Política, cultura e generalidades

domingo, 27 de maio de 2012

Chega ao fim mais uma semana da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos


A semana é realizada há vários anos por diversas igrejas e comunidades cristãs em países do hemisfério sul entre o domingo de Ascensão de Jesus e o sábado véspera do dia de Pentecostes na liturgia católica romana, e em janeiro no hemisfério norte. A semana, como o nome diz, reúne líderes e fiéis de diversas denominações para fazerem orações pela unidade. Se não juridicamente, liturgicamente nem doutrinariamente, pelo menos na pertença e no seguimento de Jesus Cristo e pela coexistência pacífica entre os cristãos de todas as denominações.

No Rio de Janeiro, o evento é realizado pelo menos desde a década de 1990. Nesses anos todos, houve progressos. A única perda talvez tenha sido a saída formal da Igreja Metodista.

Mas neste ano, houve avanços como talvez nunca tenha havido no Rio de Janeiro. O culto de encerramento, realizado na noite de ontem, contou com líderes e fiéis de um número de denominações como provavelmente jamais houve. Além disso, o evento contou pela primeira vez com a presença de um pastor presidente de duas instituições inter e supraeclesiais do protestantismo. Uma é a Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil. A outra é nada mais nada menos que a editora que mais vende bíblias no país: a Sociedade Bíblica do Brasil. Outros detalhes do culto de ontem podem ser acompanhados no portal da arquidiocese católica.

O que é bacana neste tipo de evento é que eles são um contraponto a uma lamentável disputa teológica, política e corporativa promovida pelas denominações cristãs ao longo da história. Muita gente já matou e/ou morreu nesse confronto, que envolveu praticamente todas as denominações: Igreja Católica Romana, igrejas católicas orientais, igrejas ortodoxas, igrejas protestantes e igrejas pentecostais. A maioria da humanidade, que tem outras crenças ou não tem credo algum, observa a guerra dentro da cristandade e caçoam do fato de os cristãos pregaram a paz e a união enquanto não as conseguem nem entre eles. Não deixam de ter razão em caçoarem.

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