Política, cultura e generalidades

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Estrupícios esculhambam petição sobre transporte e perseguem irmãos Alexandre Figueiredo e Marcelo Pereira

Tenho lá minhas dúvidas se este país é realmente democrático. Ninguém pode ter uma opinião ousada e diferente das opiniões supostamente assépticas de minorias despóticas ou de maiorias iludidas que logo é perseguido, seja na Internet ou no mundo real.

No caso dos meus amigos e irmãos Alexandre Figueiredo e Marcelo Pereira, a perseguição virtual contra eles (o que chamam de trolagem) chega às raias do ridículo. Mas nem por isso devemos fechar os olhos para isso. Os irmãos Pereira são militantes de uma causa que apoio integralmente: a crítica à padronização visual dos ônibus urbanos de diversas cidades brasileiras, principalmente no Rio de Janeiro. Agora mesmo estão tentando implantar a padronização visual em Niterói, cidade onde os irmãos residem.

As mensagens que os troleiros publicam na petição são do mais baixo nível possível. Chegam a xingar os irmãos Pereira de viados. Eu os conheço: eles são heterossexuais, e sempre foram. Eu os considero dignos de qualquer maneira, não importando qual fosse a sexualidade deles. Sexualidade não é unidade de medida de caráter para ninguém. Os estrupícios é que acham que ser viado é algo indigno, acreditando que o próprio termo viado é excelente para xingar e humilhar desafetos, sendo eles gays ou não. A humilhação também seria indevida, se estivesse sendo feita contra gays de verdade.

Alguns chegaram ao requinte de assinar com os nomes completos dos irmãos Pereira e escrever no abaixo-assinado frases como "Eu sou VIRGEM!", "Eu sou VIADO!" e "Eu também sou VIADO que nem meu irmão! Dou o popoto e xupo peia".



Os estrupícios tem direito de defenderem a causa que bem entenderem, até mesmo a padronização visual dos ônibus municipais cariocas. Só que aqueles que partem para a ignorância e o vandalismo escrito contra os discordantes parecem não ter argumento sólido algum para rebater as críticas à padronização.

Nem sempre estarei ao lado dos irmãos Pereira em todas as causas que eles defendem. Eles já sabem disso. Só que reagirei quando qualquer um deles for achincalhado publicamente, seja lá por quem for o por qualquer causa que seja.

E nem adianta os estrupícios se voltarem contra mim, porque eu sou vacinado contra esses vândalos virtuais. Eu e os computadores que uso.

A resposta completa de Alexandre Figueiredo encontra-se no blogue Mingau de Aço.

3 comentários:

  1. Também fui vítima de um engraçadinho que não passa de um safado e de um pilantra por não tolerar opinião contrária no Facebook na mensagem que equivale ao scrapbook no Orkut. Dei uma mexida onde somente os amigos mandem mensagem e tal.

    É duro ter posição INDEPENDENTE nesse país.

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  2. Marcelo,
    Tome cuidado, pois até ameaças de morte já estão veiculando alé além disso, as ofensas agora estão sendo direcionadas a você. Este pessoal além de não se contentar em ofender os irmão Pereira agora estão lhe ofendendo. Quanto aos irmãos Pereira, eles não devem se intimidar. Eles precisam procurar as autoridades competentes. Lembre-se, o protesto deles sobre a padronização está incomodando de fato. Se não tivesse, não estaria recebendo esta horda de ofensas. Lembre-se, todo protesto consistente e verdadeiro é alvo de ataques, vide o cas do Sr. Ricardo Gama e Doroth Stang e muitos outros pelo pais. Este é mais um motivo para que eles não desistam. Se não fosse importante, não estaria acontecendo tudo isso agora.
    ABS!

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  3. Eu nem me ligo muito nesse assunto dos ônibus. Tanto que nunca foi meu tema recorrente, seja em defesa do visual de lata de azeite ou de Buscopan. Os irmãos Pereira é que são entendidos do assunto. Me limito a botar um banner no blogue e colocar os blogues dos Pereira na relação de blogues.

    Mas eu gostei dessa aqui do tal de trollador: "Ui! O Marcelo Delfino é vacinado contra os vândalos virtuais. Que meda". Quem sabe, depois desses textos dos reacionários eu ganhe pontos até com a tal da blogosfera progressista: Tsavkko, Altamiro Borges, Zé Carlos (Com Texto Livre), Cloaca News, Luís Nassif, Rudá Ricci (PHA não, porque esse é um caso perdido)... Embora eu jamais tenha sido ou seja um militante de qualquer causa permanente que seja, ao contrário deles todos. Eles podem até me considerar um conservador (mas não reacionário) que nem ligo. Mudei muito do ano passado para cá. Como já escrevi antes neste blogue, minhas mudanças influíram na minha decisão de extinguir o blogue Brasil, um País de Tolos e inaugurar este aqui, onde não tenho sequer compromisso em postar diariamente, quando não tenho assunto. Até o Tsavkko não escreve mais diariamente, mesmo sobrando assunto... Se eu quiser parar e voltar quando der na telha, isso é da minha conta.

    Pelo menos de PiG golpista os blogueiros progressistas nunca me chamarão. Como nunca me chamaram.

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