Política, cultura e generalidades

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Não tenho pena da Sujíssima Veja

A revista Veja me causa asco desde aquela famosa capa sobre Cazuza ter revelado que estava com SIDA/AIDS. A revista escreveu na capa: Cazuza - Uma vítima da Aids agoniza em praça pública. Lá dentro, a revista cometeu uma série de desatinos sensacionalistas, como uma comparação de gosto duvidoso, insinuando que Cazuza jamais seria como Noel Rosa, que morreu com 26 anos (enquanto Cazuza morreu com 32) mas compôs mais canções. Anos antes, em 1982, a revista deu capa a Elis Regina, se concentrando mais na morte dela por overdose de cocaína e bebidas alcoólicas do que na sua brilhante carreira. A expressão A tragédia da cocaína foi colocada na capa com caracteres maiores que a expressão A morte de Elis Regina.

Juntem tudo isso ao fato de a Veja ser uma revista notoriamente internacionalista e neoliberal. Eis o quadro que faz com que eu não sinta a menor pena da Veja, diante dessa campanha de denúncias contra a amistosa aliança do bicheiro Carlinhos Cachoeira com a revista. Ainda que essa campanha esteja sendo protagonizada por toda a fauna e flora do lulo-dilmismo em busca de vingança, incluindo a esgotosfera dita "progressista", aquela que sonha um dia substituir a imprensa neoliberal nos corações e mentes do populacho brazuca. Quem sente pena é o Coturno Noturno, que já está de chororô lá no blogue dele.

Ok, não sou lulo-dilmista, não confio no demo-tucanato, não confio na ultraesquerda, não confio na extrema esquerda, não confio na ultradireita, não confio na extrema direita e não confio no PiG, seja com G de golpista ou com G de governista. De modo que, quanto mais eles brigarem e se aniquilarem, melhor. É evidente que, por hora, apenas alguns desaparecerão. Não todos ao mesmo tempo. A Veja e o demo-tucanato deverão ser os primeiros a desaparecer. Mas a hora dos sobreviventes ficarem afastados do poder chegará também. Não tenho pressa. Tenho 37 anos. A meia idade está chegando e começa a pesar, mas posso esperar a sucessão de todo esse quadro político nacional e o levante de algo diferente dessa cambada toda. Pode demorar o tempo que for. Até lá, assistirei de camarote a queda de internacionalistas como a Veja e o demo-tucanismo. E darei meus pitacos, pra ajudar. Seja aqui ou nas redes sociais.

2 comentários:

  1. Quanto mais eles brigam entre si apontam as sujeiras um do outro melhor para nós. A Veja é imunda mas tem sido muito útil.

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  2. Muito bem Delfino. Boa análise, parabéns.

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