vice-presidente dentre os representantes da sociedade civil, e as despesas do colegiado são pagas pelo Senado.

quinta-feira, 19 de julho de 2012

'Na Estrada', de Walter Salles


Ando ocupado com algumas coisas. Nem tive tempo de colocar no Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro as fotos que estou tirando da exposição Maldita 3.0. De modo que só agora arrumei um tempo para escrever esta resenha aqui.

Vi Na Estrada no domingo passado. O filme é muito bom. Tem o mesmo impacto que teve o próprio livro que lhe deu origem: o clássico On The Road de Jack Kerouac. De cara, vemos que a fotografia do filme é de excelente bom gosto. Retrata bem o que eram os Estados Unidos naquele período pós-guerra. A história do filme começa em 1947 e vai até 1951. Ao contrário do que Jack Kerouac recomendou em uma carta escrita para Francis Ford Coppola (reduzir todas as viagens do livro em apenas uma), Walter Salles reproduziu no filme todas as viagens feitas pelo protagonista Sal Paradise (o alter-ego de Kerouac) e seus amigos Dean Moriarty (alter-ego de Neal Cassady) e Marylou pelas estradas americanas. E retrata também a viagem de Sal e Dean rumo ao México, última viagem retratada no filme e no livro.

O filme faz jus ao que se esperava dele. Retrata os anseios daqueles vários alter-egos da Geração Beat em largarem o que estavam fazendo, sair por aí e encontrarem a si mesmos. Os personagens são apaixonados por livros e por bebop (uma variante acelerada do jazz, em voga nas décadas de 1940, 1950 e 1960). Aliás, as cenas em que os personagens estão cantando e dançando em shows ou festas de bebop são das cenas mais bacanas da história do cinema. Desde já. Há também uns toques de folhetim, com a trama de Dean e de suas duas ex-mulheres Marylou e Camille.

Claro que há todos os excessos dos personagens, excessos tornados mais patentes desde a versão manuscrita do On The Road só publicada em 2007. Muito sexo a rodo de várias maneiras e consumo de maconha e chás alucinógenos. Os personagens utilizavam esses excessos para se "soltarem" e para rejeitarem todas as regras. É o retrato de uma época. Dificilmente esses personagens conseguiriam alguma "expansão de consciência" se cometessem os mesmos excessos décadas depois, com o advento da AIDS e de drogas mais destrutivas. Uma amiga minha arrisca dizer que esse filme é inadequado para quem esteja em tratamento de abstinência de drogas. Até o crítico Marcos Petrucelli afirmou serem esses excessos a única coisa negativa do filme. Mas não poderia ser diferente. Está tudo no livro do Kerouac.

Na Estrada acaba sendo, no final de tudo e apesar de tudo, uma excelente obra de Walter Salles (há quem diga ser o melhor filme dele) e uma homenagem à Geração Beat. Talvez o filme não vire nenhum estouro de bilheteria. Em seu primeiro fim de semana em cartaz no Brasil (o fim de semana passado), o filme arrecadou R$ 911.761,00, mesmo sendo lançado em cento e tantas salas pelo país afora. O filme é para ser apreciado como é: um filme de cinema de gente grande, não um filme-pipoca. Acabará virando um autêntico filme "cult", ao contrário de algumas bobajadas oitentistas exibidas por alguns canais de TV paga.

terça-feira, 17 de julho de 2012

Políticos e empresas privadas unidos na gastança

Mais uma resposta para Altamiro Borges:

Nem é apenas uma questão partidária ou antipartidária (por eu não confiar em nenhum desses 30 partidos registrados, já incluídos os mais recentes PSOL, PRB, PSD e PPL). Porque se Lula trouxe a Olim Piada para o Rio, o DEMo Cesar Maia trouxe o Pan de 2007. E nem se deve observar apenas a leviandade da atual classe política, que domina o Estado brasileiro. A iniciativa privada também ajuda a tornar qualquer evento desses uma temeridade. Basta ver o quanto pressionam o poder público para superfaturar qualquer compra e qualquer licitação.

Não duvido da capacidade do Brasil e de seus entes federados em organizarem grandes eventos. O problema é que sempre jogam a fatura lá para cima e fazem a festa dos fornecedores.

segunda-feira, 16 de julho de 2012

Distribuidores do cinema nacional não lançam clássicos e sucessos em Blu-ray


Chega a ser patético. O Blu-ray venceu em 2008 a disputa pelo posto de formato predominante de venda e distribuição de produções audivisuais em alta definição (HD). Mesmo assim, os distribuidores do cinema nacional resistem em lançar discos Blu-ray de clássicos e de sucessos (não necessariamente clássicos) anteriores a 2008. O único Blu-ray de filme nacional anterior a 2008 que vi ser lançado no Brasil foi o do arrasa-quarteirão Tropa de Elite (2007).

Se alguém se interessar por algum Blu-ray de filme brasileiro anterior a 2008, tem que recorrer a discos importados. Como o do filme Cidade de Deus (2002), lançado nos EUA, no Canadá, na França, na Holanda e no Reino Unido. O Blu-ray americano de Cidade de Deus tem um defeito: não permite retirar as legendas eletrônicas. O disco do filme tem apenas o áudio original (evidentemente em português), mas obriga o usuário a ver o filme com legendas em inglês ou francês, já que o disco americano é uma cópia do disco canadense. O som 5.1 e a imagem gravados são sensacionais. Mas é necessário ignorar as legendas em idioma gringo passando no rodapé da tela. A Miramax (distribuidora do Blu-ray americano) imagina que seus clientes originais (americanos, principalmente) não se interessam em aprender português, para ouvir o som original sem recorrer a legendas. Só falta chama-los de burros.

Enquanto isso, os distribuidores brasileiros só lançam em Blu-ray no Brasil os filmes nacionais produzidos de 2008 para cá. Os anteriores seguem sendo disponibilizados em HD no Brasil apenas para transmissões em canais de TV HD.

domingo, 15 de julho de 2012

Luiz Inácio Lula da Silva trouxe a Olim Piada para o Rio de Janeiro

Resposta para Altamiro Borges:

A respeito do COI:

‎"...que controla a venda dos direitos de transmissão e dos direitos de patrocínio, assim como a escolha das cidades olímpicas”.

Impossível não lembrar que foi o presidente Luiz Inácio Lula da Silva o homem que convenceu o COI a trazer a Olimpíada para o Rio de Janeiro. Lá vem mais gastança por aí!

Só que essas coisas não podem ser ditas sem que se receba uma saraivada de cusparadas e pancadas de luletes dos quatro cantos do país e do mundo, aos gritos de "golpista", "PiG" e outros adjetivos nada edificantes.

Ecos do ufanista slogan "Brasil, ame-o ou deixe-o" do regime militar.

Equipe do TRIBUTO visita exposição Maldita 3.0


Parte da equipe de colaboradores do Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro esteve ontem à tarde na exposição Maldita 3.0, sobre os 30 anos da Fluminense FM, a Maldita. Além de minha presença pessoal (o primeiro da foto, da esquerda para a direita), também compareceram Alexandre Figueiredo, ao centro na foto (editor do Mingau de Aço e d'O Kylocyclo, parceiro do TRIBUTO desde o início e também dos blogues Kiss FM 91,9 Rio de Janeiro e Preserve o Rádio AM) e Leonardo Ivo, à direita na foto (parceiro do TRIBUTO e de seu blogue, e editor do Fatos Gerais). Conosco estava também o amigo e irmão de Alexandre, Marcelo Pereira (editor do Planeta Laranja e do Pizzaria do Poder). A foto foi tirada diante de um painel branco onde eram projetadas palavras soltas relacionadas à história da rádio.

Entre todos nós, houve a satisfação de ver muitos itens presentes na exposição lembrando todas as fases da Fluminense FM. São itens diversos como fotos, textos, jornais, revistas, livros, memorabilia de shows promovidos pela rádio (cartazes, ingressos, credenciais e folders, de shows de bandas ao memorável Rock in Rio de 1985), o vinil original Rock Voador, CDs promocionais, cartazes que enfeitavam a sede da rádio, equipamentos da rádio na fase 1982-1985, instrumentos musicais autografados por músicos, prêmios ganhos por fãs (alguns autografados por bandas) e a carta de um ouvinte escrita para Leandro Souto Maior (coordenador da rádio na década de 2000) pedindo para a rádio parar de tocar coisas óbvias. Além disso, um telão exibia continuamente o documentário curta-metragem A Maldita (um troféu concedido para a sua equipe no Festival do Rio está na exposição) e uma matéria de um programa televisivo de esportes feita na rádio nos anos 90. Havia também duas TVs exibindo vídeos relacionados à rádio, como os programas que a rádio teve na TV e entrevistas com seus funcionários. Ainda pretendo organizar e publicar as outras fotos tiradas na exposição.

Foram horas agradáveis em que vimos os itens da exposição e conversamos sobre a rádio e diversos outros assuntos. Quero contar sempre com a presença dos amigos em eventos e ocasiões como essa. Pode ser que nos encontramos novamente, nos próximos eventos da exposição.

sábado, 14 de julho de 2012

Muito blá blá blá sobre rock no dial carioca. Rock que é bom, tem quase nada

Comentários para o grupo Dial do Rio:

O pessoal da Roquette FM ficou mais de meia hora ontem (entre 8:50 e 9:30) debatendo sobre rock. Citaram os primórdios do gênero (Elvis Presley), algumas bandas clássicas dos anos 60 e 70, lembraram as bandas da Jovem Guarda que gravavam versões em português de sucessos gringos, lembraram do punk rock, lembraram de Rita Lee e Raul Seixas, lembraram da geração oitentista (a brasileira e a gringa) e lembraram do Pearl Jam, a mais rock'n roll banda noventista. Também citaram radialistas e jornalistas que divulgaram o gênero no rádio: Big Boy e Luiz Antonio Mello. Claro que citaram as rádios em que eles trabalharam: Mundial 860 e Fluminense FM. Lembraram o slogan 'Maldita' da rádio niteroiense e bandas brazucas que ela lançou.

O problema é que hoje em dia se fala muito de rock no dial carioca (mesmo nas ouníus CBN e, ironia das ironias, na Band News Fluminense FM), mas pouco se toca rock. A não ser rock brazuca na MPB FM e emo nas rádios pop.

Tem o programa Acorde, de Leandro Souto Maior, aos sábados 16h na Roquette FM. Mas é pouco pra uma cidade que já teve a Eldo Pop, a Estácio e a Fluminense FM. É pouco até para o Leandro Souto, que foi coordenador da Fluminense.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Taí dois grandes exemplos de tolerância com o diferente: Luiz Antonio Mello e Dom Eugenio Sales

Resposta para Luiz Antonio Mello:

Taí dois grandes exemplos de tolerância com o diferente: Luiz Antonio Mello e Dom Eugenio Sales. O cardeal atuou nos bastidores (não publicamente) para poupar a vida de muitos perseguidos pelos regimes militares sulamericanos, mesmo dos comunistas, dos quais ele discordava. Chegou a embarcar vários deles em seu carro oficial para leva-los direto para aviões no Galeão rumo ao exílio, para que os gorilas do regime brasileiro não os capturassem. O amigo LAM reconheceu a grandeza de Dom Eugenio. Mesmo discordando dele em várias questões.

Chega aos cinemas a adaptação de 'On The Road'


Obra-prima do escritor Jack Kerouac, o livro On The Road ganha hoje sua adaptação cinematográfica. O filme francês falado em inglês está estreando no Brasil antes mesmo das estreias na França e nos Estados Unidos. Em parte, isso pode ser atribuído ao fato de o filme ser dirigido pelo cineasta brasileiro Walter Salles, escolhido a dedo pelo produtor Francis Ford Coppola para a tarefa.

Li On The Road há alguns anos. O livro é absolutamente autêntico ao retratar a época do pós-guerra através da história fictícia de um grupo de jovens que resolvem viajar pelas estradas americanas para encontrar amigos e ter novas experiências. É uma obra que engrandece a mente de qualquer um que lê. Comigo foi assim. Poucos livros me foram tão impactantes como esse. Não a parte dos excessos dos personagens, mas a busca deles por liberdade e amigos. O exemplar que li é uma tradução da versão lançada por uma editora americana em 1957, que só aceitou lança-lo depois de suprimir uma série de páginas. Mesmo assim, o livro não deixou de ser uma obra-prima e um sucesso, principalmente depois de uma resenha favorável publicada no New York Times. A versão original de 1951 (escrita com máquina de escrever numa bobina única, sem uso de parágrafos, em 1951) foi publicada algum tempo depois. Acabo de adquirir uma tradução desse manuscrito original. Será uma de minhas futuras leituras.

Não vi o filme ainda. De modo que prefiro comenta-lo depois de assistir. Espero que o filme faça jus à obra literária, ainda que seja impossível retratar no tempo do filme todas as aventuras dos personagens do livro, mesmo a versão mais curta e clássica de 1957.

quinta-feira, 12 de julho de 2012

'Rock Brasília" hoje à noite no Canal Brasil


Dica importante para os leitores. Hoje o filme Rock Brasília estreará às 22h no Canal Brasil. Trata-se do documentário de Vladimir Carvalho sobre a efervescente cena rock de Brasília nos anos 70 e 80, que gerou bandas como Legião Urbana, Plebe Rude e Capital Inicial, além da banda Aborto Elétrico, banda que deu origem à Legião e ao Capital. O filme traz imagens e fotos antigas de Brasília e das bandas, e também entrevistas concedidas para Vladimir especialmente para o filme, tanto em imagens feitas pouco anteriores à finalização do filme como imagens gravadas em 1988, inclusive com Renato Russo. Há ainda trechos de shows das bandas e de reportagens de emissoras de TV.

O filme foi lançado nos cinemas em 21 de outubro de 2011 e em 2012 foi lançado em DVD. Mais detalhes neste blogue.

Hildegard Angel versus Dom Eugenio Sales (ou "A vingança é um prato que se come frio")


Resposta para Com Texto Livre e Hildegard Angel:

Como diz a sabedoria popular: vingança é um prato que se come frio. E a querida Hilda foi buscar a sua vingança exatamente no portal do Macedão: o R7. Que não perde a oportunidade de fazer guerra corporativa com a concorrência.

Se bem que este país tem a mania de canonizar todo mundo que morre. Só pra contrariar isso é que o texto serviu.

Ainda vou destrinchar cada palavra da querida Hilde. Tou meio sem tempo. Por enquanto, realço apenas algo que o insuspeito professor Chico Alencar disse a respeito de Dom Eugenio: a sua acolhida aos perseguidos políticos dos regimes militares do Brasil e dos países hispano-americanos. Se isso não aconteceu com os membros da família Angel Jones (Stuart e Zuzu), deve-se entender a vingança de Hilde. Ninguém pode critica-la nesse ponto. Não posso dizer que deixaria de agir da mesma forma. Também tenho minhas falhas.

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Agora é melhor começar a destrinchar o texto da colunista social Hildegard Angel.

Hilde credita a Dom Eugenio a queda de número de fiéis católicos no Brasil, particularmente no estado do Rio de Janeiro. Nem entrarei aqui na questão da pós-modernidade, essa sim maior responsável pela saída de muitos ansiosos por toda sorte de ventos de doutrina e conveniências. Prefiro dizer que é engraçado Hildegard Angel ter esperado a morte de Dom Eugenio para jogar nele a culpa toda. Como se no restante do Estado não houvesse a atuação de bispos ditos progressistas, mais ao gosto de Hilde. A circunstrição de Dom Eugenio se limitava à cidade do Rio de Janeiro. Os outros 91 municípios estão na circunscrição de outras dioceses, que no século passado foram dirigidas por outros bispos, como Dom Mauro Morelli. Notório militante da Teologia da Libertação.

Hilde alega que Dom Eugenio não abriu as portas de sua residência para ouvir parentes de algumas vítimas do regime militar, como Zuzu Angel, mãe dela e do guerrilheiro Stuart Angel Jones. Se está tudo documentado, devia ter dito isso antes. Oportunidades não faltaram. Podia ter colocado esse tema na época em que foi lançado o filme Zuzu Angel, filme sensacional, que tenho em DVD (cadê o Blu-ray, dona Warner?). Achou melhor começar o velório de Dom Eugenio para levantar o tema no portal do Macedão.

Também é engraçado ver Hildegard Angel contar que houve uma época em que Dom Eugenio mandava para paróquias mais distantes os padres que arrebanhavam mais fiéis. Alega que alguns foram esquecidos, outros entraram em depressão e outros deixaram o sacerdócio. Engraçado porque é exatamente em paróquias estratégicas que estão os padres mais próximos da Renovação Carismática, exatamente os que mais tem juntado gente nas paróquias. Inclusive nas badaladas paróquias da querida zona sul retratada nas colunas de Hilde.

Também é engraçado notar que Hildegard Angel vê o sacerdócio como uma carreira. Lamenta que aqueles padres supostamente punidos por Dom Eugenio deixaram de ter uma "bela carreira no clero". Talvez Hilde prefira os padres carreiristas, como alguns que tem por aí. Alguns que ouvi serem criticados por um dos reitores do Seminário São José na época de Dom Eugenio, o então monsenhor Assis Lopes, mais tarde bispo auxiliar, hoje bispo auxiliar emérito. Alguns deles talvez tivessem sido responsáveis pela diminuição da estrutura de algumas paróquias da zona sul de Hildegard Angel.

Hilde reclama de um monte de normas litúrgicas, mas não acha nada demais um pastor protestante oficiar um casamento católico. Realmente demonstra um profundo desprezo pela liturgia católica. Pra ela tudo vira oba oba, material em potencial para colunas sociais dedicadas ao dia a dia da alta burguesia carioca. Depois diz que é Dom Eugenio que se afastava dos pobres e se aproximava das estruturas de poder.

Ah, chega de citar bobajadas de colunistas sociais.

quarta-feira, 11 de julho de 2012

Falta uma Liga Católica Anti Difamação no Brasil

Resposta para Com Texto Livre:

Estou vendo as justas homenagens ao Dom Eugenio enviadas pelos comentaristas.

Acredito que falte no Brasil uma Liga Católica Anti Difamação, como a existente em alguns países, com excelente atuação. Pra responder a atitudes irresponsáveis como a deste blogue, que tascou um carimbo de 'católico' em cima da foto do Dom Eugenio. Por mais que divergências ideológicas sejam legítimas, tascar um carimbo desses numa foto parece uma atitude tipo "Olha! Ele era católico!". Como se Dom Eugenio tivesse sido algum pária perigoso de quem se devesse manter distância. Procurarei saber se essa liga existe no Brasil. Com ou sem liga, as pessoas saberão o que este blogue anda fazendo.

Zé Carlos disse...

É a sua opinião, Marcelo. Por que atitude irresponsável? Irresponsável na opinião de quem? Com ou sem Liga Católica Antidifamação este blog manterá sua opinião e a defesa de agnósticos e ateus. O resto, é o resto...

11 de julho de 2012 21:43



Meu aviso está dado.

Sobre a aliança do PSOL com o PP, o DEM, o PSDB e o PPS de São Lourenço do Sul-RS

Resposta para Fatos Gerais:

O minúsculo PCO merece mais respeito. Os caras são da extrema esquerda, mas não se coligam com gangues partidárias. Tomara que os partidos que sonho ver criados para este país não cometam os mesmos erros do PSOL.

terça-feira, 10 de julho de 2012

Moda de viola na Record News


Ontem à tarde a Record News estava exibindo (ou reprisando) o programa Record News Rural. Peguei o programa no final, a tempo de ver uma matéria sobre uma escola mineira de moda de viola, onde os músicos mais antigos ensinam os jovens alunos (de uns 15 anos de idade pra cima) a tocarem a música caipira brasileira, que os sertanojos dos anos 70 e 80 e os urbanejos universiotários tentam a todo custo fazer desaparecer do dia a dia e da memória nacional, com o apoio da mídia golpista.

No que depender dos bravos professores de moda de viola de Minas Gerais e de seus dedicados aprendizes, continuaremos ouvindo a autêntica música caipira brasileira, que é a música sertaneja como jamais deveria ter deixado de ser.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

A possível vitimização do demo-tucanato

Acredito ter matado uma charada das entrelinhas deixadas pelo amigo Alexandre Figueiredo, que há anos trava um combate justo contra a cultura de cabresto brasileira. Acredito que ele tem razão quando ele diz que a cultura de cabresto é uma das últimas trincheiras da direita brasileira, junto com a mídia majoritária.

O trecho abaixo coletado no Mingau de Aço me passou uma mensagem subentendida:

...a verborragia da centro-direita cultural, dotada de muita visibilidade e de um status praticamente divinizado pela intelectualidade em geral, ganha sentido e qualquer questionamento feito é rebatido com as mesmas ladainhas de "preconceito", "elitismo" e "moralismo" que a centro-direita cultural, que se acha "esquerdista", atribui a seus contestadores.

Não demora muito, os politiqueiros demo-tucanos também usarão esse discurso de serem vítimas de "preconceito", para ressuscitarem eleitoralmente. Alguns deles podem estar adotando esse discurso agora mesmo na eleição municipal. Uma vitimização que, ao meu ver, pode não ficar restrita aos representantes e aos defensores da cultura de cabresto.

Só que, enquanto essas múmias demo-tucanas forem muito convenientemente mantidas pelos lulo-dilmo-esquerdistas no posto de suposta oposição, não haverá partido assumidamente direitista, nem partido assumidamente conservador nem partido nacionalista neste país. Não há democracia autêntica sem que essas três correntes de pensamento estejam eleitoralmente representadas por políticos e partidos assumidos destas tendências. Para felicidade geral da nação esquerdista, seja lulo-dilmista ou supostamente oposicionista.

domingo, 8 de julho de 2012

'Esta emissora está sob censura eleitoral'

Na última sexta-feira, começou a campanha eleitoral. Isso oficialmente, porque os candidatos já se apresentam há meses. Junto com a campanha oficial, começou também o que chamo de censura eleitoral. A legislação eleitoral feita por esses mesmos políticos dos partidos políticos com representação no Congresso Nacional prevê uma legislação eleitoral anacrônica para a cobertura das eleições no rádio e a TV, distinta da legislação para outras mídias. No rádio e na TV, não é permitido (como é permitido nas outras mídias) fazer uma análise dos prós e dos contras de cada candidatura, não é permitido emitir conceitos sobre os candidatos, sobre seus partidos ou sobre suas coligações. Só é permitido veicular elogios às candidaturas se forem feitas pelos próprios em entrevistas, ou críticas a candidaturas se forem feitas por adversários, também em entrevistas. Enfim, só os candidatos não são censurados.

Emissoras de rádio e de TV chegam a cortar a participação ao vivo dos ouvintes e telespectadores nesta época. Vai que um ouvinte ou telespectador manda a Censura às favas e resolve criticar o prefeito paspalhão, os frouxos a serviço dos barões do fânqui, os filhotes de ex-prefeitos, os filhotes de ex-desgovernadores, os víuvos da Era FHC ou a ultraesquerda boa de discurso, boa de conversa (fiada), mas ruim de Governo (isso se não for ruim de voto). Aí os dotô otoridades do TRE não querem nem saber: multam a emissora sem dó nem piedade. Alguns mandam tirar a emissora do ar.

Se os gestores das emissoras de rádio e de TV tivessem um pouco mais de ousadia, todos eles fariam vinhetas para serem veiculadas no noticiário exatamente durante a campanha eleitoral, até o fim da votação em 1º e no 2º turno. Uma vinheta em que um locutor diria laconicamente: "Esta emissora está sob censura eleitoral".

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Carlos Chagas fala de quem quer mandar mais que Dilma Rousseff


Resposta para Tribuna da Imprensa:

Leio os textos de Carlos Chagas há anos. Ele não é do tipo de apoiar incondicionalmente nenhum presidente da República, nem deixa de procurar virtudes neles, por piores que sejam.

Carlos Chagas é do tipo de gente que torce para que os governos acertem, ou que pelo menos errem pouco, no caso de serem governos ruins. Deveríamos todos agir como Carlos Chagas.

A rigor, acredito que a única conquista sólida do lulo-dilmismo em três mandatos presidenciais conquistados (os dois de Lula e este de Dilma Rousseff) é enterrar de vez o demo-tucanato. Acredito que Dilma Rousseff tem assegurada a vitória em 2014, Lula em 2018 e 2022, Dilma em 2026 e 2030, e assim por diante. O restante do quadro político nacional (da extrema direita sem partido à extrema esquerda mal partidarizada, além dos nacionalistas sem partido) não tem como romper esse Fla-Flu partidário tão cedo.

Mas mesmo se perpetuando no poder, o lulo-dilmo-petismo não governa. Pode-se dizer que desgoverna o país. O nível de poder de gente que manda mais que o Governo Federal em muitos setores e aspectos pode tornar o cargo de Presidente da República um cargo decorativo, incapaz de influenciar positivamente ou negativamente em qualquer coisa. Aí não fará diferença alguma quem esteja ocupando a principal cadeira do Palácio do Planalto.

quarta-feira, 4 de julho de 2012

Novela Fox Sports valeu a pena?

Com o jogo final, hoje no Pacaembu, da Copa Libertadores, entre Corinthians e Boca Juniors, dá para questionar se valeu a pena toda aquela novela em torno da chegada do canal Fox Sports, único que transmitiu todas as partidas, ainda que algumas partidas entre times não brasileiros na primeira fase tenham sido transmitidas apenas em VT. Valeu a pena as grandes operadoras de TV paga no Brasil (principalmente NET e Sky) boicotarem o canal por tanto tempo, durante quase toda a primeira fase da Libertadores? O próprio canal Fox Sports obteve o faturamento esperado, além do esperado fato de ter sido o canal pago mais comentado do ano? Valeu a pena a rede rival SporTV temer o novo concorrente? Valeu a pena as operadoras e as programadoras terem submetido o maior país da América Latina e futura sede da Copa ao vexame de assistir parte da Libertadores através de canais piratas na Internet?

Hoje deve se consolidar o sucesso de um torneio que tem gerado até prejuízos para os clubes envolvidos (talvez não para os finalistas), mas gera cada vez mais lucros para patrocinadores e emissoras de TV e tem cada vez mais sucesso de público. A chegada do Corinthians à final foi a aposta acertada da corinthiana TV Globo São Paulo, que por contrato teve direito a transmitir apenas um horário de jogo de Libertadores por semana e podia escolher o time brasileiro a jogar nele em cada rodada. A Globo paulistana escolheu o Corinthians em todas as rodadas, e acertou. Transmitiu todos os jogos do time para sua torcida local. Deve ter faturado horrores. O Fox Sports deve ter buscado a audiência de quem sobrou: a torcida do Corinthians fora do estado de São Paulo, a torcida dos outros times brasileiros (eliminados nas fases anteriores) e a audiência daqueles que gostam desse torneio, independente de quem esteja jogando. Esses devem ter até assistido as várias partidas entre times cucarachos que o Fox Sports transmitiu, ao vivo ou em VT.

Hoje a Globo e o Fox Sports transmitirão a partida final para o país todo.

A essa altura, pessoas que adiam compromissos e caloteiros em geral na cidade de São Paulo devem estar desesperados. São as pessoas que, ao longo dos anos, sempre diziam: "Só faço tal coisa no dia em que o Corinthians for campeão da Libertadores". Cumprirão a promessa?

terça-feira, 3 de julho de 2012

Propostas para a Voz do Brasil

Resposta para Tribuna da Imprensa:

O programa poderia ser transmitido em horários alternativos (a flexibilização) ou ser mantido às 19 horas apenas nas rádios públicas. Ou quem sabe nas rádios públicas, nas educativas e nas comunitárias.

Se afirmam que muita gente pelo país afora tem apenas o rádio para ouvir mensagens institucionais e prestações de contas dos três poderes, é sinal de que os avanços sociais tão ufanisticamente celebrados não passam de uma farsa.

Uma das graças do programa era a execução de O Guarani, logo no início. Uma gravação que virou até motivo de chacota dos humoristas e dos críticos de qualquer governo. Mas aí tiraram a gravação, no ano de 2003. Colocaram uma xexelenta batucada feita com a obra de Carlos Gomes.

domingo, 1 de julho de 2012

107 FM de Petrópolis: Sai Furacão 2000, entra Igreja da Fé Renovada em Cristo


O contrato de arrendamento da 107 FM 107,1 de Petrópolis com a Furacão 2000 acabou ontem à meia-noite, e as negociações para a renovação não progrediram. Além deste fato, outro foi mantido a sete chaves pelos envolvidos no negócio. A 107 FM foi agora arrendada a contar de 1º de julho de 2012 pela Igreja da Fé Renovada em Cristo, do bispo Roberto Damasio, um dissidente da Igreja Mundial do Poder de Deus do apóstolo Valdemiro Santiago, segundo o texto que a internauta Mirna Marino Duarte publicou no Facebook:

Ele começou carreira na igreja de Valdomiro! "Anunciada a sua saída da Igreja Mundial do Poder de Deus em abril, o bispo Roberto Damasio, terceiro homem de confiança de Valdomiro Santiago, inaugurou dia 29 de maio sua própria denominação, a Igreja Mundial Renovada. Com o slogan “A glória desta segunda casa será maior que a primeira” a igreja está localizada no bairro Brás, em São Paulo, perto da Igreja Mundial."



Inicialmente a igreja se chamava Igreja Mundial Renovada, mas trocou o nome para Igreja da Fé Renovada em Cristo. O blogue Época Estado Brasil dá mais detalhes sobre a criação da igreja.

Segundo o radialista Ernesto Pina, a "nova" 107 FM arrendada pela Igreja da Fé Renovada em Cristo é toda automatizada com o programa Zararadio, e não deve durar muito. Ernesto gravou a transição entre Furacão 2000 e Igreja da Fé Renovada em Cristo, e colocou aqui. A igreja investiu dinheiro no arrendamento da 107, mas investe pouquíssimo na infraestrutura da rádio. Já houve um caso em que outro grupo evangélico arrendou a mesma 107, antes de ela virar "Furacão 2000 FM", e não ficou nem um ano na rádio.

Ao que tudo indica, essa "nova" 107 FM terá apenas músicas, orações e provavelmente cultos. E muitas dessas orações são gravadas pelo próprio Bispo Roberto.

Se cada nova igreja evangélica quiser ter seu próprio espaço no dial, ocuparão todas as rádios e ainda ficarão igrejas de fora.