Política, cultura e generalidades

domingo, 1 de abril de 2012

Debatedores sentem falta da Campanha da Fraternidade no interior do país

Na semana passada, no programa Oriente-se da TV Século 21, houve um debate sobre o tema da atual Campanha da Fraternidade: Fraternidade e Saúde Pública. Lá pelas tantas, um dos debatedores questionou como se poderia levar a campanha para algumas comunidades do interior do país, onde a Campanha da Fraternidade é absolutamente ausente.

Não há como, senhor debatedor. A população dessas comunidades não está ausente da Campanha da Fraternidade sem motivo. Essas Campanhas já deveriam ter sido encerradas há anos.

A Campanha da Fraternidade tem mais sentido em épocas de autoritarismo, como o regime militar. Se naquele regime não dava para debater livremente assuntos relevantes de interesse geral em público, que se usasse espaços alternativos, como a Igreja. Hoje essas campanhas servem mais para alienar a população católica do tema central da Quaresma, que é a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Sem contar que a Campanha da Fraternidade tem servido mais para infiltrar politiqueiros dentro da Igreja, inclusive politiqueiros inimigos da própria Igreja.

Mesmo nesta capenga democracia brasileira, não há assunto proibido nos debates públicos. Agora mesmo estão debatendo e noticiando investigações em torno de empresas que fraudam licitações em hospitais públicos. Até um prefeito do interior do Rio de Janeiro foi preso pela Polícia Federal por desviar R$ 2,5 milhões da verba da saúde.

Além do mais, na média essas comunidades do interior do país levam a fé mais a sério que a média das comunidades das grandes cidades. Sabem que a Campanha da Fraternidade desvia a atenção dos assuntos mais importantes da Quaresma.

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