Política, cultura e generalidades

sábado, 28 de abril de 2012

Parada técnica

Esta é a primeira deste blogue. O equipamento que uso para editar o blogue resolveu pifar ontem, com apenas uma postagem programada. E como não dá tempo de escrever meus textos fora de casa, o blogue ficará suspenso até o problema técnico ser resolvido. Não há previsão de volta.

O Tributo ao Rádio do Rio de Janeiro e minha coluna radiofônica do TVs do RJ também ficam suspensos, pelos mesmos motivos. Enquanto isso, os amigos Alexandre Figueiredo e Leonardo Ivo podem continuar escrevendo para os blogues Kiss FM 91,9 Rio de Janeiro e Preserve o Rádio AM, ao mesmo tempo em que eu fico de fora.

Até a volta, amigos!

Aos lulo-dilmistas, ultraesquerdistas, (neo)liberais e internacionalistas em geral, faço votos de um bom descanso, agora que passarei um tempo fora. Eu também descansarei de vocês. Estou precisando disso.

Governo petista (assim como os anteriores) entregando a Amazônia e as esquerdetes ainda darão pití

Resposta para Tribuna da Internet:

mauro beznos
abril 27th, 2012 at 15:02


“São uns traidores. Mereciam a pena de morte sem dó nem piedade. Essa lei de entrega da Amazônia à empresas privadas e a criação de nações indígenas independentes, além do sucateamento das Forças Armadas, são traições imperdoáveis. Lula e a corja corrupta do PT, tinham que pagar essa fatura.”

Contagem regressiva para as luleles, dilmetes e esquerdetes em geral aparecerem pra dar pití aqui na TRIBUNA:

5... 4... 3... 2...

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Lambança federal



Na quarta-feira passada o Canal Brasil exibiu o filme Federal. Não vi esse filme quando foi exibido no cinema em 2010, porque já desconfiava que ele fosse um tosco filme policial tentando pegar carona na franquia Tropa de Elite. Só que aqui focando um fictício grupo de policiais do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal. Havia um cartaz enorme deste filme (tipo uns 5 metros de altura) igual ao desta postagem, na fachada do Norte Shopping. A sinopse que consta na Wikipedia é esta:

Dani (Selton Mello), agente especial da Polícia Federal, une-se ao delegado Vital (Carlos Alberto Riccelli) e outros homens do grupo de elite do Comando de Operações Táticas da Polícia Federal para caçarem o playboy Carlos Beque Batista Federal (Eduardo Dusek), responsável por colocar a cidade de Brasília na rota do tráfico internacional de cocaína.

Só que essa desgraceira não emplaca em nenhum momento. O filme é cheio de clichês e erros técnicos, até mesmo alguns erros de continuidade. As histórias paralelas que gravitam em torno da caçada do policial Dani ao traficante Beque se embolam, fazendo tudo virar uma maçaroca difícil de destrinchar. Federal não consegue nem ser um filme de ação adequadamente movimentado. Foi páreo duro com o modorrento jogo Inter x Fluminense que acontecia em outros canais no mesmo horário e também não emplacou, terminando obviamente em 0 a 0.

Federal conseguiu ser um dos primeiros filmes pré-Retomada do pós-Retomada, repetindo todos os clichês que o cinema nacional tinha antes da Retomada. Há até uma cena recorrente em pornochanchadas que deve estar fazendo sucesso em portais eróticos por aí: um casal trepando, com a mulher pulando em posição de "cavalgada". Não vou entrar em detalhes. Já escrevi demais.

Tem filmes brasileiros que viram uma lambança federal. Em todos os sentidos.

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Ontem o secretário municipal de saúde reconheceu a atual epidemia de dengue no Rio. Enquanto isso, em 2008...



O negócio era o atual prefeito atacar o prefeito anterior. Boca foi feita pra falar!

Isso tudo não deixa de ser uma derrota para toda a civilização. Civilização derrotada por um mosquito. População mal educada, governantes ineptos...

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Reflexões sobre o demo-tucanismo e o lulismo no blogue do Altamiro


Resposta para Altamiro Borges:

Datafolha e o desespero demotucano

Nenhuma palavra neste texto a respeito da bandalheira da Copa 2014 e da Olim Piada 2016. Com participação da Delta.

De qualquer forma, o lulismo será sucedido por algo fora do demo-tucanismo. Mas é difícil fazer essa cambada simpatizante do demo-tucanismo entender. Teremos que desenhar pra eles.

Anônimo disse...


Bandalheira da Delta? O tucano de bico curto omite as obras da Delta contratada durante o governo Serra pela Dersa, via Paulo Preto, com o Nova Marginal. Essa tucanalha é ridícula.


Respostas para Altamiro Borges:

"No início da sua gestão, a presidenta adotou medidas regressivas, de viés neoliberal".

Por isso que não tiro a razão de quem abandonou o demo-tucanato e só vota agora em lulo-dilmistas. Os lulo-dilmistas fazem direitinho o trabalho dos demo-tucanos melhor do que eles! Botar o demo-tucanato no poder pra quê?

O lulismo será sucedido por algo muito diferente do demo-tucanismo. Anotem aí.

terça-feira, 24 de abril de 2012

"Todos somos argentinos" o escambau!

Resposta para Mauro Santayana e Tribuna da Internet:


"Todos somos argentinos" o escambau! Eu sou brasileiro. Ainda que nossa presidenta não tenha capacidade nem coragem para fazer com a Vale o que dona Cristina fez com a YPF. Não podemos ficar bajulando o governo argentino, que reverte a privataria local. Devemos brigar para termos um governo brasileiro que reverta a nossa própria privataria.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Progressiva FM: uma rádio comunitária de verdade


Na história das rádios comunitárias e/ou piratas da década de 1990 da cidade do Rio de Janeiro, o capítulo mais destacado cabe à extinta Progressiva FM 91,3, emissora que tinha sede e torre no Complexo da Maré. A emissora era tocada por uma equipe de ativistas sociais, que tinham Wladimir Aguiar à frente.

A Progressiva FM tinha um alcance excepcional. Além de atingir facilmente com sinal local todo o bairro de Bonsucesso, a rádio chegava com diferentes níveis de sinal a lugares distantes como outros bairros da Zona Norte que margeiam a Avenida Brasil, a Ilha do Fundão, Pilares (de onde eu ouvia a emissora), Inhaúma e alguns pontos de São Cristóvão, Centro, Rio Comprido, Tijuca, Maracanã e Praça da Bandeira.

Tenho aqui um texto que coloquei na definição da comunidade da Progressiva FM que criei no Orkut:

Nos anos 90, houve uma rádio no bairro carioca de Bonsucesso, na freqüência FM 91,3. Chamava-se Progressiva FM, e foi a melhor rádio rock que esta cidade teve nos anos 90. A rádio foi extinta.

Dificilmente teremos a Progressiva FM no ar novamente. Pode ser que ela volte em breve, como web radio. De qualquer forma, fica aqui este espaço para todos os profissionais e ouvintes daquela rádio vanguardista lembrarem daqueles dias heróicos em que tínhamos uma rádio de verdade, de rock de verdade.

De fato, a programação da Progressiva FM foi a melhor do gênero em sua época. Era melhor até que a Fluminense FM, nos anos que coincidiram o início da Progressiva e o fim da Fluminense. A Progressiva tinha a vantagem da independência total, por não ter ezecutivos tacanhos como os que mataram a rádio niteroiense várias vezes. A planilha da rádio era vasta e variada. A ponto de ter incluído uma música de uma banda de rock cristão: a música Abrir os olhos, do Resgate. Apesar do nome, a emissora não transmitia apenas música progressiva. Apresentava todos os estilos de rock. Dos medalhões, passando por nomes indies daqui e do exterior, bandas artisticamente relevantes, os grandes nomes do rock brasileiro até as boas novas bandas brasileiras da época. A rádio de fato tocava todas as boas gravações de bandas independentes que chegaram lá, muitas vezes em fitas demo cassete.

A rádio tinha programas diários e programas semanais dedicados a segmentos específicos. O mais destacado era o Artigo 5º, só com bandas independentes. O nome do programa fazia alusão ao Artigo 5º da Constituição, que tem eu seu item IX:

IX - é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença

Vários radiodifusores de rádios autenticamente comunitárias pelo país afora usam até hoje esse texto (especialmente a expressão independentemente de censura ou licença) como motivo para colocarem essas emissoras no ar, mesmo na condição de rádios piratas.

Eu ouvia constantemente esse programa Artigo 5º. O programa era literalmente sem censura. Jogavam ouvintes no ar ao vivo, sem fazer distinção entre os ouvintes. Cheguei a entrar no ar ao vivo, para debater com Wladimir e os outros integrantes do programa a compra e o arrendamento de emissoras de rádio oficiais pelo país afora, já naquela década. Tema que surgiu numa das edições do programa. Também entrei no ar para debater sobre o circuito de rock independente da cidade.

Por algum motivo ainda não esclarecido, a Progressiva FM aumentava a sua potência uma vez por semana, exatamente no horário de 20 a 22h das quintas-feiras, que era o horário do Artigo 5º. O sinal da rádio aumentava tanto que eu a sintonizava com sinal local em Pilares, não com sinal raquítico como de costume. Invariavelmente o Artigo 5º se estendia além do seu horário. Teve edição que acabou quase à meia-noite. Era até curioso ouvir a rádio baixando a potência depois do programa. Até o volume de som diminuía.

Para cumprir sua função de rádio comunitária, a Progressiva FM fazia parceria com associações de moradores do Complexo da Maré e com outras entidades que atuavam ali. A rádio não tinha comerciais. No lugar deles, colocava campanhas e mensagens educativas. Havia uma que recomendava explicitamente a substituição da margarina por manteiga, por ser mais saudável.

A Progressiva FM entrou no ar antes mesmo do fim da Fluminense FM (1994). A Progressiva FM acabou virando, obviamente, a nova rádio rock do Rio, pra quem podia sintoniza-la. Surgiu sem fazer propaganda. Só o barulho característico dos rocks que transmitia. Houve uma época em que agentes da Anatel diziam que era "questão de honra" achar e fechar a Progressiva FM. Só que não conseguiram. A rádio saiu do ar cerca de oito anos depois de entrar no ar. Foi extinta na mesma época em que a Rádio Cidade foi arrendada pelo projeto "Rede Rock" da 89 FM paulistana.

O próprio Wladimir deu a sua versão sobre o fim da rádio no Orkut:

Sonho acabou, isso mesmo, foi um sonho pensar que poderímos manter no ar uma emissora tão idependente quanto a Progressiva FM. Não foi a PF, a Anatel ou a pressão das outras emissoras, e sim o tempo,'time for money'.
Foi como um amor de verão curtido intensamente que durou 8 anos.
Sobrou na equipe apenas eu e a Alyne Fernandes, e resolvemos desaparecer do dial da mesma forma que surgimos, misteriosamente.

Mantivemos a Progressiva FM no ar por mais de 8 anos com recursos próprios, era a resistência undergound no dial carioca, participamos de momentos históricos como a tomada da reitoria da UFRJ, fomos citados em vários veículos de comunicação como a voz do submundo, várias bandas que hoje fazem sucesso deixaram sua fitinha demo lá.

Chegamos a ser a nº 1 na lista da Polícia Federal para ser fechada, para a Anatel era questão de honra lacrar a Progressiva FM, resistimos até o fim sem sair do ar, nunca conseguiram nos pegar.

Encerramos nossa programação no auge de audiência, com a consciência do dever cumprido.

Wladimir Aguiar não deixou completamente o rádio, após o fim da Progressiva. Ele e outros ativistas criaram no Complexo da Maré uma entidade comunitária que se candidatou à concessão de uma rádio comunitária. E eles conseguiram. A Maré FM entrou no ar há alguns anos, inicialmente em FM 105,9 MHz. As mudanças de posições das rádios FM do Rio de Janeiro obrigaram a Maré FM a se transferir para os 98,7 MHz, há alguns meses. A Maré FM tem uma programação popular, mas ao que tudo indica, cumpre sua função de rádio comunitária. Até há pouco tempo, Wladimir tinha um programa semanal de rock na Maré FM, o Rádio Palco, às 19h de sábado, com produção de Wladimir Aguiar e Marcos Araújo. No momento, encontro dificuldade para ouvir a emissora pela Internet.

Em 26 de novembro do ano passado, Wladimir Aguiar divulgou o endereço da versão da Progressiva FM para a Internet: http://www.sisdera.com/stream/webplayer3.php?canal=aovivo&autoplay=1&quot. Por algum motivo, até hoje todas as minhas tentativas de ouvir a rádio fracassaram.

Este é um breve histórico da saudosa Progressiva FM. Sinceramente, eu gostaria que a situação do dial carioca fosse completamente diferente, hoje. A situação só piora, desde o início da década de 1990. As rádios cariocas, sejam grandes, comunitárias ou piratas, estão quase todas entregues à politicagem, à Música de Cabresto Brasileira, ao jabá musical, jornalístico e esportivo e à picaretagem gospel.

Fiquem aqui meus cumprimentos à equipe da Maré FM e à equipe da extinta Progressiva FM.

Texto publicado originalmente em TVs do RJ.

domingo, 22 de abril de 2012

Avacalhação em igreja de Queimados com a missa da água de coco

Tem um quê de Teologia da Libertação nessa palhaçada. Isso aconteceu na igreja de São Francisco, em Queimados, dentro da circunscrição da Diocese de Nova Iguaçu. Os blogues O Catequista e Adversus Hæreses fizeram descrições detalhadas. Eu prefiro apenas colocar o vídeo aqui, classificar esse canto de entrada como avacalhação e deixar o espaço aberto para comentários.

sábado, 21 de abril de 2012

Devotos de "Nossa Senhora" da Igreja Vermelha continuam instrumentalizando a fé para ideologias esquerdistas

Respostas para Libertatum:

Blog do Túlio Galvão disse...


Infelizmente a Igreja Católica possui vários Padres e Bispos cujo propósito é deteriorá-la desde seu interior...
Porém conforme documentos da própria Igreja tornam estes Padres e Bispos automaticamente excomungados por defender uma cultura da morte.
Sou católico e vejo na CNBB um braço comunista, sendo assim não a respeito.
O problema é que para se conhecer a Igreja é necessário estudo e muitos católicos não se dão ao trabalho de se informar..
Desde já agradeço a informação sobre esta Semana Social..
Como católico só posso me envergonhar com esses Padres e Bispos

Marcelo Delfino disse...

Apesar dessa palhaçada dos integrantes da facção esquerdista da ICAR (todos devotos de "Nossa Senhora" da Igreja Vermelha, vulgo Dilma Rousseff), os laicistas, agnósticos, ateus e atoas continuam rejeitando a Igreja, Jesus e tudo mais que diga respeito. Nem o martírio mudará a cabeça dessa cambada da igreja vermelha.

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Investigação ampla, geral e irrestrita contra as cortinas de fumaça


A politicalha nacional quer usar algumas investigações e julgamentos contra rivais para encobrir com fumaça os malfeitos próprios e/ou de aliados. Fazem de tudo para que as investigações não avancem sobre os seus.

Como não tenho nada a ver com os malfeitos de quem quer que seja, por mim podem apurar e julgar tudo. Mensalão mineiro tucano, mensalão do DEM-DF, mensalão petista, privataria tucana (pensam que esqueci?), coligações do esquema Cachoeira-Delta com governos tucanos, governos petistas, governos PMDBistas...

E, por mim, podem ocupar todos os parlamentares do Congresso Nacional com tudo quanto é CPI. CPI do Cachoeira, CPI da Privataria Tucana... Pelo menos assim os caras ficam com menos tempo para bravatas, chantagens, fisiologismo ou vassalagem governamental, que é o que muitos desses caras fazem há décadas.

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Deviam reestatizar a Vale

Eu dou risada quando vejo toda a direita internacionalista mundial fazer chilique por causa da reestatização da YPF, que um dia foi a "Petrobrás" da Argentina: a empresa estatal responsável pela exploração dos recursos hidrocarbonetos do país. A empresa foi vendida para o grupo espanhol Repsol e reestatizada por Cristina Kirchner.

Enquanto isso, o Brasil não tem um único homem ou mulher macho o suficiente capaz de chegar na presidência e reestatizar a Vale, empresa detentora de concessões de jazidas minerais estratégicas privatizada pelo tucanato em circunstâncias semelhantes às da argentina YPF. Enquanto isso, lulo-dilmistas brincam de Fla-Flu com o demo-tucanato.

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Paul McCartney lança clipe com Natalie Portman e Johnny Depp

Paul McCartney é muito talentoso e inspirado. Acabou de lançar um clipe musical em que, embora não apareça, colocou dois astros do cinema mundial: Johnny Deep e a nossa musa Natalie Portman. Os dois aparecem dublando a música de Paul.

Parece que Johnny toca, de fato, no clipe. No caso específico de Natalie, é uma chance de ve-la em vídeo, depois de seu mais recente trabalho cinematográfico, em Thor.

Fonte: Tribuna Hoje.

Paul McCartney: novo clipe tem Johnny Depp e Natalie Portman


14/04/2012 18:15
Por Breno Airan


Pouco antes de desembarcar no Brasil para shows em diversas cidades – este é o terceiro ano seguido que o ex-beatle vem ao país –, Paul McCartney lançou nesta sexta-feira (13) o clipe de seu single My Valentine, do recente “Kisses On the Bottom”, lançado em fevereiro último.


As canções deste play remetem às músicas que o intérprete de Yesterday ouvia quando menino, no rádio de seu pai. Por isso, a pegada jazzista em todo o compacto.


A música em questão tem Eric Clapton dando seu tom nos violões. No clipe, os atores renomados Natalie Portman (vencedora do Oscar de melhor atriz em “Cisne Negro”) e Johnny Depp (da franquia “Piratas do Caribe”), que ainda dá uma investida no solo.


Confira:

terça-feira, 17 de abril de 2012

Como dizia Ronnie Von: "Teu amor é Cachoeira"...

Resposta para Com Texto Livre:

É evidente que deve ter gente da oposição de direita comprometida até o pescoço com o esquema Cachoeira. Afinal, a oposição de direita desgovernou o país até 2002 e permanece desgovernando vários estados, entre eles Goiás, base dos negócios de Cachoeira. No entanto, por enquanto apenas dois nomes da oposição de direita são candidatos a se darem mal com a CPI do Cachoeira: o senador Óstenes (ex-DEMóstenes) e a golpista Veja. Esta é uma revista decadente, que fica mendigando ser encartada em jornais de domingo (acontece há anos com jornais diversos, desde os cariocas Jornal do Brasil e O Dia até o gaúcho Zero Hora) para inflacionar a raquítica tiragem. O PiG (golpista até onde der e governista quando conveniente, vide o trato com alguns governos estaduais e municipais) aceitaria de bom grado assistir a derrocada da revista, para livrar o restante da confraria.

O problema maior do Governo Federal é que o esquema Cachoeira-Delta ficou suprapartidário. É muito bem relacionado com uma série de políticos lulo-dilmistas. Não apenas a um ou a outro.

Zé Carlos disse...


Esquema Cachoeira-Delta é apenas uma ponta do iceberg.
Há muito mais ainda para se conhecer.

Esqueci do segundo nome daquela lista de oposicionistas da direita: o governador Marconi. Ponha ali junto com o Óstenes e a Veja.

Zé Carlos disse...


Bem provável que apareça também o nome do Serra...

Temos até uma trilha sonora para esse pessoal todo. É aquela antiga música cantada pelo Ronnie Von: "Teu amor é Cachoeira"...



Zé Carlos disse...


O hino oficial da CPI está aqui:



http://contextolivre.blogspot.com.br/2012/04/cpmi-demo-cachoeira-ja-tem-hino-oficial.html

O TERROR DO NORDESTE disse...


Cumpadi, discordo totalmente da opinião de Ricardo. Primeio, o lider do governo na Câmara e do Senado já desmentiram essa história que Dilma está preocupada com a instalação da CPI. Depois, o governo vai ter a maioria na CPI e maioria em CPI faz o que bem quer dos encaminhamentos de CPI. Duvido o pedido da oposição de convocar Dirceu vai ser atendido.


Zé Carlos disse...


Pois é Cumpadi, mas para o Kotscho dizer isso é porque alguma coisa há...

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Rádio UERJ: uma rádio pirata dos anos 90

Não sei se todos os meus amigos sabem. Se não sabem, saibam que eu fui soldado da Aeronáutica entre os anos de 1995 e 1999. Fiquei exatamente quatro anos (já descontado o período de recrutamento no Campo dos Afonsos) servindo no Centro de Computação de Aeronáutica do Rio de Janeiro, que na época ficava no aeroporto Santos-Dumont. Nesta época, eu ia e voltava para casa quase todo dia pegando um ônibus que passava bem em frente ao campus da UERJ, no Maracanã.

Já no ano de 1995, eu ia e voltava pro serviço ouvindo rádio com fone de ouvido. Naquele ano, me chamou a atenção uma rádio muito bem feita, que transmitia em FM 96,1 MHz e só pegava na própria UERJ e nos arredores. O sinal dela ia até a estação de metrô de São Cristóvão e o início da rua 24 de Maio, atingindo facilmente a rua Visconde de Niterói e provavelmente o Morro da Mangueira. A programação da rádio era excelente. Tinha basicamente MPB e rock, e sempre estavam dando alguma notícia curta ou entrevistando alguém do circuito musical da cidade.

Mais tarde fui descobrir que a tal emissora se chamava Rádio UERJ, mas apesar do nome, não tinha vínculos com a universidade ou qualquer um de seus funcionários ou dirigentes. Era uma rádio pirata, integrante da onda de rádios comunitárias que houve no Rio de Janeiro naquela época. A rádio era tocada basicamente por estudantes da própria UERJ.

Eu gostava de ouvir aquela rádio. A Fluminense FM já tinha sido extinta, e estava sentindo falta de algo alternativo no dial carioca. Valia a pena ouvir aquela rádio, mesmo que fosse apenas por alguns minutos, no trajeto casa-quartel e quartel-casa.

A rádio foi bem, até o dia em que uns estrupícios fizeram no horário diurno da rádio um programa que eu não tive o desprazer de sintonizar, mas que fiquei sabendo por matérias da imprensa, na época. Os estrupícios fizeram o programa Que bagulho é esse?, que simplesmente dava diariamente a cotação das trouxinhas de maconha nas bocas de fumo da região. Os caras do programa chegavam ao requinte de anunciar os locais onde a polícia estava fazendo batidas (procurando traficantes de drogas) e orientavam os ouvintes usuários de drogas pra que não fossem nesses locais, e que fossem em outras bocas de fumo. Deu uma confusão daquelas. A Polícia Federal foi lá na sede da rádio (na verdade, uma salinha da própria UERJ, alguns andares bem acima da entrada principal do campus), fechou a emissora e apreendeu os equipamentos. A reitoria da UERJ disse na época desconhecer a existência da rádio pirata dentro do campus. Aqueles dirigentes definitivamente não ouviam rádio ou não sabiam o que acontecia no campus da UERJ. Não vi na imprensa se alguém foi indiciado ou condenado pela rádio pirata ou pelo crime de apologia de entorpecentes. A Rádio UERJ foi fechada em meados de 1996.

Nunca soube onde ficava a antena transmissora da Rádio UERJ. Eu imaginava que pudesse ficar bem no alto do prédio principal do campus da UERJ, onde ficava a própria sede da rádio. Isso garantiria um senhor alcance para o sinal da rádio. Mas não duvido nada que a antena ficasse dentro da salinha da rádio, de tão amadoras que eram várias dessas rádios piratas dos anos 90.

Esta é somente mais uma história do sofrido dial carioca. E mais uma história de uma rádio pirata supostamente "comunitária".

Texto original publicado em TVs do RJ.

domingo, 15 de abril de 2012

Ninguém pode ser conservador e (neo)liberal ao mesmo tempo

Esta é uma questão que gostaria de debater com todos os amigos, desde os conservadores (católicos, evangélicos, de outros credos ou sem credo nenhum) até os amigos de esquerda.

A rigor, existem vários tipos de liberalismo. O liberalismo original era uma reação contrária às ingerências e atitudes coercitivas do poder estatal nos campos econômico, político, religioso e intelectual. Há o liberalismo comportamental: aquele que defende o amor livre (tal como defendido pelos hippies nos anos 60) e a total liberdade individual para fazer o que se bem entender, com relação a sexo, relacionamentos amorosos, uso de entorpecentes e outras coisas. Há também o liberalismo econômico: o indivíduo tem direito de fazer o que bem entender com o dinheiro que ganha, e o Estado não pode dizer a ele o que fazer com seu dinheiro nem pode cobrar impostos escorchantes. O neoliberalismo seria um passo adiante do liberalismo econômico (adiante na linha do tempo, não no progresso), admitindo que o Estado deve atuar como protetor e até incentivador dos negócios privados, em detrimento do desenvolvimento da sociedade e da economia autônoma dos países.

Os conservadores são todos os que defendem a manutenção do atual status em algumas questões, principalmente as comportamentais. Sem pregar retrocessos. Os que querem retrocessos são reacionários, não conservadores. Os conservadores podem ser progressistas em uma ou outra questão. Acredito que os nacionalistas sejam em tese conservadores, sejam os de esquerda, os de direita ou os neutros (apenas nacionalistas).

Estou verificando a impossibilidade de alguém ser conservador e (neo)liberal ao mesmo tempo. Um cara pode, por exemplo, ser perfeitamente adepto de conquistas sociais para minorias (desde que não para a população em geral) e ser neoliberal. Afinal, um neoliberal defende a primazia do Mercado acima de tudo. E algumas minorias são, sim, um senhor mercado em potencial. Por exemplo: os homossexuais tem direito de reivindicar algumas coisas, mas devemos admitir que se tornaram, sim, um senhor mercado consumidor. Eles são muito prósperos. Em média, tem mais poder de consumo que os heterossexuais. Não vamos cair na ilusão de que todos os que apoiam as causas GLBTT sejam de esquerda. Tem muito (neo)liberal defensor do Mercado de olho nessa clientela. Paralelamente, alguns homossexuais estão se organizando contra os movimentos GLBTT de esquerda, se autointitulando gays de direita. No Brasil, contam com pelo menos um blogue. São liberais, sim, mas contra a esquerda. Alegam que os regimes socialistas e comunistas costumam reprimir sua sexualidade.

Escrevo tudo isso diante de uma frase sensacional escrita no Twitter por Roger Rocha Moreira, vocalista e líder do Ultraje a Rigor. Diante da notícia da autorização dada pelo STF para o aborto de fetos anencéfalos, ele veio com mais uma frase bem humorada e inteligente:

Anencéfalos no governo decidem sobre o futuro de população anencéfala.

Devemos descontar aqui o fato de Roger ser um notório eleitor de vários governadores tucanos do estado de São Paulo. Talvez uma observação irônica dessa natureza não fosse feita para o atual governo de Geraldo Alckmin. Mesmo assim, a última coisa que Roger pode ser classificado é de ser um conservador. O cara defende o amor livre (sem necessidade de formalidades, como o casamento) e já vez inúmeras letras que um conservador não escreveria. Roger é, sim, um liberal, como aqueles que apoiaram o Diretas Já, movimento do qual Roger participou ativamente.

Alguém poderá alegar que indivíduos como Geraldo Alckmin são neoliberais, e conservadores ao mesmo tempo. Afinal, o homem é muito bem relacionado com a Opus Dei... Mas não é aquilo que pensamos ou o que cremos que nos define. O que fazemos é o que nos define. Um homem como Alckmin pode ter pensamentos e crenças conservadoras, mas suas políticas governamentais são neoliberais. Até no campo comportamental o homem já deu declarações liberais...

Atualização de última hora

Roger Moreira entrou em contato comigo, após eu ter feito comentários sobre ele com outro usuário do Twitter. Nada mais justo que eu coloque aqui.

@valdirtop População? Você e mais quantos sobreviveram??? @Roxmo Anencéfalos no governo decidem sobre o futuro de população anencéfala

@mjdelfino @valdirtop Embora @Roxmo não seja um conservador (vide letras), é porque talvez seja um (neo)liberal, como os governadores que elege

@Roxmo @mjdelfino sou um livre pensador.

@mjdelfino @Roxmo Ok. Eu respeito pessoas como você, Roger. Embora não concorde 100% contigo. Continue pensando por si mesmo

sábado, 14 de abril de 2012

Telecine virou a rede de canais da musa Natalie Portman

Parece brincadeira de minha parte, mas não é. O Telecine virou a rede de canais da musa Natalie Portman. Vários filmes de sua já longa discografia são exibidos periodicamente pelo Telecine: Em Qualquer Outro Lugar, A Loja Mágica de Brinquedos, Cisne Negro, Sexo Sem Compromisso... O Telecine passa a maioria dos filmes de Natalie licenciados atualmente para a TV brasileira. Nesta semana, houve um dia em que o Telecine exibiu dois filmes ao mesmo tempo, no horário de 22h: Em Qualquer Outro Lugar no Telecine Touch e Sexo Sem Compromisso no Telecine Pipoca.

A saga de Natalie no Telecine aumentará, com a estreia hoje às 22h do filme Thor no Telecine Premium. Tá, nesse filme Natalie é uma coadjuvante. Sua personagem é a cientista Jane Foster, interesse romântico do protagonista Thor. Mas não deixa de ser um filme imperdível. Não só por causa da Natalie, mas por todos os demais itens do filme e pelo conjunto da obra.

Enquanto o filme não chega à TV, os amigos leitores podem conferir a chamada do Telecine. Thor é até agora o último filme da carreira de Natalie Portman. Ela deu uma pausa na carreira para cuidar do primeiro filho, nascido no ano passado. Mas ela anunciou agora em 2012 que planeja adaptar para o cinema o livro Comer Animais, de Foer.



Aqui, um trailer do filme, tal como foi mostrado no quadro Movie Box, do Telecine.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...

Se quiser ler o complemento do título, leia este texto até o final.

Tive a ideia de escrever este texto depois de ler uma entrevista de Armando Boito Jr. (professor do Departamento de Ciência Política da Unicamp e Editor da revista Crítica Marxista) no jornal Brasil de Fato. No blogue do Altamiro, fiz um comentário irresistível:

Eu dou gargalhada com essa gente. Estão no poder e ainda querem posar de críticos.

Fiz referência a críticos como Armando Boito Jr.

A ideia que trago aqui é que o lulo-dilmo-petismo continuará no poder e os candidatos lulo-dilmistas vencerão todas as eleições presidenciais daqui por diante, enquanto o grosso da população estiver satisfeita com a vida que leva e enquanto a elite brasileira estiver dividida entre a elite fisiológica neoliberal (lulo-dilmista) e a neoliberal ortodoxa (adepta do demo-tucanismo).

A rigor, pro grosso da população brasileira, tá delícia, tá gostoso. Mudar pra quê? Tá (quase) todo mundo comprando de tudo a prestações de perder de vista, tá (quase) todo mundo fazendo faculdade (mesmo que sejam faculdades particulares que formam autômatos, não cidadãos autônomos), tá (quase) todo mundo curtindo muita música de cabresto, tá (quase) todo mundo bestificado porque agora pode ver o Neymar em TVs de alta definição. Ainda que através de uma antena no alto de um barraco caindo aos pedaços numa favela.

Lula e Dilma continuarão vencendo todas! Até que...

1 - A elite internacionalista brasileira deixe de ser dividida e resolva apoiar unida um oposicionista. Não tem como os neoliberais ortodoxos elegerem alguém se o grosso da população e a elite fisiológica neoliberal forem lulo-dilmistas. E o grosso do influenciável eleitorado brasileiro, vendo a elite lhe pedindo votos ora para lulo-petistas ora para candidatos da direita, na dúvida fica onde já está: no lulo-dilmismo.

2 - Ou que ocorra um levante nacionalista neste país, para enxotar todos esses internacionalistas que fizeram ou fazem parte dos governos demo-tucanos ou lulo-dilmistas.

Desconsidero a viabilidade da ultraesquerda e da extrema esquerda, porque esses, ainda que divididos, votam majoritariamente nos candidatos lulo-petistas, quando convém. Não representam alternativa alguma ao Governo Federal. Até são satisfeitos parcialmente pelo Governo...

quinta-feira, 12 de abril de 2012

As graçolas da blogosfera dita "de esquerda, alternativa e democrática"

Resposta para Pizzaria do Poder:

Gostaria de parabenizar o grande amigo e xará Marcelo Pereira, pelas observações feitas sobre o blogue do Barão de Itararé e o blogue Cães de Guarda. O Cão de Guarda eu não conheço mas ainda hei de conhecer.

Esse blogue do Barão de Itararé não passa de uma fraude. No fundo, é a mão invertida do PiG (Partido da Imprensa Golpista) que dizem combater. São o PiG: Partido da Imprensa Governista. Como, "mídia alternativa e democrática", cara pálida, se fazem o mesmo jogo sujo com mão invertida da mídia estabelecida, omitindo os malfeitos dos cumpanhêros governistas?

O amigo e xará tem convicções profundas e as expõe. Não quer nem saber se está sendo acusado de ser "a esquerda que a direita gosta" ou de ser PSOLista, por essa esquerda lulo-dilmista. Se a esquerda brasileira no poder quer fazer o jogo da direita e governar como se ela fosse, isso deve ser dito.

Se o amigo clama que a "esquerda brasileira acorde o mais rápido possível para estas manobras da direita interesseira", é porque sabe que existe mesmo esquerda no Brasil. Eu digo que ela erra exatamente por ser esquerda sem deixar de adotar programas comuns da direita, tornando desnecessário à direita assumir o poder formalmente, já que há internacionalistas esquerdistas fazendo seu serviço sujo.

Só falta o xará romper de vez com a esquerda. Será um grande passo adiante. Eu rompi há nove anos. Sem jamais temer ser acusado por essa esquerda internacionalista de fazer o jogo da direita. Porque na prática rompi com a direita desde que me conheço como gente e criatura politizada.

Eu também não sou perfeito. Mas as bobagens que fiz eu assumi publicamente. Assumi no meu blogue.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Obras da Copa?

Autor: Percival Puggina. Texto enviado para este blogue.

Em 2014, com a Copa, o Brasil receberá milhares turistas. Na África do Sul, contados um a um, foram 309.554, dos quais 32% eram africanos, 24% europeus e 13% americanos. Bem menos do que os 2 milhões de visitantes que foram assistir os jogos na Alemanha e um pouco menos do que os 400 mil que, em 1994, viajaram para os Estados Unidos. Embora em proporções distantes daquelas em que se alinham as euforias políticas, deve-se reconhecer que haverá, sim, expressivo fluxo de turistas. Todos devem ser bem recebidos e levar daqui boa impressão. Para eles e para isso vêm aí as tais obras, que são, de fato, o que mais nos interessa.

Estamos faceiros com elas e reconhecemos, quase unanimemente, ser indispensável atender quaisquer exigências que a Fifa nos faça. Menos pela Copa, repito, e mais, muito mais, pelas obras da Copa. Estamos votando, inclusive, uma lei federal dizendo que durante o período dos jogos, certos preceitos da nossa legislação terão vigência sustada para que prevaleça a soberania da Fifa. Tudo pelas obras. Tenho bem presente o pânico que fazia fremir o Rio Grande toda vez que, nos arremates para acertar a empreitada do estádio do Inter, a bola batia na trave. Um gelo de fazer fumaça corria pela espinha dorsal das autoridades. Aquele pé no traseiro sugerido por um desaforado francês da Fifa poderia chutar para longe de nós os benditos empreendimentos. Enfim, desse risco parece que nos livramos.

Contudo, no catálogo das promessas, no instigante saco de Papai Noel da Copa, há um detalhe que me incomoda como etiqueta áspera no cangote. Por que só agora aparecem recursos para essas melhorias em nossa infraestrutura, muitas das quais previstas e necessárias há longo tempo à mobilidade urbana de Porto Alegre? Só por causa da Fifa e seus turistas? Como se entende isso? Afinal, não há um dólar furado de origem externa a financiá-las. A Fifa só arrecada. Não põe um pila no negócio. Todas as obras serão feitas com dinheiro nosso, verde-amarelo, federal, do contribuinte brasileiro. Dinheiro que por algum motivo sinistro e malevolente não sairia do Tesouro Nacional nem dos cofres do BNDES pelo bem de Porto Alegre nem do Rio Grande do Sul. Dinheiro que não veria o pôr de sol do Guaíba se fosse para atender o povo daqui. Dinheiro que só deu as caras por causa dos turistas que aparecerão atraídos pelo evento. Estou apontando uma evidência, tipo - "Olha aí, oh!". Aliás, ninguém se deu o trabalho de disfarçar. Não são para nós. São para a Copa.

E então? Não é um insulto? Graças à Fifa e aos visitantes estrangeiros conquistamos um pacote de regalias que sem essa motivação não mereceríamos e não teríamos. É nisso que dá havermos permitido que a centralização de tudo nas mãos União relegasse Estados e municípios à situação atual. Não será preciso piorar muito para nos tornarmos meras colônias de uma metrópole localizada no Planalto Central. Estão nessa situação praticamente todas as unidades federadas, com exceção das amigas da corte. Não há separatismo nessa analogia que faço. Bem ao contrário, se estou reclamando é exatamente porque muito antes de ser gaúcho sou brasileiro e rejeito o que estão fazendo com a Federação sonhada por nossos ancestrais. Obras "da Copa!". Me poupem.

Percival Puggina

08/04/2012

terça-feira, 10 de abril de 2012

Facebook virou uma favela


O Facebook começa a ter os mesmos problemas que vitimaram o Orkut e se transformou em outra favela. Um desses problemas é o descrito por alguns usuários do Facebook em seus murais:

Lamentável


Estão publicando vídeos pornográficos invisíveis nos perfis, sem que você saiba.


O dono do mural não os vê, mas os outros sim, é como se fosse uma publicação sua.


Por favor, se por acaso aparecer algo assim no meu mural ou te chegar como mensagem algo pornográfico no meu nome, apague e me avise. Tenho respeito por todos vcs!

Compartilhe

Aproveito para pedir aos amigos que me acompanham também no Facebook que sigam este aviso.

Poderia descrever outros problemas do Facebook, como as graçolas de cretinos os mais diversos, mas hoje prefiro me ater ao aviso acima.

segunda-feira, 9 de abril de 2012

A farsa da migração de rádios AM para o FM

Uma das coisas mais comentadas nos fóruns radiofônicos é a suposta migração das rádios AM para o FM. O que há, na verdade, é a repetição simultânea da programação de rádios AM por algumas FMs, e o nascimento de rádios AM direto no dial FM, sem jamais terem ocupado espaço no dial AM.

Os casos mais festejados de "migração de rádios AM para o FM" são os das rádios CBN AM 860, Super Rádio Tupi AM 1280 e Rádio Globo AM 1220. Só que nenhuma dessas três jamais migrou de uma faixa para outra. Ou seja, da faixa AM para a faixa FM. As três conseguiram espaço no dial FM e passaram a usar canais de FM para repetir integralmente a mesma programação que transmitem nas frequências originais de Amplitude Modulada. A CBN desalojou a Globo FM 92,5, que como a Rádio Globo e a CBN, pertence ao Sistema Globo de Rádio (SGR). A Tupi desalojou a Nativa FM 96,5, outra rádio Associada que, para não sair do ar, arrendou a Antena 1 FM 103,7. Por fim, a Rádio Globo arrendou a antiga frequência FM 89,3 (atual FM 89,5) da Nova Brasil FM, que antes da Globo estava arrendada para a Nossa Rádio FM.

Há ainda o caso de três rádios AM que nasceram direto no FM, sem jamais ocupar a faixa AM: a Catedral FM 106,7, a FM 104,5 da Igreja Universal (que arrendou o antigo canal da Tropical FM de Armando Campos) e a Band News Fluminense FM 94,9. Portanto, não houve migração de rádios AM para FM, neste caso. Se bem que a Catedral FM é uma legítima sucessora de outra rádio arquidiocesana, extinta há décadas: a Rádio Vera Cruz AM.

O dial AM tem ainda várias rádios que não migraram para o FM: Fluminense, Relógio, Copacabana, Rede Sucesso, Manchete, MEC AM, Tropical AM, Tamoio, Rádio Brasil, Record, Capital, Canção Nova, Metropolitana, Nacional, Mundial, Boas Novas, Bandeirantes, Rio de Janeiro, Rádio Livre, Rádio Popular, Continental e Grande Rio. É provável que ninguém me convença que todas essas rádios tenham condições de terem repetidoras no FM ou de migrarem para o FM. Não há espaço no dial FM para tanta rádio, mesmo que acabem com todas as atuais rádios FM. Não no atual rádio analógico. E mesmo porque, dessas rádios AM, as que não são mantidas por governos ou por igrejas ou outros grupos confessionais mal tem condições de se manterem no ar no AM, que dirá de migrar para o concorrido dial FM ou de ter repetidora no FM.

Ainda não houve no Rio um caso de autêntica migração de rádio AM para o FM como houve com a CBN de Brasília. Por lá, a rádio começou transmitindo apenas na frequência própria AM 750. Depois desalojou a Globo FM local que operava em FM 95,3, fazendo dela sua repetidora. Mas depois vendeu o canal AM para a Jovem Pan e, aí sim, migrou de vez para o FM, após o período de transmissão simultânea em AM e FM.

Publicado originalmente no TVs do RJ.

domingo, 8 de abril de 2012

Be Here Now: o subestimado álbum do Oasis


Por conta da primeira apresentação solo de Noel Gallagher no Rio de Janeiro marcada para 3 de maio, estou ouvindo pela primeira vez toda a discografia de sua extinta banda Oasis. O novo disco solo de Noel (High Flying Birds) comprei outro dia, e ainda pretendo comenta-lo por aqui. Por hoje, pretendo comentar sobre o álbum mais subestimado da discografia do Oasis: Be Here Now.

Na época deste disco, o Oasis já era um dos grandes medalhões da história do rock. Estava vindo de turnês bem sucedidas e dois discos iniciais com milhões de cópias vendidas em todo o mundo: Definitely Maybe e (What's the Story) Morning Glory?. Discos que sozinhos seriam suficientes para colocar o Oasis na história do rock mundial. Por outro lado, a banda já estava sendo assediada pela mídia e pela imprensa (inclusive a sensacionalista), por causa de várias polêmicas e das já constantes brigas entre os dois líderes da banda: os irmãos Noel e Liam Gallagher.

Este disco Be Here Now enfrentou problemas desde a composição. Até este disco, Noel Gallagher compunha sozinho todas as músicas do Oasis. Só depois é que Liam e outros integrantes tiveram chance de emplacar composições nos discos da banda. Seis meses após o lançamento de (What's the Story) Morning Glory?, Noel tinha composto apenas um riff de guitarra. Nenhuma música completa. Para fazer as músicas de Be Here Now, Noel teve que fazer uma rotina disciplinar de composição. A maioria das músicas foram compostas num período de férias, hospedado numa casa de Mick Jagger. Na gravação do disco em si, a banda procurou fugir do assédio da imprensa e dos fãs. Tanto que deixaram o estúdio Abbey Road (onde pretendiam fazer o trabalho todo) e terminaram os trabalhos em estúdios menos badalados. A banda também se prejudicou com a cocaína, na época.

Para o disco, Noel compôs apenas canções em cima da velha estrutura dos hinos do rock: verso típico - refrão - verso - refrão, com longos trechos instrumentais no meio e no fim de várias faixas. Na longa faixa All Around the World (a maior do disco, com 9 minutos e 20 segundos), Liam cantou longos "na na na" nesses trechos sem letra. O disco é muito criticado exatamente por conter faixas longas demais. São 12 no total, sendo que apenas três delas tem menos de 5 minutos de duração. Outras críticas que fazem são quanto ao excesso de produção e pelo fato de não haver sentido amplo para nenhuma das letras do disco. Definitivamente, este disco frustrou muita gente que estava mal acostumada com os dois primeiros da banda e esperava muita coisa deste Be Here Now.

Até hoje alguns integrantes da banda na época dizem não ter boas lembranças deste disco. Principalmente por causa do vício da cocaína. Noel Gallagher chegou ao ponto de não colocar nenhuma música do Be Here Now na coletânea Stop the Clocks. Às vezes Noel diz que as músicas que fez foram "uma merda" e que as gravações também foram "uma merda".

Eu prefiro destacar os aspectos positivos do Be Here Now. Foi o segundo da banda que adquiri, depois de ter adquirido o The Masterplan (coletânea de lados B). Be Here Now não tem a música que julgo ser a melhor do Oasis: Don't Look Back in Anger, que pertence ao (What's the Story) Morning Glory?. Nem tem a música que mais gosto de ouvir deles: Acquiesce, motivo que me levou a comprar o The Masterplan em primeiro lugar. Mas se há quem reclame que Be Here Now não tem letras com sentido amplo, eu digo que o disco todo é coeso. Foi concebido para ser uma coisa só. Não tem aquela cara de coletânea greatest hits dos discos anteriores, apesar de este ter pelo menos quatro sucessos da banda: D'You Know What I Mean?, Stand by Me, All Around the World e Don't Go Away. Todas as faixas se encaixam numa sequência perfeita, mesmo tendo diferenças entre elas. As letras são interessantes. Outro aspecto que gosto do disco é o jeitão de épico que a banda quis imprimir, apesar de as letras não terem sido compostas para tal. O tamanho grande das faixas permitiu toda sorte de experimentações. Há até um pequeno número de jazz no final de Magic Pie. Noel Gallagher teve a ideia de colar várias camadas de guitarras. Algumas músicas tem cerca de 30 gravações de guitarra de Noel simultaneamente. Imagine só uma orquestra de 30 guitarristas tocando a mesma música. O resultado seria semelhante.

Há quem diga que a banda se descontrolou na gravação deste disco, ficando desleixada, mesmo. Muito por causa das drogas, às vezes consumidas no estúdio. Só que a banda teve muita sorte. O resultado que poderia ser temerário foi um disco excelente.

Be Here Now é um disco pra ser ouvido com tempo sobrando, porque é longo demais para um disco de inéditas de estúdio (71 minutos e 38 segundos). E é melhor se ouvido completamente, do início ao fim. Também é pra ser ouvido na sequência original e sem ideias pre-concebidas sobre o Britpop ou sobre o Oasis. Pra quem ouvir o disco desta maneira, há grande chance de gostar e de satisfazer com uma boa audição. A não ser que realmente não goste de Britpop nem do Oasis. Aí o recomendável é nem começar.

Em 1998, ano seguinte ao lançamento de Be Here Now, o disco foi eleito pelos leitores da revista Q como o décimo-terceiro maior álbum de todos os tempos. Título merecido.

sábado, 7 de abril de 2012

O advento do sertanojo universiotário gospel

Pensavam que apenas a Canção Nova tinha sertanojo universiotário gospel? No meio evangélico também tem. Aqui está uma dupla: André e Felipe.

Fonte: Renascer Prime.



Eu dou graças a Deus por não ser nem surdo nem cego, para ouvir e ver essa mediocridade, comprovar e comentar eu mesmo.

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Fraude na licitação das clínicas que prestam serviços de aborto para o SUS

Esta manchete ainda não aconteceu. Mas acontecerá um dia, depois que os estrupícios legalizarem o aborto no Brasil.

Enquanto os caras continuam desviando verba da saúde pública, os pacientes morrem nos hospitais. E, no futuro, morrerão os fetos. Tudo financiado pelos contribuintes. Concordando ou não.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

Renato Rocha no Domingo Espetacular - Parte II

Sei não... Esse povo da Recópia, digo, Record deve estar é transformando o Renato Rocha numa atração de telenovela jornalística, pra obter mais audiência para sua programação.

O Renato mesmo deve continuar na mesma situação. A não ser que seja auxiliado por forças que alguns rejeitam. Paciência.

Parte 1 no blogue Kiss FM Rio de Janeiro.

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Comunistas de Porto Alegre discutindo coligação com a turma da ex-Arena

Resposta para Altamiro Borges:

Alberto disse...


"Miro: o que você tem para comentar sobre Manuela D'Ávila (PCdoB) sentada NA MESMA MESA com a turma de Ana Amélia Lemos (PP) para discutir uma ALIANÇA para a Prefeitura de Porto Alegre? "Funeral de Partidos"?"


2 de abril de 2012 13:38

Prezado Alberto

O Miro não responderá a sua pergunta. O homem está surfando na Era Lula-Dilma, junto com os blogueiros progressistas, o PC do B (onde estão Manuela D'Ávila e o próprio Miro) e o Barão de Itararé. Embora eu concorde com todos eles na tese de que o demo-tucanismo tem que ficar enterrado no passado junto com a turma de 1964, não ando com eles nesse lulo-dilmo-esquerdismo. Eu tenho paciência. O nacionalismo é o futuro. E nesse futuro, o lulo-dilmo-esquerdismo e o demo-tucanismo serão igualmente passado.

terça-feira, 3 de abril de 2012

'Quatro em Campo' tentando desvalorizar a Libertadores

Os integrantes do programa Quatro em Campo da CBN (de segunda a sexta, 20h, com prévia às 16:40 no CBN Total) estão tentando desvalorizar a Libertadores. Fizeram isso na noite da última quarta-feira. Disseram que a Libertadores não atrai mais os times como antes, que paga menos que o Campeonato Carioca (???).

E pensar que tem time que se mata em campo para conquistar uma vaga do Campeonato Brasileiro para a Libertadores ou ao menos para a Pré-Libertadores.

Estariam os caras do Quatro em Campo tomando as dores do SporTV, que não tem mais direito de transmitir a Libertadores?

Fica aí a questão para os amigos.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Canal Brasil põe 'Faroeste Caboclo' no LP 'Dois'

Na última sexta-feira o Canal Brasil exibiu às 21:30 o programa O Som do Vinil sobre o LP Dois (1986), da Legião Urbana.

Na sinopse exibida no guia de programação da NET foi dito que o disco tem sucessos como Faroeste Caboclo. Só que a Legião gravou esta música pela primeira vez apenas no LP Que País é Este, de 1987.

É a "inguinorânssa qui atravanca o pogresso"!

Um erro crasso como esse é inadmissível em um canal de cultura brasileira, como é o Canal Brasil. E como dizem que essas sinopses do guia da NET são enviadas pelos canais, fica aí o questionamento ao Canal Brasil.

domingo, 1 de abril de 2012

Debatedores sentem falta da Campanha da Fraternidade no interior do país

Na semana passada, no programa Oriente-se da TV Século 21, houve um debate sobre o tema da atual Campanha da Fraternidade: Fraternidade e Saúde Pública. Lá pelas tantas, um dos debatedores questionou como se poderia levar a campanha para algumas comunidades do interior do país, onde a Campanha da Fraternidade é absolutamente ausente.

Não há como, senhor debatedor. A população dessas comunidades não está ausente da Campanha da Fraternidade sem motivo. Essas Campanhas já deveriam ter sido encerradas há anos.

A Campanha da Fraternidade tem mais sentido em épocas de autoritarismo, como o regime militar. Se naquele regime não dava para debater livremente assuntos relevantes de interesse geral em público, que se usasse espaços alternativos, como a Igreja. Hoje essas campanhas servem mais para alienar a população católica do tema central da Quaresma, que é a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Sem contar que a Campanha da Fraternidade tem servido mais para infiltrar politiqueiros dentro da Igreja, inclusive politiqueiros inimigos da própria Igreja.

Mesmo nesta capenga democracia brasileira, não há assunto proibido nos debates públicos. Agora mesmo estão debatendo e noticiando investigações em torno de empresas que fraudam licitações em hospitais públicos. Até um prefeito do interior do Rio de Janeiro foi preso pela Polícia Federal por desviar R$ 2,5 milhões da verba da saúde.

Além do mais, na média essas comunidades do interior do país levam a fé mais a sério que a média das comunidades das grandes cidades. Sabem que a Campanha da Fraternidade desvia a atenção dos assuntos mais importantes da Quaresma.