Política, cultura e generalidades

terça-feira, 22 de maio de 2012

O showrnalismo global

É notório que o jornalismo da Rede Globo não é propriamente jornalismo. É showrnalismo: mistura de jornalismo com a linha de shows da emissora. Tudo vira show na Vênus Platinada. Naturalmente, o futebol não poderia ficar de fora, pois aqui temos uma clara influência da Rádio Globo e de seu Futebol Show, além de toda sorte de manipulações associadas ao futebol no Brasil.

O esporte global tem algumas gracinhas pra encher linguiça. Ao invés de mostrarem uma boa variedade de esportes, preferem preencher a programação esportiva com quadros futebolísticos idiotas como Inacreditável Futebol Clube, em que jogadores de futebol que perdem gols facílimos tem seus não-gols repetidos e a emissora oferece a eles a camisa do fictício Inacreditável Futebol Clube. Outro quadro é o do Fantástico, em que jogadores de futebol que fazem três gols no domingo tem direito (grandes merda) de pedir uma música para servir de trilha sonora para a exibição de seus gols no Fantástico.

Às vezes um jogador rompe com a palhaçada. Como o botafoguense argentino Herrera, que não pediu música no domingo passado, quando marcou três gols na vitória de 4 a 2 pra cima do São Paulo no Engenhão.



Não satisfeitos, os patetas globais do Fantástico fizeram draminha, dizendo que era a primeira vez que um jogador não pedira música no programa, e que isso era uma tragédia para o esporte nacional. Não satisfeitos, pescaram uma frase solta dita por Herrera ("é nenhuma", referência dele para nenhuma música a ser pedida) e tascaram como trilha dos gols de Herrera a música É Nenhuma, do grupo de axé baiano Chiclete com Banana. E tome mais Música de Cabresto na programação global!

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