Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Os três jornalismos da Record

Amigos tem detectado três jornalismos diferentes na Rede Record e em sua subsidiária Record News: o jornalismo popularesco de programas como Balanço Geral, o jornalismo tradicional neoliberal de figuras como Heródoto Barbeiro e o jornalismo dito "progressista" (frequentemente lulo-dilmista) de figuras como Paulo Henrique Amorim.

Juntando os três jornalismos, não dá um que ofereça uma cara para o jornalismo da Record. Ainda que, não raramente, o jornalismo neoliberal e o jornalismo "progressista" apresentem reportagens sensacionalistas, típicas do jornalismo popularesco.

As concorrentes tem ao menos uma cara mais definida. Quando não é um jornalismo neoliberal metido a classudo, é um jornalismo maleável pelos bons ou maus humores do patrão ou dos governos que beneficiam o patrão. Algumas até tem o jornalismo popularesco, também. Mas nenhuma tem a gororoba dos três conflitantes jornalismos da Record.

3 comentários:

  1. Ora, não é melhor essa diversidade do que o tipo centralizado oferecido pela Globo (Kamel+Bonner) e a Band (Casói+Beting) ? É o da Record que nessa salada acaba trazendo novidade ao espectro político dos telejornais antes ocupados pelos neoliberalis patronais !

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  2. Os bispos da Teologia da Prosperidade (a versão neoliberal do Evangelho) que lideram a Record não servem de alternativa para os neoliberais da concorrência. O próprio Paulo Henrique Amorim só será tolerado por lá enquanto o lulo-dilmismo (da qual a IURD é integrante) estiver no poder. O cara tem que trabalhar e orar muito para que os cumpanhêro lulo-dilmistas não deixem o poder nunca! Ou pelo menos enquanto ele estiver vivo.

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  3. Fique aí o dilema para a Record: diversidade ou coerência?

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