Política, cultura e generalidades

segunda-feira, 18 de junho de 2012

Na falta de oposição partidária eleitoralmente viável, PT e direita apelam para a fraude dos "dois PTs"


É o que deixa transparecer uma matéria desta semana da Época, uma revista de direita, como se sabe. Com o PSDB, o DEM e o PPS eleitoralmente liquidados, a ultra e a extrema esquerda eleitoralmente raquíticos e a ultra e extrema direita e o nacionalismo sem representação partidária, os neoliberais e a imprensa governista tida como golpista inventam essa bobajada de "o PT do Lula" e "o PT da Dilma". Como se tivessem inventando uma oposição ao Governo Dilma dentro do PT.

Não existem "dois PTs". É tudo uma coisa só, e tem o mesmo odor característico. Todo mundo lá é lulo-dilmista, e ponto final. Se há algum não-lulista ou não-dilmista no PT, está no lugar errado e se arrisca a ser descoberto e ser submetido às tais comissões de (falta de) ética que o partido possui. Expulsões não podem ser descartadas. Eu mesmo poderia estar hoje nesta situação, pois cheguei a receber em mãos uma ficha de filiação de um amigo petista, e devolvi em branco. Aleguei que não poderia ingressar num partido sem concordar com pontos vitais do programa do partido. Fui honesto comigo mesmo, com o amigo e mesmo com o PT.

Se algum dia houver um autêntico pós-Lula, pós-Dilma e pós-esquerda neste país, ela não virá da ultra ou da extrema esquerda. Não virá do demo-tucanato nem do demo-tucanato sem DEM e sem PSDB (PSD à frente). E muito menos virá de qualquer partido da base do governo Lula-Dilma, com nomes de lulo-dilmistas não-petistas, tipo Eduardo Campos.

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