Política, cultura e generalidades

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Lula, Gilmar e cia - Quem grita mais alto?

Autor: Raphael Tsavkko.

Eu não tinha a intenção de me meter na briga entre petistas e a Veja, pois estes vivem uma relação de amor e ódio e sabemos que não devemos nos meter em brigas de casal, mas cabe uma pequena nota.

Acredito que todos estejam sabendo (ainda que não necessariamente entendendo) da confusão entre Gilmar Mendes, Jobim, Lula e a Veja. Um dizendo que o outro falou A ou B, todos desmentindo... De concreto apenas que Lula e Gilmar Mendes/Jobim se encontraram. Mas não se sabe o que falaram, aí entra a Veja jogando m* no ventilador.

Não preciso deixar mais claro que não tenho qualquer confiança em nada que escreve a Veja, quem costuma aplaudir a revista são os petistas quando esta coloca Dilma na capa, mas da mesma forma, não confio no Lula. Não digo que são iguais, mas suas opiniões são, para mim, igualmente irrelevantes.

Não boto minha mão no fogo por um ou por outro.

Seria bom o Lula esclarecer o que foi falar com Jobim e Mendes - e com outros ministros do STF em outras reuniões. As razões para a conversa são críveis, mesmo que a fonte seja a risível Veja. O jogo é quem grita mais alto, se a Veja/Mendes/Jobim ou o Lula/Petistas e nesta gritaria a verdade não vai surgir nunca.

Na verdade a política brasileira há muito tem virado isso, um jogo de gritos. Uma militância fanática (paga?) que tenta gritar mais alto para abafar qualquer coisa, uma direita raivosa e sem projeto e um PT aliado da pior corja possível e de extremíssima direita. Neste bolo, não é o povo que ganha - ao menos nada além de paliativos.

Mas falemos de hipóteses.

O Lula tem interesse em melar o julgamento do Mensalão? Claro que tem. Se ele pressiona o Joaquim Barbosa - relator - não consegue nada pois ele é (em tese) incorruptível, mas se tenta se aproximar dos que são mais "fáceis" e, como o Mendes, mais próximo do PSDB, consegue um acordo para ou adiar o processo ou para um toma-lá-dá-cá livrando a cara do PSDB da atual CPMI.

E Lula procurar o Mendes faz sentido, já que o (suposto) acordo com o Lula livraria não apenas o PT, mas também o PSDB da degola.

Sim, é absolutamente crível, pro mais que os fanáticos petistas tentem dizer que não. Se é VERDADE aí são outros 500 e não vai ser no grito que chegaremos até ela. Aliás, nem numa CP(M)I chegaríamoS a lugar nenhum, pois sabemos que tudo sempre acaba em pizza.

Não tivemos CPI da privataria por uma razão simples: O PT hoje privatiza igual FHC, logo, seria dar munição pra oposição investigar no futuro. A atual CPI do Cachoeira dificilmente dará em algo, já que não faltam petistas e aliados envolvidos em falcatruas. Vaccarezza já deixou claro que prefere melar tudo a colocar o Cabral (ou o Agnello) na fogueira.

Tem horas em que a lealdade é apenas pano de fundo para a canalhice.

O questionamento do Bob Fernandes é correto:

Estranhíssimo que um ministro do Supremo Tribunal Federal e ex-presidente do mesmo STF vaze conversa reservada com um ex-presidente da República. Muito mais estranho: se a conversa teve tal gravidade, por que Gilmar Mendes não reuniu o tribunal no dia seguinte e não denunciou o fato? Por que não fez uma representação contra Lula? Era o seu dever. Por que esperou um mês para se dizer indignado?

E a pergunta é de mão-dupla: Porque Lula, acusado, não processa Gilmar? Porque não processa a Veja? Porue passou 8 anos trocando afagos e farpas com a mídia sem dar um passo sequer no caminho da democratização da mídia e da imposição de regras éticas para a mesma?

Espero que a verdade apareça, por mais que eu duvide que isso aconteça.

E vale ainda lembrar que todo esse #mimimi do Lula e aliados poderia ser facilmente evitável caso Dilma tivesse a honestidade e a coragem de propor e pressionar sua querida Base Aliada a aprovar uma regulação das comunicações, um amplo processo de demcoratização. Sabemos que isto JAMAIS vai acontecer, especialmente em um governo que, ao contrário, privilegia as Teles, vide PNBL.

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Uma nota: Acho burro da parte do PSOL se meter tão prontamente nesta briga de comadres. Por mais que seja necessário investigar tudo e todos, é precipitado tentar sair na frente desta forma com o assunto ainda tão mal explicado e cuja principal denunciante é apenas a Veja.

Raphael Tsavkko
Quarta-feira, 30 de maio de 2012

Nota: o texto de Raphael Tsavkko foi publicado antes da recusa da CPMI em tomar o depoimento do governador Sérgio Cabral Filho.

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NOTA DE LULA DA SILVA:


Sobre a reportagem da revista "Veja" publicada nesse final de semana, que apresenta uma versão atribuída ao ministro do STF Gilmar Mendes sobre um encontro com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no dia 26 de abril, no escritório e na presença do ex-ministro Nelson Jobim, informamos o seguinte:


1. No dia 26 de abril, o ex-presidente Lula visitou o ex-ministro Nelson Jobim em seu escritório, onde também se encontrava o ministro Gilmar Mendes. A reunião existiu, mas a versão da Veja sobre o teor da conversa é inverídica. "Meu sentimento é de indignação", disse o ex-presidente, sobre a reportagem.


2. Luiz Inácio Lula da Silva jamais interferiu ou tentou interferir nas decisões do Supremo ou da Procuradoria-Geral da República em relação a ação penal do chamado mensalão, ou a qualquer outro assunto da alçada do Judiciário ou do Ministério Público, nos oito anos em que foi presidente da República.


3. "O procurador Antonio Fernando de Souza apresentou a denúncia do chamado Mensalão ao STF e depois disso foi reconduzido ao cargo. Eu indiquei oito ministros do Supremo e nenhum deles pode registrar qualquer pressão ou injunção minha em favor de quem quer que seja", afirmou Lula.


4. A autonomia e independência do Judiciário e do Ministério Público sempre foram rigorosamente respeitadas nos seus dois mandatos. O comportamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o mesmo, agora que não ocupa nenhum cargo público.


Assessoria de imprensa do Instituto Lula

quarta-feira, 30 de maio de 2012

CPMI do Cachoeira acabou hoje em Créu na velocidade 15

Se ainda havia dúvidas sobre a seriedade da CPMI do Cachoeira, elas acabaram hoje. Não há mais dúvida de que aquilo ali não é nada sério. É um ajuntamento de políticos da pior estirpe que dizem querer investigar gente da mesma estirpe. E ainda assim procuram preservar os mais chegados.

Hoje mesmo aprovaram requerimentos para tomar depoimentos dos desgovernadores Marconi Perillo (PSDB-GO) e Agnelo Queiroz (PT-DF). Mas não de Sérgio Cabral Filho (PMDB-RJ).

Essa CPMI acabou hoje. Os caras que esperam que investiguem Carlos Cachoeira, Delta, políticos lulo-dilmistas, políticos demo-tucanos, mídia golpista, mídia governista, o sexo dos anjos, a cor do submarino amarelo dos Beatles, a Associação Internacional de Proteção às Borboletas do Afeganistão, o Fim dos Dias ou o raio que o parta, podem procurar algo viável pra fazer.

Daqui pra frente, levemos esses caras da CPMI do Cachoeira na galhofa, já que eles nos levam na galhofa, dançam o Créu na velocidade 15 e ainda dançarão em outras velocidades, como 13 e 45.

As consequências da crise na Grécia

Está circulando na Internet. Não sei quem é o autor do texto abaixo.

1. Zeus vende o trono para uma multinacional coreana.
2. Aquiles vai tratar o calcanhar na saúde pública.
3. Eros e Pan inauguram prostíbulo.
4. Hércules suspende os 12 trabalhos por falta de pagamento.
5. Narciso vende espelhos para pagar a dívida do cheque especial.
6. O Minotauro puxa carroça para ganhar a vida.
7. Acrópole é vendida e aí é inaugurada uma Igreja Universal do Reino de Zeus.
8. Eurozona rejeita Medusa como negociadora grega: "Ela tem minhocas na cabeça!".
9. Sócrates inaugura Cicuta's Bar para ganhar uns trocados.
10. Dionisio vende vinhos à beira da estrada de Marathónas.
11. Hermes entrega currículo para trabalhar nos correios. Especialidade: entrega rápida.
12. Afrodite aceita posar para a Playboy.
13. Sem dinheiro para pagar os salários, Zeus libera as ninfas para trabalharem na Eurozona.
14. Ilha de Lesbos abre resort heterossexual.
15. Para economizar energia, Diógenes apaga a lanterna.
16. Oráculo de Delfos vaza números do orçamento e provoca pânico nas Bolsas.
17. Áries, deus da guerra, é pego em flagrante desviando armamento para a guerrilha síria.
18. A caverna de Platão abriga milhares de sem-teto.
19. Descoberto o porquê da crise: os economistas estão falando grego!

terça-feira, 29 de maio de 2012

Deputado Rogério Correia é tão meigo...


Fonte: Twitter do deputado estadual Rogério Correia (PT).

Pra se vingar de Aécio Neves, serristas acabarão votando em Dilma Rousseff em 2014


Isso se houver 2º turno em 2014, Aécio Neves for candidato a presidente da República e José Serra não. A raiva que esses caras nutrem pelo senador e ex-desgovernador de Minas Gerais é algo digno de nota. No mínimo.

O blogue Coturno Noturno é um reduto serrista não é de hoje. O coronel e a maioria dos comentaristas fazem críticas adoidado não somente à esquerda, mas também ao PSDB, ao DEM e a figurões dos dois partidos. Nem mesmo figuras como FHC e Geraldo Alckmin são imunes a críticas pesadas do coronel e dos comentaristas. Eu mesmo dou uma ajuda, malhando esses Judas todos. Só que enquanto eles idolatram José Serra, eu já mandei algumas estocadas antisserristas. Houve uma vez que o Coronel deixou passar uma crítica minha ao ex-presidente da UNE. Até fiquei surpreso. Teria o coronel deixado passar meu comentário propositalmente ou foi falta de atenção?

O coronel e outros serristas acreditam piamente que Aécio Neves traiu José Serra na eleição de 2010. Costumam chama-lo de Traécio. Não descansarão enquanto não aniquilarem todas as pretensões eleitorais do neto de Tancredo. Seja para senador, governador ou presidente da República. É provável que votem em algum ultradireitista no 1º turno presidencial de 2014. Se José Serra não for candidato, deverão procurar outro direitista, tipo a ruralista Kátia Abreu. Se não houver, arrisco dizer que alguns partirão para o purgante extremo, só para ferrar o Aécio: reeleger Dilma Rousseff. Vão acabar repetindo a mesma palhaçada da ultraesquerda no 2º turno de 2010: virão com aquela de "apoio crítico" à Dilma, e depois passarão os quatro anos seguintes reclamando e se lamentando.

segunda-feira, 28 de maio de 2012

A corrida para o Sumaré e o Mendanha

2012 pode estar sendo marcado uma nova corrida das rádios FM do Rio de Janeiro rumo ao Morro do Sumaré e a Serra do Mendanha. Estes são os dois principais parques de transmissão para as rádios FM do Rio de Janeiro, e também para emissoras de TV VHF, UHF e digital. O Morro do Sumaré fica estrategicamente entre as Zonas Norte e Sul do Rio de Janeiro, próximo ao Morro do Corcovado. A Serra do Mendanha fica na Zona Oeste carioca.

Pelo menos uma novidade já aconteceu na Serra do Mendanha: a Beat 98 e a CBN em FM 92,5 inauguraram suas repetidoras FM por lá. Mas é no Sumaré que a coisa está movimentadíssima. De cara, há a promessa de que a rádio Bradesco Esportes FM 91,1 (a ex-petropolitana Musical FM 91,1 comprada pelo Grupo Bandeirantes) instale uma repetidora no Sumaré no mês de junho. Até lá, José Carlos Araújo e seus ex-companheiros de Rádio Globo permanecerão trabalhando apenas na Band News Fluminense FM 94,9.

Fora a Bradesco Esportes, há uma lista enorme de emissoras que tentam obter licença para colocarem geradoras ou repetidoras no Sumaré. Dizem que a mais antiga é a Costa Verde FM 91,7 de Itaguaí, interessada em instalar uma repetidora, ou reforçadora, como dizem. Aqui, um elemento complicador, devido à questão das frequências próximas: a novata Kiss FM 91,9 (já instalada no Centro do Rio mas operando ainda com um raquítico parque transmissor na cidade de origem da outorga: São Gonçalo) busca colocar sua geradora no Sumaré, como fizeram as outras rádios originadas em São Gonçalo: FM 104,5 (a ex-Tropical FM) e a Catedral FM 106,7. Onde está o princípio da isonomia neste caso da Kiss FM?

A lista de futuras FMs a operarem no Sumaré continua com emissoras que ainda não tem sinal no ar, sequer em teste. Como a já outorgada Rádio Senado FM 105,9 e a nova Nacional FM. prometida para uma frequência localizada entre os 88,5 da Tribuna FM de Petrópolis e os 89,5 da Rádio Globo.

Muitas novidades aguardam o rádio carioca no ano de 2012. Um ano que já começou cheio, com a afiliação da Rádio Cidade FM 102,9 à rede Jovem Pan, tornando-se assim a terceira encarnação da Jovem Pan FM Rio. E depois de anunciarem 171 mil vezes a venda da JB FM, os boateiros já estão vendendo e extinguindo uma famosa rádio adulta do Rio de Janeiro. E ainda anunciam que o apóstolo Valdemiro Santiago anda rondando algumas FMs do Rio. Como diz meu amigo Ernesto Pina, curta o silêncio... Ou os berros do apóstolo.

Texto original publicado ontem em TVs do RJ.

domingo, 27 de maio de 2012

Chega ao fim mais uma semana da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos


A semana é realizada há vários anos por diversas igrejas e comunidades cristãs em países do hemisfério sul entre o domingo de Ascensão de Jesus e o sábado véspera do dia de Pentecostes na liturgia católica romana, e em janeiro no hemisfério norte. A semana, como o nome diz, reúne líderes e fiéis de diversas denominações para fazerem orações pela unidade. Se não juridicamente, liturgicamente nem doutrinariamente, pelo menos na pertença e no seguimento de Jesus Cristo e pela coexistência pacífica entre os cristãos de todas as denominações.

No Rio de Janeiro, o evento é realizado pelo menos desde a década de 1990. Nesses anos todos, houve progressos. A única perda talvez tenha sido a saída formal da Igreja Metodista.

Mas neste ano, houve avanços como talvez nunca tenha havido no Rio de Janeiro. O culto de encerramento, realizado na noite de ontem, contou com líderes e fiéis de um número de denominações como provavelmente jamais houve. Além disso, o evento contou pela primeira vez com a presença de um pastor presidente de duas instituições inter e supraeclesiais do protestantismo. Uma é a Ordem dos Ministros Evangélicos do Brasil. A outra é nada mais nada menos que a editora que mais vende bíblias no país: a Sociedade Bíblica do Brasil. Outros detalhes do culto de ontem podem ser acompanhados no portal da arquidiocese católica.

O que é bacana neste tipo de evento é que eles são um contraponto a uma lamentável disputa teológica, política e corporativa promovida pelas denominações cristãs ao longo da história. Muita gente já matou e/ou morreu nesse confronto, que envolveu praticamente todas as denominações: Igreja Católica Romana, igrejas católicas orientais, igrejas ortodoxas, igrejas protestantes e igrejas pentecostais. A maioria da humanidade, que tem outras crenças ou não tem credo algum, observa a guerra dentro da cristandade e caçoam do fato de os cristãos pregaram a paz e a união enquanto não as conseguem nem entre eles. Não deixam de ter razão em caçoarem.

sábado, 26 de maio de 2012

A esquerda arrependida de ter eleito Dilma Rousseff


É desconhecimento ou leviandade dizer que toda a esquerda brasileira está contente com o Governo Lula-Dilma. Nesta semana que passou, acompanhei as postagens e tuítes do ativista Raphael Tsavkko, com certeza o esquerdista mais indignado com o Governo Lula-Dilma que já conheci em doze anos de jornada internáutica. Raphael é militante de movimentos sociais e não é vinculado a partido algum. Mesmo os de ultraesquerda, como o PSOL. Ele fez campanha para Plínio Sampaio no 1º turno de 2010. No 2º turno, fez campanha para Dilma. E já no início de 2011, começou a destilar toda a sua frustração, indignação e raiva da presidenta incompetenta, se lixando para a possibilidade remotíssima de o presidente eleito em 2010 ter sido José Serra, tucano tão neoliberal quanto a petista. Tsavkko é aliado de movimentos classistas, como o movimento GLBTT, e reclama pra caramba porque Dilma fez promessas vãs para esse grupo e agora dá prioridade para toda a sorte de picaretas pentecostais.

Pombas, mas foi essa putada toda da esquerda brasileira que encheu o saco no 2º turno de 2010 com slogans e palavras de ordem tipo "Agora é Dilma". Tsavkko tem ao menos dignidade em dizer que errou ao ter feito isso. Reconhecer um erro é próprio dos homens e mulheres de caráter. De modo que esquerdistas que admitem os próprios erros tem o meu respeito. Embora eu discorde dessa gente muitas vezes. Outros esquerdistas já admitiram o mesmo erro. O restante continua aplaudindo o governo neoliberal de Lula e Dilma, que pra escapar da raquítica direita golpista (que só consegue fazer masturbação ideológica entre eles mesmos, sem ameaçar o poder lulo-dilmista) se alia à direita fisiológica (PMDB à frente), ao invés de se aliar à população que elegeu Dilma Rousseff. Se aliar à população brasileira não é do feitio de quem despreza a soberania nacional.

Esta eleição municipal de 2012 enterrará o pouco de dignidade que ainda resta (?) na esquerda lulo-dilmista, que marchará ao lado de candidatos a prefeito da direita fisiológica em inúmeras cidades grandes do país. Tenho certeza que não restará dignidade alguma para 2014. Portanto, vou logo avisando aos amigos leitores: não me peçam voto para candidato algum de 2012. Aos ainda lulo-dilmistas, os rompidos com o lulo-dilmismo, os que romperam mas ainda se escondem e os que ainda pensam em romper: não se metam a besta de me pedir votos para essa senhora incompetenta que ocupa a Presidência da República. Nem no 1º nem no 2º turno. Nem me peçam votos para Lula em 2018, ou em 2014, se ele não quiser esperar até 2018 para reemplacar o megasucesso "Lula Lá". Os lulo-dilmistas não se preocupem. Lula e Dilma não precisam de meu voto para se elegerem, seja em 2014, 2018 ou em 2022. Nessas três eleições, eles aniquilarão a concorrência. Inclusive todos os demo-tucanos que aparecerem. Seja José Serra, Geraldo Alckmin, Aécio Never (ou Aécio Neves, como queiram), Beto Richa ou qualquer outro que apareça.

Na hipótese remota de os lulo-dilmistas não aniquilarem a concorrência e perderem o Governo, danem-se eles.

A ultradireita e a extrema direita (aqueles que consideram até o PSDB e José Serra como de esquerda) não tem representação partidária nem votos. Mesmo que tivesse algum partido, não teria nem como ir para o 2º turno, como já aconteceu na França.

Os nacionalistas também não tem representação partidária. Eu bem sei disso. O nacionalismo está longe de suplantar o neoliberalismo, o socialismo, o lulo-dilmismo, o fisiologismo e mesmo o ainda resistente (em alguns governos estaduais e municipais) demo-tucanismo. Quem sabe um dia eu assista isso? Eu só tenho 37 anos...

sexta-feira, 25 de maio de 2012

Faltam 402 MB em pen drive da Kingston


Eu sempre procurei comprar acessórios de informática em lojas regulares, pra não ter problema com produtos falsificados. Só que nem isso está me poupando de um aborrecimento. Nesta semana, comprei numa loja um simples pen drive Kingston de 16 GB, igualzinho ao da foto. E em embalagem lacrada. Só que o dito cujo está com 402 MB abaixo dos 16 GB que deveria ter. Até admitiria uma pequena diferença, porque o drive vem com uns programinhas de autoinstalação gravados nele. Só que 402 MB a menos é inaceitável. Dá para gravar dois vídeos de 22 minutos em resolução convencional, com 402 MB.

Hoje ou amanhã levarei o pen drive e sua nota fiscal na loja, para cobrar outro drive ou a devolução do dinheiro. Eles terão problemas se não derem nem uma nem outra coisa.

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Populares queimam jornal do Sindicato dos Metroviários de São Paulo

No meio da disputa entre o Metrô de São Paulo e o Sindicato dos Metroviários de São Paulo (que ontem promoveu uma greve da categoria), uma cena se sobressaiu de manhã cedo. Em frente a uma das estações do Metrô, que estava fechada devido à greve, passageiros do Metrô tomaram dezenas de exemplares de um jornal do sindicato e fizeram uma fogueira com eles.

Ressalve-se que toda categoria profissional tem direito à reivindicação. E à greve, exceto aquelas que a Constituição proíbe de fazer greve, como os militares. Só que alguns sindicalistas tem que aprender a lidar com a ira da população comum indignada.

Se são tão machos para enfrentar o Governo de São Paulo, deviam ter trabalhado normalmente e aberto as catracas. Se se limitassem a enfrentar apenas o Governo, não a população, fatos como esse protesto incendiário não aconteceriam.

Agora fica uma dúvida: os que queimaram os jornais do sindicato seriam machos o suficiente para queimar jornais do Governo de São Paulo ou jornais de campanha do desgovernador?

terça-feira, 22 de maio de 2012

O showrnalismo global

É notório que o jornalismo da Rede Globo não é propriamente jornalismo. É showrnalismo: mistura de jornalismo com a linha de shows da emissora. Tudo vira show na Vênus Platinada. Naturalmente, o futebol não poderia ficar de fora, pois aqui temos uma clara influência da Rádio Globo e de seu Futebol Show, além de toda sorte de manipulações associadas ao futebol no Brasil.

O esporte global tem algumas gracinhas pra encher linguiça. Ao invés de mostrarem uma boa variedade de esportes, preferem preencher a programação esportiva com quadros futebolísticos idiotas como Inacreditável Futebol Clube, em que jogadores de futebol que perdem gols facílimos tem seus não-gols repetidos e a emissora oferece a eles a camisa do fictício Inacreditável Futebol Clube. Outro quadro é o do Fantástico, em que jogadores de futebol que fazem três gols no domingo tem direito (grandes merda) de pedir uma música para servir de trilha sonora para a exibição de seus gols no Fantástico.

Às vezes um jogador rompe com a palhaçada. Como o botafoguense argentino Herrera, que não pediu música no domingo passado, quando marcou três gols na vitória de 4 a 2 pra cima do São Paulo no Engenhão.



Não satisfeitos, os patetas globais do Fantástico fizeram draminha, dizendo que era a primeira vez que um jogador não pedira música no programa, e que isso era uma tragédia para o esporte nacional. Não satisfeitos, pescaram uma frase solta dita por Herrera ("é nenhuma", referência dele para nenhuma música a ser pedida) e tascaram como trilha dos gols de Herrera a música É Nenhuma, do grupo de axé baiano Chiclete com Banana. E tome mais Música de Cabresto na programação global!

segunda-feira, 21 de maio de 2012

A carranca esquecida de FHC

Em algum lugar deste blogue ou do outro que extingui, disse há anos atrás que sou favorável à regulação da mídia, sem que se isso se constitua em alguém (notadamente o Governo Federal) liderando um processo de censura. Regulação da mídia é criar regras. Como as que existem em alguns países, uns mais democráticos que o Brasil e até outros no mesmo nível. Regras tipo: quem tem jornal de grande circulação numa cidade não pode ter rádio ou TV aberta na mesma cidade, quem tem TV não pode ter rádio ou jornal, quem tem rádio não pode ter TV ou jornal, os veículos devem reservar como espaços exclusivos para suas opiniões apenas os editoriais, e o restante da publicação ou programação deve retratar todos os fatos e versões sem editorialização, o direito de resposta deve ser garantido sem muita burocracia e sem protelações, e assim por diante.

Agora vejo a mídia progressista (uns querendo a regulação como deve ser, e outros querendo censura, sem assumir, obviamente) receosa porque FHC também assumiu o discurso pela regulação da mídia. Só alguns são dignos de nota. Exatamente os que querem regulação sem censura, assim creio. Um dos primeiros (ou talvez o primeiro) a comentar isso foi Venício Lima em entrevista à Carta Capital. Alexandre Tambelli teve seus comentários a respeito publicados no blogue Com Texto Livre. Outro Alexandre, o Figueiredo, deixou seus comentários no próprio blogue.

Em síntese, eles disseram que FHC deve estar sinalizando um anseio da ala neoliberal da mídia em tomar o protagonismo da regulação da mídia para controlar o quê eles perderão ou não no processo. Mudar tudo para que não mude nada. Ou, como diriam décadas atrás, fazer a revolução antes que o povo a faça.

Nada tenho a acrescentar ao que eles todos disseram. Apenas digo que o patético príncipe do neoliberalismo deve ter defendido a regulação da mídia só porque deve estar com saudade do tempo em que sua carranca estava diariamente em toda a mídia amestrada, inclusive na vitrine maior: o Jornal Nacional. Então defende a regulação da mídia para que, quem sabe, ele e sua patota voltem a frequentar diariamente (não esporadicamente) a mídia. Depois que os supremos líderes do neoliberalismo se serviram de FHC por oito anos, descartaram sua carranca como se descarta um bagaço de laranja sem suco. Hoje o que aparece diariamente é a carranca de dona Dilma. A de Lula aparece dia sim, dia não, pois o homem é continuador de algumas políticas neoliberais de FHC e é muito mais midiático que o príncipe dos neoliberais. Até cinebiografia da Globo Filmes fizeram do homem. E mesmo assim sua cinebiografia perdeu nas bilheterias para a de Chico Xavier, que é muito mais competente na tarefa de derrotar Lula que qualquer tucano.

FHC deve estar cansado de ficar restrito a espaços apreciados apenas por intelectualóides ou elitistas como ele. Espaços como sua coluna em O Globo.

domingo, 20 de maio de 2012

Dúvidas sobre a missa da JMJ 2013 em Santa Cruz

Tenho sérias dúvidas sobre o fato de um evento desse porte ter sido marcado pelos bispos da CNBB para ser feito na Base Aérea de Santa Cruz, no extremo oeste da cidade do Rio de Janeiro. Por um lado, é positivo, pois é exatamente na zona oeste carioca que a Arquidiocese tem crescido em número de paróquias, de fiéis e até de vocações sacerdotais. De modo que os bispos do Rio devem ter influído na escolha, embora a assessoria da Arquidiocese não saiba o motivo exato da escolha da base aérea, segundo o portal G1.

Por outro lado, a questão do transporte é seriamente problemática. Santa Cruz é um bairro extremamente complicado para os próprios moradores saírem de lá diariamente para trabalhar, estudar, fazer compras, se divertirem... O serviço de trens é uma piada de mau gosto. O sistema de ônibus e vans (legais ou não) é um desastre. Metrô não existe. Imaginem quando um, dois ou mais milhões de pessoas resolverem ir na missa da JMJ na base aérea?

Ah, já sei. O prefeito quer levar todo mundo pra lá de BRT, aquele sistema que não dá mais conta do serviço nem em Curitiba, que dirá numa cidade enorme como o Rio de Janeiro. E o BRT vai pra base aérea? Se não for, será complicado o povo todo tomando os poucos ônibus e vans da região. A não ser que o secretário Sansão mande seus queridos quatro consórcios de ônibus fardados mandarem tudo quanto é ônibus para lá. Quem quiser ir para outro lugar que se vire.

Dizem que marcaram o evento para a Base Aérea de Santa Cruz temendo o colapso na estrutura urbana, se fosse feito em áreas mais próximas do centro do Rio, como o Aterro do Flamengo, local da missa de encerramento do Encontro Mundial das Famílias em 1997. O que denota duas coisas: a falta de confiança na infraestrutura desta cidade e um não assumido desejo das elites políticas, intelectuais e culturais de colocar "aquele povinho católico" bem longe do Centro e da Zona Sul.

sábado, 19 de maio de 2012

O Primeiro Poder

Até FHC defende “regulação da mídia”

Resposta para Altamiro Borges:

Regulação da mídia quando não tem o governo mandando sozinho é boa pra todo mundo. Pra esquerda, pra direita, pra neoliberais, pra socialistas, pra comunistas, pra trabalhistas, pra nacionalistas, pra internacionalistas, pra conservadores, pra progressistas... Todo mundo tem voz. Todos tem seu espaço e hora para falar.

No Brasil, a imprensa deixou de ser quarto poder há muito tempo, quando passou a ser o primeiro poder. Já temos neoliberais e direitistas percebendo que nem eles tem vez e voz nesse estado de coisas. A imprensa quer falar sozinha, e dar vez só para os apadrinhados e aliados.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Haja ensaio!

Agora, tudo quanto é evento internacional que acontece no Rio de Janeiro virou "ensaio" para a Copa 2014 e para a Olim Piada 2016. Até a Rio+20, segundo a coluna Panorama Político, de O Globo.

Até parece que a Rio+20 trará tanta gente a esta cidade quanto trarão a Copa e a Olim Piada. Mesmo a Copa talvez não traga o monte de gente que imaginam... Como diz meu amigo Marcelo Pereira, futebol é doença nacional só aqui no Brasil. Nos outros países, é apenas um divertimento como qualquer outro, mesmo onde é o esporte mais popular.

Se querem um evento que sirva de parâmetro para ver o preparo ou o despreparo desta cidade e deste país para recepcionar esses megaeventos, aguardem a Jornada Mundial da Juventude de 2013. Aliás, estão esperando tanta gente que os bispos da CNBB marcaram a missa de encerramento da JMJ com o Papa para a Base Aérea de Santa Cruz. Só isso merece outra postagem...

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Os três jornalismos da Record

Amigos tem detectado três jornalismos diferentes na Rede Record e em sua subsidiária Record News: o jornalismo popularesco de programas como Balanço Geral, o jornalismo tradicional neoliberal de figuras como Heródoto Barbeiro e o jornalismo dito "progressista" (frequentemente lulo-dilmista) de figuras como Paulo Henrique Amorim.

Juntando os três jornalismos, não dá um que ofereça uma cara para o jornalismo da Record. Ainda que, não raramente, o jornalismo neoliberal e o jornalismo "progressista" apresentem reportagens sensacionalistas, típicas do jornalismo popularesco.

As concorrentes tem ao menos uma cara mais definida. Quando não é um jornalismo neoliberal metido a classudo, é um jornalismo maleável pelos bons ou maus humores do patrão ou dos governos que beneficiam o patrão. Algumas até tem o jornalismo popularesco, também. Mas nenhuma tem a gororoba dos três conflitantes jornalismos da Record.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Band News Fluminense FM repetirá jornadas esportivas da Bradesco Sports do Rio (ou de Petrópolis, como queiram)

A eterna lambança continua no dial carioca. Segundo um internauta que participa de debates radiofônicos no Facebook, o garotinho José Carlos Araújo anunciou hoje em seu programa Jogo Aberto Rio da Band que a Band News Fluminense FM 94,9 repetirá a programação da nova rádio Bradesco Sports FM 91,1, rádio esportiva que utilizará a outorga da antiga Musical FM de Petrópolis. Não informou se a transmissão simultânea das duas rádios será somente durante as jornadas esportivas ou se será integral, o que implicaria no fim da Band News Fluminense FM. Podemos deduzir que será no mínimo durante as jornadas esportivas.

A Band News FM original, a de São Paulo (FM 96,9) não só transmite partidas de futebol paulista e corridas das fórmulas 1 e Indy, como tem sua própria equipe de esportes, distinta daquela da Rádio Bandeirantes AM+FM. A Band News Fluminense deve estar sendo colocada pra repetir as jornadas da Bradesco Sports porque, a rigor, o sinal da rádio petropolitana é praticamente um sinal fantasma no Grande Rio. Poucos "felizardos" (eu prefiro dizer 'vítimas do AeMão em FM') conseguem sintonizar essa rádio dos 91,1 na cidade do Rio de Janeiro. Mesmo em áreas supostamente mais bem à frente da serra onde fica a antiga torre da Musical FM ou o Morro do Morim, suposto local da nova torre da Bradesco Sports na Região Serrana.

terça-feira, 15 de maio de 2012

Democracia & ceticismo na Europa e no Brasil

Resposta para Com Texto Livre e Congresso em Foco:

Na maioria dos países europeus, há pelo menos a opção do voto facultativo, para quem não confia nem na direita, nem na esquerda, nem na estrema direita e nem na extrema esquerda. Aqui no Brasil acabamos com o regime militar, mas não com o voto obrigatório. Não há democracia nem nessa questão. Aí o pessoal vai lá e vota em qualquer porcaria, pra se livrar da obrigação que deveria ser só direito. E votam em quem o Filho Bastardo do Brasil deseja que votem.

Zé Carlos disse...


Pois é Marcelo, mas foi esse voto facultativo que levou um partido de extrema direita ao segundo turno das eleições francesas. Quando se deram conta, correram para votar na única alternativa possível: Sarkozy.


segunda-feira, 14 de maio de 2012 07h50min00s BRT

segunda-feira, 14 de maio de 2012

A participação dos insetos e dos robôs patriotas (e dos nacionalistas) no tuitaço contra a Veja #VejaComMedo #VejaTemMedo

Uma coisa deve ser dita. Os lulo-dilmistas não tem direito de reivindicar para si a exclusividade da participação no tuitaço de anteontem contra a revista Veja, descrito lá no blogue do Miro. Esse pessoal gosta muito de posar de únicas vítimas, embora eles estejam desgovernando este país há mais de nove anos e embora neste caso obscuro da Veja eles sejam, mesmo, vítimas da revista, sem serem os únicos.

Há de se anotar que a Veja é, pelo menos desde a década de 1980, uma revista internacionalista e neoliberal. Esses caras mereceriam respeito se fossem só internacionalistas e neoliberais mas reconhecessem seus erros ou de suas empresas, como fez uma vez o Correio Braziliense (conforme conta o Brasil 247) e até o coiote neoliberal Rupert Murdoch, sobre a bandalheira em seus jornais britânicos. A revista da Abril nutre simpatia pelo demo-tucanato, mas quando estes se desviam um pouquinho do ideário neoliberal da Veja, a revista dá suas tamancadas em específicos políticos dos dois partidos da oposição de direita. No entanto, o alvo frequente da Veja não é o demo-tucanato. Alvos frequentes são: movimentos sociais, movimentos nacionalistas (não necessariamente de esquerda), servidores públicos e qualquer um que defenda a soberania nacional e direitos para a população brasileira. Além dos lulo-dilmistas. A Sujíssima Veja (© Hélio Fernandes) merece essa movimentação contrária, inclusive dos que não confiam nem em Lula nem em Dilma. Provavelmente houve a participação de antipetistas no tuitaço.

Esse tuitaço de anteontem foi marcado para 18h, quando eu estaria numa sessão de cinema com ingresso comprado antes de saber do tuitaço. De modo que só contribuí com uns tuítes horas antes do tuitaço, e com alguns mais de uma hora depois, o primeiro deles de uma hora e dois minutos depois do início.

Ontem fiquei sabendo que os tags #VejaComMedo e #VejaTemMedo ficaram quase dez horas entre os dez mais do Twitter no Brasil. Horas antes, a nova edição semanal da Veja foi pras bancas classificando os tuiteiros como “insetos”, “robôs” e “petralhas amestrados”. Pois então saibam que estou vendo gente gostando de ser classificado como “inseto” ou “robô”. Alguns substituíram as próprias fotos no Twitter por fotos de insetos ou de robôs. Como na cadeia alimentar, insetos maiores comem insetos menores. E nós comemos esses insetos da Veja. Entre nós deve haver uma praga de gafanhotos pronta para devastar aquela sujíssima revista da Marginal Pinheiros. No que diz respeito aos robôs, esse pessoal da Veja deve ter algum trauma de robôs, desde que lançaram as sagas Exterminador do Futuro e Matrix. Eles tem que aprender a levar a ficção menos a sério.

domingo, 13 de maio de 2012

Bradesco Sports FM 91,1 provoca um tsunami no rádio esportivo carioca

A antiga rádio Musical FM 91,1 de Petrópolis estava há anos arrendada pela Rede Aleluia, nas há poucos meses foi vendida para o Grupo Bandeirantes. Pois eis que o grupo Band promete não só instalar um novo transmissor para a rádio atingir a cidade do Rio de Janeiro (tal como faz a Melodia FM 97,5) como está anunciando (com a locução de Luciano do Valle) na FM 91,1 a instalação de uma nova rádio: a Bradesco Sports FM, que ao que tudo indica, terá transmissões esportivas e música qualificada nos horários sem transmissões esportivas. Ainda não há data prevista para a inauguração da Bradesco Sports 91,1. A expectativa é que ela coincida com as primeiras rodadas do Campeonato Brasileiro.

O primeiro lance do tsunami foi a investida da Bradesco Sports FM em cima dos quadros da Rádio Globo AM 1220 e FM 89,5. De lá foram retirados de uma vez o locutor José Carlos Araújo, o comentarista Gérson "Canhotinha de Ouro", Gilson Ricardo, Jorge Eduardo e os repórteres Jorge Eduardo, Cláudio Perrout, André Luiz, Bruno Cantarelli e Francisco Aiello. Garotinho e Gilson eram veteranos de décadas de Rádio Globo.

A AM+FM da Rua do Russel não ficou quieta. Foi na rival Tupi AM 1280 e FM 96,5 e tirou de lá o locutor Luiz Penido. A estreia do Garotão da Galera na Rádio Globo será, no mínimo, histórica. Ele se revezará com José Carlos Araújo hoje na transmissão do jogo final do campeonato carioca de futebol entre Fluminense e Botafogo. Se há décadas atrás os locutores Jorge Curi e Waldir Amaral se revezaram na própria Rádio Globo com cada um narrando um tempo de partida, hoje Garotinho narrará apenas o primeiro tempo de Fluminense e Botafogo, se despedindo assim da emissora. Luiz Penido narrará o segundo tempo da partida, marcando assim sua reestreia efetiva na emissora onde já trabalhou em outras épocas.

Comentava-se nos bastidores radiofônicos que uma das rádios do Rio tentou tirar o comentarista Washington Rodrigues da Tupi, mas ele teria recebido uma contraproposta da AM+FM da Rua do Livramento e decidiu ficar.

Escorada pelos grupos Bandeirantes e Bradesco, a Bradesco Sports FM provocou uma movimentação no dial carioca, mas não se sabe efetivamente qual será o futuro dessa emissora. As tentativas anteriores de implantar uma rádio com transmissões esportivas apenas em FM fracassaram com o tempo. A Tropical FM 104,5 foi arrendada pela IURD. A então popular FM 94 da Era dos Garotinhos (os de Campos dos Goytacazes, não o José Carlos Araújo) virou a educativa Roquette Pinto FM 94,1 da Era Sérgio Cabral Filho. E a Transamérica FM 101,3 deixou de fazer transmissões esportivas no ano passado. Como quase todas as FMs com antenas instaladas em Petrópolis, a Bradesco Sports FM deverá enfrentar problemas sérios para ser sintonizada na Zona Sul carioca, o filé do mercado radiofônico. Já enfrenta hoje para chegar nas zonas norte e oeste da capital, onde pouca gente afirma ter sintonizado o novo sinal da Bradesco Sports ainda em teste. Pode ser que o apartheid tecnológico contra as rádios AM e a presença de José Carlos Araújo façam com que a Bradesco Sports tenha audiência e faturamento suficientes ao menos no nível esperado pelos três grupos que estão criando a rede: Band, Bradesco e Bel, sendo que este último não está envolvido na criação da filial fluminense, que é do Grupo Bandeirantes. Não é rádio alugada nem arrendada. A participação do grupo Bel na empreitada é entrar com a emissora própria de Belo Horizonte e as arrendadas que compuseram a extinta rede Oi FM, que também era uma rádio customizada bancada por um patrocinador master. A Bradesco Sports FM entra com outra proposta em quase todas as emissoras da extinta Rede Oi, exceto a antiga filial carioca, que é a Rádio Cidade FM 102,9 hoje afiliada da rede Jovem Pan FM.

Texto original publicado em TVs do RJ.

sábado, 12 de maio de 2012

Organizações Globo: chapa branca, sim. Chapa preta, não!


Resposta para Com Texto Livre, sobre texto de Carta Capital:

Eu sempre disse que a Globo sempre foi governista. Seu G do PiG tem o significado que for conveniente conforme o tempo, a ocasião e a pessoa: G de governista ou G de golpista. Governista quando for pra tratar bem o regime militar, o Governo Sarney, o Governo Collor (antes do impeachment), o Governo FHC e algumas figuras do Governo Lula-Dilma, como o eterno neoliberal Henrique Meirelles. Golpista quando contrariar seus próprios interesses, e APENAS seus próprios interesses.

Eu lembro das reportagens da Rede Globo e de O Globo na época da hiperinflação de Sarney e Collor. Podem parecer anacrônicas aquele monte de reportagens sobre a carestia em órgãos de imprensa tão amplamente governistas. Mas eles sempre procuravam dissociar o caos na economia nacional da política econômica dos governos. Inclusive de ministros desastrados como Maílson da Nóbrega, esse que agora vem esbravejando contra a queda dos juros.

Mas chamar a Rede Globo de chapa branca é justo. Isso porque ela apoia os governos até onde convém. Se apoiasse sempre e incondicionalmente todos os governos, ela não seria chapa branca. Seria chapa preta de bronze, com faixa verde e amarela, e o brasão da República.

P.S: Enfim, a conexão Globo-Cachoeira, via revista Época!

http://cloacanews.blogspot.com.br/2012/05/enfim-conexao-globo-cachoeira.html

Os caras defendem a concorrente Veja não à toa.

Zé Carlos disse...


É isso, Marcelo!

sexta-feira, 11 de maio de 2012

A dívida da Vale

Ontem, o colunista Ancelmo Gois (de O Globo) publicou esta nota:

Executivos fiscais


A terra treme. A União, ontem, registrou na dívida ativa débitos fiscais da Vale que beiram uns R$ 35 bilhões.

Portanto, cai por terra um dos argumentos dos favoráveis à privatização da Vale, de que, depois de privatizada, a empresa gerou mais impostos. Pode até estar gerando mais impostos, mas o dinheiro não vai pra onde deve ir: para os cofres públicos. E daí para investimentos públicos, serviços públicos...

quinta-feira, 10 de maio de 2012

'Faroeste Caboclo' ainda depende de patrocínio para ser concluído

Fonte: Adoro Cinema.

segunda-feira, 7 de maio de 2012


O filme, inspirado na canção de Renato Russo, está parado na fase de edição, dependendo de novos investidores para ser terminado.


por Bruno Carmelo


Já faz um ano que as filmagens de Faroeste Caboclo terminaram, e muitos fãs do grupo Legião Urbana começavam a questionar quando a obra chegaria aos cinemas. O filme, com orçamento de R$ 6 milhões, deveria ter sido terminado em outubro de 2011, mas por falta de verbas, está parado na fase de edição. A produção ainda se diz otimista quanto à descoberta de novos investidores que permitiriam que o filme fosse finalizado e chegasse às telas por volta de outubro, evitando a concorrência com os grandes lançamentos do final do ano.

Esses caras do cinema nacional nunca arrumam produtores que banquem o filme todo ANTES de roda-lo. Sempre tem que mendigar dinheiro alheio. E, não raramente, dinheiro público de renúncia fiscal.

Já vi uma história semelhante antes. Com Guilherme Fontes e seu filme Chatô, o Rei do Brasil. Se bem que pelo menos não há irregularidades com Faroeste Caboclo. Não que se saiba.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Não tenho pena da Sujíssima Veja

A revista Veja me causa asco desde aquela famosa capa sobre Cazuza ter revelado que estava com SIDA/AIDS. A revista escreveu na capa: Cazuza - Uma vítima da Aids agoniza em praça pública. Lá dentro, a revista cometeu uma série de desatinos sensacionalistas, como uma comparação de gosto duvidoso, insinuando que Cazuza jamais seria como Noel Rosa, que morreu com 26 anos (enquanto Cazuza morreu com 32) mas compôs mais canções. Anos antes, em 1982, a revista deu capa a Elis Regina, se concentrando mais na morte dela por overdose de cocaína e bebidas alcoólicas do que na sua brilhante carreira. A expressão A tragédia da cocaína foi colocada na capa com caracteres maiores que a expressão A morte de Elis Regina.

Juntem tudo isso ao fato de a Veja ser uma revista notoriamente internacionalista e neoliberal. Eis o quadro que faz com que eu não sinta a menor pena da Veja, diante dessa campanha de denúncias contra a amistosa aliança do bicheiro Carlinhos Cachoeira com a revista. Ainda que essa campanha esteja sendo protagonizada por toda a fauna e flora do lulo-dilmismo em busca de vingança, incluindo a esgotosfera dita "progressista", aquela que sonha um dia substituir a imprensa neoliberal nos corações e mentes do populacho brazuca. Quem sente pena é o Coturno Noturno, que já está de chororô lá no blogue dele.

Ok, não sou lulo-dilmista, não confio no demo-tucanato, não confio na ultraesquerda, não confio na extrema esquerda, não confio na ultradireita, não confio na extrema direita e não confio no PiG, seja com G de golpista ou com G de governista. De modo que, quanto mais eles brigarem e se aniquilarem, melhor. É evidente que, por hora, apenas alguns desaparecerão. Não todos ao mesmo tempo. A Veja e o demo-tucanato deverão ser os primeiros a desaparecer. Mas a hora dos sobreviventes ficarem afastados do poder chegará também. Não tenho pressa. Tenho 37 anos. A meia idade está chegando e começa a pesar, mas posso esperar a sucessão de todo esse quadro político nacional e o levante de algo diferente dessa cambada toda. Pode demorar o tempo que for. Até lá, assistirei de camarote a queda de internacionalistas como a Veja e o demo-tucanismo. E darei meus pitacos, pra ajudar. Seja aqui ou nas redes sociais.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Beijo gay pode. Beijo hétero? Ih, isso não te pertence mais!

Outro dia enviei para o deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ) uma manchete no mínimo provocativa: "Bar gay proíbe que casais héteros se beijem no local". E fiz a pergunta: Jean Wyllys ficará quieto? Fiz a pergunta na certeza de que o parlamentar ficaria quieto, em sua empáfia militante. Dito e feito.

Eu digo que o que é permitido para um grupo social deve ser permitido para todos, e o que é proibido para um grupo social também deve ser proibido para todos. Ou todos podem beijar da maneira que bem entenderem (beijo de língua, beijo desentupidor de pia, etc), ou só podem dar bitoquinhas, ou só podem dar beijo na bochecha e outros lugares não íntimos, ou ninguém pode beijar. O raciocínio é o mesmo para outras demonstrações de relação interpessoal em lugares públicos e estabelecimentos comerciais, que não podem fazer distinção de pessoas.

O absurdo que acontece nesse bar causou indignação em integrantes sérios da militância GLBTT. Se pregam que os homossexuais devam ser acolhidos pela sociedade em geral sem serem agredidos, assassinados, forçados a mudar de sexualidade ou eufemisticamente convidados a se retirarem, não podem querer que outros segmentos sociais sejam tratados de forma semelhante.

Só que o nosso famoso ex-BBB é do tipo de gente que deve achar que seu grupo social deve se sobrepor aos demais. Acredita que são seres imaculados, puros, intocáveis, a próxima escala da evolução da espécie humana, tal como a Irmandade de Mutantes da franquia X-Men. Qualquer discordância por mínima que seja é taxada de homofobia. Homofóbico é a nova palavra da moda para taxar desafetos, assim como a palavra malufista nos anos 80, utilizada até por músicos e cantores do primeiro Rock in Rio para responder às vaias de parte da plateia.

Os proprietários desse bar gay teriam feito sucesso na África do Sul no tempo do apartheid, onde havia restaurantes para brancos, restaurantes para negros, ônibus para brancos, ônibus para negros, escolas para brancos, escolas para negros...

Vamos defender Jean Wyllys daqueles que ameaçam sua vida e sua integridade física. Aproveitemos a oportunidade para rechaçar seu conveniente silêncio diante de discriminações contra grupos sociais diferentes daqueles que ele representa com exclusividade na Câmara dos Deputados. Já que defender a sociedade como um todo e a soberania nacional estão longe de sua ação política.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Mais uma contribuição para quebrar a Sujíssima Veja

Descontemos o franco governismo da Recópia e curtamos esta reportagem.

Não tenho pena de internacionalistas e neoliberais como esses dirigentes da Editora Abril.

Noel Gallagher - Vivo Rio - 3 de maio de 2012


Havia uma grande expectativa pela primeira apresentação de Noel Gallagher em carreira solo no Rio de Janeiro. Pudera. Sua banda original Oasis foi uma das mais importantes da história do rock e possui uma legião de fãs em dezenas de países. E o Rio de Janeiro tem milhares desses fãs. Noel foi letrista principal, guitarrista e segundo vocalista do Oasis, e em outubro do ano passado lançou seu segundo CD solo (o primeiro pós-Oasis), o arrebatador Noel Gallagher's High Flying Birds, que apontou novos rumos e novas sonoridades para a ascendente carreira solo de Noel.

Pois fãs de Noel Gallagher (e, por tabela, do Oasis) lotaram o Vivo Rio na quinta-feira passada, não só para ver e ouvir Noel tocando e cantando seu contundente repertório, mas para cantar junto. É impressionante como os fãs de Noel (e do Oasis) acompanham ferrenhamente a carreira de Noel. Cantaram junto com Noel as músicas do seu novo CD solo (base do repertório, pois foi tocado quase na íntegra, exceto a faixa Stop the Clocks), lados B da carreira do Oasis, músicas menos conhecidas dos discos oficiais do Oasis, músicas do EP solo que Noel lançou só na Inglaterra e, obviamente, os dois únicos megaclássicos do Oasis da noite, cantados a plenos pulmões (e bota pulmões nisso) por Noel e pela plateia: Supersonic (em versão acústica) e Don't Look Back in Anger. Como diz a letra desta última canção (Não olhe para trás com rancor), Noel não despreza seu passado no Oasis, mas quer diferenciar sua carreira da do Oasis, ao privilegiar o lado B do Oasis.

Noel e seus músicos acompanhantes fizeram uma apresentação magistral. Noel mostra ao vivo o que eu desconfiava que fosse: um excelente vocalista capaz de segurar sozinho um show inteiro (a voz e os pulmões ajudam) e um músico excepcional. Ele revezou três instrumentos no show todo: um violão e duas guitarras diferentes. Os demais músicos (um guitarrista, um baixista, um baterista e um tecladista) cumpriram bem a missão de dar suporte ao patrão Noel. As músicas do High Flying Birds que em CD são mais intimistas ganharam versões mais encorpadas, ao vivo.

No todo, a apresentação solo de Noel Gallagher (bem como o novo disco) apontam que ele tem, sim, influências do rock das décadas de 1950 e 1960, mas também está antenado com sonoridades atuais do rock, notadamente o próprio rock britânico. Há também um flerte com a atual música eletrônica, na música AKA... What a Life!.

Quando voltou ao palco para o bis, Noel flagrou a maior parte da plateia cantando sozinha a música Rockin' Chair, que não estava no roteiro.

Enfim, este foi um das melhores eventos musicais desta cidade em 2012.

O repertório:


"(It's Good) To Be Free"
"Mucky Fingers"
"Everybody's on the Run"
"Dream On"
"If I Had a Gun"
"The Good Rebel"
"The Death of You and Me"
"Freaky Teeth"
"Supersonic"
"(I Wanna Live in a Dream in My) Record Machine"
"AKA... What a Life!"
"Talk Tonight"
"Soldier Boys and Jesus Freaks"
"AKA... Broken Arrow"
"Half the World Away"
"(Stranded On) The Wrong Beach"

Bis:

"Let the Lord Shine a Light on Me"
"Whatever"
"Little By Little"
"Don't Look Back in Anger"